30 de mar de 2012

Hora do Planeta acontecerá no próximo sábado



A Hora do Planeta de 2012 acontecerá no próximo sábado (31), das 20:30h às 21:30h, em todo o mundo. A organização internacional WWF, que promove o evento, confirmou na quinta-feira (29) a participação de 129 cidades brasileiras na mobilização. Além disto, foram confirmados que mais de 448 monumentos, de Norte a Sul do país, também apagarão suas luzes no sábado.
De acordo com o comitê organizador, 23 capitais estão mobilizadas para a Hora do Planeta, número superior ao ano passado, que fechou em vinte capitais participantes. Entre as cem cidades brasileiras, 20 estão participando pela primeira vez – incluindo duas capitais nortistas, Porto Velho (RO) e Macapá (AP). Outras grandes cidades que confirmaram sua participação nos últimos dias foram Recife (PE), Belém (PA), São Paulo (SP), Brasília (DF) e Foz do Iguaçu (PR).
Até agora, 259 grupos empresariais confirmaram participação na mobilização de sábado. Entre eles, estão a McDonald’s, Grupo Mafre, Submarino (o site de compras), Coca-Cola, Rede Meliá, Rede de Hoteis Sheraton, a empresa de telefonia Vivo, a farmacêutica Boehringer, além das duas empresas patrocinadoras do evento, a TIM e o Pão de Açúcar.
Participe da Hora do Planeta! Apague as luzes da sua casa de 20h30 às 21h30 no próximo sábado (31). 
Fonte: Amda

Organização da Rio+20 promete reduzir impacto ambiental do evento



A organização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) deverá tomar medidas para reduzir o impacto ambiental do evento, que deverá reunir mais de 50 mil participantes, apenas no Riocentro. Entre as medidas adotadas pela organização estão a compensação pela emissão de gases de efeito estufa, o uso racional da água e a gestão de resíduos sólidos.
Segundo o secretário do Comitê Nacional de Organização da Rio+20, Laudemar Aguiar, os detalhes de cada uma dessas medidas ainda serão definidos.
De acordo com ele, para incentivar novos meios de locomoção, uma das medidas será colocar bicicletários em cada um dos locais dos eventos. “Há poucas pessoas que pedalarão do Centro à Barra. Mas poderão usar as bicicletas para trajetos mais curtos. Também está sendo previsto o aumento do número de bicicletas [públicas oferecidas na cidade do Rio]. Ainda estamos dimensionando a demanda por isso. A ideia é que haja um número mínimo de vagas [nos bicicletários] em cada uma dessas áreas”, disse.
De acordo com o secretário, também há uma preocupação com a inclusão social e com a acessibilidade de pessoas com deficiência aos locais do evento e ao conteúdo que será discutido na Rio+20.
Em relação à inclusão social, a ideia é capacitar mil jovens de comunidades carentes para trabalhar como voluntários durante o evento. Depois, será criado um banco de dados, para que esses mesmos jovens já capacitados possam trabalhar em eventos posteriores, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.
Já em relação à acessibilidade, o objetivo da conferência é permitir que pessoas com deficiência possam acompanhar da melhor forma possível as discussões. “Não vamos chegar aos 100%, mas queremos criar uma tendência. A ONU abraçou a ideia e esperamos que sirva de patamar para as próximas conferências, no que se refere à acessibilidade”, disse.
Em coletiva na quinta-feira (29) na cidade do Rio de Janeiro, o secretário operacional da Rio+20 apresentou os locais onde serão realizados eventos relacionados à conferência. O evento principal será no Riocentro, que terá cerca de 50 mil credenciados. No Parque dos Atletas, em frente, haverá estandes de governos e das Nações Unidas.
No Autódromo de Jacarepaguá, serão feitos eventos da sociedade civil. Já na Arena da Barra, ao lado do autódromo, será feita a transmissão ao vivo das discussões. No Parque do Flamengo, será realizada a Cúpula dos Povos e haverá um local para transmissão das discussões, a casa de shows Vivo Rio.
Nos armazéns do Cais do Porto, serão realizados os eventos destinados à ciência e tecnologia, agricultura e energia, enquanto no Galpão da cidade, haverá atividades de cultura e inclusão social. Na Quinta da Boa Vista, também estão previstas atividades culturais e espaços para acampamentos.
São esperados de 100 a 120 chefes de Estado ou de governo e cerca de 5 mil jornalistas devem fazer a cobertura do evento. A segurança ficará a cargo do Ministério da Defesa. O Riocentro, coração da conferência, será administrado diretamente pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Fonte: Ambiente Brasil

