26 de abr de 2012

Câmara aprova texto-base do novo Código Florestal


Ambientalistas protestam nas galerias da Câmara (esq.); deputados ruralistas comemoram votação do texto-base (Foto: Reuters)
Ambientalistas protestam nas galerias da Câmara (esq.); deputados ruralistas comemoram (Fotos: Reuters

Texto tem pontos defendidos por ruralistas que haviam caído no Senado.
PT defendia aprovar o texto do Senado, mas não obteve maioria.


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o texto-base do projeto que modifica o Código Florestal, com pontos defendidos por ruralistas e sem as mudanças feitas a pedido do governo na versão que havia sido aprovada no Senado.
O texto agora não volta mais para o Senado. Com a conclusão da votação na Câmara, a proposta irá direto para a sanção da presidente Dilma Rousseff, que tem o direito de vetar o projeto na íntegra ou em partes.
O texto-base foi aprovado com 274 votos a favor, 184 contra e duas abstenções. O relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), retirou pontos que tornavam o texto "ambientalista", na visão dos ruralistas.
A principal vitória do governo foi a manutenção de um ponto aprovado no Senado que previa a recomposição de mata desmatada nas margens de rios. Pelo texto aprovado, os desmatadores deverão recompor uma faixa de, no mínimo, 15 metros de mata ciliar ao longo das margens.
Umas das principais modificações para atender ao setor agropecuário está na exclusão do artigo 1º do texto aprovado pelo Senado, que definia uma série de princípios que caracterizam o Código Florestal como uma lei ambiental.
Para o PV e o PT, ao rejeitar esse dispositivo, o relator reforçou a tese de que o Congresso está transformando o Código Florestal em uma lei de consolidação de atividades agropecuárias ilegais, ou uma lei de anistia, o que contraria o governo.
Ficaram de fora, por exemplo, orientação para que o Brasil se comprometesse com a preservação das florestas, da biodiversidade, do solo, dos recursos hídricos e com a integridade do sistema climático.
Também foi eliminado princípio que reconhecia "função estratégica" da produção rural para a recuperação e manutenção das florestas. Outro princípio excluído dizia que o Brasil iria seguir modelo de desenvolvimento ecologicamente sustentável, para conciliar o uso produtivo da terra com a preservação.
PT
O PT tentou convencer os parlamentares a rejeitar a versão de Piau e aprovar o texto do Senado na integralidade, mas não obteve maioria. Isso porque o PMDB, segunda maior bancada da Câmara, e a bancada ruralista votaram em peso pelo relatório de Piau.

"Anuncio 76 votos do PMDB para o texto do Piau. O Código Florestal deve proteger, querem que criminalize [o produtor]", disse em discurso no plenário o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).
Em vão, o líder do PT, Jilmar Tatto (SP), fez um apelo para que os deputados aprovassem o texto do Senado, que previa maiores garantias de proteção ao meio ambiente. "Não queremos crescimento que degrada e que depreda, como está acontecendo com a China. Queremos um crescimento sustentável. Um crescimento com água limpa, mananciais para que região urbana possa ser abastecida e que a região rural possa ter água para irrigar", disse.
Para Tatto, o texto de Piau significa um retrocesso na lei ambiental. "Esse relatório é um retrocesso. Vamos votar o relatório do Senado e vamos fazer ajustes, mas ajustes que dialogam com o setor ambiental e com o governo", pediu. O PT ainda tentará modificar trechos do relatório de Piau através de destaques.
Reflorestamento
Para o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), o relator contrariou o regimento da Casa ao excluir trecho do texto aprovado pelo Senado que exigia dos produtores a recomposição de, no mínimo, 15 metros de vegetação nativa nas margens de cursos d'água com até 10 metros. O artigo prevê ainda que, para os rios com leitos superiores a 10 metros, a faixa de mata ciliar a ser recomposta deveria ter entre 30 e 100 metros de largura.

A recomposição vale para quem desmatou até julho de 2008 e é uma alternativa ao pagamento de multas aplicadas aos produtores que produziram em APPs.
O relator tentou deixar os percentuais de recomposição para regulamentação posterior, a cargo da União e dos estados. No entanto, o presidente da Câmara disse que o trecho não poderia ter sido excluído porque já tinha sido aprovado pelo Senado e também pela Câmara, na primeira votação da matéria, em maio de 2011. Desse modo, Maia restituiu o artigo do Senado que previa os limites de recomposição da área desmatada.
Diante da exigência de Maia, Piau decidiu incorporar ao seu texto o parágrafo 6ª do artigo 62, que estabelece que a exigência de recomposição em APPs para pequenos produtores "não ultrapassará o limite da reserva legal estabelecida para o respectivo imóvel". A reserva legal é o percentual de mata nativa que deve ser preservado nas propriedades privadas, a depender de cada região. O artigo de Piau visa evitar que a área de recomposição se torne muito maior do que a propriedade que poderá ser mantida pelo produtor.

