30 de nov de 2011

ONU diz que Brasil subaproveita seu potencial em energias renováveis

Segundo relatório, país ampliou investimento, mas poderia explorar melhor energias como a eólica e solar.


Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)Usinas eólicas instaladas no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ABEEólica)

O Brasil ocupa uma posição de destaque na produção de energias renováveis, mas "poderia fazer mais esforços" em relação às energias solar e eólica, segundo a Conferência da Organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que publicou nesta terça-feira (29) um relatório sobre o tema.
"O Brasil, devido ao seu clima e à sua superfície, possui um enorme potencial em termos de energia eólica e solar, mas não explora de forma suficiente sua capacidade nessas áreas", disse Anne Miroux, diretora do relatório Tecnologia e Inovação - Potencialização do Desenvolvimento com Energias Renováveis, da Unctad.
Ela diz que o Brasil se concentra em setores "maduros", como os biocombustíveis e a geração de energia hidrelétrica, criados há décadas. "O Brasil está entre os principais países que produzem energias renováveis, mas não em termos de energias modernas, como a eólica e a solar, nas quais nos focalizamos hoje", diz Miroux.
Investimento
O relatório da Unctad revela que o Brasil foi o quinto país que mais investiu em energias limpas no ano passado, totalizando a soma de US$ 7 bilhões. A China, com o valor recorde de US$ 49 bilhões, liderou os investimentos em energias renováveis em 2010, seguida pela Alemanha (US$ 41,1 bilhões), Estados Unidos (US$ 30 bilhões) e Itália (US$ 14 bilhões).

O Brasil, segundo dados do instituto voltado para estudos na área de energias renováveis REN 21, citados no relatório, é o quarto principal país em termos de capacidade de produção dessas energias, incluindo a hidrelétrica.
Mas o país não está entre os cinco principais em relação à capacidade de produção de energia eólica (liderada pela China) ou solar. O relatório da Unctad afirma que os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) "estão fazendo avanços tecnológicos significativos nos setores eólico e solar".
"A China está fazendo grandes esforços em relação ao uso de energias renováveis. Um dos grandes problemas do país são suas centrais térmicas que utilizam carvão. A transição não é simples e não pode ser feita de um dia para o outro", diz Miroux.
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Metas ambiciosas
A diretora do estudo ressalta que o Brasil "está no bom caminho" com o objetivo "notório" de desenvolver as energias renováveis, apesar de ainda 'não fazer o suficiente' em relação às energias solar e eólica. Ela elogiou a meta fixada pelo governo de que 75% da eletricidade produzida no país seja proveniente de energias renováveis em 2030.

"O Brasil é um dos raros, talvez o único, a ter uma meta tão ambiciosa", afirma Miroux, que questiona também se as enormes reservas do pré-sal poderiam colocar em risco a estratégia atual de desenvolvimento das energias limpas no país.
Tecnologia
Segundo o relatório, os investimentos globais em energias renováveis saltaram de US$ 33 bilhões em 2004 para US$ 211 bilhões no ano passado - um aumento de 539,4%. O crescimento médio anual no período foi de 38%.

Apesar dos números, a diretora do estudo alerta que ainda faltam "centenas de bilhões de dólares" para aperfeiçoar as tecnologias nos países em desenvolvimento e expandir o uso das energias renováveis no mundo. De acordo com o relatório, as energias renováveis oferecem uma oportunidade real para reduzir a pobreza energética nos países em desenvolvimento.
Fonte: G1

29 de nov de 2011

Coleta seletiva na copa de 2014

Foto Coleta seletiva na copa de 2014
Logística reversa para o setor de embalagens começará pelas cidades-sedes do campeonato mundial. Elas são responsáveis por produzir 35% dos resíduos sólidos urbanos do País.

As doze cidades brasileiras escolhidas para sediar a Copa de 2014 e suas regiões metropolitanas são responsáveis pela produção de 35% dos resíduos sólidos urbanos do País, algo em torno de 91 mil toneladas de lixo geradas por dia. É por essas cidades que os empresários do setor de embalagens propõem começar a logística reversa de seus produtos, excluídas as embalagens de agrotóxicos e óleos lubrificantes que terão modelagem específica de devolução ao ciclo produtivo.

Desde maio os grupos do Comitê Orientador da Logística Reversa da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) trabalham na elaboração dos editais de chamamento das cinco cadeias produtivas definidas como prioritárias pelo próprio Comitê Orientador da PNRS: embalagens em geral; embalagens de óleos lubrificantes; lâmpadas fluorescentes; eletroeletrônicos; descarte de medicamentos.

A previsão é que os editais  de algumas categorias sejam publicados até dezembro deste ano. Com isso as empresas e indústrias envolvidas serão convidadas a apresentar suas propostas de logística reversa, de forma a compor o acordo setorial de cada uma das cadeias.