Uso de recursos naturais deve ser incluído no cálculo do PIB, diz estudo



Medidas tradicionais que mostram forte crescimento econômico no Brasil e na Índia ao longo de quase duas décadas não levam em conta o esgotamento de seus recursos naturais, afirmaram nesta quarta-feira (28) cientistas e economistas que participam da conferência “Planet under pressure” (planeta sob pressão, na tradução do inglês) que acontece em Londres.
Especialistas e grupos ambientalistas pressionam os governos para incluir o valor dos recursos naturais dos seus países — e do uso ou perda deles – em medidas futuras da atividade econômica, ao invés de confiar apenas no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB).
Entre 1990 e 2008, a riqueza do Brasil e da Índia medida pelo PIB cresceu 34% e 120%, respectivamente, mas esta medida é falha, argumentaram economistas. O capital natural, ou a soma dos ativos de um país que variam de florestas a combustíveis fósseis e minerais, declinou 46% no Brasil e 31% na Índia, disseram eles.
“O trabalho sobre o Brasil e a Índia ilustra por que o PIB é inadequado e enganoso como um índice do progresso econômico a partir de uma perspectiva de longo prazo”, disse Anantha Duraiappah, diretor-executivo do Programa Internacional de Dimensões Humanas da Organização das Nações Unidas (UNU-IHDP, na sigla em inglês).
Quando as medidas de capital natural, humano e manufaturado são colocadas juntas, a “riqueza inclusiva” do Brasil subiu 3% e a da Índia aumentou 9% durante esse período, explicou ele.
A ideia de um indicador expandido, conhecido como PIB+, para incluir o PIB e o capital natural estará na pauta da conferência global a ser realizada no Rio de Janeiro em junho para tentar definir metas de desenvolvimento sustentável.
Pressão no Rio – Duraiappah disse que sua equipe de pesquisa e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) vão apresentar um relatório durante a Rio+20, conferência sobre Desenvolvimento Sustentável que acontece em junho no Brasil, mostrando a “riqueza inclusiva” de 20 países, que representam 72% do PIB mundial e 56% da população global.
A Grã-Bretanha já criou um Comitê de Capital Natural para assessorar o governo sobre a situação de seus recursos naturais. O país também disse no mês passado que pedirá a empresas e governos na conferência do Rio que comecem a medir o uso ou a perda de água, agricultura, florestas e outros recursos naturais.
As empresas também precisam medir e informar sobre a sustentabilidade de suas atividades corporativas, disse Yvo de Boer, conselheiro global especial da consultoria KPMG e ex-chefe climático da ONU. “Se as empresas tivessem que pagar os custos ambientais de suas atividades, elas teriam perdido 41 centavos de dólar para cada dólar ganho em 2010″, disse ele.
“Os custos ambientais externos dos 11 setores-chave da indústria aumentaram quase 50% entre 2002 e 2010, de US$ 566 bilhões para US$ 854 bilhões.”
Fonte: G1.com

Pesquisa do Inpa usa semente para purificar água de rio da Amazônia


Pesquisadora prepara o pó da semente de moringa em laboratório do Inpa. (Foto: Divulgação / Edilene Sargentini)
Pesquisadora prepara o pó da semente de moringa em laboratório do Inpa. (Foto: Divulgação / Edilene Sargentini)

Uso da moringa evita aplicação de sulfato de alumínio, tóxico para natureza.
Técnica também elimina bactérias e torna água própria para uso.


As águas escuras do Rio Negro, no Amazonas, precisam ser clarificadas e purificadas antes de serem consumidas. Um dos produtos usados neste processo é o sulfato de alumínio, tóxico para a natureza. Para evitar a contaminação e melhorar a saúde de comunidades que dependem da água do rio, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) estudou o uso da semente de uma planta, a moringa, para tornar potável a água do Rio Negro e conseguiu resultados inesperados.
A moringa é uma planta originária da Índia. Para purificar a água, a semente é extraída e masserada, formando um pó, aplicado no líquido. No Brasil, a planta já é usada para tirar o barro e eliminar bactérias de rios da região Nordeste. Como a quantidade de pó de varia de acordo com as características dos rios e também com o período do ano, “a pesquisa do Inpa foi pioneira”, diz a farmacêutica Edilene Sargentini, que participou dos estudos.
“A grande diferença do Rio Negro é que a água é colorida devido à presença de substância húmica, decorrente da decomposição de animais e plantas da floresta, transportados para o rio por meio de lixiviação”, explica Edilene.
Além de conseguir limpar a água e eliminar 99% das bactérias, o estudo do Inpa desenvolveu uma nova metodologia de aplicação da semente de moringa que consegue purificar a água mais rapidamente. Ao aplicar o pó na água, não é preciso esperar cerca de 2 horas, como ocorre em processos já conhecidos. Nos laboratórios do Inpa, a purificação ocorreu em apenas alguns minutos.
Além disso, com o novo método, os pesquisadores conseguiram deixar a água potável por até três dias – contra um dia com o método convencional. “Após usar o pó da semente de moringa, você tem um tempo para usar a água. Depois disso, ela ‘apodrece’. Descobrimos uma nova metodologia para usar esta semente de modo em que a água não ‘apodrece’ tão rápido”, conta Edilene. Os pesquisadores pretendem patentear a nova metodologia
Sachês
Agora, a pesquisa está entrando em uma nova fase, fora do Inpa. O objetivo da equipe é desenvolver sachês de moringa, que poderiam ser distribuídos para as comunidades à beira do Rio Negro com um passo a passo do uso. Para Edilene, o sachê facilitaria o uso da moringa, porque já viria com a dose certa. Bastaria colocá-lo na água, sem ser necessário ter a planta no quintal e preparar o pó.

