29 de fev de 2012

Pesca descontrolada enfraquece recifes de corais


Uma pesquisa publicada nesta terça-feira (28) pela revista científica da Sociedade Internacional dos Estudos de Recifes dá um exemplo de como as consequências das ações humanas sobre o meio ambiente podem ser amplas.

O estudo mostra que a pesca afetou não só na população de peixes, mas alterou também outros organismos de ecossistemas na costa do Quênia. Isso acontece devido a um efeito conhecido como cascata trófica: toda a cadeia alimentar é influenciada pela redução do número de predadores.

Com menos peixes, a população de ouriços cresceu e a de algas vermelhas diminuiu nas regiões estudadas, que foram piscinas formadas no mar por barreiras de corais.

As algas vermelhas possuem substâncias químicas que fortalecem os corais. Portanto, se a população de algas vermelhas é ameaçada, a estrutura dos corais também é. Isso é um problema para todo o ecossistema, que é adaptado ao mar calmo e depende dos recifes para barrar as correntes do mar.

Fonte: Globo Natureza

28 de fev de 2012

Reservas itinerantes podem salvar espécies marinhas da extinção, diz estudo

Cientistas americanos afirmam que as áreas de preservação dos oceanos, onde caça e pesca não são permitidas, precisam ser móveis para proteger as espécies marinhas.

A ideia de que apenas áreas fixas de preservação no oceano podem ser criadas está ultrapassada e não reflete o comportamento dinâmico de algumas criaturas marinhas, segundo os cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.


"Menos de 1% do oceano está protegido atualmente e estes parques marinhos tendem a ser determinados ao redor de objetos que ficam parados, como recifes de coral ou montanhas marinhas", disse o professor Larry Crowder, diretor científico do Centro para Soluções Oceânicas da Universidade de Stanford.

"Mas, estudos com rastreamento mostraram que muitos organismos, peixes, mamíferos marinhos, tartarugas marinhas, aves marinhas e tubarões, respondem a traços oceanográficos que não têm um ponto fixo", acrescentou.

"Estes são caminhos e correntes que se movem com as estações, do verão ao inverno, de ano a ano, baseados em mudanças climáticas oceanográficas como o El Niño."

Crowder e outros cientistas marinhos afirmam que o desafio agora é tentar determinar um sistema de reservas marinhas que seja tão dinâmico como as criaturas que se tenta proteger.

LUTA PARA CONSERVAÇÃO

Pesquisas mostraram como as espécies marinhas respondem a correntes e caminhos nas águas e como as criaturas seguem os nutrientes e as redes alimentares que são levadas por estes eventos pelo oceano. Estes eventos do oceano são móveis, mudam de posição.

E, para Crowder, as reservas marinhas do futuro precisam refletir estas características.

A implementação de áreas marinhas protegidas tem sido uma luta para os conservacionistas e muitos dos envolvidos poderão hesitar diante da ideia de termos reservas definidas por outros fatores que não sejam coordenados em mapas marinhos.

Mas, Crowder afirma que esta nova proposta é realista.

"Além de saber onde os animais estão indo e como eles respondem às características oceânicas, também sabemos muito mais sobre onde os pescadores estão. Os pescadores têm um GPS muito preciso. Então não acho que está fora das possibilidades fazer com que os pescadores obedeçam à fronteira de uma reserva móvel", afirmou.

SENSORES MÚLTIPLOS

A nova proposta foi apresentada pelos cientistas americanos na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver, Canadá.

Segundo os cientistas, o enorme volume de dados levantados com o rastreamento de criaturas marinhas levou à conclusão de que as reservas marinhas precisam ser itinerantes.

Os dispositivos colocados nos animais estão cada vez mais sofisticados e podem ser colocados em muitas espécies.

Além disso, muitas das inovações que melhoraram o desempenho e as funções de telefones celulares estão sendo incorporados aos últimos modelos de dispositivos de rastreamento.

Estes dispositivos não registram apenas os locais onde os animais vão, mas também fornecem dados sobre o estado dos oceanos.

