30 de set de 2010

Degelo na Antártica e vida marinha

Degelo na Antártica prejudica vida marinha

O degelo das geleiras da Antártica deve afetar a fauna e a flora marinha dos países da América Latina e trazer prejuízos econômicos no futuro próximo, advertiu ontem o Instituto Antártico, do Equador.

"Os oceanos estão se tornando cada vez mais ácidos, em razão das entradas de um maior volume de água doce, decorrente do derretimento das geleiras", explica José Olmedo, diretor do instituto. O especialista participou de uma reunião sobre o tema, nas Ilhas Galápagos, que reuniu representantes de 50 países, entre eles o Brasil, e terminou ontem em Quito, no Equador.

A principal conclusão do encontro é que o aquecimento global já afeta os ecossistemas da Antártica. A acidificação dos oceanos, segundo Olmedo, debilita a vida dos organismos marinhos, como pinguins, focas e aves, e os obriga a migrar para outras regiões em busca de alimento, além de reduzir populações de peixes e outras espécies.

Olmedo ressaltou que o derretimento do nível das geleiras, que elevará o nível do mar, trará consequências para a população costeira de todo o continente. O especialista propõe que os países latino-americanos aumentem os estudos sobre a influência das mudanças climáticas no continente gelado. "O que afeta a Antártica afetará toda a América Latina", diz.

SUSTENTABILIDADE
Empresas questionam óleo de palma nos EUA

Mais um grande grupo anunciou ontem nos Estados Unidos que vai rever os contratos com fornecedores de óleo de palma. A General Mills, do setor de alimentos, anunciou que vai parar de comprar óleo de palma de empresas acusadas de desmatamento na Indonésia, como a Sinar Mas. "Estamos preocupados com o papel que a produção do óleo de palma tem na devastação das florestas tropicais", anunciou a companhia em seu site. Nos últimos anos, ONGs têm alertado as empresas sobre os crescentes desmatamentos em regiões da Ásia para o plantio de palma. Outras empresas, como Unilever, Nestlé, Kraft e Burger King, haviam rompido contratos com a Sinar Mas pelo mesmo motivo.

FLORESTAS
Cartilha orientará para acesso a crédito

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão responsável pela concessão de florestas, está lançando um guia sobre como obter crédito para atividades florestais. A publicação, de 40 páginas, apresenta 14 linhas de financiamento disponíveis para o setor florestal. As linhas de crédito são voltadas a atividades como reflorestamento e manejo.

Fonte: O Estado de São Paulo

Energia solar e eólica podem encerrar era do petróleo



A continuidade da pesquisa e desenvolvimento no campo das energias alternativas poderá resultar em uma nova era na história humana, em que duas fontes de energia renovável – a energia solar e a energia eólica – vão se tornar as principais fontes de energia na Terra.
A opinião contundente não é de nenhum ambientalista de plantão, mas do Prêmio Nobel de Química de 1998, Walter Kohn.
Falando a uma plateia seleta na Sociedade Americana de Química, Kohn destacou que petróleo e gás natural abastecem hoje cerca de 60 por cento do consumo global de energia.
Para ele, essa tendência deverá crescer ainda por um período de 10 a 30 anos, seguindo-se um rápido declínio no consumo de combustíveis fósseis.
Desafios energéticos – “Essas tendências têm criado dois desafios sem precedentes em nível global,” disse Kohn. “Um é a ameaça global de escassez de energia, o que é até aceitável. O outro é o perigo iminente, este inaceitável, do aquecimento global e suas consequências.”
Kohn observou que estes desafios exigem uma ampla variedade de respostas. “A mais óbvia é a continuidade do progresso científico e tecnológico, criando fontes alternativas de energia que sejam abundantes, acessíveis, seguras, limpas e livres de carbono,” disse ele.
Como os desafios são globais por natureza, o trabalho científico e tecnológico deverá ter um máximo de cooperação internacional, que felizmente está começando a evoluir, disse ele.
Era do Sol/Vento – Na última década, a produção mundial de energia fotovoltaica multiplicou-se por um fator de 90, e a energia eólica por um fator de cerca de 10.
Kohn espera a continuidade do crescimento vigoroso dessas duas energias efetivamente inesgotáveis durante a próxima década e além, levando assim a uma nova era, a “era do Sol/Vento”, como ele chama, substituindo a era do petróleo.
Outra questão importante, segundo ele, que compete principalmente aos países desenvolvidos, cuja população praticamente se estabilizou, é a redução no consumo de energia per capita.
“Um exemplo marcante disso é o consumo per capita de gasolina nos Estados Unidos, cerca de 5 vezes superior à média global”, disse ele. “O mundo menos desenvolvido, compreensivelmente, pretende trazer seu padrão de vida a um nível semelhante ao dos países altamente desenvolvidos; em contrapartida, eles devem estabilizar suas populações crescentes.” (Fonte: Site Inovação Tecnológica)

29 de set de 2010

Um exemplo a ser seguido!


Alinhada ao pensamento sustentável, a rede de franquias de culinária japonesa Click Sushi promove entre seus franqueados a implantação de ações visando a reciclagem dos resíduos e a sustentabilidade. Cada franquia foi chamada a desenvolver soluções para o melhor aproveitamento dos materiais utilizados e responsável pelo descarte do lixo não reciclado.