No caso das embalagens, a proposta está adiantada e uma coalizão de 15 associações do setor liderada pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) sugere que a cadeia preste todo o apoio para implantação eficaz de coleta seletiva nas cidades-sede da Copa, inclusive com recursos, fortalecendo todo o sistema, desde a educação do consumidor que precisa mudar o comportamento e começar a separar os resíduos domiciliares, incluindo os investimentos necessários para estruturação das cooperativas de catadores que deverão participar em parceria com os serviços de limpeza urbana para recolhimento separado dos resíduos.

"Sabemos que grande parte das embalagens está nas casas das pessoas, que as descartam no lixo comum, até por que a coleta seletiva funciona em apenas 18% dos municípios, mas a separação precisa começar com o consumidor", alerta o representante do Cempre, Victor Bicca.

O Cempre reúne 75% dos representantes da cadeia de embalagens e conta com a associação de empresas líderes nos mercados de PET, plástico, latas, cerveja, bebidas não alcoólicas, refrigerantes, alimentos, massa, chocolate, óleo vegetal, papel e celulose, higiene pessoal e cosmético e limpeza doméstica. Além disso, estão em negociação avançada com associações do varejo supermercadista e de vidro, ambas interessadas em compor o acordo.

Na visão deles a meta de logística reversa para as embalagens deve ser global para a cadeia e não por segmento separadamente (plástico, lata, papel, etc.). Ainda propõem que o índice esteja atrelado à fração seca de lixo reciclado e não ao percentual de embalagens coletadas por fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, que são os atores envolvidos na questão da responsabilidade compartilhada estabelecida pela Política, no que se refere à restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

"Esse grupo está empenhado em fazer com que a mudança de hábito do consumidor vire uma realidade", garantiu Bicca.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, considera a proposta interessante, mas se preocupa com a inclusão dos pequenos e médios empresários do setor e com a regionalização do País que demanda soluções diferenciadas para cada localidade.

"Precisamos focar nessa nova classe média que está consumindo cada vez mais e ter uma visão regionalizada de cada segmento do setor de embalagens para buscar resultados compatíveis com a realidade de cada estado e município", reforça a ministra.

Alumínio - A reciclagem das latas de alumínio para bebidas movimentou R$ 1,3 bilhão na economia nacional em 2009, conforme dados do Cempre. Só a etapa de coleta (a compra das latas usadas) injetou R$ 382 milhões, o equivalente à geração de emprego e renda para 216 mil pessoas.

É um caso em que o fabricante nem tem a chance de coletá-la e destiná-la à reciclagem, já que é um material valioso e as cooperativas se encarregam eficientemente delas, recebendo, em média, de R$ 3,2 por quilo, o equivalente a 75 latinhas (Cempre-dez/2010).

O que acontece com as latas de alumínio justificaria a proposta do setor de vincular a meta de logística reversa de embalagens à reciclagem, pois, por mais que a indústria não esteja recebendo o produto de volta, a destinação adequada efetiva está acontecendo, já que 98,2% das latas de alumínio foram recicladas em 2009, assegura a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), superando países industrializados, como Estados Unidos (57,4%), Argentina (92%) e Japão (93,4%).

A reciclagem do alumínio tem números expressivos e tem potencial ainda maior, considerando as 350 milhões de unidades de desodorante aerosol que são fabricadas anualmente e utilizam o mesmo material. De acordo com a associação da indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, esse mercado cresce, em média, 20% ao ano e a estimativa para 2011 é a produção de 420 milhões de unidades que precisam somar ao lucrativo negócio da reciclagem.

Para determinar a meta global e monitorar o cumprimento, eles apoiam a instalação de um fórum com modelo de governança alinhado aos representantes do setor empresarial envolvidos na responsabilidade compartilhada. Seria a instância encarregada de estabelecer as linhas de capacitação e mobilização com os catadores, a partir dos conhecimentos de reciclagem adquiridos pelo setor nos últimos 20 anos, montando as cooperativas e deixando-as aptas para funcionar adequadamente.

"Os investimentos começariam pelas doze cidades-sede da Copa do Mundo, pois até 2014 o tempo seria suficiente para implantarmos a coleta seletiva efetiva apenas nessas localidades, atendendo tanto o prazo da Política de Resíduos Sólidos quanto do evento esportivo, mas na segunda fase expandiríamos para os demais municípios", argumenta Bicca.

Em contrapartida, o setor pede ao Governo Federal a ampliação do parque reciclador na mesma medida em que aumentará o volume coletado; a desoneração da reciclagem, inclusive para impulsionar a exportação dos produtos brasileiros reciclados, que ainda são mais caros do que os novos e não consomem a matéria-prima; e a criação da política industrial do setor com previsão de investimentos em pesquisa e inovação para incremento das recicladoras com novas tecnologias.