"Agora podemos colocar sensores múltiplos em um único dispositivo e quando você pode melhorar (o desempenho) da bateria com algo como um painel de energia solar, você consegue esta oportunidade incrível de ver o que um animal está fazendo em dimensões múltiplas e por longos períodos de tempo", afirmou a pesquisadora do US Geological Survey, Kristin Hart, que mostrou na reunião alguns dos menores dispositivos de rastreamento usados.

"O tamanho é importante, particularmente quando você quer responder questões a respeito de (animais) jovens ou indivíduos que se movem muito rapidamente como o atum --você não quer sobrecarregar o animal com algo grande e desajeitado, ou você vai afetar o comportamento dele", acrescentou.

Fonte: Folha.com

27 de fev de 2012

Reunião da CDB discute áreas marinhas significativas


O Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o ICMBio e apoio da Petrobras e Banco Mundial, está recepcionando o evento da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), que vem organizando eventos regionais para Identificar Áreas Marinhas Ecologicamente ou Biologicamente Significativas (EBSAS). Como parte da programação, será realizado o workshop para a região do Grande Caribe e Meio Atlântico Oeste, de 28 de fevereiro a 2 de março, no Mar Hotel Recife, na capital pernambucana.

O evento é restrito a especialistas convidados pela própria Convenção, que reunirá 21 representantes de países do Caribe e da região do Atlântico que fazem parte da CDB, além de representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) e agências especializadas como a Unep Caribe, o Secretariado Regional de Pesca para o Caribe, a União Europeia, IUCN, Birdlife International, Fórum e Rede de Áreas Marinhas Protegidas do Caribe, entre outros.

O objetivo da reunião é identificar e auxiliar a descrição das áreas marinhas com significado ecológico e biológico (EBSAs) por meio da aplicação de critérios científicos discutidos e aprovados pela COP-10 de Nagoya, além de outros critérios relevantes e complementares acordados tanto no âmbito nacional quanto intergovernamental e das orientações científicas na identificação de áreas marinhas protegidas além das jurisdições nacionais.

Os resultados do evento serão apresentados na próxima reunião do Subsidiary Body on Scientific, Technical and Technological Advice (SBSTTA) da CDB, em maio, em Montreal, e na 11ª Reunião das Partes da CDB, em outubro de 2012, na Índia.

Fonte: MMA

SP terá sistema de aluguel de bikes com 1ª hora grátis


A Prefeitura de São Paulo autorizou a instalação de um sistema de aluguel de bicicletas na cidade e abriu uma disputa entre os dois maiores bancos privados do País. A administração fixou um prazo de 30 dias para que Itaú e Bradesco apresentem suas propostas para colocar entre 3 mil e 5 mil bicicletas nas ruas da capital. O sistema não terá custo algum ao município e a primeira hora de uso será gratuita.
O objetivo dos bancos com o projeto é explorar a publicidade que será colocada nas bicicletas, de maneira a aproveitar mais uma brecha da Lei Cidade Limpa. Na visão das empresas, essa será uma das poucas possibilidades no curto prazo para expor suas marcas pela cidade. A exploração publicitária vai ocorrer da seguinte forma: duas placas de 3 cm cada na parte dianteira da bicicleta e duas placas na parte traseira, de 10 cm cada.
"Não haverá ônus nenhum para a Prefeitura. E as bicicletas vão ter a primeira hora de aluguel gratuita. Depois, serão cobrados R$ 5 por hora adicional", explica a arquiteta Regina Monteiro, presidente da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da Prefeitura, órgão que aprovou ontem o sistema. Monteiro adianta que o modelo será "quase igual" ao implementado no Rio, onde o Itaú instalou 60 estações por bairros do centro e da zona sul, com 600 bicicletas. Lá, os usuários podem checar pela internet quantas bikes estão disponíveis em cada um dos bicicletários.
A expertise do Bradesco é diferente. O banco, por meio da seguradora Bradesco Seguros, coordena a Ciclofaixa de Lazer de São Paulo desde 2009. Atualmente, são 22,5 km de percurso interligando parques de São Paulo todo domingo e feriado. "No início, o Bradesco queria fazer o empréstimo só nos fins de semana, na área da Ciclofaixa. Mas agora os dois bancos querem fazer o programa de empréstimo a semana toda, de segunda a segunda", diz Monteiro.
A Prefeitura acredita que vai receber as propostas dos bancos em até 30 dias. "Os bicicletários se tornam parte do mobiliário urbano a partir dessa autorização", declarou a presidente da CPPU. Procurados, nenhum dos bancos quis se pronunciar.
Fonte: Estadão.com

