31 de mar de 2011

Investimentos em energia limpa têm resultado recorde: Brasil é o 6º


Os investimentos mundiais em energia limpa alcançaram o valor recorde de US$ 243 bilhões em 2010, com alta de 30% ante 2009, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (29) pelo The Pew Charitable Trusts.
O Brasil ficou em sexto lugar no ranking, com US$ 7,6 bilhões em investimentos ante US$ 7,7 bilhões em 2009. Nas primeiras posições ficaram a China (US$ 54,4 bilhões), a Alemanha (US$ 41,2 bilhões) e os Estados Unidos (US$ 34 bilhões).

“O setor de energia limpa está emergindo como um dos mais dinâmicos e competitivos do mundo, testemunhando 630% de crescimento em financiamentos e investimentos desde 2004″, disse Phyllis Cuttino, diretor do programa de energia limpa do Pew.

A energia eólica continuou a ser a tecnologia favorita para os investidores, com US$ 95 bilhões. Entretanto, o setor solar experimentou crescimento significativo em 2010, com investimentos aumentando 53%, chegando ao recorde de US$ 79 bilhões e mais de 17 gigawatts de novas capacidades de produção global.

A Alemanha respondeu por 45% dos investimentos mundiais em energia solar.

Os investimentos nos países do G20 (grupo formado pelas economias ricas e as principais emergentes) contabilizaram mais de 90% do total mundial. 

Fonte: Folha.com

Folha artificial capaz de produzir energia



Da teoria para a prática. A busca pela fotossíntese artificial acaba de dar mais um importante passo. A novidade foi apresentada neste domingo (27) em Anaheim, nos Estados Unidos, por um grupo de cientistas que desenvolveu uma folha artificial capaz de produzir energia.
Na 241ª reunião nacional da American Chemical Society, o grupo liderado por Daniel Nocera, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), descreveu uma célula solar do tamanho de um baralho de cartas capaz de imitar a fotossíntese, processo por meio do qual as plantas convertem luz e água em energia.
A fotossíntese artificial é investigada em centros de pesquisa de diversos países e foi um dos principais assuntos debatidos no Workshop BIOEN/PPP Ethanol on Sugarcane Photosynthesis, realizado pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia em 2009.
“Uma folha artificial funcional tem sido uma espécie de cálice sagrado da ciência há décadas e acreditamos que tenhamos conseguido desenvolvê-la. Nossa folha se mostrou promissora como uma fonte de energia de baixo custo para residências pobres em países em desenvolvimento, por exemplo. Nosso objetivo é fazer com que cada casa tenha sua própria geração de eletricidade”, disse Nocera.
Apesar de ter como base as folhas verdes, o dispositivo apresentado pelos cientistas norte-americanos em nada lembra um vegetal, com exceção do resultado energético.
O equipamento é feito de silício e cheio de componentes eletrônicos e catalisadores, usados para acelerar reações químicas. Colocado em um balde com água sob a luz do Sol, o pequeno aparelho divide a água em seus dois componentes básicos: hidrogênio e oxigênio.
Hidrogênio e oxigênio são armazenados em células combustíveis, que usa os dois elementos para produzir eletricidade.
Nocera conta que a primeira folha artificial foi desenvolvida há mais de uma década por John Turner, do Laboratório Nacional de Energias Renováveis no Colorado, mas que não se mostrou prático para uso amplo por ser instável, gerar pouca energia e usar metais caros.
O novo dispositivo superou esses problemas, segundo o cientista, usando materiais mais baratos (como níquel e cobalto) e tendo operado sem parar por mais de 45 horas sem perda na produtividade.
Por enquanto a folha artificial do grupo de Nocera é cerca de dez vezes mais eficiente na fotossíntese do que uma folha normal. Ainda assim seriam precisos dezenas ou centenas de dispositivos para produzir a mesma energia que uma árvore. Entretanto, Nocera estima que a eficiência possa ser multiplicada no futuro.
“Da mesma forma que a natureza, acho que o mundo no futuro será alimentado pela fotossíntese, na forma de folhas artificiais”, disse. 
Fonte: Agência Fapesp

