30 de jun de 2011

Tripulação da Estação Espacial é retirada por ameaça de lixo espacial


Os seis membros da tripulação da Estação Espacial Internacional foram forçados nesta terça-feira (28) a deixar a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e seguir para a nave Soyuz devido à proximidade de restos de lixo espacial, informou a agência Interfax, citando uma fonte espacial russa.

“Restos espaciais foram localizados muito tarde para que a Estação Espacial fizesse uma manobra para evitá-los. Os seis membros da tripulação receberam a ordem de subir a bordo da nave Soyuz”, indicou a fonte.

Contactado pela AFP, o centro de controle russo de voos espaciais (TSOuP) não pôde, no momento, confirmar ou desmentir a informação.

Segundo a porta-voz do TSouP, quando a ISS se vê ameaçada por restos de lixo espacial, a tripulação recebe ordem de ir a bordo das naves de resgate par poder fugir da Estação, caso seja necessário.

“Trata-se de um procedimento normal de evacuação, em caso de necessidade, e os astronautas têm instruções permanentes nesses sentido”, explicou. Três russos, dois americanos e um japonês formam, atualmente, a tripulação da ISS.  

Fonte: G1

Campanha do Governo Federal ensina como separar e como aproveitar corretamente o lixo


Foi lançada neste mês de junho pelo Governo Federal a campanha socioeducativa Separe o lixo, acerte na lata que tem como desafio preparar a sociedade para uma mudança de comportamento em relação à Coleta Seletiva do Lixo, ressaltando os benefícios ambientais, sociais e econômicos do reaproveitamento dos resíduos sólidos.

Segundo o governo, a campanha publicitária priorizou uma abordagem mobilizadora, de utilidade pública e de educação ambiental, no sentido de esclarecer à população sobre a importância do reaproveitamento dos resíduos sólidos e ensinar a correta separação do lixo úmido e seco.

Com uma linha criativa simples, lúdica e didática, a campanha contempla 3 filmes de 30 segundos para TV, 4 anúncios para revistas, 1 spot de rádio, banners para internet, além de disponibilizar outras peças para utilização de parceiros. O conceito publicitário enfoca o tema de forma descontraída.

Todo o material pode ser acessado no site da SECOM através do link: http://www.secom.gov.br/sobre-a-secom/publicidade/campanhas-de-utilidade-publica/coleta-seletiva
 


Esta é uma ótima notícia para aqueles que querem ver a coleta seletiva e a reciclagem prosperar no nosso país. Faça parte deste time e ajude a divulgar a campanha no seu bairro, na sua escola,ou no seu local de trabalho.

E se você ainda não sabe onde levar os seus materiais recicláveis depois de separados, acesse o site http://www.rotadarecicalgem.com.br para encontrar a cooperativa de catadores ou posto de entrega voluntária mais mais próximo de você.

Fonte: Tetra Pak

29 de jun de 2011

30% das empresas não têm ações de sustentabilidade

Mais de 30% das empresas globais ainda precisam implementar planos de sustentabilidade, aponta pesquisa da área de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da consultoria KPMG. Segundo o estudo, faltam estratégias de crescimento para projetos nessa área. O levantamento foi realizado com 378 executivos dos EUA, Canadá, e das regiões Ásia Pacífico, Europa, Oriente Médio, África e América Latina.
Segundo a pesquisa, 60% das companhias pesquisadas afirmaram ter uma estratégia em funcionamento para sustentabilidade corporativa, porcentual ligeiramente acima do que os 50% apresentados em um estudo semelhante realizado em 2008.
Já entre as empresas que não dispõem de uma estratégia, mais de 70% esperam ter uma dentro do prazo de um a cinco anos, e 25% indicaram não ter um prazo específico para tal. Mesmo assim, quase 50% dos executivos acreditam que a implementação de programas de sustentabilidade irá contribuir de forma significativa para a empresa, seja pela redução de custos ou pela maior rentabilidade.
"A maioria das empresas entende o que elas têm de fazer em relação à sustentabilidade, mas precisam de ajuda na construção de sistemas de informação para estabelecer o quanto eficazes elas são na redução da emissão de carbono", diz Eduardo Cipullo, sócio responsável pela área de sustentabilidade da KPMG no Brasil.
Fonte: Estadão.com 