Arpa recebe doação para áreas protegidas na Amazônia

Foto Arpa recebe doação para áreas protegidas na Amazônia

Recursos de US$ 15,9 milhões do Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF) vão ajudar a consolidar 95 unidades de conservação e apoiar 17 processos de criação de novas áreas no bioma



A Fase II do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, receberá incremento de US$ 15,9 milhões provenientes de doação do GEF (Fundo para o Meio Ambiente Global). Anunciado nesta quinta-feira (23/02) pelo Banco Mundial, os recursos servirão para ajudar na consolidação de 95 unidades de conservação (UCs) e apoiar 17 processos de criação de novas áreas no bioma amazônico.

A doação do GEF/Banco Mundial é um importante complemento do volume total de recursos constituídos pelos demais parceiros e doadores do Arpa e é fruto de uma parceria, incluindo contrapartida dos governos federais e estaduais, estabelecida com o Programa desde 2002, afirma o coordenador do Programa do MMA, Trajano Quinhões. O Arpa, iniciado em 2003 e com ações previstas até 2018, investirá US$ 395 milhões, sendo US$ 121 milhões em sua Fase II, atualmente em curso (2010-2015).

Arpa tem por objetivos a conservação de uma amostra representativa da biodiversidade no bioma Amazônia, dos ecossistemas e paisagens a ela associados e a manutenção de serviços ambientais nas regiões abrangidas pelo programa.

A meta do Programa é proteger 60 milhões de hectares por meio do apoio à criação e consolidação de Unidades de Conservação (UCs) no bioma, expandindo e fortalecendo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), o que representaria hoje 39,6% de toda a área de UCs no país e 54,1% de toda a área de UCs no bioma Amazônia. Dos 60 milhões de hectares, o Arpa apoiará a criação de 45 milhões de hectares de UCs de uso sustentável e de proteção integral.

Fonte: MMA

24 de fev de 2012

Rio+20 vai tentar obrigar países a criar mais empregos verdes, diz ONU

Crise econômica mundial não é desculpa para fugir do tema, afirma a OIT.
Brasil tem hoje cerca de 2,9 milhões de postos de trabalho sustentáveis.


A Organização das Nações Unidas (ONU) quer tentar colocar mais peso nas negociações da Rio+20, Cúpula de Desenvolvimento Sustentável que acontece em junho no Brasil, sobre a criação de empregos verdes -- postos de trabalho que ajudam a proteger e restaurar ecossistemas e a biodiversidade.
Por meio de sua agência multilateral, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), já existe uma negociação com o governo brasileiro, responsável pela elaboração do texto-base para a negociação diplomática, para que os pontos presentes no documento chamado “Rascunho Zero” não fiquem apenas "nas intenções".
O documento, que vai nortear a conferência do Rio de Janeiro, afirma que os países reconhecem a necessidade de criar essas vagas em obras públicas para restauração e valorização do capital natural, uso racional da biodiversidade, além de novos mercados vinculados às fontes de energias renováveis. Outro ponto importante é sobre o incentivo ao comércio e indústria para contribuir com a geração de trabalhos sustentáveis.
Porém, segundo Paulo Sérgio Muçouçah, coordenador do programa de empregos verdes e trabalho decente do escritório brasileiro da OIT, os pontos colocados até então são apenas promessas. “As coisas estão no nível de intenções, estão cruas”, disse Muçouçah ao Globo Natureza.

Instrumento legal
De acordo com ele, é necessário articular durante a Rio+20 um instrumento que obrigue as nações a adotar algo mais concreto sobre o tema. “Isto depende de regulação e estímulos financeiros. Sabemos que não dá para obrigar todo mundo, mas é possível adotarmos medidas em determinados setores”, disse.

