30 de nov de 2010

Physis SDA na Toy's Party 2010

No dia 29 de novembro a Physis SDA mais uma vez realizou a gestão ambiental com o projeto Evento Limpo na Toy's Party 2010, realizada no Afrikan House Lounge, em São Paulo/SP. Em parceria com o IGMS (Instituto Global de Marketing Socioambiental), a Physis SDA foi responsável pela coleta, armazenamento, transporte e destinação final de todos os resíduos recicláveis gerados durante o evento. 



Além disso, realizamos a compensação de gases do efeito estufa (GEE) gerados direta ou indiretamente pelo evento, a fim de minimizar e compensar os impactos ambientais por meio de plantios de mudas.



Todos os resíduos recicláveis triados no CTR foram encaminhados a uma cooperativa de reciclagem, sendo pesados separadamente, discriminados por tipo de resíduo, a fim de quantificar a geração de resíduos no evento. Ao final do evento, foi gerado um total de 71,50 quilos de resíduos recicláveis.

Mais uma vez nossos agradecimentos pela equipe da Physis SDA e em especial ao IGMS, que proporcionou a execução de mais um excelente trabalho! 

29 de nov de 2010

Brasileiro diz que não paga mais por produto ‘verde’


Rejeição a custo maior por mercadorias sustentáveis atinge mais de 90% da população, segundo pesquisa feita em 11 capitais


A população do País está atenta às questões ambientais, mas tem dificuldade de colaborar, especialmente se tiver de gastar - mais de 90% dos brasileiros não estão dispostos a desembolsar mais por produtos ecologicamente corretos, como eletrodomésticos econômicos e alimentos orgânicos.

Por outro lado, há disposição para economizar água (63% da população) e energia elétrica (48%) e para deixar de usar sacolas plásticas (40%).

São alguns resultados da pesquisa Sustentabilidade: Aqui e Agora, encomendada pelo Ministério do Meio Ambiente e pela rede de supermercados Walmart, que será apresentada hoje em São Paulo. Foram ouvidas 1,1 mi pessoas em 11 capitais. O objetivo do estudo, realizado pela empresa de pesquisas Synovate, é entender os hábitos dos brasileiros em relação a consumo verde e aos problemas ambientais.

Embora 74% das pessoas se digam motivadas a comprar produtos que tenham sido produzidos com menor impacto ambiental, o fator custo é limitante. Segundo a pesquisa, 93% dos entrevistados não estão dispostos a comprar eletrodomésticos mais econômicos se eles custarem mais. Na alimentação, 91% não aceitam pagar mais por produtos cultivados sem químicos e apenas 27% compraram produtos orgânicos nos últimos 12 meses. E 59% afirmam que a preservação dos recursos naturais deve estar acima das questões relacionadas à economia. "Isso mostra que os brasileiros querem desenvolvimento, mas com atenção às questões ambientais e que é um falso dilema contrapor economia e ecologia", diz a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Em relação aos resíduos, 53% não separam o lixo entre seco e úmido para encaminhar à reciclagem. Mas nas capitais que investiram em programas estruturados de coleta seletiva, como Curitiba, o porcentual sobe para 82%, o mais alto do País.

Mesmo com a falta de estrutura, o brasileiro está disposto a reciclar mais. Segundo o estudo, 66% dos entrevistados aceitariam separar o lixo. Para 60%, a maior parte dos resíduos é encaminhada para reciclagem pela mão dos catadores. "Os dados deixam claro a importância dos catadores para a coleta seletiva nas cidades, e isso deve ganhar prioridade nas políticas públicas", aponta a ministra.

Apesar da disposição para dar destino correto ao lixo, ainda falta informação aos brasileiros sobre como descartar certos tipos de resíduo: 70% dos consumidores jogam pilhas e baterias no lixo comum e 39% jogam óleo usado na pia da cozinha.