Os empresários ainda alertam que estados com legislação de resíduos sólidos anterior à PNRS, como São Paulo e Espírito Santo, estão cobrando da indústria a implantação da logística reversa, mas para coordenar as políticas estaduais com a nacional, o MMA começa agora um processo de pactuação com as secretarias de ambiente dos estados e com o Ministério Público a fim de organizar o processo e dar conhecimento sobre o andamento do trabalho dos grupos do Comitê Orientador da Logística Reversa da PNRS.

"As cinco audiências públicas regionais para debater o Plano Nacional de Resíduos Sólidos também foram espaços para dialogar com os prefeitos e atores locais sobre o desenvolvimento de toda a Política, que será consolidada gradativamente", lembra o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Nabil Bonduki. Além disso, estão sendo preparados manuais, guias e cursos a distância para disseminar as informações nos municípios.

Plano Nacional - Nesse processo de debate com a sociedade, o Governo está atento para conciliar todas as metas do Plano Nacional com a necessidade de reduzir a quantidade de lixo seco que chega aos aterros sanitários, e eventualmente aos lixões, pois estudos de gravimetria apontam que ele representa 32% dos resíduos sólidos urbanos, onde há uma grande quantidade de embalagens.

O Plano irá acompanhar o que vai acontecer nos aterros sanitários ao longo do tempo e terá metas de redução dessa quantidade de resíduos secos que chegam a eles. Nas audiências públicas, a logística reversa está sendo discutida em função desses objetivos, que, no caso das embalagens, tem relação direta com a coleta seletiva.

GTT de Embalagens -  A proposta do setor produtivo está evoluindo no Grupo de Trabalho Temático (GTT) de Embalagens, vinculado ao Comitê Orientador da Logística Reversa, e a governança por meio do fórum já foi aceita. A instância vai promover o processo de decisão e estabelecer o diálogo do setor privado (fabricantes, importadores, comerciantes, indústria, todos que têm a obrigatoriedade da responsabilidade compartilhada do ponto de vista do setor empresarial) com o conjunto de outras entidades que têm a ver com a logística reversa, como os governos federal, estadual, municipal, o Movimento Nacional de Catadores e a representação dos consumidores. Cada entidade que compõe a governança, além do Fórum, fará a coordenação com o setor representado.

O Governo Federal participará do fórum porque irá coordenar e assinar os acordos setoriais. Os governos estaduais também terão representação porque, além de poderem fazer termos de compromisso locais, serão obrigados a acompanhar a fiscalização desses acordos setoriais nos estados. Já a participação dos governos municipais será fundamental, pois, especificamente no caso das embalagens, a expectativa é que a logística reversa seja harmonizada com a coleta seletiva e o fórum será a oportunidade de diálogo dos municípios com o setor produtivo para definir a modelagem, que, depois de decidida, deverá ser implementada pelos municípios e apoiada pelos empresários.

A governança já está definida, mas a intenção de priorizar a ação nas cidades-sede da Copa ainda é um tema em discussão no GTT, pois a PNRS prevê o planejamento de ações de manejo de resíduos para o Brasil inteiro. No entanto, o grupo reconhece que todo trabalho que o governo vem desenvolvendo e discutindo aponta para a necessidade de ter uma estratégia focalizada nas regiões metropolitanas e nas grandes cidades, já que, de uma forma geral, concentram grande parte dos resíduos.

Nessa direção, o Governo Federal está discutindo a perspectiva de priorizar as ações de coleta seletiva nos grandes centros onde há mais geração de resíduos, o que acontece não só nas cidades-sede da Copa, mas também nas regiões metropolitanas e nas demais capitais do País.

O diretor de Ambiente Urbano, Silvano Costa, esclarece que a proposta que eles trazem não é contrária ao que o governo entende ser uma boa estratégia, tem aderência a tudo que estamos fazendo, mas ela ainda vai ser discutida e poderá fazer parte de um acordo setorial.

Há a perspectiva de que o estudo de viabilidade técnica e econômica seja concluído até meados de dezembro, o que subsidiará a tomada de decisão do Comitê Orientador para aprovar o edital e publicá-lo.

Para Costa, a ideia do setor empresarial é uma sinalização interessante para o avanço da Política, justamente porque a Copa será em 2014 e o esforço é para que o acordo seja assinado no primeiro semestre de 2012.

"Estar nesse caminho desde já é importante e esse movimento vem num bom momento", acredita o diretor.

Fonte: MMA

28 de nov de 2011

Conama limita emissões de poluentes

Foto Conama limita emissões de poluentes
Resolução aprovada na 104ª reunião exige que indústrias, refinarias e termoelétricas, que entraram em funcionamento antes de 2007, respeitem limite de emissões nos padrões das novas. Medidas levam à modernização do parque industrial



Indústrias, refinarias de petróleo, termoelétricas a gás e óleo e até fábricas de cimento que entraram em operação antes de 2007 terão que reduzir suas emissões de poluentes aos níveis adotados para as novas plantas. Os prazos para a adequação variam de 5 a 15 anos, conforme a atividade, mas em alguns casos as exigências terão aplicação imediata. 