Ele cita a criação de políticas pontuais, como, por exemplo, determinar o aumento da eficiência energética em automóveis e criar novos padrões de emissões de gases. “Temos estudos feitos nos Estados Unidos que mostram uma possibilidade de vagas nessa área”.
Para o coordenador da OIT, a crise econômica que afeta países da Europa e os Estados Unidos não é desculpa para evitar o tema. “O que a OIT tem mostrado é que a melhor maneira de combater a crise é fazer a economia girar. Os empregos verdes têm um duplo objetivo, que é combater a crise imediata e deixar a economia mais sustentável”, complementa.
No Brasil e no mundo
Levantamento feito pela ONU em 2009, e atualizado em 2010, mostra que o Brasil gerou 2,9 milhões de empregos verdes no ano retrasado, o equivalente a 6,6% do total de postos de trabalho criados no período.

A maior parte da mão de obra foi empregada na área de transportes coletivos e alternativos ao rodoviário e aeroviário (ferrovias e meios marítimos). Em seguida, vem a geração e distribuição de energias renováveis (cultivo da cana de açúcar, fabricação do etanol e geração de energia elétrica). Segundo Muçouçah, este setor é o que mais vai receber trabalhadores nos próximos anos.
Pesquisa mais recente sobre o tema realizada pela OIT em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em 2008 aponta que o número de trabalhadores nesta área será de 20 milhões até 2030. Isto devido aos investimentos maciços em energias renováveis.
Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)
Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)
Uma demonstração sobre o aumento desta velocidade são os últimos números referentes ao crescimento da capacidade mundial de geração de eletricidade por meio dos ventos (eólica). 
Estatísticas apresentadas no início de fevereiro pelo Conselho Global de Energia Eólica apontam elevação de 21% na geração em 2011, passando de 197 GW para 238 GW (o equivalente a 17 vezes a potência instalada da usina de Itaipu).
Em relação à última década, houve alta de quase sete vezes. Mais de 40% do aumento total ocorreu na China, cuja capacidade instalada saltou para 62 GW. No Brasil, o crescimento foi de 62%.
"Os Estados Unidos e a China têm aplicado tecnologias para substituir o uso do carvão na geração de eletricidade. Além disso, edifícios também estão sendo reformados na Europa para aumentar a eficiência energética. Tudo isso tem efeito na mudança da matriz energética. A recomendação da OIT é que haja uma atenção especial para a adoção dessas tecnologias”, disse.
Fonte: G1

23 de fev de 2012

Brasil vai sediar o Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano


O United Nations Environment Programme (Unep), programa das Nações Unidas para o meio ambiente, anunciou nesta quarta-feira (22) que o Brasil vai sediar neste ano o Dia Mundial do Meio Ambiente (WED, sigla em inglês). O evento acontece em 5 de junho.

Com o tema “Economia verde: isto inclui você?” o evento pede a todos para avaliar quais os hábitos diários contribuem para o desenvolvimento econômico, social e ambiental de um mundo de 7 bilhões de pessoas – e que deve chegar a 9 bilhões em 2050.

O Brasil foi o anfitrião em 1992 da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD). Mais conhecido como Eco92 (Cúpula ou Cimeira da Terra), o evento reuniu líderes globais para discutir o futuro, diante de um mundo que começava a se preocupar com o meio ambiente e a sustentabilidade.

“Ao celebrar o WED no Brasil em 2012, estamos voltando às raízes do desenvolvimento sustentável contemporâneo, a fim de achar um caminho para a sustentabilidade e que crie oportunidades para um novo século”, diz em nota o Sub-Secretário Geral e Diretor Executivo do Unep, Achim Steiner.

“Três semanas após o WED, o Brasil vai sediar o Rio+20, em que líderes mundiais vão se reunir para projetar o futuro da sustentabilidade como uma locomotiva a caminho de mudanças para as economias crescerem, empregos serem criados, sem empurrar o mundo para fora de fronteiras planetárias”, acrescentou.

Com um país de 200 milhões de pessoas, o Brasil é o quinto mais populoso do mundo e o quinto maior fisicamente, com 8,5 milhões de quilômetros quadrados. Por isso, foi esolhido para sediar o evento. Além disso, nos últimos anos, o país tomou diversas medidas para resolver os problemas de desmatamento, como na Amazônia, por meio de esforços de fiscalização e de iniciativas de monitoramento por parte do governo brasileiro.