28 de jun de 2011

São Paulo tem ação por gastronomia sustentável

Foi lançado em São Paulo o movimento Gastronomia Sustentável, com a participação de cem restaurantes. A ação durará seis meses e, nesse período, o óleo de cozinha usado nos restaurantes será destinado a uma usina de biodiesel. As emissões de gás carbônico serão medidas nos estabelecimentos e haverá a compensação, com o plantio de árvores, de pelo menos 50% do emitido. Inicialmente, as mudas serão plantadas na região da Reserva de Morro Grande, em Cotia.
Os restaurantes também serão cadastrados no Banco Cyan para o acompanhamento do consumo de água. Se houver redução, eles acumulam pontos, que podem ser trocados por descontos em sites.
A chef Carole Crema, das docerias La Vie en Douce, considera a iniciativa um passo importante. "A gente percebe que os clientes estão mais preocupados com a questão ambiental, com as sacolinhas, em evitar copo plástico. E os restaurantes produzem muito lixo."
Ela conta que, para alguns fornecedores, manda suas caixas para serem usadas mais de uma vez. "Tive uma reunião recentemente com a Nestlé para trocar as latas de leite condensado por embalagens maiores, de 5 quilos", exemplifica. De acordo com ela, porém, o restaurante pode ter um aumento de custo na busca pela sustentabilidade. "Na região dos Jardins não tenho coleta seletiva. Então, a gente está buscando uma empresa terceirizada e banca isso", diz.
O restaurante Piselli já doa seu óleo e tem uma parceria com uma empresa para retirar o lixo e encaminhar de maneira correta. "Mas não existe nenhum incentivo para que os restaurantes façam a separação do lixo", diz Paulo Kotzent, chef do Piselli.
Ele avalia que os consumidores também precisam ser conscientizados - muitas vezes não entendem que não é possível ter certos tipos de alimento o ano todo. Os "desejos" dos clientes podem promover a pesca predatória, que pode levar à extinção de peixes como o atum.
Segundo Sérgio Lerrer, diretor da 18 Cinema e Marketing (que criou a iniciativa), os participantes receberão um selo chamado Green Chef, que indica o comprometimento das casas com a natureza. Além do Piselli e do La Vie en Douce, também estão confirmados na ação os restaurantes Pomodori, La Tasca, Tantra, La Dolce Vita, Cantina Speranza, La Caballeriza e O Pote do Rei. Se ao longo do processo os estabelecimentos não se mostrarem engajados, poderão ser descredenciados.
Fonte: Estadão.com 

27 de jun de 2011

Mudar a cor da nuvem pode ajudar clima, afirmam cientistas

Nova tecnologia como mudar cor das nuvens poderia reduzir níveis de radiação solar e diminuir os efeitos do aquecimento
Mudar a cor das nuvens e injetar aerossóis nas camadas altas da atmosfera podem servir para o combate das mudanças climáticas, afirmaram especialistas internacionais em geoengenharia, convocados em Lima por um programa das Nações Unidas para discussão sobre o tema.

Essas novas tecnologias poderiam reduzir os níveis de radiação solar sobre a vida terrestre e diminuir os efeitos do aquecimento global, acrescentou.

Os cientistas pertencem ao IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, da ONU), organismo criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial e o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), cujo objetivo é propor medidas de mitigação para as mudanças climáticas.

O cientista Christopher Field, do Instituto Carnegie para a Ciência (EUA), disse na quarta-feira (22/06/11) que uma das "tecnologias complexas" seria mudar a cor do brilho das nuvens. Outras mais simples incluem a semeadura de árvores.

Field afirmou que é preciso avaliar o impacto que a tecnologia poderia ter sobre o clima, os oceanos, as pessoas, os sistemas sobre o clima e os sistemas terrestres.