APP em área urbana
Ao ler o relatório nesta quarta, Piau fez uma modificação no texto que foi admitida por Marco Maia. O relatório preliminar, entregue na terça aos deputados, suprimia completamente referências às Áreas de Preservação Permanente (APP) em região urbana.

Piau resolveu resgatar trecho do texto do Senado que contém a previsão das APPs. No entanto, o relator retirou a última frase do artigo que restringia o limite das faixas de beira de rio. Pelo texto de Piau, os estados e municípios poderão delimitar livremente as áreas de preservação em cursos d’água de regiões urbanas.

"Quando você amarra nestas faixas, você está ajudando a confundir mais. Imagina Petrolina e Juazeiro, onde passa o rio São Francisco ali, fica engessado na sua área de expansão. Você limita e tira a autonomia dos municípios de tomar a decisão", afirmou o deputado.

A alteração foi questionada por parlamentares do PV e do PSOL. Segundo eles, pelo regimento, Piau não poderia mudar a redação do texto do Senado. No entanto, o presidente da Câmara disse que Piau, como relator, pode suprimir trechos acrescentados pelo Senado que não tenham sido aprovados na Câmara.

O relatório
Ao todo foram feitas 21 mudanças no substitutivo aprovado pelo Senado no ano passado. Muitas foram apenas correções de redação e exclusão de artigos repetidos. Outras trataram de pontos importantes para produtores rurais e ambientalistas.

O texto de Piau excluiu da versão do Senado os artigos que regulamentavam as áreas de criação de camarões, os chamados apicuns, que considerou excessivamente detalhados. Apenas partes dos artigos que tratavam do uso restrito de solo foram mantidas, deixando claro que as criações dependem do zoneamento ecológico e econômico da zona costeira.

Também foi retirado o artigo que exigia a adesão de produtores ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) em até cinco anos para o acesso ao crédito agrícola. Segundo o relator, o cadastro depende do governo, o que poderia prejudicar os produtores.

Fonte: G1

25 de abr de 2012

Physis SDA na Respect

top_o_festival

E neste feriado do Dia do Trabalho a Physis SDA estará presente em mais um festival!!




O evento acontecerá entre os dias 28/04 à 01/05 em Ilha Comprida - SP, próximo à cidade de Cananéia.

A Physis SDA em parceria com a organização do evento realizará diversas ações ambientais!!!

Você que vai ao evento pode colaborar levando sua caneca, separando o lixo reciclável do não-reciclável, compostando os resíduos orgânicos e preservando a natureza!!


Também faremos a coleta de pilhas e baterias e de lixo eletrônico!! Se você possui algum desses materiais e não sabe como destinar corretamente, leve até a festa que daremos o destino correto!!


Além das ações ambientais o evento também fará uma arrecadação de roupas, se você tem uma peça de roupa que não usa mais e está em bom estado, leva para a Respect que encaminharemos às pessoas que precisam!!!


O ponto de coleta dos materiais será em nosso Centro de Triagem de Resíduos (CTR)!!!


Contamos com a participação de todos!!!




Rio desativa maior lixão do continente para evitar uma tragédia ambiental


Lixão de Gramacho, retratado em novela: futuro dos 1,4 mil catadores adiou desativação para maio - Marcos de Paula/AE
Lixão de Gramacho, retratado em novela: futuro dos 1,4 mil catadores adiou desativação para maio. Marcos de Paula/AE 

Desativação do Aterro de Jardim Gramacho vai impedir contaminação da Baía de Guanabara e transformar os rejeitos em fonte de energia


Criado à beira da Baía de Guanabara, sobre área de manguezal - o berçário da vida marinha - e cercado pelos Rios Iguaçu e Sarapuí, o Aterro de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, é a síntese de tudo o que não deve ser feito a respeito de descarte de lixo. Nos últimos 34 anos, todo o resíduo produzido pelo Rio de Janeiro e outras quatro cidades da Baixada Fluminense foi deixado ali. O resultado é uma montanha que alcança 60 metros de altura, no ponto mais alto, espalhada por 1,3 milhão de metros quadrados, assentada sobre um terreno gelatinoso, formado de argila.