Mas, antes mesmo da criação dos sachês, os resultados da pesquisa podem ser aplicados através do ensino da preparação do pó e aplicação na água. Uma das metas da equipe de pesquisa é criar uma cartilha que explique os procedimentos.
Apesar de não ser nativa do Brasil, a moringa se adaptou bem às condições amazônicas, afirma Edilene. “[No Inpa] nós plantamos 90 sementes de moringa e 87 germinaram. Com um ano a planta já está dando fruto. E, se a poda é feita corretamente, a moringa dá semente até três vezes por ano”. Depois, é só preparar o pó. Uma solução simples para melhorar o Rio Negro e a saúde de populações que vivem em torno dele, conclui Edilene.
Fonte: G1 Natureza

29 de mar de 2012

Novo relatório do IPCC prevê mais desastres climáticos no futuro


COP protestos monumentos 2 (Foto: Eduardo Verdugo / AP Photo)
rotesto realizado em Cancún, no México, durante a conferência da ONU sobre mudança climática, em 2010, mostra monumentos mundiais afundando devido à mudança climática. (Foto: Eduardo Verdugo / AP Photo)

Efeitos já foram sentidos pelo planeta nos últimos 50 anos, dizem cientistas.
Secas, chuvas violentas e enchentes ocorrerão com mais frequência.


O planeta deve se preparar para enfrentar um aumento do calor, das secas mais fortes e, em algumas regiões, chuvas mais violentas devido ao aquecimento global, segundo novo relatório do Painel Intergovernamental sobre  Mudança do Clima (IPCC).
O documento com 592 páginas foi divulgado nesta quarta-feira (28) com o título "Gestão de riscos de eventos extremos e desastres para avançar na adaptação às mudanças climáticas".
Segundo Chris Field, um dos responsáveis pelo documento, a mensagem principal dele é que “sabemos todas as decisões adequadas que devem ser tomadas sobre a forma de combater os riscos de catástrofes vinculadas ao clima”.
O informativo explora melhor os vínculos existentes entre o aquecimento global e as emissões de gases causadores do efeito estufa, com acontecimentos meteorológicos como ciclones, ondas de calor, secas e inundações.
De acordo com o IPCC, “há sinais que mostram que a mudança climática provocou modificações em certos episódios extremos que ocorrem há 50 anos e os modelos numéricos prevêem uma intensificação nas próximas décadas".
Vulnerabilidade
No futuro, é possível que a duração e o número de ondas de calor aumentem em muitas regiões do mundo, afirmaram os cientistas. Eles também preveem uma frequência mais elevada de fortes chuvas, principalmente nas regiões mais altas e áreas tropicais (o que inclui o Brasil).

As secas também serão mais prolongadas e intensas em determinadas regiões, sobretudo no sul da Europa e nos países mediterrâneos, além do centro da América do Norte (Estados Unidos).
“Em quase todas as partes existe um risco, tanto nas regiões desenvolvidas como nas regiões em desenvolvimento, nas zonas onde há um problema de excesso de água, assim existe escassez”, destacou Field.
Contudo, “o documento destaca regiões particularmente vulneráveis”, complementou o cientista, citando as grandes cidades de países em desenvolvimento, as zonas costeiras e os países-ilha.
Estragos irreversíveis
O relatório do IPCC destaca, por exemplo, a vulnerabilidade de uma cidade como Mumbai, na Índia, onde danos em determinadas regiões poderiam se converter em “irreversíveis”. “O mundo deverá adaptar-se e reduzir [suas emissões de gases de efeito estufa] se queremos enfrentar a mudança climática”, recordou Rajenda Pachauri, presidente do IPCC.

