12 de abr de 2012

Comissão holandesa mostra ideias inovadoras na gestão de resíduos



Holanda recicla ou incinera quase todo o lixo que produz.

Em Amsterdã, quem devolve garrafas pet ganha cupom, que vale dinheiro.

Uma comissão do Ministério do Meio Ambiente da Holanda apresentou nesta terça-feira (10) soluções inovadoras na gestão de resíduos sólidos. Em encontro que reuniu empresários, representantes de ONGs e da Cetesbo, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, o porta-voz do governo holandês explicou que hoje é bem mais atrativo reciclar do que enterrar lixo.
A mudança na Holanda começou há 16 anos e hoje o país, que é um pouco menos populoso que o estado de São Paulo, é referência mundial em gerenciamento de lixo.
Enquanto quase tudo o que se descarta em São Paulo vai para aterros, na Holanda apenas 3% do lixo tem esse destino. Quase metade do lixo doméstico é incinerado. A energia gerada da combustão aquece as casas e ilumina parte da capital holandesa, Amsterdã.
A maior parte dos resíduos domésticos é separada pela própria população para a reciclagem e há estímulos para isso. Num supermercado na Holanda, uma máquina é usada para receber garrafas pet. A pessoa chega, coloca a garrafa de plástico, a máquina pesa e mais interessante é que no fim de tudo a pessoa recebe um cupom, que vale dinheiro. Em Amsterdã, três garrafas pet devolvidas para a máquina valem o equivalente a R$ 3.
Ganha quem colabora, perde quem gera mais resíduo. Cada holandês paga em média R$ 270 por ano de taxa de lixo. Quanto maior o volume dos sacos, mais cara a taxa. Ideias que podem servir de inspiração para o poder público, para os empresários e para população de São Paulo.
“Aprenderam a desenvolver tecnologias para isso, aprenderam a fazer gestão de resíduos e, principalmente, aprenderam a fazer uma educação ambiental, sem a qual nada disso seria possível”, disse o diretor de Meio Ambiente da Fiesp, Eduardo San Martin.
Fonte: G1
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