A unidade de Campo Grande obteve grande destaque no quesito reaproveitamento de materiais. Comandada pelo engenheiro Ary Eduardo, a equipe da loja produziu uma série de artigos artesanais que usam como matéria-prima os hashis utilizados pelos clientes. O material se transformou em objetos úteis para a decoração da casa como vasos de flores e esteiras de mesa.

As obras foram criadas por Maria Célia Freitas, também engenheira civil, que mantém um carinho especial pelo artesanato. Os vasos são produzidos com os hashis e garrafas pet 500 ml, reciclados, além de adesivo plástico artesanal e fita crepe. Já as esteiras de mesa são feitas com os hashis usados e tecido de algodão.

A produção, artesanal, é realizada em pequena escala e a quantidade por enquanto supre somente a necessidade do restaurante, no entanto a unidade tem a expectativa de produzir essas peças para serem, futuramente, disponibilizadas aos clientes. Além dessa ação, o restaurante separa materiais a serem reciclados como garrafas de vidro, latas de refrigerante e caixas de papelão, que são encaminhados para algumas indústrias da região.

Consciente de que somente a mudança de atitude pode contribuir para o futuro do planeta, Ary Eduardo acredita que as soluções encontradas pela unidade acabam gerando reflexos na vida dos funcionários e clientes. "Em nossa unidade tentamos fazer o máximo de ações de reciclagem e reaproveitamento, para que fique de exemplo para todos", explica.

"Essas ações são importantes, já que os materiais que iriam para o lixo fazendo aumentar a poluição e os problemas de uma cidade. Agora oferecem oportunidade para pessoas além de contribuir para a qualidade de vida e o meio ambiente", conclui Ary Eduardo.

Fonte: Pra Melhor Ambiental

BNDES e Mata Atlântica

Programa BNDES Mata Atlântica aprova primeiro projeto de reflorestamento

Dotação prevista é de R$ 15 milhões para o período de dois anos



O projeto de reflorestamento de 155 hectares de Mata Atlântica em Minas Gerais e no Espírito Santo do Instituto Terra vai receber R$ 2,5 milhões em recursos não reembolsáveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O anúncio foi feito nesta quarta pelo banco. É o primeiro projeto do Programa Iniciativa BNDES Mata Atlântica, que foi lançado no primeiro semestre do ano passado, com dotação prevista de R$ 15 milhões para o período de dois anos.

O superintendente executivo do Instituto Terra, Adonai Lacruz, disse hoje que a proposta do Instituto Terra ter sido o primeiro projeto aprovado pelo BNDES “demonstra que a gente está fazendo um trabalho transparente, bacana. A nossa expectativa agora é poder fazer a recuperação dessas áreas, aumentando a cobertura vegetal na região, dando continuidade a um trabalho que a gente já faz há 11 anos”.

O projeto prevê o plantio de espécies nativas em 100 hectares na Reserva Ecológica de Itapina, situada no município de Colatina (ES) e em 55 hectares de mata ciliar na Fazenda Bulcão, que é a primeira Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) criada em área degradada de Mata Atlântica, em Aimorés (MG).

Na reserva, de 710 hectares, situada na fazenda que pertenceu à família do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, criador do Instituto Terra, 60% da floresta foi replantada. “Com esses recursos do BNDES, a gente vai fazer toda a mata ciliar aqui da RPPN”, disse Lacruz.

O Instituto Terra está restaurando cerca de 4 mil hectares de Mata Atlântica. O instituto atua na região do Vale do Rio Doce, que abrange 230 municípios entre Minas Gerais e o Espírito Santo em uma área que corresponde à superfície de Portugal.

Fonte: Estadão

28 de set de 2010

Physis SDA na Feira do Empreendedor Sebrae



No dia 22 de setembro a Physis SDA, representada por seus três diretores, participou do lançamento da Feira do Empreendedor do Estado de São Paulo, organizada pelo SEBRAE. Na cerimônia houve um bate-papo entre grandes empresários, professores e representantes do SEBRAE, além de um almoço integrando todos os expositores. 

A feira será realizada dos dias 17 a 20 de novembro, no Expo Center Norte - pavilhão vermelho, das 14 às 21h nos dias 17 a 19; e das 10 às 17h no dia 20. A entrada é gratuita!

A Feira do Empreendedor, promovida pelo SEBRAE, acontece desde 1994 em todos os estados da federação. Com mais de 80 edições e 1,5 milhões de visitantes é considerada o maior evento de empreendedorismo. 

Com diversas atividades, a feira contará além do espaço do expositor, com um Congresso Empresarial, Arenas do Conhecimento (ambos gratuitos), e um Espaço Negócios, reservado para encontros entre compradores e fornecedores.

Por meio de um Edital lançado pelo SEBRAE, a Physis SDA conseguiu um estande gratuito na feira, onde irá expor seus projetos e áreas de atuação, desta vez incorporando todos os segmentos da empresa, ao contrário da ECO Business, onde expusemos apenas o projeto Evento Limpo. 

