29 de set de 2011

Mudança do clima afetaria ar e pode elevar mortes na Europa, diz estudo


Espanha e França registrariam aumento de até 14% nas mortes em 60 anos.

Elevação dos níveis de gás ozônio causaria mais doenças respiratórias.


Estudo divulgado nesta terça-feira (27) durante o Congresso Anual da Sociedade Europeia de Respiração (ERS, na sigla em inglês) afirma que é possível um aumento na taxa de mortalidade em decorrência da mudança climática em vários países europeus nos próximos 60 anos.
De acordo com a pesquisa, conduzida pela Universidade de Umea, da Suécia, países como Bélgica, França, Espanha e Portugal poderão registrar elevação entre 10% e 14% nas mortes causadas pelo clima nas próximas seis décadas devido à elevação de emissões do gás ozônio.
O ozônio na troposfera, camada mais baixa da atmosfera, é produzido pelo homem como resultado da fumaça gerada por motores de combustão (veículos ou indústrias) e sua alta concentração pode causar doenças respiratórias como a asma.
Outro foco do estudo, que é parte de um projeto denominado “Climate Trap”, é preparar o setor de saúde, principalmente o público, para essas alterações.
Impacto no ambiente
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 1970 e 2004, ao menos 140 mil mortes ocorreram anualmente devido às mudanças climáticas. Além do impacto sobre o ar limpo, água potável e agricultura, doenças mortais como malária e as que causam diarréia são particularmente sensível à elevação de temperaturas.
Para se chegar aos resultados, foram utilizados dois cenários de emissões de gases de efeito estufa, denominados A2 e A1B, e dois modelos climáticos globais, que simulavam como os níveis de ozônio poderiam ser afetados pela mudança do clima. Foram então comparados quatro períodos: o inicial (1961), o atual (1990), o futuro mais próximo (2012) e o ainda futuro (2041).
A partir desta observação, foi possível descobrir que desde 1961, Bélgica, Irlanda, Holanda e Reino Unido são os mais registraram mortes relacionadas ao aumento de ozônio na atmosfera. Já nos próximos 50 anos, Bélgica, França, Espanha e Portugal poderão sofrer com a alta mortalidade.
De acordo com Hans Orru, especialista em poluição atmosférica das universidades de Umea e de Tartu, na Estônia, a mudança do clima poderá ter impacto direto na saúde dos europeus.
Para o professor Marc Decramer, presidente da ERS, é necessário agir logo para reduzir os níveis de ozônio e outros poluentes, “caso contrário vamos ver aumento das internações hospitalares e perda de dinheiro com medicamentos".
Fonte: G1

28 de set de 2011

Rio terá 300 km de ciclovias até o próximo ano, estima prefeito Eduardo Paes

A cidade do Rio de Janeiro terá uma malha de 300 quilômetros (km) de ciclovias até o próximo ano, 60 km a mais do que atualmente. A estimativa foi feita neste domingo (25) pelo prefeito Eduardo Paes, durante a inauguração da Ciclovia Stuart Angel Jones, de 1,2 km. Ela interliga o bairro da Urca à ciclovia já existente, que vai desde o Aeroporto Santos Dumont, no centro, até o Leblon, incluindo a Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul.
Paes reconheceu que ainda não existem conexões entre as zonas norte e oeste com o centro, mas prometeu se empenhar em desenvolver novas ciclovias, que têm o tráfego de bicicletas protegido e segregado, e ciclofaixas, que compartilham o trajeto com automóveis.
“Nós estamos dobrando a extensão de ciclovias. Tínhamos 150 km e vamos chegar a 300 km. Isso vai nos permitir disputar com Bogotá [capital da Colômbia] a cidade da América Latina com o maior número de ciclovias. Têm ciclovias com papel mais turístico e outras que servem mesmo como meio de transporte, permitindo às pessoas irem trabalhar”, disse o prefeito.
A nova ciclovia homenageia Stuart Angel, militante político torturado e morto durante o período da ditadura militar (1964-1985). Presente à cerimônia de inauguração, a jornalista Hildegard Angel, irmã de Stuart, considerou a homenagem como uma forma de lembrar às novas gerações o período político que cassou os direitos democráticos e levou opositores à prisão, a castigos físicos e à morte.
“O Stuart Angel Jones foi assassinado há 40 anos. O objetivo é manter viva a memória da nossa história, para que ela não se repita. Por isso lembram-se os heróis e os mártires. Se os jovens se mantêm ignorantes sobre isso, tornam-se alvos fáceis dos manipuladores de plantão, que ambicionam o poder”, disse a jornalista.
Stuart Angel morreu em 1971, após sessões de tortura e de ter sido arrastado preso a um jipe da Aeronáutica. Estudante de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele era remador do Clube de Regatas Flamengo e militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). Seu corpo nunca foi encontrado. 
Fonte: Ambiente Brasil