30 de mar de 2011

UE quer eliminar carros a gasolina e a diesel de suas cidades até 2050



A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), propôs nesta segunda-feira (28) que todos os carros a diesel ou a gasolina sejam eliminados das cidades do bloco até 2050.
O comissário de Transportes do bloco, Siim Kallas, também elaborou planos para migrar para trens metade das “jornadas de distância média” – a partir de 300 km – feitas atualmente em automóveis.
Kallas propôs ainda cortes de 40% nas emissões de carbono promovidas pelo transporte de cargas e um maior uso de combustíveis verdes na aviação.
As metas fazem parte do relatório Transporte 2050, apresentado pela Comissão Europeia em Bruxelas.
Efeito estufa – O objetivo final do plano de metas é cortar em 60% as emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa originárias do setor de transportes e reduzir a dependência do petróleo importado.
Para isso, a União Europeia necessitará de uma rede mais ‘ampla e funcional’ de corredores de transporte, incluindo conexões de trem entre os principais aeroportos do bloco, e a modernização e integração do sistema de controle do tráfego aéreo.
O bloco diz que pretende se tornar ‘líder mundial’ em segurança de transportes aéreos, ferroviários e marítimos.
Segundo Kallas, as medidas não pretendem coibir a mobilidade dos viajantes europeus.
“A crença de que você precisa reduzir a mobilidade para combater a mudança climática não é verdadeira”, disse o comissário. “Podemos quebrar a dependência em petróleo do setor de transportes sem sacrificar nossa eficiência ou comprometer a mobilidade. A liberdade de viajar é um direito básico de nossos cidadãos. Reprimir isso não é uma opção.”
Reações – Mas medidas propostas pela Comissão Europeia já estão sendo alvo de críticas. O ministro-adjunto britânico dos Transportes, Norman Baker, rejeitou a ideia de banir carros nos centros urbanos.
“É correto que a UE estabeleça metas de alto nível para a redução das emissões de carbono, mas não é correto que ela diga como isso deveria ser feito nas cidades”, disse o ministro, que defende outras medidas – como promoção de veículos elétricos e de bicicletas – em vez da restrição aos automóveis.
Para Richard Dyer, da ONG ambientalista Friends of the Earth, as propostas de Kallas são bem-vindas, mas falta esclarecer quais investimentos em transporte público serão feitos para concretizá-las.
“Abandonar carros movidos a combustíveis fósseis é uma boa (medida), mas, apesar dos anúncios que rendem boas manchetes de jornais, falta ambição aos planos (da UE) de redução de emissões”, disse. 
Fonte: G1