Diante do risco de desastre ambiental, a desativação do maior lixão da América Latina é o grande compromisso assumidos pela prefeitura do Rio às vésperas da Rio+20. A data prevista, amanhã, teve de ser adiada, no entanto, para maio para que um problema social seja resolvido - cerca de 1,4 mil pessoas sobrevivem da separação do lixo e tem de ser indenizadas.
O secretário municipal de Conservação, Carlos Osório, resume o que representa o Gramacho: "Cometeu-se um crime ambiental monumental no Rio de Janeiro". Entre 1978 e 1996, o lixo foi despejado ali sem nenhum tipo de tratamento. O chorume vazava para a Baía de Guanabara e os rios. Havia explosões de gás metano - um dos gases do efeito estufa - gerado pela decomposição da matéria orgânica em ausência de oxigênio.
A apenas 4 quilômetros de distância do Aeroporto Internacional Tom Jobim, os urubus que disputam os resíduos com catadores também são um problema. Somente entre 2008 e 2011 houve 286 colisões entre aves e os aviões.
No fim dos anos 1990, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), do Rio de Janeiro, responsável pela operação do lixão, começou a transformar a área num aterro sanitário. Foi instalado um sistema de drenagem para coletar e tratar o chorume. Uma cortina de argila orgânica impermeável foi instalada no entorno do aterro, para impedir que os resíduos chegassem à baía e aos rios. O dejeto de serviços de saúde ganhou local de descarte próprio, com manta protetora. O lixo, depois de revirado pelos catadores, passou a ser espalhado por uma draga e coberto com barro ou cascalho. Ainda assim, o solo instável provocou rachaduras na montanha de lixo.
Fechamento. Ambientalistas denunciaram o risco iminente para a baía, e o Ministério Público Estadual cobrou o fechamento do aterro. A Comlurb diz que a situação está sob controle. "Instalamos inclinômetros em todo o terreno. São placas que vão a até 15 de profundidade e captam qualquer movimentação do solo", diz o assessor técnico da diretoria da Comlurb, José Henrique Penido.
O aterro também é responsável pela deterioração do bairro de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias. Um levantamento do Instituto de Estudos do Trabalho Sociedade (Iets) apontou a existência de 174 depósitos e galpões de lixo instalados no bairro. O estudo aponta que, dos seus 13,7 mil moradores, 1.217 trabalham na separação dos resíduos.
A prefeitura do Rio promete recuperar Gramacho. Caberá à empresa Novo Gramacho, consórcio que administra o aterro, cuidar da contenção geológica, refazer a cobertura vegetal e recuperar o manguezal.
Desde abril passado, a maior parte do lixo do Rio é lançada no Centro de Tratamento de Resíduos de Seropédica, onde é imediatamente coberto após o despejo.
O projeto de recuperação prevê a perfuração de mais 190 poços, além dos 130 já existentes, para a captação do gás metano. Gramacho produz 18 mil metros cúbicos por hora desse gás. Uma usina foi construída no próprio terreno para purificar o gás metano, que será vendido para a Refinaria Duque de Caxias, da Petrobrás. O resíduo desse gás será usado na geração de energia da própria planta da usina.
A concessionária também registrará projeto para a venda de créditos de carbono. "Vamos deixar de emitir 6 milhões de toneladas equivalentes de gás carbônico. A verba proveniente dessa operação comporá o fundo para a recuperação do bairro e para a indenização dos catadores", afirmou Penido. 
Fonte: Estadão.com

24 de abr de 2012

Biodiesel de fruto da Amazônia pode levar luz elétrica a comunidades rurais


À esquerda, o fruto tucumã, encontrado em abundância nas cidades da Região Metropolitana de Manaus (AM). À direita, a palmeira de mesmo nome. (Foto: Divulgação)
À esquerda, o fruto tucumã, encontrado em abundância nas cidades da Região Metropolitana de Manaus (AM). À direita, a palmeira de mesmo nome. (Foto: Divulgação)

Tucumã pode se tornar matéria-prima para combustível de gerador.
Ao menos 500 regiões isoladas do Amazonas poderiam ser beneficiadas.


Um pequeno fruto abundante na Amazônia pode ser uma alternativa para solucionar o déficit de energia elétrica na região, de acordo com um projeto do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
O tucumã, encontrado na palmeira de mesmo nome, se tornou matéria-prima na produção de biodiesel capaz de movimentar geradores empregados no fornecimento de luz elétrica para comunidades rurais.
Pesquisadores do Inpa conseguiram extrair da semente do fruto um óleo vegetal que pode ser transformado em “combustível natural” após um processo químico.
Segundo Sérgio Nunomura, pesquisador do instituto, a necessidade de se criar formas alternativas para a geração de energia levou um grupo de cientistas a desenvolver testes com o tucumã.
“Testes laboratoriais mostraram que é possível movimentar um gerador com o biodiesel de tucumã. Isto poderia contribuir com comunidades isoladas da Amazônia, onde ainda não existe energia elétrica”, explica Nunomura.
Energia como desenvolvimento

De acordo com o pesquisador, atualmente cerca de 500 comunidades do Amazonas passam por dificuldades devido à falta de luz elétrica.