27 de set de 2011

Governo vai investir na produção de carvão e lenha sustentáveis

Pela primeira vez na história do país o Governo Federal decide investir recursos financeiros na melhoria do uso dos fornos de carvão e de lenha para combater a desertificação e promover a recuperação de áreas degradadas na região do semiárido do Nordeste brasileiro. Serão investidos mais de R$ 6 milhões em atividades relacionadas à fabricação de tijolos para a construção civil em fornos industriais e caseiros. A informação é do analista ambiental do Departamento de Desertificação da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ricardo Padilha.

Segundo ele, além da produção de tijolos, cerca de 35% da matriz energética do Nordeste brasileiro usa, como forma de energia e de combustível, a queima do carvão e da lenha. "Mas é a primeira vez que o governo trata esse setor de forma objetiva, direta e sintética com o intuito de transformá-lo em setor produtivo sustentável", disse. Padilha informou que o diretor de Desertificação da SEDR do MMA, Francisco Campello, e técnicos da Caixa estão reunidos em Recife desde segunda-feira (19/9) para qualificar projetos do Fundo Nacional do Meio Ambiente que vão receber os recursos financeiros do Fundo Socioambiental da Caixa para esse setor.

Os projetos deverão atender a três temáticas ligadas à eficiência energética dos setores industriais (polos gesseiro e ceramista), porém, combinadas com o manejo sustentável da caatinga. Esses planos, resultado de um convênio firmado entre MMA e Caixa, são destinados à melhoria dos fornos industriais e à construção de fornos caseiros (fogões ecológicos) para fabricação de tijolos nas regiões da Chapada do Araripe, situada entre os Estados de Pernambuco, Piauí e Ceará; no entorno da Barragem do Xingó, localizada no rio São Francisco, e que atinge regiões de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia; e o Vale do Jaguaribe, Ceará.

A construção dos fogões ecológicos está condicionada ao uso da lenha e ao manejo sustentável da caatinga, bem como ao protagonismo das mulheres que atuam nesse setor da construção civil. Padilha explica que, além de atender às demandas da agenda ambiental, a concepção dos fornos ecológicos pressupõe o empoderamento do setor por parte das mulheres e visa à proteção da saúde feminina para diminuir e até mesmo erradicar a incidência de câncer entre elas. O fogão ecológico tem um sistema de isolamento térmico que evita o aquecimento acima da temperatura ambiente e, isso, previne a instalação da doença.

No âmbito do Fundo Nacional de Mudanças Climáticas os investimentos serão ampliados. "Mais de R$ 15 milhões serão destinados a projetos nas áreas afetadas por degradação e desertificação, sobretudo no semiárido, para execução de plano de manejo e prevê, dentre outras ações, a criação de jardins etnobotânicos", disse ele. Tudo isso está incluído no Programa de Mudanças Climáticas  e no de Combustíveis do Plano Plurianual (PPA) de 2012 2015 do governo federal.