Em nome da empresa, convido a todos para participar da feira e visitarem nosso estande! Aguardamos vocês! 

Para maiores informações, acesse http://www.sebraesp.com.br/

Em breve postaremos mais novidades dessa feira! Abraços!

Vitor Yuki
Diretor Geral 

Fezes de cães e geração de energia

Fezes de cães são usadas para iluminar parque nos Estados Unidos

Iniciativa é do artista Matthew Mazzotta, que quer convencer as pessoas a não desperdiçar resíduos



Apesar do mau cheiro e do perigo que representam para as solas dos sapatos, as fezes de cachorro têm seu lado positivo - e brilhante. O gás metano proveniente delas tem acendido lâmpadas no Parque para Cães Pacific Street, em Cambridge, nos Estados Unidos. A iniciativa é do artista Matthew Mazzotta, que pretende convencer as pessoas a não desperdiçar resíduos.

O equipamento, chamado de Park Spark (Brilho do Parque), é composto por dois tanques de aço de 1.900 litros unidos por tubos diagonais e se conecta a uma lâmpada, como as antigas que usavam gás nas ruas. Os tanques, antes empregados para armazenamento de petróleo, estão pintados de amarelo e os tubos, de preto.

Nos reservatórios há letreiros de orientação para os proprietários sobre o que devem fazer quando os animais de estimação fizerem as necessidades. No local, são fornecidas sacolas biodegradáveis para que as pessoas peguem os excrementos dos cães e os depositem no tanque esquerdo.

Os donos, então, devem girar a manivela que agita o conteúdo dentro do tanque, onde ficam água e os resíduos. O metano, gás inodoro liberado por micróbios nas fezes, é transportado dos tanques para a lâmpada, onde ocorre a combustão. O parque é pequeno, mas bastante movimentado, o que garante um fornecimento estável de combustível.

Ao assistir seus dois cães brincarem, a universitária Lindsey Leason, de 29 anos, diz que concorda com esse novo enfoque positivo sobre cocô de cachorro. "Como sou obrigada a recolher muito excremento, preferiria dar um uso para isso'', afirma.

O projeto foi financiado por uma doação de US$ 4 mil (R$ 6.840) do Conselho das Artes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde Mazzotta concluiu no ano passado seu mestrado em estudos visuais.

Fonte: Estadão

27 de set de 2010

Prefeituras em prol do meio ambiente


Duas ações realizadas por prefeituras do Estado de São Paulo estão colaborando com o meio ambiente. Primeiro é na cidade de São Carlos que está transformando o entulho proveniente da construção civil em blocos, bancos e mesas para as praças públicas do município. Duas praças já foram entregues à população e uma terceira está em fase de construção.

João Muller, presidente da Progresso e Habitação de São Carlos S/A (Prohab), empresa pública municipal, ressalta que, além de reduzir os custos de materiais, a transformação do entulho em peças para as praças contribui para a preservação do meio ambiente. "São Carlos está avançando muito na reutilização do entulho", destaca.

O município já instalou um Ecoponto, que recebe entulho de construção civil dos munícipes do bairro São Carlos 8. No total, a cidade vai contar com oito unidades, que devem receber entulhos por meio de carroceiros e pequenos veículos (com capacidade para até 1m3). A cidade produz diariamente cerca de 450 toneladas de entulho.

Esses materiais são encaminhados para a fábrica de blocos da prefeitura, que recicla aproximadamente 100 toneladas/dia de entulho, transformando-os em bica corrida, areia, pedra e pedrisco. Uma parte desses produtos é utilizada na preservação das estradas rurais de São Carlos e outra é destinada à fábrica de blocos.

Na fábrica, 14 detentos da Penitenciária de Itirapina trabalham em duas prensas na produção de 7.500 peças por dia, entre outros materiais. Os produtos são utilizados pela própria prefeitura e também vendidos para compradores interessados.

A prefeitura utilizou cerca de 15 mil peças de bloquetes nas duas praças até agora entregues - uma no bairro Azulville e outra no Jardim Tijucas. Em breve, entregará outra unidade no bairro Cidade Aracy.

Guarulhos

Após dois anos de implantação do programa Ilhas Verdes, Guarulhos (Grande São Paulo) já plantou cerca de 30 mil árvores para reduzir as ilhas de calor urbanas na cidade. Com o plantio de árvores e a proteção e recuperação das florestas, o programa visa equilibrar as condições climáticas, com foco em locais de grande incidência de calor.

Regulamentada por legislação municipal em agosto de 2009, a iniciativa foi reconhecida como exemplo de política pública de combate ao aquecimento global pela Unesco, que publicou um artigo sobre a o programa em sua revista internacional veiculada na América Latina, na Espanha e no Chile.

O programa Ilhas Verdes surgiu de uma pesquisa sobre os mapas termais do município, identificados via satélite pela UnG (Universidade Guarulhos), com patrocínio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e apoio da Secretaria de Meio Ambiente de Guarulhos e da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde.

