23 de mai de 2012

Aluguel de bicicleta em SP começa amanhã



São Paulo vai inaugurar seu primeiro sistema de empréstimo de bicicletas de larga escala amanhã. Dez estações já estarão em funcionamento, cada uma com cerca de dez bikes disponíveis. O bairro que receberá as primeiras será a Vila Mariana, na zona sul. A ideia é que, nos próximos três anos, 300 estações coloquem à disposição dos paulistanos 3 mil bicicletas para aluguel.

O sistema será operado pelo Itaú - que já tem um sistema com 600 bicicletas no Rio - e recebeu o nome de Bike Sampa. Os paulistanos vão poder checar pela internet e no celular qual é o bicicletário mais próximo, com aparelhos disponíveis para uso. As viagens de até 30 minutos são gratuitas - paga-se R$ 5 pela hora excedente. Para usar o sistema, também é necessário ter passe mensal - com mensalidade de R$ 10.

Quando todo o sistema estiver concluído, o objetivo é que a cidade tenha uma rede de estações de empréstimo em uma distância de um quilômetro entre uma e outra. Assim, será possível pegar uma bicicleta perto do metrô, do ponto de ônibus ou de casa, por exemplo, e deixá-la na estação mais próxima do trabalho. A Secretaria de Transportes também fará ciclorrotas em áreas próximas de estações - uma já está sendo pintada e sinalizada na região da Vila Mariana.

As primeiras estações já estavam sendo concluídas na noite de ontem. Elas estarão posicionadas na frente de pontos de interesse, como o Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, o Sesc Vila Mariana e a Cinemateca Brasileira, que atraem centenas de visitantes todos os dias. Estações de metrô no bairro, como a Vila Mariana e Ana Rosa, também terão bicicletários próximos.

O retorno financeiro para o banco é feito por meio da publicidade estampada nas estações e em cada uma das bikes - brecha prevista na Lei Cidade Limpa, de 2007. Na visão da empresa, essa será uma das poucas possibilidades no curto prazo para expor sua marca pela capital. A exploração publicitária vai ocorrer da seguinte forma: duas placas de 3 centímetros cada na parte dianteira da bicicleta e duas placas na parte traseira, de 10 centímetros cada.

Mudanças. Segundo Regina Monteiro, presidente da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana da Prefeitura (CPPU), algumas modificações foram feitas em relação às bicicletas que são emprestadas na capital fluminense. "Houve pequenas modificações no formato do banco e no sistema de freio. Eles (o banco) nos garantiram que o modelo paulistano será o mais moderno possível", afirmou a arquiteta.

Para Thiago Bennichio, diretor-geral da Associação Ciclocidade, a ideia é boa, mas é necessário maior investimento em infraestrutura para garantir a segurança do ciclista em São Paulo. "Seria preciso fazer mais ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas para garantir a segurança do usuário do sistema. A Secretaria de Transportes está apostando mais nas ciclorrotas (ruas onde são colocadas sinalização advertindo para o fluxo das bicicletas), mas cada tipo de via precisa de um tipo de infraestrutura diferente", afirmou o ativista.

Segundo Bennichio, também são necessárias campanhas de educação permanentes para que se diminua o risco de acidentes com o provável aumento no número de ciclistas na cidade.

Outros planos. Além do Itaú, pelo menos mais três empresas têm planos de criar sistemas de empréstimo de bicicletas. O Bradesco já apresentou proposta à CPPU, para colocar à disposição 300 bicicletas no entorno das Ciclofaixas de Lazer. A AES Eletropaulo e a Ambev ainda estudam o modelo que será utilizado.

Fonte: Estadão.com
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