"Estamos nas etapas iniciais de um estudo sobre essas novas tecnologias, que poderiam ser úteis ou não para responder às mudanças climáticas", explicou.

Co-presidente do IPCC e catedrático da Universidade de Berna, na Suíça, Thomas Stocker informou que, entre os métodos modernos, também está a possibilidade de injetar aerossóis nas camadas altas da atmosfera e da estratosfera.

Outro cientista, Ottmar Edenhofer, do alemão Instituto Potsdam para a Pesquisa das Mudanças Climáticas, considerou que todas as ações devem ser analisadas para enfrentar o problema das variações climáticas.

Fonte: Folha.com

22 de jun de 2011

Entre 9 países, Brasil investe menos em preservação de florestas

Um estudo coordenado pelo Centro para o Monitoramento da Conservação Mundial do Programa da ONU para o Meio Ambiente revela que, numa lista de nove países, o Brasil é o que menos investe na preservação de cada hectare de suas florestas.


Enquanto o Brasil desembolsa, em média, R$ 4,43 por cada hectare de suas unidades de conservação, na Argentina o índice é cinco vezes maior (R$ 21,37). No México, nove vezes (R$ 39,71). Na África do Sul, 15 vezes (R$ 67,09).

A disparidade é ainda maior se os gastos brasileiros são comparados com os de países desenvolvidos: nos Estados Unidos, país da lista que mais investe na conservação ambiental, são R$156,12 por hectare (35 vezes a mais que o Brasil), e na Nova Zelândia, R$ 110,39.

A lista, integrada também por Costa Rica, Canadá e Austrália, agrega nações que, a exemplo do Brasil, têm grande parte de seus territórios ocupados por parques naturais ou índices sociais semelhantes aos brasileiros.

O estudo "Contribuição das unidades de conservação para a economia nacional" --divulgado neste mês e feito em parceria com o Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e o Ministério do Meio Ambiente-- calculou quanto o Brasil fatura com a preservação de suas florestas e quanto poderá ganhar caso amplie os investimentos no setor, o que permitiria maior aproveitamento de seus recursos naturais e incremento no número de turistas.

Um dos autores do estudo, o pesquisador da UFRJ Carlos Eduardo Young, diz à BBC Brasil que a intenção foi mostrar que a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico são compatíveis.

Segundo ele, é preciso resistir ao impulso de tirar um proveito econômico de curto prazo das florestas, em nome de um desenvolvimento mais duradouro e inclusivo.
"Nós comprovamos que, do jeito que está, as florestas brasileiras já garantem à sociedade um retorno financeiro superior ao que é investido nelas. Se melhorarmos o sistema de gestão, o valor do benefício pode crescer significativamente."

INVESTIMENTOS

O estudo calcula que, caso o governo garanta a conservação nessas áreas e invista mais nelas, o aproveitamento econômico desses territórios, que cobrem cerca de 15% do país, pode gerar ao menos R$ 5,77 bilhões por ano.

O valor viria de produtos florestais (como castanha-do-pará ou madeira em áreas de extração controlada, por exemplo), turismo, estoque de carbono conservado, água e receitas tributárias, baseada no modelo de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) Ecológico adotado por alguns Estados.

Para isso, no entanto, Young diz que o país teria de ampliar os investimentos no setor, atualmente em torno de R$ 300 milhões por ano nas reservas federais, para cerca de R$ 550 milhões anuais para o sistema federal, R$ 350 milhões para os sistemas estaduais (a serem empregados sobretudo em maior fiscalização), além de cerca de R$ 1,8 bilhão para gastos em infraestrutura para o turismo.

Hoje, segundo o estudo, há um funcionário brasileiro para cada 18.600 hectares protegidos, número bastante inferior aos da África do Sul (1 para cada 1.176 hectares), dos Estados Unidos (1 para 2.125), da Argentina (1 para 2.400) e do Canadá (1 para 5.257).
Ainda de acordo com o estudo, a exploração legal de produtos oriundos de florestas naturais já gera cerca de R$ 3,79 bilhões ao Brasil por ano, ao passo que a receita de ICMS Ecológico repassada aos municípios pela existência de unidades de conservação em seus territórios é de R$ 402,7 milhões. Não há dados abrangentes sobre receitas advindas do turismo.