A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) em sua 104ª Reunião Ordinária que terminou nesta quinta-feira (24/11), em Brasília. A nova resolução preenche uma lacuna deixada pela n° 382, que vigora desde 2007, limitando as emissões de plantas licenciadas antes de sua edição. 

Além do impacto esperado na melhoria da qualidade do ar, as medidas terão reflexo direto na modernização e competitividade do parque industrial brasileiro, acredita o diretor de gestão estratégica do Ministério do Meio Ambiente, Volney Zanardi. Para ele, o desafio agora é dotar o país de um sistema de monitoramento capaz de assegurar a efetividade da resolução aprovada 

A medida tem como objetivo reduzir os níveis de poluição em áreas diretamente afetadas por estes setores da indústria. Emissões de gases tóxicos, como o sulfúrico, o nítrico e fosfórico, além de particulados, serão limitadas e monitoradas, para melhorar a qualidade do ar nestas regiões. O acordo com os diversos setores foi alinhavado nos últimos três anos, com o compromisso do setor de renovar seus processos e modernizar suas instalações. 

Para o gerente de qualidade do ar, Rudolf Noronha, a resolução incorpora ao universo já regulamentado pelo Conama uma parcela significativa das chamadas fontes fixas de emissão de poluentes na atmosfera. "É um ganho expressivo, já que estes setores operam praticamente sem limites de emissão", afirma. Alguns parques instalados antes da resolução de 2006 já operam dentro dos padrões, devido a condicionantes de licenciamento. Os demais agora têm uma regra com prazos definidos. 

O Conama aprovou, ainda, medidas de ajustes de procedimentos por parte da construção civil e do setor de óleos lubrificantes à nova Política Nacional de Resíduos Sólidos. A próxima reunião do Conselho está prevista para março de 2012.



Fonte: MMA

25 de nov de 2011

Recuperação de áreas de preservação permanente divide opiniões


Onde hoje se vê mata fechada, só havia cana-de-açúcar dez anos atrás. Em uma fazenda foram plantadas quase um milhão de mudas de árvores para recuperar as áreas de preservação permanente.

APPs são locais frágeis à beira de rios, topos de morros e encostas, que devem ter a vegetação original protegida porque são fundamentais para a produção de água e controle da erosão do solo.

Uma usina perdeu área de plantio de cana, mas conquistou o certificado de produção sustentável, valorizando a empresa no mercado internacional. “Ganhamos na exportação de álcool e de açúcar. O pessoal lá de fora quer saber se está fazendo preservação”, afirma Ricardo Ometto.

Em Iracemápolis, no interior de São Paulo, o desrespeito à APP deixou a represa que abastece o município desprotegida. Resultado: em 1985, a cidade ficou sem água. A área precisou ser recuperada em regime de urgência.

O plantio da cana-de-açúcar que ia até a beira da represa teve que recuar 100 metros. No local, foram plantadas árvores nativas. Nunca mais Iracemápolis teve problema de abastecimento de água.

Iracemápolis e a usina de cana são dois exemplos dos benefícios e da necessidade de se cuidar bem das APPs. O projeto do novo Código Florestal saiu da Câmara sem garantias de recuperação das APPs desmatadas antes de julho de 2008.

No Senado, a proposta evoluiu para assegurar que deve ser de 15 metros a faixa mínima de vegetação a ser recuperada às margens dos rios com até dez metros de largura. E os conselhos estaduais de meio ambiente ganham poder para ampliar a faixa de recuperação da mata ciliar, de acordo com as necessidades de cada área. No caso dos rios mais largos, pode chegar a 100 metros de extensão.

“Cabe à União Federal o estabelecimento de regras gerais para o país inteiro, mas o nosso país é um continente. Precisamos chamar os estados à responsabilidade de nos ajudar a fazer essa harmonia entre produção e conservação do meio ambiente”, afirmou o senador Jorge Viana (PT-AC), relator.

Uma das principais preocupações dos ambientalistas e da comunidade científica é garantir no Código Florestal a preservação das nascentes e córregos intermitentes que fornecem água apenas durante uma parte do ano, mas que são fundamentais para o equilíbrio do meio ambiente.

O texto em debate no Senado ainda não garante a preservação das nascentes. Os ambientalistas vão apresentar uma emenda para resolver o problema. “A ideia é que se tenha um mínimo de 30 metros para as nascentes, os olhos d’água e demais rios. Isso é importante porque, como está previsto na regra que veio da Câmara, nascentes e os olhos d’água não teriam qualquer tipo de recuperação. O seria um absurdo porque é dali que nascem os rios”, explica Tasso Azevedo, ex-diretor do Serviço Florestal Brasileiro.