De acordo com estimativas levantadas pela Unep, o Brasil tem realizado recentemente uma das maiores reduções de emissões de gases de efeito estufa no mundo, como resultado de conquistas na redução das taxas de desmatamento.

O país é também o líder mundial em produção sustentável de etanol para abastecer veículos e está expandindo o desenvolvimento de outras áreas, como a energia eólica e sistemas de aquecimento solar.

“Estamos muito satisfeitos por acolher esta celebração global. O Dia Mundial do Meio Ambiente vai ser uma grande oportunidade no Brasil para apresentar previamente os aspectos ambientais do desenvolvimento sustentável para a conferência Rio +20 “, disse a ministra brasileira de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que nesta semana está participando da reunião do conselho do PNUMA em Nairobi, Quênia.

Diversas ações – O WED 2012 vai enfatizar como as ações individuais podem ter um impacto exponencial no mundo. Para isso, trará grande variedade de atividades que englobam maratona, dia sem carro, concurso de blogs verdes, exposições e passeatas em todo o país.

Para o evento, a Kia Motors doou cinco veículos para a Unep, com o slogan do Dia do Meio Ambiente. Os carros incluem o Kia Rio e o Kia Optima híbrido, que foram escolhidos pela sua eficiência de combustível. Os carros farão parte das premiações de competições que ainda serão anunciadas.

Fonte: G1.com

15 de fev de 2012

Agricultura usa 92% da água doce do planeta


Pesquisadores afirmam que a agricultura, nos moldes de hoje, consome 92% da água no planeta, o que transforma a produção de alimentos e outros produtos em algo insustentável. O alerta foi dado pelo holandês Arjen Y. Hoekstra, criador da pegada hídrica -, indicador que mede o uso direto e indireto da água doce para se obter um produto alimentício ou qualquer outro bem consumível.

De acordo com o estudo de Hoekstra, publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), uma pessoa consome em média 4.000 litros, de água por dia, incluindo toda a água necessária para a produção de alimentos e bens de consumo. No entanto, de acordo com estudo publicado esta semana, o consumo varia muito de país para país.

Entre as disparidades está no fato de um americano consumir mais do que o dobro da média global, enquanto que habitantes da China e Índia consomem pouco mais de 1000 litros. A pegada de água do consumidor médio é determinada principalmente pelo consumo de cereais (27%), carne (22%) e produtos lácteos (7%). O Brasil é o quarto maior consumidor de água – o brasileiro consome em média 3.780 litros de água por dia -, e também o quarto exportador de bens que mais necessitam de água.

A “pegada Hídrica da humanidade” mostra ainda que há a importação e exportação virtual da água. Um consumidor holandês, por exemplo, ao comprar uma camisa feita com algodão e produzida fora da Holanda, usa a água do país de produção.

Os pesquisadores também esperam ver uma mudança drástica no consumo na China, que depende cada vez mais de terras agrícolas, por exemplo, da África. Isto levará a importação muito maior de água. De a cordo com o estudo, estes são todos os indicadores claros de que a escassez de água não é um problema local, mas deve ser visto de uma perspectiva global.

Fonte: Portal iG

14 de fev de 2012

Erosão do solo eleva ameaça do aquecimento global, afirma ONU

Avanço da agricultura reduziria capacidade de estoque de carbono no solo.
Relatório das Nações Unidas sobre o tema foi divulgado nesta segunda.


O aquecimento global ficará pior à medida que a agricultura acelerar a taxa de erosão do solo, reduzindo a quantidade de carbono que o solo é capaz de armazenar, informou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) nesta segunda-feira (13).
O solo contém quantidades enormes de carbono na forma de matéria orgânica, que fornece os nutrientes para o crescimento das plantas e melhora a fertilidade da terra e o movimento da água.
A faixa mais superficial do solo armazena sozinha cerca de 2,2 trilhões de toneladas de carbono -- três vezes mais que o nível atualmente contido na atmosfera, informou o Livro do Ano 2012 do Pnuma. "O carbono do solo é facilmente perdido, mas difícil de ser reposto", diz o relatório.
Crianças brincavam em perigosa área de erosão quando ocorreu o acidente (Foto: Carlos Eduardo Matos/G1 AM)
Erosão causada por atividades humanas podem liberar estoques de carbono na atmosfera. (Foto: Carlos Eduardo Matos/G1 AM)
Uso da terra
Ainda segundo o documento, os estoques de carbono no solo são altamente vulneráveis às atividades humanas. Eles diminuem de forma significativa (e em geral rapidamente) em resposta às mudanças na cobertura do solo e no uso da terra, tais como desmatamento, desenvolvimento urbano e o aumento das culturas, e como resultado de práticas agrícolas e florestais insustentáveis.