29 de mar de 2011

Participantes da Hora do Planeta bate recorde no Brasil



Milhares de pessoas em 123 cidades brasileiras participaram da Hora do Planeta, no sábado, 26 de março. A presença de 20 capitais em conjunto com mais de 1.900 empresas e organizações resultou em um recorde de público desde que o evento foi iniciado no Brasil, há três anos.
A mobilização para deixar o país às escuras teve início às 20h30, horário de Brasília. Capitais como Campo Grande, Vitória, Salvador e São Paulo apagaram as luzes de diversos ícones das cidades em um gesto que chamou atenção para os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
No Rio de Janeiro, cidade sede do evento brasileiro de 2011, cerca de 3,5 mil pessoas sambaram nos Arcos da Lapa, ao som das baterias das escolas de samba Mangueira, Portela, União da Ilha e Grande Rio.
A abertura da Hora do Planeta foi realizada pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, pelo prefeito Eduardo Paes e pelo secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Mic, que, juntos, desligaram as luzes de ícones como o Cristo Redentor, a orla de Copacabana, o Arpoador, o Pão de Açúcar e os Arcos da Lapa.
Com a cidade no escuro, foi a vez de os cidadãos realizarem um minuto de silêncio em homenagem às vítimas das enchentes no Brasil no início do ano, que afetaram severamente o estado do Rio de Janeiro, e aos recentes terremotos e tsunami no Japão.
Em Brasília, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Cláudio Maretti, se reuniram no Museu da República para desligar um grande interruptor que simbolizou o apagar de luzes da cidade. Locais como a Esplanada dos Ministérios, o Palácio do Buriti e o Memorial JK também ficaram apagados.
A participação de três cidades do Acre (Xapuri, Santa Rosa do Purus e Sena Madureira) também chamou atenção dos realizadores do evento, mas foi a capital Rio Branco que concentrou grande parte das atividades. Um delas foi a “bicicleata” que partiu da sede do Governo Estadual e chegou na Ponte JK – ambos os pontos estavam apagados. A mobilização também lembrou o nome do ambientalista Chico Mendes e contou com a presença da filha dele, Elenira Mendes.
A terra de Padre Cícero, Juazeiro do Norte, no Ceará, também participou da celebração pelo planeta e apagou suas luzes por uma hora. Durante o período de escuridão a população aproveitou para observar estrelas, nebulosas, Saturno e seus anéis, em três telescópios oferecidos pela estação astronômica PieGise.
Hora do Planeta no mundo – Em todos os sete continentes cerca de 134 países e territórios participaram da Hora do Planeta, mas o número não é preciso. De acordo com o cofundador e diretor executivo do evento, Andy Ridley, “a lista de participantes oficiais sempre fica aquém do nível real de participação”.
“Depois do evento, a gente sempre descobre que ele foi realizado em países que nunca nos contataram, em lugares que nunca ouvimos falar”, completou.
A edição de 2011 da Hora do Planeta teve início nas ilhas Fiji e na Nova Zelândia, e terminou 24 horas mais tarde nas Ilhas Cook. A estimativa é que o número de participantes tenha ultrapassado o marco de cem milhões de pessoas. 
Fonte: Portal Terra

28 de mar de 2011

Olimpíadas: Brasil deveria criar instituto de sustentabilidade


Estádio de Basquete das Olimpíadas de Londres - 2012
O Brasil deveria criar um instituto de pesquisa de sustentabilidade para assumir um papel central nesta área, defendeu na quinta-feira (24) o diretor de Sustentabilidade e Regeneração Urbana dos Jogos Olímpicos de Londres, Dan Epstein. “Ele se conectaria com Cambridge, Harvard, o (instituto) Smithsonian”.
“Vocês têm a Rio +20 vindo aí”, alertou, lembrando a conferência ambiental internacional marcada para o próximo ano. “A Olimpíada não tem a ver só com esporte, tem a ver com valores. É uma chance de mostrar seus valores”.
Questionado sobre a situação de São Paulo, que ainda não tem uma definição sobre o estádio que usará durante a Copa de 2014, o britânico disse que a execução de uma nova arena é “factível” em três anos. “Se fosse responsável por construir o estádio em São Paulo, eu estaria muito nervoso, mas juntaria o melhor time de design”, disse.
Epstein veio a Manaus para apresentar o projeto sustentável dos Jogos de Londres 2012 em um fórum de empresários. Ele explicou que o complexo olímpico que está sendo erguido na capital britânica foi todo concebido pensando no legado ambiental e social que deixará, privilegiando a biodiversidade e a acessibilidade, e evitando deixar “elefantes brancos” – instalações que só têm uso durante os jogos e depois ficam abandonados, como aconteceu em outras cidades que sediaram a competição.
Exemplo disso é o Estádio Olímpico, que tem uma estrutura parcialmente desmontável, com apenas 25 mil lugares fixos. “Se fizéssemos um estádio de 80 mil lugares (que será a sua capacidade durante os jogos), não seria mais usado depois”, disse.
O mesmo vale para o estádio de natação, que será desmontado de forma a reduzir sua capacidade de 17 mil para 2 mil lugares. O ginásio de basquete, por sua vez, será totalmente desconstruído. “Não precisamos depois dos Jogos. Se quiserem, podemos trazê-lo para o Brasil”, brincou. Os estádios também terão cobertura de translúcida para diminuir a necessidade de iluminação artificial.
Outro conceito curioso do complexo é o fato de que não terá estacionamento. O público deve chegar a ele por meio de transporte público, como ônibus elétricos. “ “Não queremos que as pessoas venham de carro”, justificou Epstein.
Propositalmente, a região de Stratford foi escolhida para o complexo olímpico por ser uma das mais degradadas da cidade, pois a proposta é recuperá-la. Os canais de água que passam na região eram poluídos e havia grande acúmulo de lixo. Após os jogos, a proposta é que fique ali um grande parque e 12 mil novas moradias.
Fonte: Globo Natureza

25 de mar de 2011

Água potável é um bem raro na maioria dos países


O acesso à água potável ainda é um desafio diário para grande parte das populações do mundo. Apesar das inúmeras fontes naturais de água no mundo – rios e lagos, em geleiras e aquíferos, chuva e neve – a quantidade de água que diferentes países conseguem extrair para fornecer a seus cidadãos varia bastante.