Sacolas plásticas. O consumidor tem predisposição a reduzir e até eliminar o uso de sacolas plásticas. Embora 90% dos brasileiros façam uso constante das sacolas quando vão às compras, 60% apoiaria uma lei que proibisse o material.

"Há ampla inclinação da sociedade para programas que inibam o uso das sacolas plásticas" afirma Daniela di Fiori, vice-presidente de e sustentabilidade da rede Walmart. Segundo ela, o caminho para reduzir o consumo das sacolas passa por dar mais incentivos ao consumidor. "Retirar a sacola das lojas foi muito mal-recebido. As pessoas começaram a aderir ao programa de redução de embalagens quando foi ofertado um desconto nas compras por cada sacola recusada", diz Daniela. A rede concede descontos de R$ 0,03 para cada sacola não utilizada, valor que representa o custo da embalagem.

A pesquisa apontou ainda que é baixo o porcentual de brasileiros dispostos a reduzir os deslocamentos por automóvel particular. Nos últimos 12 meses, 13% buscou reduzir o uso do automóvel no dia a dia. Em São Paulo, esse número sobe para 18%.

Adriana Charoux, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), avalia que ainda faltam condições para que a população exerça atitudes mais sustentáveis no cotidiano. "Cabe ao governo prover a estrutura de serviços como coleta seletiva e transporte público eficientes", diz. Segundo ela, é necessário que as empresas incorporem os custos de produzir com padrões mais altos de sustentabilidade. "O consumidor está certo em não aceitar pagar a mais por produtos verdes. Há a percepção de que já pagamos caro pelos produtos", diz a pesquisadora.

Fonte: O Estado de São Paulo

26 de nov de 2010

Ano mais quente da história?


Ano de 2010 já empata como o mais quente da história

Este ano já está empatado como o mais quente registrado numa série histórica iniciada em 1850, disseram à Reuters três importantes institutos que calculam as temperaturas médias globais.

O resultado dá ainda mais urgência para a conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU) que começa na semana que vem em Cancún, em que governos de todo o mundo discutirão medidas que contribuam com a meta, adotada em 2009, de limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Faltando ainda dois meses de dados para serem coletados, 2010 já está cerca de 0,8 grau Celsius acima da temperatura média pré-industrial, e 0,5 grau Celsius acima da média registrada entre 1961 e 1990.

Mesmo que novembro e dezembro sejam mais frios, 2010 ainda ficará como o terceiro ano mais quente da história, atrás de 1998 e 2005.

"Está muito apertado para dizer (se será ou não o ano mais quente). Com base nestes números, ficará em segundo, mas depende do calor que fizer em novembro e dezembro", disse Phil Jones, diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, na Grã-Bretanha. Segundo ele, 1998 é o ano mais quente já registrado.

Já a Nasa considera que o ano mais quente foi 2005, e que as temperaturas na superfície terrestre até outubro estavam acima da média daquele ano, por uma questão de centésimos de grau Celsius.

"Eu não ficaria surpreso se a maioria ou todos os grupos concluírem que 2010 empatou como o ano mais quente", disse James Hansen, da Nasa.

O Centro Nacional de Dados Climáticos dos EUA afirmou que os dez primeiros meses de 2010 se equiparam a 1998 como o ano mais quente da história.

Os três institutos usam observações similares, mas de forma ligeiramente diferente. A Nasa, por exemplo, leva mais em conta as estações meteorológicas do Ártico, onde o aquecimento tem sido mais rápido.

Cientistas dizem que a tendência global de aquecimento irá gerar mais secas, inundações, ondas de calor e degelo dos polos.

Céticos argumentam, porém, que o fato de os recordes terem sido registrados em 1998 ou 2005 é um sinal de que a tendência é de estabilidade.

A maioria dos cientistas discorda disso, dizendo que, mesmo que 2010 não seja o ano mais quente, a tendência de longo prazo é de aquecimento -- a média de 2000 a 2009 é a mais alta já registrada.