O documento, que se baseia em mil estudos já publicados, vai contribuir com o próximo grande informe do IPCC, esperado para os próximos dois. O último relatório, que “sacudiu e despertou” o mundo sobre a questão da mudança climática, foi divulgado em 2007.
Fonte: G1

Prefeito que iniciar tratamento adequado do lixo não será punido com base na nova lei de resíduos sólidos


Os municípios que não conseguirem se adequar às normas previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, como a eliminação definitiva dos lixões até 2014, mas estiverem com as ações em andamento, não devem temer a lei de crimes ambientais. Na avaliação do secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Nabil Bonduki, o prazo definido pela legislação que trata da gestão de resíduos é curto, mas as prefeituras precisam, pelo menos, iniciar as ações para enfrentar o problema do lixo sob a ótica da nova lei.
“Não queremos punir por punir e transformar administradores municipais em criminosos ambientais. O município que estiver agindo no sentido de resolver o problema terá como fazer acordos. Mas, os gestores municipais que estiverem dormindo até 2014, correm o risco de ser responsabilizados”, alertou.
Além de acabar com os lixões, substituindo-os por aterros sanitários adequados, as prefeituras têm dois anos para implantar a coleta seletiva de lixo e a logística reversa, que são os processos de recolhimento de lixo pelos próprios fabricantes e por empresas de reciclagem. De acordo com o mapa do Ministério do Meio Ambiente, algumas regiões estão adiantadas na implantação dos novos procedimentos em relação ao lixo.
Londrina e Araxá, por exemplo, foram apontadas como modelo na coleta e no tratamento adequado do lixo. Por outro lado, cerca de 70% dos municípios brasileiros estão bem distantes das obrigações que a nova legislação impõe.
Fonte: Ambiente Brasil

28 de mar de 2012

Natureza pode ser provedora de soluções à crise, diz UICN


 Julia Marton-Lefèvre is Director General of IUCN (International Union for Conservation of Nature)
Foto: Reprodução
Convencida de que a natureza pode ser provedora de soluções à crise econômica, a diretora geral da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), Julia Marton-Lefévre, afirma que a Rio+20 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável - é a oportunidade ideal para dar valor aos serviços dos ecossistemas.
Em entrevista à Agência Efe, Marton-Lefévre explicou os desafios que da UICN, maior organização internacional dedicada à conservação dos recursos naturais, que em setembro realizará o 5º Congresso Mundial da Natureza em Jeju (Coreia do Sul).
Neste fórum, que contará com 8 mil participantes, será debatida a maneira pela qual a natureza pode ser provedora de soluções para o clima, a segurança alimentar, o fornecimento de água ou o desenvolvimento, declarou.
Alguns meses antes, em junho, o Rio de Janeiro sediará a Cúpula da Terra, que para a chefe da UICN "é a oportunidade para incluir o meio ambiente na governança internacional".
"Os governos têm que se comprometer mais no Rio, e com o dinheiro suficiente para que os preceitos ambientais sejam levados em conta nas decisões sociais e econômicas. Os pilares do desenvolvimento sustentável têm que sair mais fortes da Cúpula do Rio", insistiu a diretora da UICN.
Além disso, ela considera "imprescindível" que a Rio+20 "tenha mais participação da sociedade civil" porque "a esta altura não tem nenhum sentido que os governos estejam debatendo em uma sala, as ONGs em outra ou as empresas em mais uma".
"Em 1992, a Cúpula de Rio representou a primeira vez que as ONG foram em massa a uma cúpula. Suas vozes foram ouvidas, mas 20 anos depois, na Rio+20, o que importa é que contribuam para a tomada de decisões", afirmou.
Marton-Lefévre considerou fundamental que os acordos internacionais em matéria do meio ambiente se integrem em um marco comum que facilite seu cumprimento.
Nessa linha, a diretora geral da UICN pede aos países que compareçam ao Rio com a visão do planeta como uma nação.
"Se pensamos no planeta como uma nação, nos afetaria muito pensar que há partes de nossa nação com tanta pobreza e sem acesso à água ou à eletricidade", ressaltou.
Marton-Lefévre elogiou o trabalho do Centro de Cooperação da UICN para o Mediterrâneo, no qual estão sendo abordados coordenadamente com os 14 países da região os grandes problemas que afetam a biodiversidade mediterrânea.
Entre estes problemas, ela citou especialmente a superexploração dos recursos pesqueiros, as infraestruturas litorâneas, a mudança climática e a falta de visão de futuro na gestão deste mar.
Fonte: UOL Notícias - Ciência e Saúde

27 de mar de 2012

Pesquisadores criam bateria elétrica com materiais renováveis


Foto: Reprodução

 

Produto de baixo custo leva lignina, componente encontrado em plantas
Estudo europeu foi publicado na revista 'Science'


Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Poznan, na Polônia, com apoio de especialistas da Suécia, desenvolveram uma bateria renovável, mais barata e segura, que utiliza subprodutos de lignina. O componente, utilizado pela indústria de celulose e papel, juntamente com um polímero conhecido como polipirrol, são empregados nesse novo produto. 