Young explica, no entanto, que os benefícios econômicos da preservação ambiental são ainda mais amplos, já que grande parte da água que abastece as usinas hidrelétricas nacionais, provendo energia às indústrias e às cidades país, advém de unidades de conservação ambiental; que o turismo em áreas protegidas é fonte central de recursos para muitos municípios brasileiros; e que o desenvolvimento de fármacos e cosméticos muitas vezes se dá por meio de pesquisas sobre espécies vegetais protegidas em unidades de conservação.

Mesmo assim, diz que, por se tratar de produtos e serviços em geral de natureza pública, seu valor não é percebido pela sociedade, que na maior parte dos casos não paga diretamente pelo seu consumo ou uso.

O pesquisador afirma ainda que a dicotomia agricultura versus conservação ambiental, que ganhou força durante as discussões sobre o novo Código Florestal que tramita no Congresso, é falsa.

"Não somos contra o desenvolvimento da agricultura, muito pelo contrário. Achamos, aliás, que a conservação ambiental favorece os agricultores, na medida em que lhes garante água para a irrigação, ameniza efeitos de enchentes e impede a erosão de terrenos montanhosos, que podem ser muito prejudiciais aos produtores."

Ele alerta, porém, que, caso o novo Código reduza as áreas mínimas de conservação exigidas em cada propriedade, o país abrirá mão de uma riqueza maior. "Vivemos um momento decisivo, que determinará se saberemos usar os recursos naturais valiosos de que dispomos e que são um dos nossos maiores diferenciais", afirma.

Fonte: Folha.com

21 de jun de 2011

Vida nos oceanos pode enfrentar extinção sem precedentes, diz estudo

Segundo relatório, sobrepesca, poluição e mudança climática estão agindo em conjunto de forma sem precentes


IPSO/Divulgação
Um novo estudo indica que os ecossistemas marinhos enfrentam perigos ainda maiores do que os estimados até agora pelos cientistas e que correm o risco de entrar em uma fase de extinção de espécies sem precedentes na história da humanidade.

O levantamento foi feito realizado por especialistas que integram o Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos (IPSO, na sigla em inglês), uma entidade formada por cientistas e outros especialistas no assunto.
Eles concluíram que fatores como a pesca excessiva, a poluição e as mudanças climáticas estão agindo em conjunto de uma forma que não havia sido antecipada.
A pesquisa reuniu especialistas de diferentes disciplinas, incluindo ambientalistas com especialização em recifes de corais, toxicologistas e cientistas especializados em pesca.
''As conclusões são chocantes. Estamos vendo mudanças que estão acontecendo mais rápido do que estávamos esperando e de formas que não esperávamos que fossem acontecer por centenas de anos'', disse Alex Rogers, diretor científico do IPSO e professor da Universidade de Oxford.
Plástico 

Entre as mudanças que estão ocorrendo antes do esperado estão o derretimento da camada de gelo no Ártico, na Groenlândia e na Antártida, o aumento do nível dos oceanos e liberação de metano no leito do mar.
O estudo observou também que existem efeitos em cadeia provocados pela ação de diferentes poluentes.
A pesquisa observou, por exemplo, que alguns poluentes permanecem nos oceanos por estarem presos a pequenas partículas de plástico que foram parar no leito do oceano.
Com isso, há um aumento também do poluentes que são consumidos por peixes que vivem no fundo do mar.
Partículas de plástico são responsáveis também por transportar algas de parte a parte, contribuindo para a proliferação de algas tóxicas, o que também é provocado pelo influxo para os oceanos de nutrientes e poluentes provenientes de áreas agrícolas.
O estudo descreveu ainda como a acidificação do oceano, o aquecimento global e a poluição estando agindo de forma conjunta para aumentar as ameaças aos recifes de corais, tanto que 75% dos corais mundiais correm o risco de sofrer um severo declínio.
Ciclos 