Eles dizem que variações naturais, especialmente o fenômeno El Niño, explicam os recordes anteriores. O ano de 1998 teve um fenômeno El Niño -- aquecimento natural nas águas do Pacífico -- particularmente intenso.

Fonte: Folha.com

25 de nov de 2010

Telhado branco



Projeto obriga casa de SP a ter telhado branco

Texto passou em primeira votação na Câmara Municipal; objetivo é reduzir o calor na capital

Projeto de lei já aprovado em primeira votação na Câmara Municipal propõe que as novas casas construídas na capital sejam obrigadas a ter o telhado pintado de branco. A medida teria caráter ambiental: o branco absorve menos sol e ajuda a combater as ilhas de calor da cidade. Agora, o texto precisa ser aprovado em segunda votação antes de ser enviado à sanção do prefeito Gilberto Kassab (DEM).


A aprovação ocorreu na quarta-feira (17/11/20) passada, em votação simbólica. Para o vereador Antônio Goulart (PMDB), autor do projeto, se toda a cidade adotasse os telhados da cor branca, a temperatura da capital poderia ser até 2˚C mais baixa. Ele diz que a votação definitiva do projeto deve ocorrer na próxima semana.

O projeto acrescenta um artigo à Lei 11.228, de 1992, que determinaas regras para a construçãode imóveis na cidade.

A ideia é defendida há cerca de três anos pela Organização Não-Governamental Green Building Council Brasil, que deu subsídios aos dados divulgados pelo parlamentar. O argumento é que os telhados escuros retêm mais luz do Sol e, assim, ficam mais quentes. Como 25% do terreno das cidades corresponde aos telhados, ainda de acordo com a ONG, esse material combateria a formação de ilhas de calor.

Físicos concordam com a iniciativa, mas dizem que outrosf atores devem ser analisados. Segundo o professor Claudio Furukawa, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP),"o branco reflete todas as cores". "Pode chegar a 5˚C, 6˚C a diferença de temperatura entre um carro preto (cor que absorve todas as cores) e um carro branco", exemplifica. Segundo ele, outro elemento que tem de ser levado em conta é o material do qual a casa é feita.

Fonte: Estadao.com.br

24 de nov de 2010

Brasil perdeu R$7,4 bi em gás natural


Brasil perdeu R$ 7,4 bi em gás natural desperdiçado

Falta de infraestrutura faz com que 11% da produção do combustível seja queimada

O Brasil ainda não encontrou o equilíbrio para aproveitar 100% suas riquezas naturais. Só na produção de gás natural, o País desperdiçou R$ 7,4 bilhões nos últimos anos. Esse é o montante equivalente a 15 bilhões de metros cúbicos (m³) de gás queimados entre janeiro de 2004 e agosto de 2010, segundo cálculos do professor da Universidade de São Paulo (USP), Edmilson Moutinho.

A conta foi feita com base nos números da Agência Nacional de Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP) e nos preços cobrados das distribuidoras no período. O levantamento mostra ainda que, na média, o País tem jogado fora 11% de toda produção nacional de gás natural, enquanto o ideal seria não ultrapassar os 4%, conforme dados do Banco Mundial.

Segundo fontes do setor, a ANP quer ir além disso e reduzir os níveis de queima para 3% da produção nacional. Nos últimos meses, a agência iniciou uma série de discussões com as petroleiras, especialmente com a Petrobrás, para firmar um termo de compromisso que limite o desperdício do gás, insumo que ganhou status de combustível nobre no mundo inteiro.

Preço. No mercado doméstico, o setor mergulhou num movimento esquizofrênico, destaca o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires. Além de queimar parte expressiva da produção e importar gás da Bolívia (referente a um contrato antigo), o preço está acima da média do mercado mundial. Entre 2004 e 2010, subiu mais de 266%, segundo a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace).