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) resiste à mudança, porque diz que ela atingiria pequenos e médios produtores. “Acho que seria interessante, por exemplo, excluirmos o plantio extensivo de milho, de algodão, de soja e abrir mão apenas para os pequenos e médios agricultores que têm uma pequena roça, uma pequena horta e uma pequena pastagem, uma campineira para seu gado de leite”, diz a senadora Kátia Abreu, presidente do CNA.

Os ruralistas também não aceitam a retirada do gado das encostas dos morros, um ponto defendido pelos ambientalistas. “Gado e APP são duas coisas que se pudessem ser evitadas seria extremamente importante. O casco do gado gera um peso muito grande. Em geral, gera erosão, além de contaminar a água”, alerta Eduardo Martins, ex-presidente do Ibama.

A pecuária é o principal uso da terra no Brasil. São 200 milhões de hectares de pastagem. A agricultura ocupa 65 milhões de hectares. A longo prazo, a solução é aumentar a produtividade da pecuária, inferior a uma cabeça de gado por hectare. Nas APPs à beira de rios, muitas áreas hoje ocupadas pelo gado poderiam ser restauradas sem grandes investimentos.

Há quatro anos, toda a área de uma propriedade era ocupada pelo pasto. Bastou tirar o gado para ver que as árvores cresceram naturalmente. A técnica pode ser aplicada com sucesso em 80% do país.

“Isso acontece na Amazônia, no Brasil central com os cerrados e em várias situações. Só 20% delas que foram muito degradadas historicamente é que, efetivamente, vão precisar de um investimento maior com o plantio de mudas”, explica Ricardo Rodrigues, professor – Esalq – USP.

Fonte: G1

24 de nov de 2011

Central da Reciclagem, o maior banco de pontos de descarte de recicláveis do Brasil, será lançada oficialmente



No dia 25 de novembro, sexta-feira, das 9h às 12h35, a Made in Forest - maior rede ambiental global com foco em meio ambiente e sustentabilidade, realizará o lançamento oficial da plataforma de internet www.centraldareciclagem.org, no auditório nobre da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A Central de Reciclagem é um serviço gratuito, de utilidade pública, no qual a população pode pesquisar ONDE descartar corretamente 36 tipos de materiais recicláveis. Durante o evento, estarão reunidos Secretários Municipais de Meio Ambiente, autoridades, imprensa e organizações envolvidas com a temática.

A proposta do evento é sensibilizar o cidadão urbano sobre a importância de descartar os materiais corretamente e de maneira organizada, desde embalagens de alimentos e bebidas (em plástico, PET, alumínio, entre outros), além de móveis, metais, óleo usado em cozinha, vidro, eletrônicos, pilhas e baterias, pneus, lâmpadas. "O consumidor quer descartar corretamente seu lixo doméstico, o problema é que ele não sabe onde fazer esse descarte", afirma o co-fundador da Made in Forest e um dos diretores da Central de Reciclagem, Fabio Biolcati, ao completar que "esta novidade está em consonância com a Política Nacional dos Resíduos Sólidos".

Dentre os convidados palestrantes, estão: o professor-doutor João Ricardo Moderno, presidente da Academia Brasileira de Filosofia, que falará sobre reflexões sobre o homem e seu habitat; a artista plástica Suzana Jardim, do Projeto Biotuca, discutirá sobre o universo da reciclagem e arte. Já o Dr. Renato Felgueras, secretário de Meio Ambiente de Taubaté/ SP e o Dr. JadersonSpina, secretário de Meio Ambiente de Jundiaí/ SP, colocarão na mesa o tema: o desafio do desenvolvimento e o meio ambiente urbano.


Educação Ambiental

O site tem, ainda, material educativo em dois formatos: textos informando sobre a importância e como descartar o material e até quatro vídeos sobre cada material reciclável. "Queremos que a população conheça os detalhes da reciclagem dos materiais que descarta, de modo a avaliar o impacto sobre o meio ambiente", comenta Martin Mauro, diretor de parcerias da Central da Reciclagem.org.



Prefeituras Municipais

Diariamente, milhares de pessoas telefonam para as prefeituras e empresas para saber onde descartar todo tipo de reciclável. A resposta quase sempre é frustrante, pois a administração pública municipal e as empresas, na maioria dos casos, não têm estrutura nem pessoal para dar a resposta desejada pela população. "Somos um aliado das Prefeituras Municipais e das empresas no fornecimento de informação dos pontos de descarte espalhados em todo o Brasil", completa Mauro, apontando que é na liderança dos prefeitos e secretários de meio ambiente e na iniciativa privada onde estão as respostas desejadas pela sociedade. Para saber onde descartar, entre no site www.centraldareciclagem.org , clique no material que deseja descartar e digite sua cidade. O serviço esta disponível para que as Prefeituras de todo o Brasil identifiquem, organizem e divulguem para a população onde descartar corretamente o material reciclável em sua cidade.