Segundo estudo publicado na última edição da revista “Science”, a produção desta bateria é considerada viável, já que a lignina é encontrada em quase todas plantas. O produto tem um baixo valor não levar metais raros, como o cobalto, comum nas baterias de lítio.

A lignina é o segundo polímero mais comum, depois da celulose, encontrado em organismos vivos. Seus derivados estão em grande quantidade no chamado “licor de castanha”, nome dado ao resíduo deixado pelo processamento de papel.

Os pesquisadores mostram que a qualidade de isolamento desses derivados produz material com carga elétrica, entretanto, com uma capacidade de recarregamento ainda é limitada. 

Fonte: G1

26 de mar de 2012

'Ainda pensamos nos peixes no oceano como símbolo de dólares'


Fonte: Flora da Serra - Raízes da Mantiqueira

Com a experiência de quem já passou mais de 6 mil horas mergulhando nos oceanos, Sylvia Earle, oceanógrafa e exploradora da National Geographic Society, ex-cientista-chefe da Agência Americana para Oceanos e Atmosfera (Noaa, na sigla em inglês), alerta que os próximos dez anos serão cruciais para a humanidade definir seu futuro.A pesquisadora, conhecida como "Her Deepness" pela revista New Yorker e o jornal The New York Times, em alusão ao seu "profundo" conhecimento das profundezas dos mares, fala com uma voz mansa e segura que ainda é possível fazer mudanças necessárias, mas é preciso agir imediatamente."Os próximos 10 anos serão os mais importantes em toda a história humana. Porque agora nós sabemos o que não sabíamos 20 anos atrás, 200 anos atrás, 2 mil anos atrás. Estamos conscientes de que há limites e do que podemos fazer para o mundo continuar nos sustentando", afirmou no sábado durante apresentação no 3.º Fórum Mundial da Sustentabilidade, em Manaus.

A oceanógrafa frisou que os oceanos, ecossistemas menos conhecidos do planeta, e já penalizados com impactos como acidificação provocada pelo excesso de gás carbônico na atmosfera, são a chave dessa mudança. É neles que vivem os minúsculos seres que produzem quase todo o oxigênio do planeta.
"O fundamental que sabemos agora e que não são sabíamos antes é que estamos pressionando os limites do planeta. Eu entendo, é o que todas as criaturas fazem, usam os sistemas naturais para se sustentar. E nós prosperamos às custas dos sistemas naturais. Não sabíamos que isso era um problema. Mas agora nós sabemos. Não é tarde demais para reparar os danos."
Ela lembra, porém, que o mundo ainda está pouco sensibilizado para a causa dos oceanos.
Percepção. "Ainda pensamos nos peixes nadando nos oceanos como se fossem símbolos de dólares. Eles só valem quando os vendemos. Precisamos mudar essa percepção. Assim como com as árvores nas florestas, que não importavam até serem derrubadas. E hoje vemos um valor do carbono nelas. Precisamos de um valor de 'carbono azul' para os peixes, para os sistemas que nos mantêm vivos. Se não houver produção de oxigênio, nós desapareceremos."
Para isso a pesquisadora recomenda que o mundo deveria investir mais em conhecer os mares. Sua especialidade, por exemplo, que é de mergulhar em enormes profundidades, como 800 metros, é pouco desenvolvida no mundo. Nem mesmo os EUA, muito menos o Brasil, têm submarinos para esses fins, ao contrário de Rússia, China e França.
"Pensamos em cães, gatos, cavalos com respeito, como indivíduos, mas olhamos para os peixes como commodities, em quilos, não como indivíduos. Cerca de 90% dos tubarões desapareceram. Não significa que não podemos comê-los, mas deveríamos ser espertos o bastante para não usá-los até acabarem."
Fonte: Estadão.com

23 de mar de 2012

Há abuso no uso de 'sustentabilidade', diz criadora do termo


Gro Brundtland em foto durante uma conferência da OMS em Bruxelas; ela participa nesta semana de fórum em Manaus
Gro Brundtland em foto durante uma conferência da OMS em Bruxelas; ela participa nesta semana de fórum em Manaus .
Thierry Roge/Reuters 
 
O conceito de desenvolvimento sustentável e sua irmã, a sustentabilidade, têm sofrido abusos, especialmente das empresas. Quem diz é a mãe das crianças, a norueguesa Gro Harlem Brundtland.

Ex-premiê da Noruega, Brundtland, 73, chefiou a comissão que em 1987 produziu o relatório "Nosso Futuro Comum", onde o conceito de desenvolvimento sustentável foi cunhado. O relatório serviu de base para a Eco-92.


Desde 2007, ela integra juntamente com Fernando Henrique Cardoso, Kofi Annan, Jimmy Carter e outros líderes mundiais o grupo dos Elders, formado por Nelson Mandela para discutir a paz e os direitos humanos.