Especialistas explicam que o desperdício de gás é resultado de uma série de fatores. Um deles está ligado à falta de infraestrutura para escoar a produção. Em quase todas as plataformas, o gás é associado à produção do petróleo. Ou seja, não existe a alternativa de tirar o óleo sem o gás, que se perde por falta de alternativas de transporte. Uma parte desse combustível é reinjetado para aumentar a produtividades dos reservatórios. O que sobra a empresa vende ou queima, diz a sócia-diretora da consultoria Gás Energy, Sylvie D’Apote.

Ela destaca que, em alguns casos, não é viável fazer uma infraestrutura para escoar a produção já que a quantidade de gás é pequena. “Mas queimar 11% da produção é muita coisa, é um desperdício.” Na avaliação dela, com o pré-sal, novas alternativas terão de ser estudadas para limitar a queima do combustível, já que a quantidade de produção será muito maior a partir do ano que vem.

A Petrobrás diz que investiu US$ 400 milhões entre 1999 e 2008 para melhorar o aproveitamento de gás natural nos seus reservatórios. Nesse período, destaca a companhia, a produção de gás associado cresceu cerca de 50% enquanto o aproveitamento melhorou dez pontos porcentuais, de 75% para 85% – ou seja, 15% não teriam sido usados.

De acordo com a petroleira, o plano de negócios prevê investimentos adicionais em projetos de redução de queima de gás da ordem de US$ 320 milhões, cifra que deverá elevar o aproveitamento do combustível para 92% no final de 2012. Os especialistas pedem mais. “Além de ser um crime financeiro perder tanto dinheiro, a queima de gás também representa enormes prejuízos para o meio ambiente”, afirma Adriano Pires.

Ao ser queimado, o gás natural deixa de ser o combustível fóssil mais limpo e menos prejudicial à camada de ozônio comparado aos demais insumos não renováveis. Ele emite enormes quantidades de dióxido de carbono direto na atmosfera, diz Pires.

A situação só não é pior porque, na queima, o metano é transformado em CO2, reduzindo em 21 vezes seu potencial causador de efeito estufa, observa Mônica de Souza, gerente do Núcleo de Energia Térmica e Fontes Alternativas da Andrade & Canellas.

Fonte: Estadao.com.br

23 de nov de 2010

Aumento na emissão de CO2

Emissões de carbono caem em 2009 e voltam a subir em 2010, aponta estudo

As emissões globais de dióxido de carbono devem alcançar um recorde em 2010, devido em grande parte ao crescimento da economia da China e da Índia e de sua dependência do carvão, de acordo com um estudo anual divulgado neste domingo (21/11/10).

O Projeto Global Carbono, um consórcio de organismos internacionais de pesquisa, disse também que as emissões globais caíram 1,3% em 2009 em relação a 2008, graças à crise financeira global. Mas a queda foi menos de metade da redução estimada um ano atrás.

"A verdadeira surpresa é que esperávamos uma queda maior de emissões de combustíveis fósseis em função da crise financeira", disse Pep Canadell, diretor executivo do Projeto Global Carbono e um dos coautores do estudo publicado na edição mais recente do jornal "Nature Geoscience".

Os dados foram divulgados uma semana antes de começar no México a reunião da ONU sobre clima que visa encontrar maneiras de os países chegarem a um acordo mais rígido para frear as emissões de gases do efeito estufa.

Canadell também disse que os novos dados e a diminuição da derrubada das florestas tropicais mostram que as emissões resultantes do desmatamento diminuíram, compondo hoje 10% da emissão total de gases estufa. Em estudos anteriores, representavam entre 12% e 17%.

Cientistas dizem que a elevação do nível de CO2 - o principal gás causador do efeito estufa - devido à queima de combustíveis fósseis e ao desmatamento está aquecendo o planeta.

Canadell disse à Reuters por telefone, de Canberra, na Austrália, que as emissões resultantes da queima de combustíveis fósseis estão projetadas para aumentar mais de 3% em 2010 se o crescimento econômico seguir a curva prevista. Isso marcará um retorno aos índices de aumento altos de 2000-2008, disse ele.