“É um dos principais empecilhos para melhorar o índice de desenvolvimento humano na população do estado. Sem energia, não tem como preservar o alimento, fica difícil o acesso à educação e à comunicação. [O óleo de tucumã] seria uma alternativa natural ao problema”, explica.
A palmeira tucumã dá fruto o ano todo, segundo o Inpa. Cada unidade produz até três cachos contendo cerca de 130 frutos. A produção do biodiesel resolveria ainda um problema ambiental detectado em Manaus: o manejo dos resíduos do tucumã.
Isso porque o fruto é empregado na culinária amazonense, tendo como principal representante o sanduíche batizado de “x-caboquinho”, que é pão, queijo coalho e o fruto picado – iguaria apreciada principalmente no café da manhã.
“Só que hoje, as sementes, principal matéria-prima do biodiesel, vão para o lixo. A produção em massa desse combustível alternativo poderia reutilizar os restos deste fruto, evitando o desperdício”, diz Nunomura.
Ainda não há previsão para início de uma produção em larga escala do combustível, já que o biodiesel ainda segue em fase de testes.
Cadeia produtiva

Entretanto, o pesquisador ressalta que são necessários investimentos maciços em maquinário para conseguir produzir este combustível em massa nas regiões mais isoladas. Sem especificar valores, Nunomura cita, por exemplo, a criação de uma cadeia produtiva para que o projeto de biodiesel natural dê certo.

“É preciso uma organização nas comunidades e investimentos nelas. Quando você leva energia elétrica para essas regiões, gera um grande potencial econômico que precisa ser administrado. Deste modo, a formação de cooperativas é essencial”, disse. 
Fonte: Globo Natureza

23 de abr de 2012

Qualidade do mar será mapeada


Foto: reprodução

O desenvolvimento de ações de acompanhamento e monitoramento da qualidade do ambiente marinho foi discutido na quarta-feira (11/04), em Brasília, na 42ª Reunião Ordinária do Grupo de Integração do Gerenciamento Costeiro (Gi-Gerco), ligado à Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Cirm). Para o presidente do grupo e diretor de Zoneamento Territorial do Ministério do Meio Ambiente, Adalberto Eberhard, o Brasil está inserido em um estágio onde é necessária a elaboração de programas específicos de acompanhamento da origem, tipo e localização dos resíduos que causam a poluição ambiental costeira.

"Com base em estudos e pesquisas internacionais, podemos apontar que as principais fontes de poluição marinha, hoje, são os restos de nutrientes, o esgoto e o lixo marinho", explica o representante do MMA. Ele destaca que o mapeamento desses resíduos também deve ocorrer desde o continente, com controles feitos em terra, já que grande parte da poluição marinha é resultado das ações de degradação no continente.

Por fim, de forma a integrar as ações de monitoramento a serem desenvolvidas, Eberhard destaca a importância do trabalho em conjunto com ações governamentais já existentes, como o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. A ideia é adaptar os pontos do plano e fazer o seu direcionamento para a poluição marinha. "A meta do Ministério do Meio Ambiente e do grupo como um todo é desenvolver de forma integrada, com todos os agentes envolvidos, tanto governo e setor privado, ações de combate ao processo difuso de poluição do mar", destaca.

GESTÃO INTEGRADA


Na reunião também foi feita uma breve apresentação sobre o Projeto de Gestão Integrada da Orla Marítima (Projeto Orla), ação conjunta entre o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Com isso, busca-se o ordenamento dos espaços litorâneos sob domínio da União, aproximando as políticas ambiental e patrimonial, com ampla articulação entre as três esferas de governo e a sociedade.


Os objetivos do Projeto Orla estão baseados no fortalecimento da capacidade de atuação e articulação de diferentes atores do setor público e privado na gestão integrada da orla e desenvolvimento de mecanismos de participação e controle social para sua gestão integrada. Além de buscar a valorização de ações inovadoras de gestão voltadas ao uso sustentável dos recursos naturais e da ocupação dos espaços litorâneos.


Fonte: MMA

19 de abr de 2012

Brasil e emergentes puxam ascensão da energia eólica, diz relatório


Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)
Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)


Brasil lidera no Cone Sul e será responsável pelo crescimento na região.
Indústria global vai instalar mais de 46 gigawatts de capacidade neste ano.


A indústria de energia eólica global vai instalar mais de 46 GW (gigawatts) de nova capacidade em 2012, dado que faz parte da previsão de crescimento da indústria eólica mundial para os próximos cinco anos.