Ela diz que o desenvolvimento sustentável, aos 25 anos, ainda não foi implementado. E que, mesmo com o sequestro da noção de sustentabilidade por empresas que não têm práticas nada sustentáveis, o par não deve ser abandonado. "Mesmo que alguém inventasse outra definição, e eu ainda não vi isso, eles encontrariam um jeito de fazer mau uso dela."

Brundtland abre nesta quinta-feira (22) em Manaus o Fórum Mundial de Sustentabildade, evento anual que traz lideranças do setor ao Amazonas. Não chegará a se encontrar com FHC, que faz palestra no evento no dia seguinte.


Em entrevista à Folha, ela falou de suas expectativas para a Rio +20.


Folha - A sra. não está de saco cheio dessa palavra "sustentabilidade"?
Gro Harlem Brundtland - Para mim a expressão é "desenvolvimento sustentável". Esse é o conceito. Nos últimos dez anos, mais ou menos, as pessoas começaram a usar "sustentabilidade" como uma forma alternativa de dizer. Eu sempre tive muito cuidado em não usar a palavra "sustentabilidade" sozinha enquanto conceito que cobre a visão para o futuro. Nós precisamos de sustentabilidade em diversas áreas, mas também precisamos de desenvolvimento sustentável. E eu não estou de saco cheio disso, porque não aconteceu ainda.


A sra. não acha que houve muito abuso e mau uso do conceito? Ele parece ter sido sequestrado por empresas para fazer "greenwash" (dar aparência de verde).
Sim. Acho que há mais abuso quando fala de sustentabilidade. Porque essa palavra foi introduzida depois, num contexto diferente, como se entregasse aquilo que o desenvolvimento sustentável significa. Você precisa olhar cada empresa para saber se elas estão adotando a sustentabilidade ou a responsabilidade social corporativa. Palavras sempre podem ser mal usadas. Mas você não pode simplesmente dizer: "Esse conceito foi distorcido, então deixamos o conceito de lado". Porque eu não acho que nós possamos encontrar uma maneira nova e melhor de descrever do que trataram a nossa comissão e a Rio-92. Não vale a pena reinventar a roda porque alguém a roubou ou tentou roubá-la. Ela vai ser roubada de novo. Mesmo que alguém inventasse outra definição, e eu ainda não vi isso, eles encontrariam um jeito de fazer mau uso dela.


Vinte e cinco anos depois do Relatório Brundtland e 20 anos depois da conferência do Rio, o desenvolvimento sustentável entregou o que prometeu? Por que é tão difícil achar exemplos dele na prática?
Eu acho que a totalidade do conceito, a visão dos pilares econômico, ambiental e social numa abordagem integrada de longo prazo, um padrão de desenvolvimento sustentável, não aconteceu em lugar nenhum. Mas muitas mudanças aconteceram, movimentos numa melhor direção. O Protocolo de Montréal, entre a minha comissão e a Rio-92, é um exemplo. O mundo se livrou das substâncias que afetam a camada de ozônio.


Mas críticos dizem que isso só aconteceu porque já era de interesse das empresas.
Eu já ouvi isso. Mas acho que a história não é assim tão simples. Acho que as pessoas mais progressistas na indústria entenderam que aquilo não podia continuar. Esse é um exemplo simples, de um único setor, muitos outros casos de sucesso em setores específicos aconteceram. Mas, é claro, não houve sucessos globais semelhantes, e os gases de efeito estufa são um exemplo de abordagem ampla e global que envolve todos os setores da economia. Daí a dificuldade de chegar a um resultado.


E, no entanto, o clima não será tratado na Rio +20.
Existem os trilhos da convenção [do clima das Nações Unidas]. Não queremos mais uma conferência do clima no Rio. Depois do colapso de Copenhague, houve no México passos no sentido de os países discutirem cara a cara o que é preciso fazer no futuro. E em Durban, no ano passado, as pessoas se deram conta de que não existe maneira de lidar com a questão climática se você fizer crer que isso é algo que os países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico] podem resolver sozinhos. As emissões da OCDE eram 50% do total mundial, agora são menos de 30%.


A sra. é europeia, e os europeus sempre negociaram acordos internacionais com metas e prazos. Durban mudou isso, passou a focar em processos. O Rio aparentemente está nesse rumo. A sra. não acha que isso pode dar à sociedade a impressão de que só se está entregando promessas?
Isso é uma questão de realismo. Os europeus se deram conta de que os líderes mundiais não serão capazes de chegar a esse grau de detalhamento sobre metas e sobre a divisão de quem faz o quê. Mas eu não acho quer a UE vá parar de tentar colocar regras e metas na sua agenda interna. Voltando ao Rio, se nós não chegarmos a acordo sobre as metas de desenvolvimento sustentável, precisamos pelo menos concordar que elas precisam ser desenvolvidas. Talvez também algum acordo sobre as áreas que elas deverão cobrir. Que deve haver um sistema global de regras de desenvolvimento sustentável que se aplique a todos os países.