Um estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) identificou países em que a demanda por água excede a oferta natural do recurso. Segundo a organização, os países onde isso acontece fazem maior pressão sobre as fontes de água doce.

No topo da lista dos que mais utilizam o recurso está a península árabe, onde a demanda por água doce excede em 500% a disponibilidade na região. Isso significa custos adicionais para que a água seja trazida de fora – por caminhões pipa ou aquedutos, ou através da dessalinização.

Países como o Paquistão, o Uzbequistão e o Tadjiquistão também estão muito próximos de utilizar 100% de sua oferta de água doce, assim como o Irã, que usa 70% de seus recursos hídricos. De acordo com os dados da FAO, o norte da África é outra área sob pressão, em que a Líbia e o Egito particularmente são afetados. A região possui somente metade da água doce que os países consomem.

Mas, a maior pressão sobre as fontes de água doce não está necessariamente nos lugares mais secos, mas nas regiões com o maior percentual da população global. O sul da Ásia, por exemplo, consome quase 57% de sua água doce, mas abriga quase um terço da população mundial. Situação que alterem a distribuição de água nessa região – causadas por mudanças climáticas, pelo aumento do número de terras irrigadas ou pelo aumento do uso geral de água, ameaçam a vida de bilhões.

No leste da Ásia o consumo proporcional é menor – os países da região usam em média apenas 20% das suas reservas hídricas. No entanto, um terço da população do mundo vive ali.

O Brasil consome 0,72% da sua água doce renovável ou 331,48 metros cúbicos por habitante a cada ano, segundo a FAO. No entanto, 0,4% são exclusivos para a agricultura.  

Fonte: Portal iG

RJ sedia campanha contra aquecimento global


Pelo terceiro ano consecutivo, a cidade do Rio de Janeiro será a cidade sede no Brasil do projeto Mundial Hora do Planeta, coordenado pela Rede WWF para mobilizar e conscientizar a população sobre o aquecimento global.

O ato simbólico em que governos, empresas e a população são convidados a apagar as luzes por uma hora ocorre no sábado (26), com direito a shows de música nos Arcos da Lapa, no centro da cidade, a partir da 19h.

Como nos anos anteriores, monumentos públicos terão suas luzes apagadas, entre eles o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar e os Arcos da Lapa. A superintendente do WWF-Brasil, Regina Cavine, informou que durante o apagar das luzes, entre as 20h30 e as 21h30, as baterias das escolas de Samba da Mangueira, Portela, Grande Rio e União da Ilha do Governador vão ocupar o palco do evento.

Desde 2007, o ato é celebrado em 130 países. No Brasil, cerca de 70 cidades aderiram à campanha. Este ano, o primeiro minuto da celebração será dedicado, em silêncio, às vítimas do terremoto seguido de tsunami, no Japão, além das vítimas das enchentes no Brasil e na Austrália.  

Fonte: AmbienteBrasil

24 de mar de 2011

Água determinará local das empresas no futuro

Rio Aquidauana
Rio Aquidauana: segundo o professor, 75% da população sentirá falta da água em 2050

A água deverá ser, no futuro, um fator determinante para a localização das empresas, avalia o professor da Universidade do Novo México (Estados Unidos), Raul Govêa. “A realocação dessas atividades para as regiões intensivas de água, para mim, faz muito sentido”, disse.

O professor destacou que atualmente a maior parte do parque industrial está localizada na Região Sudeste, que sofre um “forte estresse hídrico”. A região concentra 43% da população brasileira, mas apenas 6% da água doce disponível no país. No Norte estão localizados 68% dos recursos hídricos nacionais e apenas 5% da população.