Tais atividades podem decompor a matéria orgânica. Quando isso ocorre, parte do carbono é convertido em dióxido de carbono -- gás do efeito estufa que é um dos principais responsáveis pelo aquecimento global - e ele é perdido do solo.
Cerca de 24% das terras do planeta já sofreram declínio na saúde e na produtividade ao longo dos últimos 25 anos em razão do uso insustentável do solo, disse o Pnuma.
Desde o século 19, aproximadamente 60% do carbono armazenado nos solos e na vegetação foi perdido como resultado das mudanças no uso da terra, tais como limpar a terra para a agricultura e para as cidades.
À medida que a demanda global por alimentos, água e energia aumente drasticamente, como se prevê, o solo ficará sob uma pressão cada vez maior.
Fonte: G1

13 de fev de 2012

Chile cultivará plantas aquáticas para produção de combustível renovável

Divulgação/PetroAlgae
As amostras são recolhidas em qualquer lagoa ou rio, transferidas para uma piscina biorreativa cheia de água, onde em um período entre 24 e 48 horas as plantas se reproduzem (Foto: Divulgação/PetroAlgae)
Uma nova tecnologia pretende transformar plantas aquáticas que colorem de verde alguns rios, lagoas e mangues em combustível renovável e alimento para porcos, aves e peixes. 

O grupo investidor AIQ, do Chile, adquiriu em 2011 a patente desta tecnologia comercializada pela empresa americana PetroAlgae e, no final de 2012, prevê começar a produzir em massa estas plantas aquáticas, asseguraram os responsáveis pelo projeto. 


Com a queda das reservas de combustíveis fósseis devido ao aumento da demanda por parte de potências emergentes como China, Índia e alguns países da América Latina, a prospecção de fórmulas alternativas para obter petróleo atraiu a atenção do setor de energias renováveis

Este é o caso da PetroAlgae, que após estudar as propriedades de um elemento tão comum como as pequenas plantas que crescem nas águas paradas das lagoas e dos rios, concluiu que, ao desidratar estas partículas, pode-se obter óleo refinado e ao mesmo tempo proteínas para o consumo animal

O vice-presidente da PetroAlgae na América Latina, Jorge Abukhalil, explicou que a peculiaridade deste sistema é que, ao contrário de outras tecnologias muito mais sofisticadas, o cultivo destes microorganismos tem um custo reduzido. 

"Não necessitamos uma espécie de alga que cresça em um habitat determinado. Precisamos apenas buscar um terreno onde colocar as piscinas biorreativas para reproduzir maciçamente os microorganismos e uma máquina que desidrate as plantas aquáticas", assegura o responsável desta multinacional, que já implantou o sistema em países como Tailândia, Suriname e Equador. 

Produção
Como explica Abukhalil, o sistema de reprodução destas plantas é bem simples: as amostras são recolhidas em qualquer lagoa ou rio, transferidas para uma piscina biorreativa cheia de água, onde em um período entre 24 e 48 horas as plantas se reproduzem. 



"Uma vez que a piscina está cheia de microorganismos verdes, já se pode extrair o produto e iniciar o processo de desidratação, a partir do qual se obtém a proteína que pode servir para o consumo animal e para criar óleo renovável", especifica. 


Além disso, estes microorganismos são capazes de consumir entre 100 e 120 toneladas de dióxido de carbono por hectare cultivado. Por isso, segundo o responsável da empresa, "se trata de um sistema de produção ambientalmente sustentável". 