- Cronograma do evento e palestrantes.

09h-09h30 - Recepção dos convidados;
10h-10h05 - Boas Vindas e Composição da Mesa;
10h06-10h25 - Abertura Magna - Tema: Reflexões sobre o homem e o habitat - ProfDr. João Ricardo Moderno - Pres. Academia Brasileira de Filosofia;
10h26-10h45 - Reciclagem & Arte - Suzana Jardim - Artista Plástica - Projeto Biotuca;
10h46-11h05 - Sustentabilidade como alternativa viável de inclusão social - Felipe Bannitz - Coordenador do ITCP/FGV;
11h06-11h25 - Cidades Sustentáveis - O Desafio do Desenvolvimento e o Meio Ambiente Urbano - Dr. Renato Felgueras - Secretario Meio Ambiente de Taubaté SP;
11h26-11h45 - Cidades Sustentáveis - O Desafio do Desenvolvimento e o Meio Ambiente Urbano - JadersonSpina - Secretario de Meio Ambiente de Jundiaí SP;
11h46-12h10 - Serviço de Informação ao Consumidor - ONDE descartar recicláveis - Fábio Biolcati - Diretor Geral da Central da Reciclagem.org;
12h10-12h30 - Seção de Perguntas aos participantes;
12h31-12h35 - Encerramento do Evento.

Serviço:
Evento: Lançamento Oficial da Central da Reciclagem.Org.
Local: Salão Nobre (4º andar) da FGV - Rua Itapeva, 474 Bela Vista - São Paulo SP.
Data: 25/11/11.
Horário: 9h às 12h35.
Fones: 11-2309-4144/ 9144-9663/7507-0678

Fonte: Revista Meio Ambiente Industrial

23 de nov de 2011

Bicicletas elétricas podem ser alternativa para transporte

Bicicleta verde é capaz de percorrer distâncias médias, de forma econômica, sem fazer barulho e sem emitir gases poluentes


O videomaker Alexandre Paschoalini, que há seis meses utiliza uma bicicleta elétrica
O videomaker Alexandre Paschoalini, que há seis meses utiliza uma bicicleta elétric

São Paulo - A recente e polêmica implantação de ciclofaixas na cidade de São Paulo pode abrir espaço – a médio prazo – para a utilização de um novo tipo de meio de transporte: as bicicletas elétricas, veículos capazes de percorrer distâncias médias, de forma econômica, sem fazer barulho e sem emitir gases poluentes.
De acordo com um estudo da empresa de pesquisa de mercado americana Pike Research, os veículos elétricos de duas rodas irão vender mais do que os de quatro rodas nos próximos anos. Dentro desse filão, as bicicletas elétricas corresponderão por 56% do mercado, contra 43% das motocicletas, e cerca de 1% de scooters.
Por enquanto, o maior mercado consumidor desse tipo de veículo é o asiático, impulsionado pela China, responsável por 95% das aquisições. Segundo estimativas, a China produz cerca de 21 milhões de bicicletas elétricas anualmente. O uso é tão comum que o código de trânsito local classificou as bicicletas elétricas como bikes comuns, o que isenta os usuários de carteira de habilitação para seu uso.
Entretanto, Oriente Médio e África lideram em crescimento, aponta a Pike Research. A expectativa é que o número de bicicletas elétricas vendidas na África cresça 56% anualmente até 2016. A empresa não possui números sobre o mercado brasileiro.
Além do preço, outra vantagem que justifica o número maior de vendas das bicicletas em relação aos carros elétricos é a eficácia energética. Enquanto uma bike precisa 2 kWh para percorrer 100 quilômetros, um carro elétrico exige de 15 a 20kWh - ou seja, um ciclista precisa de cerca de 10% da energia de um motorista.
Além disso, ele possui maior mobilidade em relação às baterias, que podem ser removidas e recarregadas remotamente, diferente dos carros que exigem toda uma infraestrutura instalada. 
Adeptos em São Paulo
Morador do bairro da Consolação, o videomaker Alexandre Paschoalini, 28 anos, utiliza sua bicicleta elétrica, diariamente, para ir ao trabalho, no bairro da Vila Madalena. Em média, ele percorre uma distância de 12 quilômetros.
Segundo ele, cada viagem de ida e volta consome uma carga da bateria, que ele recarrega toda noite, após o trabalho. Em média, cada recarga adiciona 25 centavos à sua conta de luz (se fosse ao trabalho de ônibus, Alexandre gastaria seis reais).
“Gosto da sensação de me movimentar em meio ao trânsito parado, mas seria muito melhor se existisse uma via exclusiva para ciclistas, com mais segurança”, afirma ele.
Fonte: Exame.com