A vida na Terra já enfrentou cinco ''ciclos de extinção em massa'' causados por eventos como o impacto de asteróides e muitos cientistas que o impacto de diferentes ações exercidas pelo homem poderá contribuir para um sexto ciclo.
''Ainda contamos com boa parte da biodiversidade mundial, mas o ritmo atual da extinção é muito mais alto (do que no passado) e o que estamos enfrentando é, certamente, um evento de extinção global significativa'', afirma o professor Alex Rogers.
O relatório observa ainda que eventos anteriores de extinção em massa tiveram ligação com tendências que estão ocorrendo atualmente, como distúrbios no ciclo de carbono, acidificação e baixa concentração de oxigênio na água.
Os níveis de CO2 que estão sendo absorvidos pelos oceanos já são bem mais altos que aqueles registrados durante a grande extinção de espécies marinhas que ocorreu há 55 milhões de anos, afirma a pesquisa.
Entre as medidas que o estudo aconselha sejam tomadas imediatamente estão o fim da pesca predatória, especialmente em alto mar, onde, atualmente há pouca regulamentação; mapear e depois reduzir a quantidade de poluentes, como plásticos, fertilizantes agrícolas e detritos humanos; e reduzir de forma acentuada os gases do efeito estufa.
As conclusões do relatório serão apresentadas na sede da ONU, em Nova York, nesta semana, durante um encontro de representantes governamentais sobre reformas na maneira de gerenciar os oceanos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Fonte: Estadão.com 

20 de jun de 2011

Estudo identifica impactos da aquicultura no mundo

Produção, em estimativas conservadoras, será de 65 a 85 milhões de toneladas em 2020


A aquicultura responde, hoje, por mais da metade dos frutos do mar consumidos no mundo, superando o pescado capturado em ambiente natural. E o continente asiático responde por 91% do suprimento global. Estas e outras informações estão reunidas no relatório “Blue Frontiers: Managing the environmental costs of aquaculture” (“Fronteiras azuis: gerenciando os custos ambientais da aquicultura”), publicado pelo WorldFish Center e pela Conservação Internacional (CI). O relatório concluiu que, embora venha provocando grandes impactos, aquicultura é mais eficiente se comparada a outras formas de produção de proteína animal, como a pecuária e a suinocultura, pois contribui menos para as emissões globais de nitrogênio e fósforo do que a carne suína e bovina.
O relatório sustenta que a demanda por produtos de aquicultura nas próximas duas décadas manterá a tendência de crescimento verificada nos últimos anos, e que a produção, em estimativas conservadoras, será de 65 a 85 milhões de toneladas em 2020, e 79 a 110 milhões de toneladas em 2030.
"Existe uma forte pressão sobre os estoques pesqueiros no mundo e a aquicultura tem sido apresentada como alternativa. Em que medida ela vai ter importância para a preservação dos recursos, isso depende da região do mundo, do tipo de captura, das espécies", esclarece Guilherme Dutra, diretor do programa marinho da CI no Brasil.
"Se você criar uma espécie carnívora, vai ter de pescar para alimentar a carnívora. Isso não é sustentável", complementa, citando o exemplo da carcinicultura (criação de camarões) no Brasil. O pacote tecnológico importado utiliza o chamado camarão da malásia. "A criação tem impacto nos manguezais e tem uma taxa de conversão absurda: são necessários 2,6 quilos de proteínas para produzir um quilo de camarão", afirma.
Mas o impacto ambiental da aquicultura varia muito dependendo do país, da região, do sistema de produção e da espécie cultivada. Enquanto a enguia, o salmão, o camarão e o pitu são espécies mais impactantes, os moluscos, ostras e algas têm impacto pequeno.
"As ostras são espécies promissoras de impacto reduzido. Elas têm uma característica filtrante, fixam o fósforo, e também precisam de menor quantidade de insumos para se desenvolver, o investimento é menor", afirma Dutra. Ele cita casos bem sucedidos de criação de ostras no Brasil, como Cananéia, no litoral Sul de São Paulo. "Ali a comunidade se apoderou do processo e conseguiu produzir. Mas no geral, no Brasil, a aquicultura não se apresentou como uma alternativa aos pescadores artesanais, porque os pacotes tecnológicos foram trazidos para quem podia investir. Os pequenos não têm recursos para implementar", resume.