Por isso, Raul acredita que haverá no futuro uma necessidade de deslocamento das atividades industriais no país. Para ele, um movimento semelhante também deverá ocorrer em nível internacional, com as empresas mudando os polos de produção para nações com maior disponibilidade hídrica. “Em algum momento, os países que têm água vão crescer a taxas maiores dos que não têm.”

Em 2050, três quartos da população mundial sentirão os efeitos da falta de água, de acordo com o professor. Nesse contexto, Govêa lembrou que a posição do Brasil é privilegiada, com 12% da água doce de superfície e 30% da subterrâneas.

A exploração desses recursos tem de ocorrer, no entanto, seguindo normas que garantam a sustentabilidade dos empreendimentos. “Esse é o modelo de aceitação de investimento que a gente vai ter. E a penalidade vai ser muito alta se você em algum momento poluir esses rios”, ressaltou Govêa, referindo-se especialmente à Região Norte.

O professor avaliou que o desenvolvimento industrial com boas práticas pode ser benéfico para a conservação dos rios e matas da Amazônia. “A Região Norte precisa criar empregos de alto nível de renda para que essas pessoas não se sintam levadas a começar a se engajar em atividades que não sejam tão sustentáveis assim”, defendeu ao participar da Conferência Internacional Wits 2011 – Água, Inovação, Tecnologia & Sustentabilidade, na semana passada.

Ele lembra que existem poucas opções de renda para os moradores daquela região. “A gente quer que as pessoas lá tenham empregos mais dignos e um nível de renda mais alto, em uma região que é hoje a fronteira econômica do Brasil”, afirma.

Fonte: EXAME

Energia solar cresceu 75% em 2010 na Alemanha


A capacidade de produção elétrica fotovoltaica na Alemanha aumentou 75% em um ano e alcançou os 17.300 megawatts em 2010, anunciou a autoridade alemã para a regulação das redes (Bundesnetzagentur).

Apesar de contar apenas com 1.300 a 1.900 horas de sol por ano, a energia solar viveu um verdadeiro boom na Alemanha, graças ao sistema de preços garantido pelo Estado.

O Estado alemão garante a todo produtor de eletricidade solar, seja particular ou um agricultor que tenha instalado um campo de paneis solares, vender a energia que produz a um preço muito superior ao do mercado.

Esta diferença vai para as faturas pagas pelo consumidor, o que provoca muitas queixas.  

Fonte: Portal iG

23 de mar de 2011

Garrafa 100% reciclável

Fabricante de bebida diz ter criado garrafa 100% reciclável

A fabricante americana de alimentos e bebidas PepsiCo anunciou ter criado a primeira garrafa plástica inteiramente feita a partir de materiais vegetais renováveis e 100% recicláveis. 

A garrafa é composta de "materiais brutos biológicos", informa a PepsiCo em um comunicado, citando a Panicum virgatum, uma gramínea encontrada principalmente em grandes planícies, cascas de coníferas e folhas de milho. 

"Futuramente, o grupo quer (...) incluir cascas de laranja, maça, batata, aveia e outros produtos agrícolas derivados de atividades agroalimentares", acrescenta o comunicado divulgado na terça-feira. 

A garrafa, contudo, só chegará às mãos dos consumidores a partir de 2012, ano em que a empresa começa a realizar testes de produção. 

Não é a primeira vez que a PepsiCo está envolvida na pesquisa de embalagens recicláveis. Ela já fabricou uma para batatas fritas, que teve de ser retirada do mercado americano porque os compradores do produto consideraram os pacotes muito barulhentos. 

Para o projeto das garrafas, a PepsiCo garante que ela será igual à versão plástica clássica.

Na França, o grupo Danone anunciou neste mês que seu produto Actimel seria vendido naquele país em uma garrafa plástica composta por 95% de cana de açúcar, após ter introduzido plástico vegetal na elaboração de garrafas de água da marca Volvic. 

Fonte: Folha.com

22 de mar de 2011

Vai faltar água em metade das cidades brasileiras em 2015

 

Mais da metade dos municípios brasileiros (55% do total) terá deficit de abastecimento de água em 2015. Levantamento feito pela ANA (Agência Nacional de Águas) mostra que são necessários investimentos de R$ 22,2 bilhões para evitar o risco de um colapso total até 2025. 