A questão do financiamento ao desenvolvimento sustentável pode impedir um acordo no Rio?
Pode ser. Mas, se você se lembrar do que aconteceu em Copenhague, mesmo sob pressão de uma crise econômica houve um compromisso significativo de finanças. Isso pode acontecer novamente no Rio. A economia agora parece melhor do que há um ano ou dois atrás.


Países emergentes como o Brasil reclamam bastante de que os ricos já usaram todos os seus recursos naturais e agora o ônus da conservação ficou conosco. Eles têm razão em reclamar?
Essa litania está aí desde a comissão. E no relatório da comissão nós reconhecemos que não, não podemos dizer ao mundo em desenvolvimento "desculpem, nós já enchemos a lixeira e agora vocês não podem mais jogar o seu lixo". Então nós precisamos transferir tecnologia, ajudar o mundo em desenvolvimento a superar a pobreza, dando dinheiro. Aí a pergunta é: o mundo desenvolvido fez isso? E a resposta é não o bastante. Você pode reclamar de que não tenha havido esforço suficiente para superar essas diferenças, mas não pode esquecer que este é o mundo em que vivemos, nem discutir o que deveria ter acontecido no Reino Unido quando eles começaram a Revolução Industrial.


Quais foram os principais avanços no desenvolvimento sustentável nestes 20 anos?
Houve uma mudança considerável no uso de energia, nos padrões de eficiência energética. O que você pode ganhar aumentando a eficiência energética está longe de estar realizado, as coisas estão acontecendo, ainda que lentamente. Este pode ser um dos grandes temas para o Rio.


A agenda da conferência está diluída demais?
Esta é uma conferência grande, com muitos países diferentes, muitos interesses diferentes. Você viu o "Rascunho Zero"? Ele é muito fraco. Mas rascunhos zero sempre são fracos. Porque qualquer coisa controversa, que tenha objeção de alguns países, é deletada. Mas eu nunca vi uma conferência internacional que se pareça com o rascunho zero. Quando os países se juntarem, e as ONGs pressionarem, ele será melhorado. E eu prevejo que, na conferência, ele será melhorado ainda mais, em áreas cruciais. Porque países levantam objeções no rascunho zero, deletam coisas, mas aí as forças começam a se mobilizar e essas coisas voltam ao texto.


Quais seriam, na sua opinião, os indicadores de que a conferência do Rio foi um sucesso?
Espero que haja acordo quanto à criação de um Conselho de Desenvolvimento Sustentável [na ONU], quanto à instituição de relatórios nacionais regulares de desenvolvimento sustentável com transparência, pelos quais os países prestem contas para o resto do mundo.


E o maior risco de fracasso?
Não sei. Há a questão financeira, da qual falamos mais cedo. Mas, sabe, existe muito dinheiro hoje que está parado porque as pessoas têm medo. Quem tem dinheiro não sabe onde investi-lo. Então, uma clareza maior sobre institucionalizar sistemas que possam melhorar o uso de fundos públicos e de investimentos privados muito mais amplos em energia, por exemplo, é uma questão importantíssima que pode sair do Rio. O Rio pode obter um acordo sobre a realocação desse dinheiro, que é necessária e útil: mais empregos, menos energia, menos uso de recursos naturais.


Existe algum país que possa liderar na economia verde?
A Coreia do Sul fez muitos esforços nessa direção.


Como o Brasil está indo?
O país é tão grande e há tantos aspectos que eu não sei o bastante para responder. Mas muita coisa está acontecendo. Há uma melhora na questão do desmatamento na Amazônia, que pode ser medida. Mas está muito melhor agora do que quando viemos em 1985. Eu me lembro que estive em Manaus com um governador famoso [Gilberto Mestrinho] que achava uma estupidez isso de os ambientalistas virem dizer o que fazer com a Amazônia. Quanto estivemos em Cubatão, aquilo era um dos casos mais graves de poluição industrial. Hoje é um exemplo de como as coisas mudam.


Fonte: Folha.com

22 de mar de 2012

Mundo caminha para colapso ambiental, alerta organização internacional


Foto: Blogs Unigranrio
 
O mundo está caminhando para um colapso ambiental e, se nada for feito, os custos da paralisia podem ser "colossais" para as economias e a humanidade. O alerta foi dado hoje  (15/03) pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), grupo de cooperação internacional formado por 34 países, a maioria ricos.

O relatório "Previsões Ambientais para 2050: As Consequências da Inação" traz dados alarmantes sobre temas como as mudanças climáticas, biodiversidade, água e os impactos da poluição na saúde humana.