Até o final de 2016, a capacidade total de energia eólica mundial será pouco menor do que 500 GW, diante de um mercado anual de cerca de 60 GW previsto para esse período. Os dados foram divulgados nessa semana no relatório anual do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).
De acordo com dados do relatório Global Wind Report 2011, o Brasil vem se estabelecendo como grande mercado internacional, já dominando o latino-americano. Com uma forte base industrial, o país é considerado capaz de abastecer o Cone Sul, e será responsável, em vasta maioria, pelo crescimento regional até 2016.
As instalações totais para o período 2012-2016 devem chegar a 255 GW, com um crescimento cumulativo médio do mercado um pouco abaixo de 16%.
"Para os próximos cinco anos, o crescimento anual do mercado será impulsionado principalmente pela Índia e pelo Brasil, com significativas contribuições de novos mercados na América Latina, África e Ásia", afirmou Steve Sawyer, secretário-geral GWEC.
“O Brasil está entre as quatro nações do mundo que mais cresce no setor eólico, ficando atrás somente de China, Estados Unidos e Índia. Em 2015 seremos o 10° maior produtor de energia eólica do mundo. Atualmente, nossa capacidade instalada é de 1.471 MW e nosso potencial gira em torno de 300 GW. Temos um futuro promissor e ainda há muito espaço para crescimento”, destaca Lauro Fiúza Junior, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), empresa que repassou informações para a produção do relatório.
Mercados asiáticos e europeu
A Ásia continuará a ser o maior mercado do mundo com muito mais novas instalações do que qualquer outra região, instalando 118 GW entre agora e 2016, e superando a Europa como o líder mundial em capacidade instalada acumulada em algum momento durante 2013, segundo o relatório.

Depois de quase uma década de um crescimento de dois e três dígitos, o mercado chinês finalmente se estabilizou, e permanecerá nos níveis atuais pelos próximos anos. Pela primeira vez, em 2011, a Índia alcançou um mercado anual de 3 GW e deverá atingir 5 GW até 2015. Já o futuro do sistema de energia do Japão, com a rejeição quase universal da energia nuclear após a tragédia tripla em 11 de Março 2011, dá esperanças para um novo começo para a indústria eólica no País, de acordo com o relatório.
O mercado europeu se mantém estável e, considerando o quadro político e metas da Europa até 2020, é pouco provável que aconteçam grandes surpresas. A Alemanha teve um forte ano em 2011 e a decisão do governo de eliminar progressivamente toda a energia nuclear até 2020 dá à indústria um novo impulso.
Já a Espanha teve um ano ruim, o que deve se repetir em 2012. No entanto, Romênia, Polônia, Turquia e Suécia continuaram a desempenhar seus papéis dentro do cenário de crescimento, segundo o relatório GWEC.
Fonte: G1 Natureza

16 de abr de 2012

Países desenvolvidos lideram emissão de CO2


Região da Amazônia que sofreu com desmatamento na década de 80
Área da floresta amazônica que foi palco de queimadas e desmatamento na década de 80. 
Jorge Araújo-4.set.1988/Folhapress



Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostram, em estudo, que países desenvolvidos como EUA, Japão e Alemanha têm taxa de emissão de dióxido de carbono (CO2) por habitante muito superior à de países subdesenvolvidos, como o Brasil.

O CO2 é considerado o maior responsável pelo efeito estufa, causador do aquecimento global. Segundo a pesquisa, a indústria e os transportes são os principais responsáveis pela emissão do gás na atmosfera.

O relatório atribui a diferença de emissão de poluentes ao nível de desenvolvimento dos países, cujo consumo de energia per capita está relacionado ao nível de industrialização do país.

A pesquisa justifica o baixo índice de liberação de poluentes na atmosfera por países subdesenvolvidos pelo predomínio do uso de energia gerada a partir de fontes "limpas", como a energia hidrelétrica e os combustíveis não derivados de petróleo, como o álcool. Os idealizadores da pesquisa, Luiz Pinguelli Rosa e Luiz Fernando Legey, apresentarão os resultados do trabalho na Eco-92.

Outra pesquisa, realizada por cientistas do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, ligados ao Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (PNUMA), mostra que o desmatamento da Amazônia, considerado um dos principais fatores do aumento da presença de CO2 na atmosfera, é responsável por no máximo 1,4% da emissão do gás em todo mundo.

Fonte/; Folha.com

Indústrias do ABCD são as que mais poluem o rio Tietê, aponta Cetesb


Aspecto da poluição que toma conta do rio Tietê; indústrias do ABCD são os maiores poluidores
Aspecto da poluição que toma conta do rio Tietê; indústrias do ABCD são os maiores poluidores

Luiz Carlos Murauskas-4.jan.1991/Folhapress


As indústrias do ABCD paulista foram apontadas pela Cetesb (Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Ambiental) como as principais poluidoras do rio Tietê. Elas despejam 46,4% do total do esgoto "pesado" que o rio recebe todo dia.

Diariamente, elas lançam cerca de 1,5 tonelada por dia de efluentes inorgânicos sem tratamento no Tietê, de um total de 3,2 toneladas de poluentes despejados no rio.

Segundo a Cetesb, material inorgânico são os metais, pesados ou não, e produtos químicos resultantes de processos industriais. A poluição chega ao Tietê através do rio Tamanduateí, que atravessa três cidades da região.