"Calculamos que com um cultivo de 500 hectares é possível produzir anualmente entre 100 mil e 150 mil barris de petróleo", acrescenta Abukhalil. Assim, perante a potencialidade desta tecnologia, o grupo AIQ adquiriu a licença em 2011 e no final do ano deve terminar a construção de uma fábrica de produção no Chile. "Agora estamos buscando um terreno de 500 hectares para construir as piscinas", especifica Andrés de Carcer, investidor responsável por implantar este sistema no país. 

Quanto aos clientes potenciais, Carcer esclarece que, no momento, a empresa pretende se especializar na produção de proteínas para o consumo animal, embora não descarte que, quando o projeto estiver em andamento, possa fazer negócios com a indústria petrolífera

Por enquanto, uma pequena fábrica já foi construída nos arredores de Santiago, onde se comprovou previamente a eficiência da tecnologia para começar a produção da planta aquática em grande escala.

Fonte: Globo Rural

10 de fev de 2012

MMA divulga dados do monitoramento do desmatamento de três biomas

Taxas comparativas de todos biomas brasileiros entre 2008-2009 indicam que Pampa, Mata Atlântica e Pantanal registraram redução no ritmo de supressão da vegetação

Em continuidade à série do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS), o Ministério do Meio ambiente (MMA) divulgou nesta quinta-feira (9/2), dados do desmatamento dos biomas Mata Atlântica, Pampa e Pantanal referentes ao período 2008-2009, cujos números mostram queda no ritmo do corte da vegetação no período. O estudo, que quantifica desmatamentos de áreas nativas, começou a operar em 2008 pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama, utilizando o ano de 2002 como referência com imagens do satélite Landsat.

O resultado mostra redução no ritmo comparado a 2008, apesar de os dados não apontarem tudo o que foi desmatado, não sendo possível, porém, identificar o que é desmatamento legal ou ilegal, disse a ministra Izabella Teixeira, durante a coletiva de imprensa.

Ela adiantou que os próximos desafios serão monitorar, junto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além das áreas desmatadas em todos os biomas, as que estão em regeneração. A dinâmica está sendo utilizada pelo projeto TerraClass na Amazônia, que classifica a situação dos estados da região. 

Segundo Izabella, as bases de dados atualizadas geram informações para orientar nas políticas públicas de combate ao desmatamento ilegal até a regularização ambiental.

Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias, a novidade do monitoramento dos biomas extra-amazônicos é que, a partir de 2009, o Ibama passou a trabalhar com mapa de maior resolução com escala de 1-50 mil ha e área mínima mapeada de 2 a 3 hectares por bioma.  Até 2007, eram utilizadas imagens de menor resolução de 1-250 mil com referência a 2002. 

Pampa - Entre 2008-2009, o Bioma perdeu 331 Km² de área com a supressão de vegetação nativa , equivalente a taxa de 0,18%. Mas se comparado ao período de 2002-2008 (1,2%), houve pequeno decréscimo.

Dos seus 177.767 Km², o Pampa teve quase 54% de área original suprimida ao longo de sua ocupação histórica. Entre 2002 e 2008, foram perdidos 2.183 Km², que equivale a  1,2% do bioma, ou 0,2% de taxa média anual de desmatamento. Alegrete, na fronteira do estado do Rio Grande do Sul, foi o município que mais desmatou neste período em números absolutos, sendo 51,93 Km² equivalentes a 0,67% da área do município.

A rizicultura (plantação de arroz), a pecuária e a expansão do reflorestamento de vegetação nativa por plantada das espécies eucalipto e pinus são as atividades que pressionam o desmatamento no Pampa.

Mata Atlântica - A área desmatada corresponde a 248 Km² no período 2008-2009, representando 0,02 % de perda da cobertura vegetal dentro do Bioma. A Mata Atlântica registrou a menor taxa de desmatamento entre os biomas brasileiros no período de 2008-2009. Dos estados cobertos pela Mata Atlântica, Minas Gerais foi o que mais desmatou, em números absolutos, entre 2008-2009, com supressão de 115,8 Km² de vegetação nativa.

O secretário do MMA avaliou positivamente a baixa taxa de 0,02% de supressão no bioma indicando que a Mata Atlântica se aproxima do desmatamento zero.