22 de nov de 2011

Designer cria persiana que capta luz solar e ilumina o ambiente ao escurecer

Ajustando as lâminas, o curso do sol pode ser seguido a fim de capturar o máximo de energia ou direcionar a luminescência


Persiana que capta energia solar
Objeto combina duas recentes tecnologias descobertas: a primeira são as células solares flexíveis e a segunda é a folha eletroluminescente que precisa de pouca energia
São Paulo - O painel solar Blight, criado pelo designer belga Vincent Gerkens é uma persiana com tecnologia verde, que capta a energia solar durante o dia e devolve-a durante a noite. Blight participou da competição de design “Greener Gadgets” de 2009 e mescla um equipamento antigo com o novo.
A equipe criou um novo design para um produto já existente. Todas as funções originais da persiana foram mantidas e a tecnologia foi adicionada, oferecendo uma nova utilidade: capturar a energia do sol e convertê-la em eletricidade.
Deste modo ela oferece um link entre o interno e o externo capturando a luz durante o dia e devolvendo-a ao escurecer. A vantagem é que ela tem uma grande superfície de exposição. Ajustando as lâminas, o curso do sol pode ser seguido a fim de capturar o máximo de energia ou direcionar a luminescência. Além disso, pode-se ajustar a posição da lâmpada para obter vários efeitos de luz.
O produto da energia do sol pode ser usado para alimentar computadores ou outros dispositivos por meio de um inversor. A energia solar captada pelas células solares flexíveis é armazenada na caixa superior e permanece disponível para uso posterior.
O objeto combina duas recentes tecnologias descobertas: a primeira são as células solares flexíveis e a segunda é a folha eletroluminescente que precisa de pouca energia.
O conceito usa uma célula solar flexível, que se encaixa sobre a superfície da persiana juntamente com uma folha de neon eletroluminescente para transformar e transmitir a energia solar de volta para o ambiente.
O Blight é um equipamento durável e ecológico, porque não precisa de cabos elétricos e a energia solar é limpa. O dispositivo é uma persiana totalmente funcional e leve, que oferece um leque de opções de iluminação simplesmente ajustando as lâminas para cima e para baixo, ajustando o ângulo. A tecnologia poderia ser instalada em casa e no local de trabalho. O projeto tem a colaboração de Lise Capet e Judicael Cornu.
Fonte: Exame.com