Ainda segundo a Cetesb, o ABCD ocupa a segunda colocação no despejo de carga orgânica sem tratamento. Por dia, essas indústrias despejam 27,8% das 320,8 toneladas que chegam ao rio.

Seis das 10 principais indústrias lançadoras de carga inorgânica sem tratamento no Tietê ficam não ABCD. A Globo S.A. Tintas e Pigmentos, de Mauá, lidera a lista. Em quarto lugar, está a divisão Ford da Autolatina, em São Bernardo, seguida pela Aweta Produtos Químicos, de Diadema, e pela Brastemp, também em São Bernardo.

As empresas dizem que os dados da estatal estão desatualizados e que elas estão desenvolvendo projetos de controle de emissão de detritos industriais desde o ano passado.

O ranking das empresas poluidoras foi divulgado ontem. No geral, a Cetesb controla 1.224 indústrias na região metropolitana, sendo que 253 ficam no ABCD. 

Fonte: Folha.com

12 de abr de 2012

Comissão holandesa mostra ideias inovadoras na gestão de resíduos



Holanda recicla ou incinera quase todo o lixo que produz.

Em Amsterdã, quem devolve garrafas pet ganha cupom, que vale dinheiro.

Uma comissão do Ministério do Meio Ambiente da Holanda apresentou nesta terça-feira (10) soluções inovadoras na gestão de resíduos sólidos. Em encontro que reuniu empresários, representantes de ONGs e da Cetesbo, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, o porta-voz do governo holandês explicou que hoje é bem mais atrativo reciclar do que enterrar lixo.
A mudança na Holanda começou há 16 anos e hoje o país, que é um pouco menos populoso que o estado de São Paulo, é referência mundial em gerenciamento de lixo.
Enquanto quase tudo o que se descarta em São Paulo vai para aterros, na Holanda apenas 3% do lixo tem esse destino. Quase metade do lixo doméstico é incinerado. A energia gerada da combustão aquece as casas e ilumina parte da capital holandesa, Amsterdã.
A maior parte dos resíduos domésticos é separada pela própria população para a reciclagem e há estímulos para isso. Num supermercado na Holanda, uma máquina é usada para receber garrafas pet. A pessoa chega, coloca a garrafa de plástico, a máquina pesa e mais interessante é que no fim de tudo a pessoa recebe um cupom, que vale dinheiro. Em Amsterdã, três garrafas pet devolvidas para a máquina valem o equivalente a R$ 3.
Ganha quem colabora, perde quem gera mais resíduo. Cada holandês paga em média R$ 270 por ano de taxa de lixo. Quanto maior o volume dos sacos, mais cara a taxa. Ideias que podem servir de inspiração para o poder público, para os empresários e para população de São Paulo.
“Aprenderam a desenvolver tecnologias para isso, aprenderam a fazer gestão de resíduos e, principalmente, aprenderam a fazer uma educação ambiental, sem a qual nada disso seria possível”, disse o diretor de Meio Ambiente da Fiesp, Eduardo San Martin.
Fonte: G1

11 de abr de 2012

ONG WWF lança página na internet com informações sobre unidades de conservação ambiental



As principais características de algumas unidades de conservação (UCs) brasileiras, como espécies que habitam o local e biomas existentes, começaram a ser reunidas em uma página da internet criada pela organização não governamental (ONG) WWF Brasil. Mesmo com a falta de dados de algumas regiões, o Observatório de Unidades de Conservação, como foi batizado o projeto, já pode ser consultado por qualquer pessoa.
O espaço virtual concentra dados como o tamanho das unidades, mapas, fotos, principais ameaças, legislação e informações sobre outros sistemas oficiais, como o monitoramento de chuvas ou o Cadastro de Conservação, mantido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Com o sistema de busca, é possível organizar informações por estados, categoria (se é parque nacional, reserva extrativista ou floresta estadual, por exemplo), esfera (federal ou estadual) e grupo (proteção integral ou uso sustentável).
Para Giovanna Palazzi, do Departamento de Áreas Protegidas do ministério, o banco de dados pode contribuir para o mapeamento e o acompanhamento feitos pelo governo, que já cadastrou e validou, tecnicamente, 1,7 mil unidades de conservação (UCs) do país. “Hoje temos 100% das UCs federais, além de quase 95% das estaduais. Agora estamos entrando com as informações municipais. A ideia é aprimorar o cadastro com esses outros instrumentos criados por parceiros”.
Maria Cecília Wey de Brito, secretária geral da WWF Brasil, acredita que, além de ser uma fonte atualizada de informações, o observatório também vai funcionar como um instrumento de cobrança de políticas e ações do Poder Público. “Para os tomadores de decisão, a importância das UCs já deveria estar clara. Se não está, os dados mostram o capital que o país tem, o que está faltando para fazer melhor e as ameaças [às unidades]. Quando [o Poder Público] vê que só tem uma unidade em Mato Grosso do Sul que conserva o que restou do Rio Paraná, não vai ter argumentos para, naquele pedaço do rio, fazer uma obra”.
A representante da ONG acredita que as autoridades brasileiras precisam rever conceitos de valor dessas unidades. Ela lembra que, recentemente, a WWF precisou reunir estudos e promover debates para garantir a preservação de uma área de restinga no litoral paulista que poderia ter se transformado em mais uma área de exploração imobiliária.
Fonte: Ambiente Brasil