Fonte: MMA

26 de set de 2011

Abertas inscrições para a 2ª Audiência Púbica do plano de resíduos sólidos

Os interessados em participar da segunda Audiência Pública relativa à construção do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que será realizada em Curitiba (PR), têm até o dia 30 de setembro para se inscrever. A audiência da Região Sul está marcada para os dias 4 e 5 de outubro e será realizada na Federação das Indústrias do Estado do Paraná, na rua Comendador Franco, 1.341 – Jardim Botânico.
As inscrições podem ser feitas no endereço eletrônico do Ministério do Meio Ambiente. Serão aceitas inscrições em três categoriais: Governo, empresariado e movimentos sociais.
As audiências públicas têm por objetivo garantir a participação da sociedade na montagem do plano de resíduos sólidos. A primeira delas – a da região Centro-Oeste – foi realizada em Campo Grande, nos dias 13 e 14 de setembro.
Em cada uma das regiões serão apresentados e debatidos seis temas previamente escolhidos. No momento da inscrição, o interessado deve optar em participar das discussões entre os seguintes temas: Resíduos Sólidos Urbanos e Inclusão de Catadores de Materiais Recicláveis; Resíduos de Serviços de Saúde, Portos, Aeroportos e Terminais Rodoviários; Resíduos Industriais; Resíduos de Mineração; Resíduos Agrossilvopastoris; e Resíduos da Construção e Demolição.
Ainda no mês do outubro estão previstas as audiências da Região Sudeste (São Paulo), Nordeste (Recife) e Norte (Belém). O processo termina com um encontro em Brasília, agendado para o dia 30 de novembro e 1º de dezembro.
No documento-base a ser utilizado nestas discussões estão previstas diretrizes e metas para o aproveitamento energético; a eliminação e recuperação de lixões; a redução, reutilização e reciclagem com o objetivo de reduzir a quantidade de resíduos descartados. Deverão também ser estabelecidos programas, projetos e ações; normas para acesso aos recursos da União; medidas para incentivar e viabilizar a gestão regionalizada; normas e diretrizes para destinação final de rejeitos e os meios para o controle da fiscalização. 
Fonte: Ambiente Brasil

Estudo analisa se baía da Ilha Grande (RJ) pode virar área de proteção


Local é um dos pontos com maior biodiversidade do litoral fluminense.

Região tem tráfego intenso de navios e embarcações petroleiras.


A criação de uma área de preservação permanente (APA) para proteger a baía da Ilha Grande, no Rio de Janeiro, ainda depende de estudos técnicos, mesmo após anúncio feito pelo secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Minc, de que a região se tornaria zona de proteção marinha até o final do ano.
A baía é ameaçada pela especulação imobiliária, por derramamento de petróleo de navios e pelo tráfego de transatlânticos e outras embarcações de grande porte. Segundo Minc, a audiência pública para apresentar os estudos deve ocorrer em outubro, apesar de ainda não haver estudos finalizados sobre a proposta.
No dia 16, uma audiência na Câmara dos Vereadores de Angra dos Reis (RJ) debateu denúncias enviadas ao Ministério Público sobre o despejo de esgoto e outros poluentes, e o excesso de transatlânticos no porto da cidade, onde aportam navios que passam pela região.
“Alguns transatlânticos chegam ao porto com até 2 mil pessoas. O impacto que isso traz para cidade e a região é inquestionável. Se chegam quatro desses navios, são 8 mil pessoas em um dia”, diz Luiz Firmino, secretário executivo da Secretaria de Meio Ambiente do Rio de Janeiro.
“Nossa intenção é inserir essas questões todas no plano de manejo e no estudo sobre os impactos da área, para assim conseguirmos algum tipo de controle sobre essas atividades”, conclui Firmino.
Riscos de derramamento
Uma das preocupações da secretaria é o aumento do trânsito de embarcações com o início da exploração do pré-sal. “O porto de Angra dos Reis é usado como apoio para atividades do pré-sal. A ideia de criar uma APA é nos adiantarmos e criarmos regras para evitarmos possíveis acidentes, e sobrecarga no ecossistema local. Uma das atividades que devemos monitorar é a de transferência de óleo entre navios”.
A baia já sofreu dois acidentes envolvendo derramamento de petróleo de navios danificados. Em 2001, o navio Princess Marino derramou 715 litros no mar de Angra dos Reis. Em 2002, o navio Brotas derramou 16 mil litros de petróleo leve na baía de Ilha Grande. Os vazamentos foram provocados por corrosão no casco do navio.
Segundo a Petrobras, a Transpetro é a responsável pelas atividades na baía de Ilha Grande e Angra dos Reis. A assessoria da Transpetro afirma que não realiza reparos nem manutenção de navios dentro da baía de Ilha Grande. A companhia garante que todas as suas operações obedecem a rígidos padrões de segurança.