Criação sustentável
A aquicultura é responsável pelo fornecimento de 99% das algas marinhas, 90% das carpas, e 73% dos salmões consumidos no mundo, e também responde por metade do fornecimento global total de tilápias, bagres, mariscos, caranguejos e lagostas. No Brasil, do total de 1,2 milhão de toneladas de pescado produzidas em 2009, 415 mil toneladas foram provenientes da aquicultura.
Os maiores impactos da atividade estão relacionados à acidificação do ambiente aquático, à ocupação do solo, à eutrofização (redução de oxigênio na água) e à demanda de energia.
"A acidificação é consequência do aumento de matéria orgânica na água. Dejetos, restos de ração... Teoricamente, é possível criar qualquer espécie de forma sustentável. Mas algumas são mais impactantes que outras", explica Dutra, citando o caso da criação de salmões no Chile. "Foram feitas grandes represas para criação intensiva, com muita ração, o que causou muita acidificação, poluição das águas, as faunas locais foram perdidas... Hoje existe tecnologia para melhorar os padrões."
Fonte: Estadão.com

14 de jun de 2011

Emissões de CO2 da China subiram mais de 10% em 2010, diz relatório

Estudo diz também que emissão global teve maior alta desde 1969.

Recuperação da economia após recessão pode ser principal causa.


china poluição (Foto: Goh Chai Hin/ AFP)


Relatório divulgado nesta quarta-feira (8) em Londres apontou que as emissões de dióxido de carbono da China subiram 10,4% em 2010 em comparação com o ano anterior, enquanto as emissões globais tiveram a maior alta registrada nos últimos 40 anos.
O estudo, elaborado pela companhia petrolífera BP, afirma que 'todas as formas de energia tiveram crescimento forte no ano passado e o crescimento nos combustíveis fósseis sugere que as emissões globais de CO2 do consumo de energia tenham tido o crescimento mais acelerado desde 1969.
O aumento rápido acontece no momento em que discussões da ONU parecem ter pouca probabilidade de levar a um acordo sobre um pacto legalmente compulsório para frear emissões e combater as mudanças climáticas antes do término da vigência do Protocolo de Kyoto, em 2012. As emissões globais de dióxido de carbono são vistas como um dos principais responsáveis pela elevação das temperaturas mundiais.
O envio de gases de efeito estufa na atmosfera aumentou 5,8 % no ano passado (para 33,16 bilhões de toneladas). Deste total, a China foi responsável por 8,33 bilhões de toneladas. O relatório aponta que a melhora na economia após a recessão vivenciada pelos países entre 2008 e 2009 pode ter contribuído para a elevação.
Recorde
A Agência Internacional de Energia (AIE) estimou no mês passado que as emissões globais de CO2 subiram 5,9% em 2010, para 30,6 bilhões de toneladas, movidas principalmente pelas economias emergentes dependentes do carvão.
O relatório apresentado em Londres mostrou  que a China foi responsável por um quarto das emissões mundiais. Os EUA foram o segundo maior emissor, com aumento de 4,1% de suas emissões, para 6,14 bilhões de toneladas.
As emissões chinesas vêm crescendo muito nos últimos 10 anos, na medida em que o país construiu muitas novas usinas de carvão para mover seu crescimento econômico. O país tornou-se o maior consumidor mundial de energia, com alta de 11,2% no consumo. Para fazer uma comparação, o crescimento global foi de 5,6%.
Fonte: G1