Segundo o diretor da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Fábio Vieira, o Ilhas Verdes está se consolidando como exemplo de experiência ambiental bem-sucedida no cenário mundial. Estudos indicam que a elevação da temperatura deve-se ao avanço da urbanização, ao assoreamento dos rios e ao aumento do número de indústrias. Todas estas características aparecem em Guarulhos, a segunda maior economia do Estado, com um importante parque industrial, e localizada ao lado da Capital São Paulo.

Fonte: Pra Melhor Ambiental

24 de set de 2010

Transportes mais limpos


Meios de transporte mais limpos podem ajudar a reduzir emissões no Brasil

Na matriz de transporte brasileira o modal rodoviário responde pela maior quantidade de carga movimentada (62,7%) e também lidera o ranking de emissões de gás carbônico (CO2) na atmosfera (87,6%) (Fórum Global de Sustentabilidade no Supply Chain, 2010).

De acordo com a pesquisa, realizada pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Instituto Ilos), se a matriz de transportes nacional fosse mais limpa, o país poderia diminuir de forma significativa as emissões de CO2.

Se o Brasil conseguisse reduzir a participação das rodovias na matriz de transporte e elevasse a cabotagem (transporte marítimo realizado entre dois portos da costa de um mesmo país ou entre um porto costeiro e um fluvial), que hoje é de apenas 9,9%, como ocorre na Europa, por exemplo, as emissões poderiam diminuir em até 25%.

O mesmo ocorre em relação à China, em que a metade da matriz de transportes é cabotagem. Nesse caso, o Brasil poderia reduzir as emissões de CO2 em até 65%.

Segundo a coordenadora de Inteligência de Mercado do Instituto Ilos, Mônica Barros, responsável pelo estudo, existe um potencial enorme no Brasil para reduzir as emissões, se ele adotar meios de transporte menos poluentes. “Qualquer dos modais, seja cabotagem, hidrovia ou até mesmo a ferrovia, você tem emissões significativamente menores do que a rodovia”, afirmou.

A maioria das 109 principais empresas brasileiras consultadas (53%) afirmou que boa parte das ações de sustentabilidade ambiental implementadas na logística não teve retorno financeiro.

Mônica lembrou que existe um tripé na questão da sustentabilidade, formado por um pilar econômico – “ foco principal das empresas é ter lucro”, pela responsabilidade social e o pilar ambiental. “Teoricamente, você deveria tentar caminhar nessas três direções juntas, para ter uma sustentabilidade mais aderente”. Custos mais elevados inibem ações sustentáveis, avaliou. “Quando você pode casar sustentabilidade ambiental com o pilar econômico, com redução de custos, é o que todo mundo quer”.

Muitas empresas apresentam atitudes voluntárias e sustentáveis que resultam em redução de custos e melhoria de marca, porque lhes interessa serem vistas no mercado como empresas “verdes”, constatou a pesquisa. “Isso está fazendo com que as empresas de uma forma ou de outra se mexam nessa direção.”

Fonte: Ambiente Brasil

23 de set de 2010

Reciclagem de isopor


Recorde de reciclagem de isopor

A Termotécnica, empresa especializada na produção de EPS (o conhecido isopor) atingiu a marca de reciclagem de 350 toneladas desse material durante o mês de agosto, o que se constitui no maior volume mensal desde que a empresa deu inicio ao programa de reaproveitamento de resíduos. O material reciclado corresponde à capacidade de 400 carretas, com a média de 20 unidades por dia.

Albano Schmidt, presidente da empresa e integrante da Comissão Setorial de EPS da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), informou que o programa de reciclagem de isopor entusiasmou os funcionários da fábrica da empresa, em Joinville, SC, e ampliou-se para as outras unidades, instaladas em vários Estados brasileiros. A marca recorde de reciclagem de EPS coincide com a sanção, pelo presidente da República, da Política Nacional de Resíduos Sólidos, cuja regulamentação está sendo providenciada pelo Ministério do Meio Ambiente.

"Com essa ação, o Brasil passa a ter um marco regulatório na área de resíduos sólidos, com distinção entre o lixo que pode ser reciclado e o rejeito (o que não é possível de aproveitamento) e envolve todo o tipo de resíduos (doméstico, industrial, construção civil, eletroeletrônico, lâmpadas de vapores mercuriais, agrosilvopastoril, assim como produtos perigosos e materiais da área de saúde).

Em relação ao EPS, um dos principais itens do programa é a atribuição a lojas de departamento, a supermercados e demais empresas a responsabilidade pela implementação do sistema de logística reversa (leva e trás), que envolve o recolhimento de produtos descartáveis utilizados nas embalagens de artigos entregues aos clientes. O funcionamento poderá ser discutido e definido por intermédio dos acordos setoriais, previstos pela política. Outro item é a proposta de integração de municípios, Estados e União na gestão de resíduos e a responsabilidade de toda a sociedade pela geração e destinação de lixo.

De acordo com Schmidt, a Política Nacional de Resíduos Sólidos institui também a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, abrangendo fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, assim como os consumidores e titulares dos serviços púbicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

Fonte: Pra Melhor Ambiental

22 de set de 2010

Dia Mundial sem Carro!!