Parque Estadual da Ilha Grande
O Parque Estadual da Ilha Grande (Peig) é o segundo maior parque insular do Brasil, abrangendo mais da metade da área da Ilha Grande, na Costa Verde, no litoral sul fluminense. A importância do seu ecossistema fez com que a ilha fosse reconhecida pela Unesco como parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, em 1992.
Fonte: G1

23 de set de 2011

Amazônia perdeu área de 150 parques do Ibirapuera em agosto, diz ONG

Levantamento do Imazon afirma que 240 km² de floresta foram derrubados.

Pará foi estado que mais desmatou, seguido de Rondônia e Mato Grosso.



A Amazônia perdeu em agosto 240 km² de cobertura vegetal, de acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira (22) pela organização ambiental Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que faz um monitoramento paralelo ao do governo federal.
É como se a floresta perdesse em um mês uma área do tamanho de 150 parques do Ibirapuera, localizado na cidade de São Paulo. O número 15% superior ao mesmo período do ano passado, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), que analisa o desmatamento através de imagens de satélite.
No mês passado, em julho, o Imazon havia detectado redução de 40% no desmatamento, o que segundo os pesquisadores seria resultado das ações de fiscalização contra crimes ambientais na região da Amazônia Legal.
Operações realizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) em diversos estados fecharam serrarias ilegais e localizaram focos de degradação a pedido do Ministério do Meio Ambiente. Até o fim de setembro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais deve divulgar dados sobre o desmatamento, utilizados pelo governo federal como oficiais.
Mapa produzido pelo Imazon mostra em vermelho os pontos de desmatamento detectados pelos técnicos do instituto no mês de junho (Foto: Reprodução/Imazon)Mapa produzido pelo Imazon mostra em vermelho os pontos de desmatamento detectados pelos técnicos do instituto no mês de agosto (Foto: Reprodução/Imazon)
Dados
O levantamento aponta o estado do Pará como o maior desmatador do mês, com 119 km² de vegetação derrubada. Rondônia vem na segunda posição, com 49 km² de desmatamento, seguido do Mato Grosso, com 35 km².
Entre as cidades que mais desmataram, Porto Velho, capital de Rondônia, encabeça a lista com 30 km². Segundo a pesquisadora do Imazon, Sanae Hayashi, as obras das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, na região do Rio Madeira, podem ter impulsionado a devastação de áreas de floresta na região.
As cidades paraenses de São Félix do Xingu e Altamira derrubaram juntas 34,3 km² de floresta. Em Altamira, a área de vegetação tem sido suprimida devido à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu.
De acordo com a companhia responsável pelo empreendimento, as obras poderão suprimir até 175 km² de florestas da Amazônia, uma área maior que a cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, que tem 167 km² de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Fonte: G1

22 de set de 2011

Dia Mundial sem Carro


No dia 22 de setembro, em cidades do mundo todo, são realizadas atividades em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, no que passou a ser conhecido como Dia Mundial Sem Carro. Na Europa, a semana toda é recheada de atividades, no que chamam de Semana Europeia da Mobilidade (16 a 22 de setembro).

O objetivo principal do Dia Mundial Sem Carro é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. A ideia é que essas pessoas experimentem, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover pela cidade sem usar o automóvel e que há vida além do para-brisa.

A data foi criada na França, em 1997, sendo adotada por vários países europeus já no ano 2000.

São Paulo

Na cidade de São Paulo (Brasil) são realizadas atividades desde 2003, quando aconteceu uma Bicicletada em 22 de setembro. No ano seguinte, a Bicicletada do Dia Mundial Sem Carro teve apoio da Associação Nacional de Transporte Público e, a partir de 2005, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente passou a apoiar a data. Em 2007 os então vereadores Chico Macena e Soninha tiveram um projeto de lei aprovado na Câmara Municipal de São Paulo que criava uma rótula em torno do centro da cidade, proibindo o tráfego de veículos automotores e incentivando o uso da bicicleta no Dia Municipal Sem Carro, o projeto foi aprovado como lei 15.035 de 23/11/2009 mas teve seus artigos que criariam a rótula central e restringia o tráfego de veículos automotores no centro vetados pelo prefeito Gilberto Kassab.

As iniciativas dos ciclistas continuaram ocorrendo em 2007, 2008, 2009 e 2010. Desde 2007 o Movimento Nossa São Paulo e outras entidades engrossaram o coro com novas atividades e eventos e, junto com o aumento dos congestionamentos e da percepção do problema, trouxeram mais visibilidade para a data.

Fonte: Wikipedia
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