Segundo o estudo, até 2050 a demanda mundial por energia deve crescer 80%, sendo que 85% dessa energia deve continuar sendo suprida por combustíveis fósseis. Isso fará com que as emissões de CO2, principal gás causador do efeito estufa, aumentem 50%. Nesse cenário, é dado como certo que a temperatura global suba entre 3°C e 6°C - bem acima dos 2ºC de aquecimento estimado pelo Painel de Mudanças Climáticas da ONU.

A poluição do ar será o principal problema ambiental em termos de saúde pública, superando a falta de acesso ao saneamento e água potável. O número de mortes prematuras relacionadas a males causados pela poluição do ar deverá mais do que dobrar, especialmente em países como China e Índia.

Atualmente as doenças respiratórias associadas à poluição matam 3,6 milhões de pessoas por ano em todo o mundo.

O crescimento da demanda por água potável é outro tema que preocupada a OCDE. A entidade estima que a demanda crescerá 55%, especialmente para uso na indústria (aumento estimado de 400%), usinas termelétricas (+140%) e uso doméstico (+130%). Esse aumento na demanda deve colocar sob risco de escassez hídrica tanto os agricultores quanto 2,3 bilhões de pessoas que vivem perto de rios, especialmente na África e Ásia.

As florestas, que são importantes para os ciclos hídricos, devem ocupar ainda menos espaço até 2050: a OCDE estima que as áreas com florestas encolherão 13%, com perda acentuada da biodiversidade.

Na avaliação de Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, a saída para minimizar o colapso ambiental será a adoção de uma mentalidade mais focada no longo prazo, apoiada na ideia da economia verde - tema central da Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que o país sediará em junho. "Buscar um crescimento mais verde pode ajudar os governantes a enfrentar esses desafios. Tornar mais sustentáveis a agricultura, a indústria o fornecimento de energia e água será crucial para atender as necessidades de mais de 9 bilhões de pessoas", disse Gurría.

UM PREÇO PARA A NATUREZA

O relatório apela ainda por uma mudança de política. Propõe a adoção de taxas ambientais e sistemas de comércio de emissões de modo a tornar a poluição mais cara e as alternativas sustentáveis mais baratas. Também sugere colocar um preço pelos serviços prestados pelos ecossistemas (produção de água, ar limpo, biodiversidade) como forma de valorizá-los economicamente.

A OCDE também defende a remoção dos subsídios dados pelos governos aos combustíveis fósseis e investimentos pesados em pesquisa e desenvolvimento com foco em inovação verde.

Alguns exemplos bem-sucedidos de políticas verdes são apontados no estudo. Um exemplo é a criação, pelo governo britânico, do Banco de Investimentos Verdes, uma iniciativa que destinará 3 bilhões de libras esterlinas para projetos inovadores com foco em sustentabilidade - e a meta é chegar a 15 bilhões de libras em investimentos privados até 2015, especialmente nas áreas de energia e reciclagem.

No Japão, a cidade de Kitakyushu elaborou um plano para se tornar uma das cidades mais sustentáveis do país, com baixa emissão de carbono e o engajamento da prefeitura, empresas e moradores na iniciativa.


Fonte: Folha.com

21 de mar de 2012

Áreas de proteção marinha mantêm tartarugas a salvo, diz pesquisa


Reservas abrigam 35% da população de tartarugas-verde.
Cientistas ficaram surpresos com a alta porcentagem.


Áreas de Proteção Ambiental Marinhas ajudam a proteger tartarugas, de acordo com estudo da Universidade de Exeter (Foto: Divulgação / Peter Richardson, MCS)
Áreas de proteção ambiental marinhas ajudam a proteger tartarugas, de acordo com estudo da Universidade de Exeter (Foto: Divulgação / Peter Richardson, MCS)

Áreas de proteção ambiental marinhas abrigam 35% da população global de tartarugas-verde, de acordo com estudo da Universidade de Exeter, na Inglaterra, publicado no domingo (18) no jornal científico "Global Ecology and Biogeography". 
As reservas seriam um local ideal para o acasalamento e manteria os animais a salvo de ameaças da pesca predatória, segundo os cientistas. Eles ficaram surpresos com a alta porcentagem, devido a pequena extensão destas reservas aquáticas, onde a pesca é proibida.
Para chegar a este número, os cientistas analisaram o movimento de 145 tartarugas-verde a partir de 28 locais de desova. Elas foram rastreadas por satélite em uma colaboração de dez países. A análise mostrou que os animais podem viajar milhares de quilômetros desde a partir do local do nascimento em busca de comida.
"Tem havido um debate sobre o valor das áreas de proteção ambiental marinhas, mas nossa pesquisa fornece forte evidência de que elas podem ser efetivas para fornecer condições seguras para criaturas marinhas", afirmou em material de divulgação o professor Brendan Godley, da Universidade de Exeter.
Fonte: Globo Natureza

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