10 de abr de 2012

SP gera um terço dos resíduos de todo o Brasil


Apenas a capital produz 13 mil toneladas de lixo por dia.
Busca de alternativas para a destinação do lixo é desafio.


Se geração de lixo fosse uma meta, o estado de São Paulo seria um exemplo de eficiência difícil de desbancar. No território paulista é gerado cerca de um terço dos resíduos de todo o país. A capital é a cidade campeã: 13 mil toneladas de lixo por dia. Só a cidade de São Paulo gasta R$ 1,4 bilhão por ano para administrar a limpeza de ruas, a coleta e a destinação final do lixo, como mostrou o Bom Dia São Paulo.


(A partir desta segunda-feira (9), os telejornais da TV Globo exibem uma série de reportagens sobre o lixo. No G1, os moradores de São Paulo poderão enviar fotos e localização de pontos irregulares de despejo.)

O lixo coletado na capital é levado para dois aterros. O Centro de Tratamento, no extremo da Zona Leste, recebe 7 mil toneladas por dia. Como já falta espaço na cidade, o restante é levado para um aterro na cidade de Caieiras, na Grande São Paulo.
A operação no aterro não para - 24 horas por dia, de domingo a domingo. Setecentos caminhões chegam no local diariamente e, com eles, 6 mil toneladas de lixo.
“Nós estamos acostumados a dizer que lixo é um conjunto de materiais a serem descartados. Isso não é verdade. Eles têm valor econômico, e é o maior contra-senso gastar dinheiro para transportar para longe matérias-primas preciosas e ainda mais pagar para enterrá-las”, diz o presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável, Sabetai Calderoni.
Em outras cidades paulistas, a situação é ainda pior. As 20 toneladas geradas por dia em Vargem Grande do Sul, por exemplo, são levadas para uma área sem qualquer tipo de vigilância.
“Existem dois aspectos principais relacionados à saúde pública pela presença de vetores, possíveis transmissores de doenças, e outro aspecto ambiental, como por exemplo poluição da água, do solo, das águas subterrâneas que podem trazer prejuízos ambientais”, afirma Cristiano Kenji, gerente da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).
Por questões sanitárias e financeiras, a capital e todo o estado têm que criar outras alternativas para a destinação do lixo, que devem ir muito além de simplesmente jogar a sujeira para baixo da terra. Reduzir o volume de lixo, reutilizar e reciclar podem ser as pistas para esse caminho.
“Todo esse processo do resíduo e da reciclagem é um processo a longo prazo. Falar em reciclar não é apenas a reciclagem dos materiais, mas a reciclagem do nosso próprio comportamento, é a reciclagem do ser humano, das nossas rotinas, o que requer um trabalho disciplinado, diário, porque o volume de consumo e de descarte dentro de uma residência é muito grande”, diz Maria Cecília Loschiavo, professora de urbanismo da USP.
Fonte: G1 São Paulo

Como lidar com o problema das sacolas plásticas?