Alpinistas retiram oito toneladas de lixo do Everest


Cordilheira do Himalaia é formada por 2.200 quilômetros de montanhas, sendo o Everest (foto) mais conhecido
Com a intenção de preservar a maior das montanha do planeta, um grupo de alpinistas realizou a primeira expedição de limpeza do Everest, que conseguiu retirar 8 toneladas de lixo do local.
Os membros da iniciativa “Salve o Everest” subiram 8.700 metros dos 8.848 do Everest entre os dias 22 de abril e 28 de maio e recolheram resíduos que, em sua maioria, foram levados para Katmandu.
“Quando íamos ao exterior nos perguntavam o que fazíamos com os resíduos, portanto em 2008 planejamos lançar uma expedição”, afirmou à Agência Efe Wongchu Sherpa, coordenador da missão e presidente da Associação de Escaladores do Everest.
O governo nepalês aprovou em 1996 uma norma permitindo o depósito de lixo incinerável no povoado de Namche Bazaar, próximo à montanha, onde está instalado o Comitê de Controle de Poluição de Sagarmatha (nome nepalês para o Everest), órgão encarregado de queimar os resíduos.
De aspecto imaculado, o Everest esconde lixo que vai desde cilindros de oxigênio a bujões de combustível passando por latas e todo tipo de baterias, cordas e papéis. Em 2010, a missão “Eco Everest” chegou a recolher os restos de um helicóptero de uma expedição italiana de 1973.
MULTA
De fato, a maioria dos resíduos encontrados na montanha data de antes de 1996, quando entrou em vigor a regulamentação que obriga os esportistas a retornarem com todo o lixo que reunirem e impõe punições para quem descumpri-la.
A menos que tenham permissão específica da Prefeitura de Katmandu ou de outras autoridades competentes, os alpinistas que desobedecem a norma devem pagar uma multa de US$ 4 mil, disse Laxman Bhattarai, porta-voz do Ministério de Turismo e Aviação Civil nepalês.
Segundo o membro da “Eco Everest” Dawa Steven Sherpa, as agências que coordenam as expedições internacionais também se conscientizaram, cientes de que “se não atuarem de maneira responsável, os clientes se darão conta disso e elas perderão dinheiro”, ressaltou.
Porém, isso não impede que algumas expedições continuem deixando parte de seus resíduos pelo caminho, pois o sistema de controle “não é tão efetivo”, lamentou Bhattarai.
Embora não esteja claro quanto lixo permanece no Everest, é cada vez maior o número de entusiastas dispostos a reduzir esta quantidade. “Até que não reste mais lixo seguiremos limpando”, assegurou Steven Sherpa.
A “Eco Everest” também possui um programa de crédito de lixo, destinado a carregadores que sobem a montanha diariamente com material para montar acampamentos e retornam com as mãos vazias.
“Pensei que talvez pudessem descer com parte do lixo”, argumentou Steven Sherpa, acrescentando que paga US$ 1,5 dólar por cada quilo de resíduos.
Steven Sherpa, que chegou ao topo do Everest em duas ocasiões, acrescenta que a montanha é vulnerável e os alpinistas devem garantir que sua visita não cause um impacto negativo
Fonte: Folha.com

13 de jun de 2011

Refúgios ameaçados



A diminuição das Áreas de Proteção Permanente (APPs) e de reserva legal no Brasil, proposta pelo projeto de reforma do Código Florestal aprovado em 25 de maio na Câmara dos Deputados, pode resultar na eliminação de pequenos fragmentos de mata ciliar e de propriedades rurais que são cruciais para a sobrevivência de animais como os anfíbios.