Um dia sem carro

No dia 22 deste mês é comemorado o "Dia Mundial Sem Carro", um evento que começou na França, em 1988, e que ganhou o mundo. O objetivo é conscientizar a população sobre os danos da emissão de gases de efeito estufa e ressaltar a importância do uso sustentável dos meios de transporte.
No Brasil a data é celebrada principalmente nas capitais, onde os problemas de trânsito, transporte e de poluição são mais gritantes. No Rio de Janeiro, por exemplo, a prefeitura já comunicou que vai proibir o estacionamento de mais de 2 mil carros e motos em várias ruas do centro da cidade no dia 22. O volume é quase o dobro, se comparado ao ano passado, quando o Rio aderiu ao movimento. Neste dia a prefeitura quer incentivar as pessoas para que elas usem mais o transporte coletivo e bicicletas.
A proposta do Rio é ótima e poderia ser usada como modelo para todas as grandes cidades brasileiras, se para isso, é claro, o usuário tivesse o mínimo de infraestrutura para deixar o carro na garagem.
As pessoas estão comprando mais veículos não apenas porque a economia está estável, porque o IPI foi reduzido ou porque estão ganhando mais. O brasileiro passou a comprar o tão sonhado carrinho (e pagar as intermináveis prestações) porque não tem um sistema de transporte público eficiente. Nas cidades que podem contar com o metrô as coisas são um pouco melhor mas, infelizmente essa não é a realidade da maioria dos municípios.
O que é oferecido de fato para o cidadão são os ônibus, um serviço que - com raríssimas exceções - deixa muito a desejar. A frota muitas vezes não atende a demanda, os veículos são velhos, sem ar condicionado e nos horários de pico trabalham abarrotados, transportando pessoas como se fossem "sardinhas".
Quem deseja ser o mais ambientalmente correto e ir para o trabalho de "bike" se depara com outro problema grave: a falta de ciclovias. Em Cuiabá um grupo muito animado resolveu pedalar à noite - é comum encontrá-los pelas principais avenidas da cidade - mas não tem outra opção a não ser andar na rua, já que as ciclovias são uma raridade. Se praticar o ciclismo como esporte é difícil, imagina então ter que ir trabalhar usando a "magrela". Nem pensar, o risco de ser atropelado assim que sair de casa é grande.
As pessoas, ou pelo menos grande parte delas, querem fazer a sua parte, dar sua parcela de contribuição em prol do meio ambiente, de um ar melhor e de qualidade de vida. O poder público por sua vez também tem que dar a contrapartida. As pessoas só vão trocar de fato o carro pelo transporte público ou individual o dia em que tiverem um serviço de qualidade e segurança. Do jeito que está é preciso ser muito, mas muito otimista mesmo para acreditar que os carros vão ficar na garagem.
Fonte: Gazeta Digital

21 de set de 2010

Contato Verde - UFSCar/SP



O 4º CONTATO - Festival Multimídia de Rádio, TV, Cinema e Arte Eletrônica, promovido pela UFSCar/SP, realiza duas ações para diminuir o impacto ambiental do evento e conscientizar a população sobre a questão ambiental. As atividades são produzidas por uma frente chamada "Contato Verde" e buscam fazer com que tanto a equipe organizadora quanto o público do Festival sintam naturalmente como as pequenas mudanças em seus hábitos podem melhorar a relação com a natureza. A partir disso, a quarta edição do CONTATO incentiva o uso de bicicletas durante sua realização, de 7 a 12 de outubro, disponibilizando, gratuitamente, algumas bicicletas ao público e promovendo a coleta de resíduos recicláveis.

Para desenvolver parte dessas atividades, o Festival precisa de bicicletas que estão sem uso nas casas de toda a comunidade. Em uma parceira com a empresa Ciclo Pedal, de São Carlos, o 4º CONTATO conseguirá reformar essas bicicletas deixando-as aptas para uso. Depois de prontas, as bicicletas serão disponibilizadas durante o Festival na Praça Coronel Salles, entre os dias 9 e 11 de outubro, das 18 às 23 horas. O objetivo é fomentar o uso de bicicletas como lazer e meio de transporte que não polui o ambiente. Para utilizar as bicicletas basta deixar um documento que será devolvido após a utilização das mesmas. Depois do encerramento do 4º CONTATO, as bicicletas reformadas serão doadas para uso comunitário dos alunos dos alojamentos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da USP, do campus São Carlos.

Outra iniciativa do Festival é a promoção da coleta de resíduos recicláveis na Praça Coronel Salles, também entre os dias 9 e 11 de outubro, das 11 às 23 horas. A ação tem o objetivo de conscientizar a população e mostrar como é fácil e rotineiro não poluir o meio ambiente, por meio da separação e destinação corretas de resíduos. Os resíduos coletados serão materiais recicláveis como lata, vidro, papel e plástico limpos, além do óleo de cozinha usado. Os materiais devem ser entregues na barraca da "Coopervida", instalada na II Feira de Economia Solidária, que acontecerá juntamente com o CONTATO. Na barraca será mostrado o que pode ser feito a partir dos resíduos e porque é importante separar o lixo. A ação também aceitará doações de objetos usados como CDs, LPs, livros e histórias em quadrinhos que devem ser entregues na barraca do "Ateliê Arte Na Ativa".