Os supermercados de São Paulo encerram nesta quarta-feira a distribuição gratuita de sacolas plásticas no Estado. Medidas semelhantes começam a ser discutidas pela União Europeia para reduzir gradualmente o uso das sacolas no continente.
Mas qual seria a melhor maneira de lidar com os problemas ambientais causados pelo uso excessivo de sacos plásticos?
No caso de São Paulo, a medida trará uma redução de até 7 bilhões no número de sacolas plásticas descartadas no Estado, segundo estimativa da Apas (Associação Paulista de Supermercados).
Com isso, os supermercados terão uma economia mensal de R$ 17,5 milhões. Mas segundo João Galassi, presidente da entidade, o objetivo da medida é ambiental e não econômico.
A Apas estuda também uma forma de emprestar sacolas reutilizáveis para consumidores que forem aos supermercados, as chamadas “ecobags”, geralmente feitas de plástico ou tecido.
Na Europa, diversos países já trabalham individualmente na redução das sacolas plásticas. Contudo, a Comissão Europeia se prepara agora para enfrentar o problema em todo o bloco.
Segundo o órgão executivo da União Europeia, 27 países do bloco jogam fora anualmente 800 mil toneladas de plástico. Isso representa cerca de 4 bilhões de sacolas (191 unidades por pessoa, segundo estimativa de 2010), número bem inferior ao do Estado de São Paulo.
“O impacto desse lixo plástico pode ser visto sujando nossa paisagem, ameaçando a vida selvagem e se acumulando como ’sopa plástica’ no oceano, cobrindo mais de 15 milhões de quilômetros quadrados”, afirma o comissário de ambiente Janez Potocnik.
Confira abaixo as soluções que já estão sendo testadas pelo mundo.
Banimento completo – No ano passado a Itália se tornou o primeiro país europeu a proibir a distribuição de sacolas plásticas não biodegradáveis.
Fora do bloco, outros países ou regiões do mundo também adotaram a medida, entre os quais regiões da China, África do Sul, Quênia, Uganda, Ruanda, Somália, Tanzânia, Emirados Árabes e Bangladesh – este último após descobrir que as sacolas plásticas foram as responsáveis por entupimentos de bueiros que causavam diversas inundações.
No Reino Unido, a proibição entrou em debate no governo em 2010, quando o consumo do produto se elevou 5% após uma sequência de três anos em queda. Já nos EUA, a legislação varia de cidade para cidade.
Taxação – A Irlanda implantou uma taxa de 0,15 centavos de euro (R$ 0,36) por sacola, em março de 2002, obtendo uma redução de 95% no consumo do produto. Em cerca de um ano, 90% dos consumidores passaram a usar sacolas não descartáveis.
Essa cobrança foi elevada para 0,22 centavos de euro (R$ 0,52) cinco anos depois, quando o governo identificou que o consumo anual per capita das sacolas plásticas subiu de 21 para 30 (antes da lei ele era de 328).
Os recursos arrecadados com a taxa foram usados para pesquisar novas formas de reciclagem e reduzir o volume de lixo produzido.
A iniciativa irlandesa foi seguida por Bélgica, Espanha, Noruega, Holanda e o País de Gales – que também implantou uma multa de 5 mil libras (R$ 14.500) para supermercados que distribuírem sacolas plásticas gratuitamente.
Sacolas não descartáveis – Não há um substituto perfeito para as sacolas de plástico descartáveis. Sacolas mais pesadas e resistentes, feitas de plástico ou tecido, podem causar um impacto ambiental maior que o das sacolas descartáveis.
No ano passado, a agência britânica do Meio Ambiente divulgou um estudo calculando quantas vezes uma sacola reutilizável tem de ser usada para causar menos impacto ambiental do que uma sacola descartável (de plástico e papel).
Se uma sacola de plástico for usada apenas uma vez, por exemplo, sua equivalente de papel tem de ser usada ao menos três vezes para compensar a quantidade maior de carbono usada na produção e transporte.
Já uma sacola plástica reutilizável tem de ser reutilizada ao menos quatro vezes – e uma de tecido 131 vezes – para compensar seu impacto ambiental em relação a uma sacola plástica descartável.
O estudo levou em conta que as sacolas não descartáveis são maiores e podem transportar mais produtos que as descartáveis.
Já levantamento da Universidade do Arizona, de 2010, afirmou que sacolas reutilizáveis seriam “terreno fértil para perigosas bactérias de origem alimentar”.
Porém, a pesquisa foi financiada pelo Conselho Americano de Química, integrado por diversos fabricantes de sacolas plásticas, e por isso criticada por associações de consumidores.
Sacolas biodegradáveis – A Comissão Europeia estuda novas formas de classificar sacolas biodegradáveis e compostáveis.
As compostáveis só podem ser recicladas em indústrias especializadas. Já as biodegradáveis podem se deteriorar no ambiente, porém de duas formas diferentes:
- As feitas a partir de milho são mais bem decompostas em aterros sanitários, porém produzem gás metano (causador de efeito estufa) durante sua decomposição.
- As de tipo oxo-biodegradável se deterioram em contato com o ar e com a água, mas não em aterros sanitários.
Segundo a empresa britânica Symphony, produtora de sacolas oxo-biodegradável, elas podem ser “programadas” para se desfazer em um período entre seis a 18 meses.
“Há uma região cheia de sacolas de plástico do tamanho do Estado do Texas flutuando pelo oceano Pacífico. Se elas fossem feitas de oxo-biodegradável já teriam desaparecido”, disse o parlamentar britânico Michael Stephen.
Sacolas de papel – Tradicionalmente, as sacolas de papel são as mais utilizadas nos EUA, apesar de causarem maior impacto ambiental em relação às feitas de plástico.
De acordo com estudo da agência britânica de Meio Ambiente, além do maior dano ambiental, as sacolas de papel também são menos reutilizadas pelos consumidores – principalmente como sacos de lixo.
Segundo o ativista Ted Duboise, do site “Relatório sobre Sacolas Plásticas”, a preferência americana pelas sacolas de papel se explica pela força do lobby da indústria madeireira do país.
Fonte: Ambiente Brasil
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