Pantanal - Até 2008, o Bioma tinha 83,20% de sua área total com cobertura vegetal remanescente. O menor dos biomas brasileiros, com 151.313 Km² de extensão, registra taxa de desmatamento acumulado de 2002 a 2009 de 15,31%, equivalente a uma área de 23.160 Km². 

Entre 2008-2009, perdeu 188 Km² de vegetação nativa, correspondente a 0,12% do bioma. Segundo o secretário do MMA, a taxa média atual declinou em relação ao período 2002-2008.

As ações de desmatamento no Pantanal, segundo Bráulio Dias, geralmente ocorrem no entorno do bioma, mas foi observado, a partir do monitoramento de 2008, uma frente de conversão da vegetação nativa no interior do Bioma para pastos plantados para criação de gado zebu em substituição ao rebanho pantaneiro.

Outra preocupação, segundo ele, apresenta-se na periferia do Pantanal com destaque para o assoreamento do Rio Taquari causado pelo desmatamento para uso da agricultura.

Para o período de 2008-2009, Corumbá (MS) foi o município que  mais suprimiu áreas de vegetação nativa, em termos absolutos,  equivalente a  67,64 Km², ou seja, 0,11% da área do município.

O Pantanal é reconhecido como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal e considerado Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, além de abrigar três Sítios Ramsar, Áreas Úmidas de Importância Internacional: Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal e Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro.

Comparativo - Dos dados gerais do desmatamento e comparativos nos biomas brasileiros entre 2008-2009, o Cerrado foi o que mais desmatou em valores absolutos (7.637 Km²); Amazônia (7.464 Km²); Caatinga (1.921 Km²); Pampa (331 Km²); Mata Atlântica (248 Km²) e Pantanal (118 Km²).

Para mais informações, acesse a página da Projeto de Monitoramento.

Fonte: MMA

9 de fev de 2012

Capacidade instalada de energia eólica cresce 21% no mundo em 2011

No Brasil, aumento foi de 62%, com acréscimo de cerca de 600 MW.
China tem capacidade de 62 mil MW, mais de 40 vezes o total brasileiro.


A capacidade de energia eólica instalada no mundo cresceu 21% em 2011, passando de 197.000 para 238.000 MW (equivalente a 17 vezes a potência instalada de Itaipu, igual a 14.000 MW), segundo estatísticas do Conselho Global de Energia Eólica, divulgadas na terça-feira (7). Em relação à última década, o crescimento da capacidade mundial foi de quase sete vezes.
Mais de 40% do aumento total ocorreu na China, cuja capacidade instalada saltou para 62.000 MW. No Brasil, o crescimento foi de 62%, passando de 927 para 1509 MW.
"Apesar do estado da economia global, a energia eólica continua a ser a opção de geração de energia renovável", falou Steve Sawyer, secretário geral do conselho. Ele afirmou que espera a abertura de novos mercados na África, Ásia e América Latina em 2012.
O segundo maior crescimento na capacidade instalada foi verificado nos Estados Unidos, que chegou a 52.000 MW em 2011. A Índia apareceu em terceiro lugar, atingindo 16.000 MW. Já na Europa, o aumento da capacidade instalada representou 25% do total mundial. Em termos da capacidade final disponível em 2011, o continente ocupa o primeiro lugar no mundo, com 96.000 MW.
Brasil
Segundo o Diretor Executivo da Associação de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, o Brasil terá um crescimento ainda mais expressivo nos próximos anos. O país conta com uma carteira de novos projetos já contratados de mais de 7.000 MW para serem entregues até 2016, disse ele.

“O setor eólico no Brasil atraiu importantes investimentos, para tanto foram fundamentais as novas políticas de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) mas, ainda assim, se faz cada vez mais importante uma clareza nas regras futuras, de forma a que sejam mantidas a confiança dos investidores e assegurando o forte ritmo de crescimento do setor", afirmou Perrelli em comunicado da ABEEólica.
No Brasil, a marca de 1 GW (1000 MW) foi alcançada em junho de 2011. A maioria dos parques eólicos nacionais se encontra nas regiões Nordeste e Sul do país. Em 2004, foi lançado pelo governo federal o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), entre elas a energia eólica. Além disso, desde 2009, tem sido realizados leilões de energia eólica no país.






Fonte: G1
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