Mais informações: www.contato.ufscar.br
Telefone (16)3351-8099.

Fonte: Pra Melhor Ambiental

Camada de ozônio está estável desde 2000


A camada de ozônio manteve-se estável na última década. Até o meio do século, ela deve ficar gradualmente mais grossa e voltar a ser como antes dos anos 1980. Na Antártida, porém, onde o buraco na camada de ozônio é grande, a recuperação será mais demorada. Ele deve se fechar somente no fim do século 21.

As conclusões, divulgadas ontem, saíram de um estudo elaborado pela Organização Mundial da Meteorologia (OMM) e pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). Os cientistas atribuem o sucesso à decisão tomada em Montréal, no Canadá, em 1987, de interromper a produção dos clorofluorocarbonetos (CFCs) em produtos como sprays aerossóis e refrigeradores. Os CFCs são os principais responsáveis pela destruição da camada de ozônio.

As primeiras observações de um buraco sazonal aparecendo sobre a Antártida ocorreram na década de 1970. Na época, os países estavam produzindo CFCs em altíssimas quantidades, e a situação da camada de ozônio piorava com velocidade. Ela é importante porque, nas altas altitudes, o ozônio bloqueia os perigosos raios ultravioleta do Sol e é essencial para a manutenção da vida na Terra. A perda do gás iria, por exemplo, aumentar o risco de câncer de pele.

Por esta avaliação científica sobre a camada de ozônio feita neste ano -a primeira atualização em quatro anos sobre o assunto-, a aplicação do Protocolo de Montréal "impediu um esgotamento maior da camada de ozônio", e ao mesmo tempo "apresentou valiosos benefícios secundários ao mitigar a mudança climática".

O Protocolo de Montréal, ao contrário das negociações do clima, é visto como exemplo de acordo internacional que conseguiu resolver um problema ambiental. O físico e divulgador da ciência americano Carl Sagan, por exemplo, escreveu pouco antes da sua morte, em 1996, que o protocolo era "um triunfo para a glória da espécie humana", e que serviu para mostrar como a cooperação internacional poderia proteger o meio ambiente.

Fonte: Folha de São Paulo

20 de set de 2010

Queimadas e biodiversidade brasileira


A ameaça das queimadas à biodiversidade brasileira

A conservação da biodiversidade é uma das maiores e mais difíceis tarefas de um país como o Brasil. Fonte de novos recursos energéticos, de remédios, materiais e alimentos, a biodiversidade é também necessária para a manutenção das condições ambientais atuais do planeta. Apesar desses fatores, o Brasil apresenta várias ameaças à conservação da biodiversidade, como as queimadas e a possível revisão do Código Florestal, segundo a coordenação do Grupo de Pesquisa de Ciências Ambientais do IEA.

Para tratar dessas questões, o grupo e o Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam) da USP realizam o seminário "O Código Florestal e a Multiplicação das Queimadas" no dia 21 de setembro, terça-feira, às 14h, no IEA. Participarão pesquisadores e técnicos do governo, que avaliarão as ameaças que a queima das reservas vegetais geram, inclusive para a saúde humana.

Com coordenação de Pedro Jacobi, professor da Faculdade de Educação (FE) e do Procam-USP e integrante do grupo do IEA, o seminário terá como expositores:

* Victor Eduardo Lima Ranieri, da Escolha de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, especialista em engenharia ambiental, com ênfase em instrumentos de política ambiental para áreas naturais especialmente protegidas e para a avaliação de impacto, zoneamento e licenciamento ambiental

* Lara Steil, do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama, especializada em prevenção de incêndios florestais pelo Ministério de Meio Ambiente e Meio Rural e Marinho da Espanha;

* Sandra de Souza Hacon, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pesquisadora atuante nas áreas de avaliação de risco socioambiental, ecotoxilogia, saúde ambiental e gestão integrada de saúde e ambiente;

* André Nassar, diretor-geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), engenheiro agrônomo com doutorado em negócios e comércio internacional pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP.

Local
Auditório Alberto Carvalho da Silva, na sede do IEA

WEB
Transmissão ao vivo em www.iea.usp.br/aovivo.

Informações
Com Inês Iwashita (ineshita@usp.br), tel. (11) 3091-1685.

FOTO
Legenda:
Queimada em São Félix do Xingu, Pará, em 2007

Fonte: Envolverde/IEA/USP

Caçamba: use com moderação


São Paulo tem 5.000 caçambas espalhadas pelas ruas da cidade

As sete caçambas estão enfileiradas na rua Antonio de Macedo Soares, no Campo Belo (zona sul), há meses. São toneladas de entulho ali despejadas diariamente. Nas alamedas Ministro Rocha Azevedo, Itu e Franca, nos Jardins (região oeste), elas também são vistas aos montes. No Alto de Pinheiros (zona oeste), são três só em frente ao número 199 da avenida Professor Frederico Herman Júnior.

Todos os dias, 240 empresas legalizadas tiram e colocam 5.000 delas nas ruas da cidade, causando a sensação de que em cada curva o motorista ou pedestre vai se deparar com uma caçamba. O tira e põe dos trambolhos de metal resulta no transporte diário de 4.500 toneladas de restos de construções, que são levados diariamente aos aterros sanitários nos extremos da cidade. Exclui-se aqui o que clandestinos despejam nas ruas. Numa única operação da prefeitura, em julho, 16 caminhões foram flagrados descarregando restos de construções nos bairros.