Hoje, cerca de 16% das cidades do país têm algum problema de abastecimento. Para tratar também os esgotos jogados nos rios, o que impede a reutilização das águas, serão necessários cerca de R$ 70 bilhões. 

Os dados fazem parte do Atlas de Abastecimento Urbano de Água, um mapeamento completo de todos os 5.565 municípios brasileiros, liderado pela agência das águas com instituições federais, estaduais e municipais. 

DISTRIBUIÇÃO
 
O estudo mostra que o Brasil é um dos países mais ricos em recursos hídricos, mas o grande desafio no fornecimento de água é a população concentrada em locais onde há sua menor oferta. 

A região amazônica reúne 81% das fontes hídricas do país, mas as áreas de maior densidade populacional, como o Sudeste e o Nordeste, têm só 3% da água, originada na Bacia do Atlântico. 

"Caso não sejam feitos os investimentos, haverá risco de interrupção temporária no abastecimento cada vez mais frequentes. Manobras como rodízio no fornecimento para os consumidores poderão ser mais usadas. Mas não há risco para pânico", diz Ney Maranhão, superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da ANA. 

O Nordeste é a região que mais demandará investimentos em captação de água, por ter as menores reservas: R$ 9,1 bilhões. 

Já o Sudeste, onde está a maior parte da população, precisa de mais dinheiro para tratamento de afluentes. Juntos, os Estados de SP, RJ, ES e MG vão precisar de R$ 7,4 bilhões em captação de novas fontes de água. 

Fonte: Folha.com

Brasil terá sistema de alerta contra catástrofes naturais



O sistema nacional de alerta contra catástrofes naturais será bancado neste ano por R$ 10 milhões do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. A decisão foi anunciada no dia 18 em Brasília.
Principal anúncio do início da gestão de Aloizio Mercadante no Ministério da Ciência e Tecnologia, a criação de um sistema que possa evitar tragédias como a de janeiro na região serrana do Rio esbarrou nos cortes orçamentários do governo.
A saída foi pedir financiamento para o início da montagem do sistema ao fundo gerenciado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente).
Afinal, raciocina o ministério, trata-se de uma ação de adaptação às mudanças climáticas, uma das linhas principais do fundo.
Neste ano, o fundo deverá investir R$ 229 milhões em ações como combate à desertificação e redução de emissões de carbono.
Desse total, R$ 200 milhões serão disponibilizados pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) na forma de empréstimos com juros mais baixos que a inflação.
Na mira do secretário nacional de Mudança Climática, Eduardo Assad, estão linhas de crédito para substituição de ônibus a diesel por biodiesel e a expansão das placas solares para aquecimento de água, além do estímulo ao desenvolvimento de painéis fotovoltaicos.
“A gente sempre ouve o argumento de que é muito caro, então vamos dar dinheiro para pesquisa, para ficar barato”, afirmou Assad. 
Fonte: Folha.com

21 de mar de 2011

PGRS será apresentado até junho



No dia 21 de junho deste ano será apresentada ao Brasil a primeira versão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Em seguida, o documento será colocado em debate com a sociedade, por meio de consulta pública, por cerca de 40 dias. A primeira versão do plano está sendo construída com cenários embasados em estudos elaborados pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), que fará o primeiro diagnóstico dos resíduos sólidos no País.
O lançamento do Plano Nacional de Resíduos Sólidos faz parte do calendário de ações do Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), oficialmente empossado nesta quinta-feira (17) pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O Comitê é composto por representantes de 10 ministérios, da Casa Civil e da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.
Além de aprovar o calendário de ações e instituir os procedimentos para a elaboração do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, o Comitê Interministerial tem entre as suas prerrogativas a promoção de estudos e proposição de medidas visando à desoneração tributária de produtos recicláveis e reutilizáveis e a simplificação dos procedimentos para o cumprimento de obrigações acessórias relativas. Vai também formular estratégia para a promoção e difusão de tecnologias limpas para a gestão e o gerenciamento de resíduos sólidos.
Em sua primeira reunião, o Comitê já apresentou o plano de trabalho até novembro, aprovou o regimento interno e definiu a composição dos grupos temáticos.
A ministra Izabella Teixeira, que presidiu a posse do comitê, disse estar muito satisfeita com a implementação da PNRS, pois é uma agenda esperada há 21 anos. “Temos quatro anos para montar um novo quadro para os resíduos sólidos em nosso País”, disse. Como exemplo de iniciativa bem-sucedida, nesta área, a ministra citou a campanha “Saco é um Saco”, criada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o setor privado e que já conseguiu retirar de circulação 5 bilhões de sacolas plásticas, das 14 bilhões que seriam distribuídas.
Além do Ministério do Meio Ambiente, coordenador do Comitê, fazem parte da instância os ministérios das Cidades, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Saúde, da Fazenda, do Planejamento, Orçamento e Gestão, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Ciência e Tecnologia, além da Casa Civil e da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. 
Fonte: MMA