21 de nov de 2011

Telhados brancos podem esquentar, e não esfriar

A pintura de todos os telhados da cidade de São Paulo de branco pode provocar o efeito contrário daquele que se espera.
Os defensores da medida pretendem, entre outros objetivos, minimizar a absorção de calor e, consequentemente, reduzir o consumo de energia com o uso de ventiladores e ar-condicionado e reduzir o efeito de ilha de calor urbana.
Um Projeto de Lei a respeito já foi aprovado em primeira votação na Câmara Municipal de São Paulo no fim de 2010.
Cultivo de microorganismos
Mas o tiro pode sair pela culatra porque as tintas imobiliárias comuns, à base de água, são muito suscetíveis à colonização por fungos filamentosos, conhecidos como mofo ou bolor, assim como algas e cianobactérias.
Esses microorganismos causam o escurecimento de telhados e, consequentemente, o aumento da temperatura interna e do consumo de energia dos imóveis.
E se essas tintas forem aplicadas diretamente nos telhados, sem a completa remoção dos fungos do local, esses microrganismos poderão crescer de forma muito mais acelerada entre as camadas de tinta.
É o que apontam estudos realizados no Departamento de Engenharia de Construção  Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Biodeterioração
Nos últimos anos, um grupo da instituição iniciou as primeiras pesquisas no Brasil sobre biodeterioração - a deterioração de materiais de construção civil por fungos demáceos (que possuem melanina na parede celular) e microrganismos fototróficos.
Os microrganismos fototróficos que utilizam luz como fonte de energia e produzem pigmentos que causam o escurecimento em ambientes internos e externos dos imóveis, como o telhado e a fachada, deixando-os com a aparência de "chapas de raio X" de edifícios.
A partir de 2007, o grupo começou a estudar a ação desses microrganismos em tintas expostas em diferentes regiões climáticas do Brasil em um laboratório de microbiologia aplicada à ciência dos materiais de construção.
Os testes em laboratório demonstraram que os biocidas (fungicidas) presentes na formulação das tintas para conferir proteção do produto à ação dos fungos são lixiviados (removidos) pela água.
Colonização microbiana das tintas
Já estudos realizados em estações de pesquisa em São Paulo, no Pará e no Rio Grande do Sul revelaram que o clima e as condições ambientais influenciam a velocidade da colonização microbiana em tintas.
Embora as tintas em Belém tenham ficado mais escuras pela colonização por organismos fototróficos, as utilizadas em São Paulo foram mais colonizadas pelos fungos.
"É preciso realizar mais pesquisas sobre a durabilidade das tintas desenvolvidas para aplicação em telhados antes de implementar qualquer lei. Porque, com o tempo, sabemos que haverá crescimento microbiano e o escurecimento dos telhados, e isso acarretará mais gastos de repintura e o aumento de lixiviação do biocida das tintas", disse a pesquisadora coordenadora do projeto, Márcia Aiko Shirakawa.
Telhados reflexivos
A pesquisadora ressalva que não há necessidade de o telhado ser da cor branca. Produtos de outras cores podem ser reflexivos e superfícies metálicas também podem ajudar.
Para minimizar os efeitos dos microrganismos sobre as tintas, de acordo com Shirakawa, são necessárias formulações especiais.
Uma alternativa é o uso de tintas inorgânicas autolimpantes, com nanopartículas de dióxido de titânio, que possuem capacidade de fotocatálise (aceleramento de uma reação por luz ultravioleta), impedindo a colonização microbiana.
Porém, também é necessário estudar a eficiência desses novos materiais e suas suscetibilidades à colonização por microrganismos em condições de clima tropical, como o do Brasil.
"Temos outro projeto, também apoiado pela FAPESP, que está sendo realizado no departamento para estudar a formulação dessas novas tintas que aumentam a refletância e diminuem o consumo de energia e que não precisam, necessariamente, ser branca", disse Shirakawa.
Biocalcificação
Além de tintas, os microrganismos também atuam sobre outros tipos de materiais de construção civil porosos, como concreto, argamassa e fibrocimento contendo fibras orgânicas, utilizados para fabricação de telhas em substituição ao amianto.
Com o objetivo de inibir essa ação deletéria dos microrganismos e de poluentes atmosféricos, cientistas na Europa iniciaram pesquisas sobre a utilização de alguns grupos de microrganismos para proteger os materiais de construção por meio de um processo denominado biocalcificação.
O processo consiste na formação de uma camada de carbonato de cálcio, induzida por microrganismos, dentro da estrutura de poros da superfície de materiais cimentícios, para diminuir a permeabilidade do produto e a biodeterioração.
Na Europa, segundo Shirakawa, a nova técnica já foi utilizada em países como a França, para a restauração de edifícios históricos.
Bactérias ureolíticas
No Brasil, os pesquisadores da Poli estão estudando em parceria com cientistas do exterior a aplicação da tecnologia pela primeira vez em fibrocimento, para proteger as telhas à base do material da ação dos microrganismos e reduzir o escurecimento superficial por fungos, e em bioconsolidação de solos.
Em vez de cimento, os pesquisadores utilizaram bactérias ureolíticas, que induzem a precipitação de carbonato de cálcio, para cimentar grãos de areia e melhorar a estabilização de solos. Como isso, seria possível prevenir a erosão e aumentar a estabilidade de encostas.
"Estamos avaliando a durabilidade das camadas de carbonato de cálcio expostas às intempéries naturais, porque também não sabemos a eficiência dele ao longo do tempo", ressaltou Shirakawa.
Fonte: Inovação Tecnológica

16 de nov de 2011

Estudo aponta que emissão de aerossóis impacta regime de chuvas

Poluentes atmosféricos reduzem chuvas fracas e intensificam tempestades.
Pesquisa norte-americana foi publicada na revista 'Nature Geoscience'.


Um estudo feito por pesquisadores dos Estados Unidos e publicado nesta semana na revista científica “Nature Geoscience” afirma que o aumento da poluição do ar e a elevação das emissões contaminantes de partículas na atmosfera podem afetar o desenvolvimento de nuvens e reduzir as chuvas em regiões secas.
Outro problema decorrente disto é a elevação de chuvas, nevascas e tempestades severas em áreas ou estações úmidas. O estudo analisou que uso intenso de aerossóis, além de poeira, fuligem e outras partículas na atmosfera afetariam o tempo e o clima e causariam implicações importantes na gestão dos recursos hídricos de várias regiões dos EUA.
A partir de informações referentes a dez anos de medições atmosféricas, os cientistas verificaram o impacto na atmosfera dos aerossóis provenientes da queima de combustíveis fósseis, processos industriais e agrícolas, além da queima acidental ou deliberada de campos e florestas.
De acordo com a pesquisa, as partículas finas de poluentes impedem a formação de chuvas suaves e causa o aumento de tempestades severas.
“Isso aumenta a urgência para a necessidade de controle de nitrogênio, enxofre e emissões de hidrocarbonetos", diz Russell Dickerson, cientista atmosférico da Universidade de Maryland que participou do estudo, financiado pela Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês).
“Esta complexa influência está ausente dos modelos climáticos”, disse Steve Ghan, do Pacific Northwest National Laboratory.
Fonte: G1
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