Para entender o funcionamento do transporte de entulho e saber se as empresas e os clientes respeitam as regras estabelecidas pela prefeitura, a sãopaulo percorreu três áreas da cidade (centro e zonas oeste e sul) nas últimas três semanas.

Novos empreendimentos imobiliários, principalmente de alto padrão, sustentam o fenômeno da proliferação de caçambas por tempo indeterminado --em alguns casos, elas viram parte do cenário por quase um ano. É comum uma pessoa comprar um apartamento e, em seguida, passar meses reformando o imóvel.

Bairros como Pinheiros, Higienópolis, Campo Belo e Brooklin, além da região dos Jardins, estão entre os que mais concentram caçambas. No último dia 27, só no quarteirão formado pelas ruas Antonio de Macedo Soares, Gabrielle D'Annunzio, Édson e Conde de Porto Alegre, no Campo Belo, 14 caçambas ocupavam vagas para carros. Lado a lado, cada uma recebe, por dia, até quatro toneladas de concreto, gesso, pisos e azulejos.

O destino que se dá a todo o entulho da cidade depende de um grupo de trabalhadores que já ganhou o apelido de caçambeiros -são os empresários do entulho. Eles têm que cumprir regras rígidas para não receber multas que variam de R$ 500 a R$ 12 mil.

A multa mais salgada é aplicada quando despejam a sujeira em locais proibidos. De janeiro a agosto deste ano, o Limpurb (Departamento de Limpeza Urbana, da prefeitura) aplicou 1.137 multas e apreendeu 864 caçambas em situação irregular ou clandestina. Entre janeiro e agosto, outras 5.096 multas por descarte irregular de lixo e entulho foram emitidas.

Os caçambeiros são imprescindíveis para quem reforma ou constrói. Mas também motivo de irritação para motoristas em busca de vagas em áreas de Zona Azul ou vizinhos inconformados com as pilhas de entulho.

"O certo era a planta da construção do prédio incluir uma vaga para a caçamba. Mas, não, hoje coloca-se na vaga de Zona Azul, no estacionamento de visitante. Dá até briga no condomínio. Ninguém é feliz com caçamba, só quem precisa usar", afirma Luiz Lazarini, presidente do Sieresp (sindicato das empresas removedoras de entulho).

Além dos horários restritos de tráfego --caminhões de entulho só circulam das 10h às 16h e das 21h às 5h--, eles são obrigados a trocar as caçambas a cada 72 horas. O reservatório não pode estar enferrujado, deve ter nome e telefone da empresa, além do site do Limpurb para reclamações.

A rigidez com o horário depende também de quem contrata. Há clientes que acionam as empresas e despejam o entulho aos poucos. Segundo empresários, muitas vezes os contratantes não querem pagar o preço de uma caçamba --em média, R$ 220 a cada três dias. "Não é culpa da gente. O cliente paga só quando vamos retirar e tem que estar cheia. Por isso, acabamos deixando", conta o caçambeiro Carlos Roberto, 51.

Há dez anos, Roberto tem uma empresa e passa o dia na boleia carregando todo o entulho que coleta. "É impossível respeitar os prazos. A gente tenta retirar em cinco dias. É o máximo possível", relata Régis da Cunha Vaz, 32, dono de uma empresa que atua na zona oeste.

Proprietária de um restaurante na rua Tupi, em Higienópolis (região central), a comerciante Ray Ramalho, 52, está acostumada com as caçambas. "O pessoal da rua reclama mais quando tem obra grande. Ficam quatro de uma vez. Hoje até que está tranquilo", explica.

O taxista Roberto Dias, que trabalha num ponto da rua Padre João Manoel, nos Jardins, costuma ouvir reclamações. "De manhã, elas ocupam as poucas vagas de estacionamento. Aí o pessoal chia", conta.

Antes da regulamentação das caçambas, o transporte de entulho era feito na carroceria de caminhões e havia pouca fiscalização sobre seu destino. Na década de 1990, as caçambas com o formato atual começaram a se alastrar. Segundo o sindicato, surgiram quase 900 empresas. Com a concorrência e a maior rigidez na fiscalização, muitas saíram do mercado. Hoje, por exemplo, cerca de 60 atuam numa espécie de consórcio, com administração unificada. Mas o mercado é tão movimentado que até ladrões aparecem. Segundo empresários, caçambas são furtadas para serem usadas por clandestinos.

Quem não quiser contratar uma empresa pode procurar um dos 37 ecopontos da prefeitura (a lista está em www.limpurb.sp.gov.br). A eles é possível levar até 1 m3 de entulho, além de madeira, móveis e restos de poda de árvore. O volume corresponde a uma caixa d'água de mil litros ou até 25% de uma caçamba.

Um mar de entulho

A fila de caminhões que contorna a ladeira num terreno do bairro de Pedreira, zona sul da capital, dá uma boa noção de quanto entulho se produz na cidade. É ali, no transbordo Itatinga, que centenas de veículos despejam toneladas de concreto, azulejos, pisos e até lixo colocados nas caçambas.