Isso porque essas espécies utilizam as áreas remanescentes de floresta como áreas de refúgio durante a estação seca e como corredores para se deslocar e buscar alimentos. O alerta foi feito por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), ligados ao programa BIOTA-FAPESP, em carta publicada na edição de 27 de maio da revista Science.
Na carta, os pesquisadores chamam a atenção para o fato de que a existência de pequenos fragmentos da Floresta Estacional Semidecidual – a porção da Mata Atlântica que ocupa, no interior do país, áreas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná – é importante para a manutenção da diversidade de anfíbios, com base em resultados de uma pesquisa de doutorado realizada pelo biólogo Fernando Rodrigues da Silva no âmbito do Projeto Temático “Fauna e flora de fragmentos florestais remanescentes no noroeste paulista: base para estudos de conservação da biodiversidade”, apoiado pela FAPESP.
Em sua pesquisa, intitulada “A influência de fragmentos florestais na dinâmica de populações de anuros no noroeste do Estado de São Paulo”, realizada com Bolsa da FAPESP, Silva instalou poças artificiais em diferentes distâncias de seis fragmentos florestais da região noroeste paulista, para analisar a influência da proximidade do fragmento florestal na diversidade de anfíbios presentes nas poças.
Com isso, o pesquisador constatou que os fragmentos de floresta com 70 a 100 hectares mantêm alta diversidade de anfíbios durante o período de reprodução das espécies, quando elas se agregam nos corpos d’água para reprodução.
“A diminuição das APPs e áreas de reserva legal, como pretende o projeto de reforma do Código Florestal, pode eliminar os fragmentos florestais e afetar a diversidade de espécies que ocorrem próximas a eles”, disse Silva à Agência FAPESP.
Segundo ele, não se imaginava que os fragmentos florestais fossem tão importantes para espécies consideradas de área aberta (que vivem fora da mata), como os anfíbios da região noroeste do estado. Porém, a pesquisa demonstrou que, mesmo que essas espécies se reproduzam em área aberta, em momentos específicos de seus ciclos de vida esses animais recorrem aos fragmentos florestais para se alimentar, procurar abrigo na estação seca e se deslocar.
Em função disso, a redução de áreas remanescentes de florestas pode promover o fenômeno da “separação do habitat”, que é reconhecido como ameaçador especialmente para anuros (sapos, rãs e pererecas). O processo ocorre quando os ambientes que os animais usam para se alimentar e se reproduzir são desconectados, resultando em um ambiente mais hostil durante a migração e a dispersão.
“Se forem preservados os fragmentos florestais, também é possível preservar a diversidade de espécies de anfíbios no entorno deles”, afirmou Silva.
Essas áreas remanescentes de floresta atuam em vários serviços ecossistêmicos. Entre eles estão aumentar a quantidade de polinizadores para as lavouras, controlar as pragas e manter os regimes hidrológicos e a qualidade da água, que são críticos para a existência não só de anfíbios, mas para muitas outras espécies, em geral.
Sem fragmentos – Na carta, os pesquisadores destacam que, no interior do Estado de São Paulo, a expansão do cultivo de cana-de-açúcar para produzir etanol está levando à eliminação dos corpos d’água próximos aos fragmentos de floresta, colocando sob ameaça os anfíbios, que usam esses ambientes para se reproduzir.
“Ainda não fizemos um estudo para observar o impacto do cultivo da cana-de-açúcar na diversidade de anfíbios. Mas o que constatamos é que quando se eliminam as áreas de pasto para cultivar cana também são extinguidos os corpos d’água, como os açudes, que os anfíbios utilizam para se reproduzir. E estamos percebendo que esses ambientes estão desaparecendo no noroeste paulista”, disse.
O que ainda continua existindo na região, segundo Silva, são grandes represas onde há muitos peixes. Mas muitos anfíbios não utilizam esses ambientes para se reproduzir, porque os peixes comem os ovos e os girinos.
Os pesquisadores que assinam a carta enfatizam que, embora estejam tentando mostrar o valor dos pequenos fragmentos de floresta para a preservação de diversas espécies, isso não significa dizer que possa ser diminuído o tamanho das áreas maiores.
“Quanto maior o tamanho do fragmento de floresta, mair a diversidade de espécies. Mas mesmo os pequenos fragmentos são fundamentais e não podem ser desmatados. E, diminuindo o tamanho das APPs e das reservas legais, como propõe o projeto de reforma do Código Florestal, esses fragmentos florestais irão desaparecer”, ressaltou Denise de Cerqueira Rossa Feres, professora do Departamento de Zoologia e Botânica da Unesp, campus de São José do Rio Preto, que orientou Silva em seu doutorado e também assina a carta publicada na Science com Silva e Vitor Hugo Mendonça do Prado, do Departamento de Zoologia da Unesp em Rio Claro.
Fonte: Ambiente Brasil
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