"Esse tipo de índice de aumento indica que estamos ultrapassando rapidamente a meta de aquecimento de até dois graus Celsius", disse ele, aludindo ao nível além do qual, dizem cientistas, o mundo passa a correr o risco de sofrer mudanças climáticas "perigosas".

Fonte: Folha.com

22 de nov de 2010

Descarte de remédios

Supermercados abrem posto para descarte de remédios

Cinco supermercados de São Paulo abriram postos de coleta de remédios vencidos e embalagens como ampolas, vidros de xarope e cartelas de comprimidos.

Os postos estão em duas lojas do Pão de Açúcar (no Real Parque e no Jabaquara) e em três do Extra (Itaim, Penha e João Dias).

O objetivo é dar um destino correto - a incineração - para remédios e partes de embalagens que entram em contato com as substâncias contidas nas drogas.

Descartado junto com o lixo comum ou jogado no vaso sanitário, esse material pode contaminar a água e o solo.

Nas lojas, o consumidor vai encontrar, ao lado da drogaria do supermercado, uma urna com duas entradas. Uma é para o material cortante (agulhas, vidro). Na segunda vão as cartelas e os comprimidos.

Depos da triagem, o material é incinerado. O processamento do lixo será coordenado pelo Departamento de Limpeza Urbana da Prefeitura de São Paulo.

De acordo com Paulo Pompilio, diretor de relações institucionais do Grupo Pão de Açúcar, a ideia é espalhar os postos pelas 154 lojas do grupo que têm drogarias em suas instalações.

Ele lembra que as caixas e as bulas, que não entram em contato direto com os remédios, podem ser descartadas em postos comuns de reciclagem de papel.

Fonte: Folha.com

18 de nov de 2010

Fim dos lixões?!?


Brasil precisa substituir lixões por aterros sanitários até 2015

A implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em agosto e ainda sem regulamentação, terá como grandes desafios a gestão compartilhada, o prazo para substituição de lixões por aterros sanitários e a ampliação e melhoria da produtividade da coleta seletiva. As metas foram listadas nesta segunda-feira (08/11) pelo secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério.

O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Machado, disse que a regulamentação da PNRS – que tinha prazo de 90 dias, contados a partir de 2 de agosto – será concluída até o fim deste governo e assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministério já tem uma minuta do decreto e está discutindo o texto no governo e com entidades do setor de gestão de resíduos.

A lei prevê a responsabilidade compartilhada na gestão dos resíduos sólidos e proíbe a manutenção de lixões em todo o país. Segundo Silvério, estados e municípios terão até agosto de 2011 para elaboração de planos de gestão de resíduos. Até 2015 o país terá que ter eliminado os lixões.

“O esforço inicial é para garantir a implementação de aterros. A lei dá quatro anos de prazo máximo para adequação de aterros e fim dos lixões”, disse o secretário durante apresentação no seminário Regulação e Gestão de Serviços Públicos de Manejo de Resíduos Sólidos: Aproveitamento Energético do Metano de Aterros Sanitários.

O governo deverá estimular projetos compartilhados entre municípios e estados e iniciativas intermunicipais, que têm custo operacional reduzido, se comparados com projetos individuais. Uma das orientações, segundo Silvério, será a criação de autarquias municipais ou intermunicipais de gestão de resíduos.

“Queremos estimular a formação de consórcios públicos para gestão, isso otimiza investimentos e permite planejamento e gastos compartilhados”, comparou.

Evitar que os aterros voltem a se transformar em lixões por falta de gestão também é umas das preocupações do governo. Entre as possibilidade para garantir a sustentabilidade financeira dos empreendimentos estão o aproveitamento do metano liberado pelo lixo para produção de energia e a criação de estímulos fiscais vinculados à manutenção dos projetos. “O país tem que ter uma meta para recuperação de energia em aterros a partir do gás metano. Os planos [estaduais e municipais] terão que contar com a perspectiva de recuperar energia dos aterros”, sugeriu Silvério.