Estudo alerta para risco de extinção de 75% dos corais



A combinação entre pesca insustentável, poluição e mudanças climáticas pode levar à extinção 75% dos corais do planeta. O alerta é de um novo estudo, que aponta o risco de destruição de mais de 90% dos recifes até 2030 se nada for feito para conservar essas áreas.
Segundo o relatório Reefs at Risk Revisited, elaborado por instituições ambientalistas internacionais e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), as áreas mais vulneráveis estão no Sudeste da Ásia, em países como a Indonésia, as Filipinas e a Tanzânia. O Haiti e Granada, no Caribe, também estão entre os dez países com maiores riscos de extinção de corais.
“Com a combinação de ameaças locais, aquecimento e acidificação, os recifes estão cada vez mais suscetíveis a danos causados por tempestades, infestações e doenças. A degradação se reflete na redução de corais vivos e da diversidade de espécies, o aumento de algas e menor abundância de peixes”, lista o documento.
O Brasil também aparece entre as regiões ameaçadas, principalmente a costa dos corais, que abrange o litoral de Alagoas e Pernambuco, e a região de Abrolhos, na Bahia. “Abrolhos tem alguns dos maiores e mais ricos recifes de corais do Atlântico Sul, mas nos últimos 20 anos, o litoral da região tem experimentado aumento do turismo, a urbanização e a agricultura em grande escala, levando a descarga de resíduos sem tratamento e contaminação de recifes da região”.
O diretor do Programa Marinho da Conservação Internacional, Guilherme Dutra, disse que os recifes nacionais mais suscetíveis são os que ficam próximos da costa ou de grandes centros urbanos. No caso brasileiro, uma das principais ameaças aos ecossistemas marinhos está em terra firme: o desmatamento. “Com a derrubada de árvores nas encostas dos rios, os sedimentos chegam ao mar, escurecem e mudam as condições da água e os corais acabam danificados”, explicou.
A pesca predatória também compromete o futuro dos recifes da costa brasileira, segundo Dutra. Em algumas áreas, espécies de peixes que funcionam como reguladoras do ecossistema são retiradas e há uma reação negativa em toda a cadeia. “O budião azul, por exemplo, é um bicho que em um recife não ameaçado representa 30% da biomassa normal, está sumindo do Nordeste. Ele funciona com um controlador, come as algas e impede que elas cresçam e dificultem o desenvolvimento dos corais”.
De acordo com o relatório, 25% dos corais do planeta estão localizados em algum tipo de área de preservação, mas a proteção efetiva só chega a menos de 6% do total. No Brasil, segundo Dutra, apenas 1,4% da zona econômica exclusiva [espaço marítimo sob jurisdição do país] está em unidades de conservação. “Temos que mudar a escala da conservação marinha. É mais do que consenso de que áreas protegidas não são suficientes”, disse o biólogo.
O estudo sugere medidas urgentes para frear a destruição dos corais, como maior controle sobre a pesca, redução do despejo de sedimentos no mar, ações de mitigação de mudanças climáticas e planejamento do desenvolvimento das regiões costeiras. Também lista ações individuais para evitar danos aos recifes durante atividades turísticas. 

Fonte: AmbienteBrasil
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