Durante a apresentação, o secretário também apontou a necessidade de ampliação e melhoria da qualidade da coleta seletiva. Dos 5.565 municípios brasileiros, somente cerca de 900 têm o serviço de coleta seletiva. E a produtividade é baixa: apenas 12% do que é coletado é de fato reciclado, segundo Silvério.

Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil


17 de nov de 2010

Projeto de lei pode aumentar desmate e enfraquecer Ibama


Projeto de lei pode aumentar desmate e enfraquecer Ibama

O governo quer aprovar no Congresso um projeto de lei que pode aumentar o desmatamento e reduzir o rigor nos licenciamentos ambientais.

O projeto, originário da Câmara e em tramitação no Senado, tira do Ibama o poder de fiscalizar desmates.

O texto original, do deputado Sarney Filho (PV-MA), regulamenta o artigo 23 da Constituição, que divide entre União, Estados e municípios a competência para agir na proteção do ambiente.

Mas uma emenda de última hora, de deputados da Amazônia, diz que a fiscalização ambiental só poderá ser feita pela esfera licenciadora. "Como são os Estados que licenciam desmatamento, se o cara podia desmatar 2 hectares e desmata 10, só quem vai poder multá-lo é o Estado", diz Nilo Dávila, do Greenpeace. "Vai ser uma chuva de processos."

O projeto de lei também determina que obras de impacto ambiental regional poderão ser licenciadas pelos Estados. Hoje o licenciamento é prerrogativa do Ibama.

O governo tem interesse na lei porque ela facilita a concessão de licenças para obras do PAC, como estradas - cujo impacto é muitas vezes limitado a um Estado.

Por isso, na semana passada, o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) elencou o projeto na lista das cinco prioridades do governo para votação no Senado neste fim de ano.

Ambientalistas afirmam que delegar aos Estados o licenciamento de obras de grande impacto ambiental é um equívoco, já que os órgãos ambientais estaduais muitas vezes não têm capacidade e estão mais sujeitos a ingerências políticas.

O projeto está com o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), que deve dar um parecer sobre a lei em breve.

Fonte: Folha.com

16 de nov de 2010

Feira do Empreendedor SEBRAE

Olá pessoal!!


A Physis SDA convida a todos para nos fazer uma visita na Feira do Empreendedor realizada pelo Sebrae!!

Estaremos lá expondo nossos serviços!!

Venha nos visitar!!!!

3 de nov de 2010

Brasil é líder mundial de reciclagem de latas


Pela nona vez, Brasil é líder mundial de reciclagem de latas de alumínio

O Brasil atingiu no ano passado mais um recorde de reciclagem de latas de alumínio. Foram reutilizadas 98,2% das latas vendidas. Ao todo, 198,8 mil toneladas de alumínio, das 202,5 mil toneladas vendidas, foram recicladas.

Os dados constam do balanço da coleta do material divulgado nesta quinta-feira pela Abal (Associação Brasileira do Alumínio) e a Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade). Com o resultado, segundo as entidades, o Brasil conquista pela nona vez consecutiva o posto do país com maior índice de reciclagem de latas do mundo.

Na comparação entre 2009 com o ano anterior, a quantidade de latas recicladas aumentou 19,9%. Em 2008, foram reutilizadas 91,6% das latas vendidas pela indústria, o que representa cerca de 165 mil toneladas.

Em 2009, a reciclagem das latas de alumínio movimentou R$ 1,3 bilhão. Deste total, R$ 382 milhões foram gerados só com trabalho de coleta do material.

"Se toda coleta de latas fosse feita por uma empresa só, ela estaria entre as mil maiores do país", complementou Henio de Nicola, presidente da Abal, em entrevista coletiva em São Paulo.

Com a reciclagem do alumínio das latas, também foram economizados 2,9 mil gigawatts-hora (GWh). Com esta energia, seria possível atender à demanda anual de uma cidade como Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, que tem 1,2 milhão de habitantes.

Fonte: Folha.com

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