O transbordo é um dos quatro que a prefeitura dispõe para receber o entulho. Nele, o material é separado para, em seguida, ser levado aos aterros sanitários. Cada caçambeiro paga R$ 35 para descarregar. Se optar por um aterro particular, paga R$ 80.

Gabriel Vieira de Barros, 69, transporta entulho desde 1975, uma época em que as caçambas nem existiam --eram usados caminhões basculante. Dono de uma empresa, ele espera 40 minutos até chegar sua vez de despejar a sujeira. "Hoje é mais fácil. A gente pega uma senha e tem horário para descarregar. Antigamente, a gente ficava quase cinco horas aqui", explica.

Uma nuvem de poeira grossa cruza o horizonte toda vez que um caminhão descarrega no Itatinga. O trabalho de João Batista Nascimento, 43, é separar o entulho do resto --madeira, papel e plástico. "Fico aqui seis horas por dia. É um serviço pesado", afirma. Ele usa luvas, mas dispensa a máscara.

Somente 10% do que não é entulho pode ficar ali. O limite existe para evitar que caçambas com excesso de madeira, restos de móveis e até lixo fiquem no transbordo. Como muitas caçambas acabam sendo usadas como lixeiras, é comum elas saírem do transbordo com boa parte do que levaram. "O transbordo tem que rejeitar. Tem gente que às vezes volta com a caçamba pela metade", conta Luiz Lazarini, do Sieresp. Nesses casos, o caçambeiro terá que despejar a sujeira em outro aterro.

Antes e depois...

A sãopaulo percorreu as ruas da cidade no dia 23 para ver se as empresas de caçambas respeitavam as regras da prefeitura. Voltou no dia 27, após vencido o prazo de 72 horas para troca dos reservatórios de entulho. Confira os exemplos:

1 - R. Antonio de Macedo Soares, Campo Belo
Seis caçambas, algumas sem faixas reflexivas. O desgaste é inevitável, diz o sindicato. O prazo é respeitado

2 - Av. Professor Frederico Hermann, Alto de Pinheiros
Quatro caçambas - uma delas não foi trocada no prazo. Em outra, os dados da empresa não eram nítidos

3 - R. Cel. José Eusébio, Consolação
Lotada já no dia 23, foi recolhida dentro do prazo. A caçamba estava bem conservada, mas faltavam algumas faixas reflexivas

4 - R. Veríssimo Glória, Perdizes
Recolhida no prazo, mas tinha até um sofá. Donos de caçamba dizem que moradores aproveitam a obra do vizinho para fazer bota-fora

5 - R. Padre João Manuel, Jardins
Outra caçamba que virou depósito de lixo. Foi trocada no prazo, mas vizinhos dizem que ela ocupa vagas de Zona Azul há meses

6 - Alameda Itu, Jardins
Plástico, isopor e caixas de papelão se misturavam ao entulho no dia 23. Estava abarrotada. No dia 27, já não estava mais lá

As caçambas e a cidade

  • 240 empresas coletoras de caçambas legalizadas atuam na capital. No Estado, há pelo menos 490
  • 5.000 é o número estimado de caçambas legalizadas na cidade
  • R$ 220, em média, é o preço cobrado pelas empresas por cada caçamba lotada
  • R$ 12 mil é a multa para quem despejar o entulho nas ruas
  • 864 caçambas em situação irregular ou clandestina foram apreendidas em 2010
  • 4,5 mil toneladas de entulho são despejadas todos os dias nos aterros da cidade

Novo negócio: fabricar caçambas

Não são apenas os donos de caçambas que lucram com o entulho produzido pelos paulistanos. O técnico em metalurgia Ricardo Akira Kobayashi, 32, é a prova disso. A demanda pelo serviço fez com que ele alugasse um galpão na Vila Dalva, zona oeste, para soldar as chapas de aço que se transformarão em depósitos de entulho.

Além de produzir, ele faz reformas nas peças. "Recebo mais ou menos 25 pedidos por mês", conta ele, que contratou um assistente. Sob um calor sufocante, eles passam o dia com o maçarico na mão. Kobayashi decidiu entrar no ramo depois de ver a impressionante quantidade de caçambas nas ruas e por ter um amigo dono de empresa. Ele cobra R$ 1.600 para fazer a caçamba. "Uso as medidas certas. Deixo prontinha, pintada de branco", explica. Depois, resta ao dono colocar as informações necessárias, como nome e telefone da empresa, e colar as faixas reflexivas, seguindo as normas. Na semana passada, ele reformou uma. O monte de ferros retorcidos voltou a ser uma caçamba. Para ver o negócio prosperar, ele dá garantias. "Podem durar até quatro anos", diz.

Fonte: Folha.com

17 de set de 2010

Faça parte da paisagem!


Para comemorar o Dia da Árvore (21/09), a Fundação SOS Mata Atlântica realizará, neste sábado (dia 18 de setembro), das 8h30 às 18h, a ação Faça parte da paisagem – Plante árvores, uma distribuição de 120 mil mudas de uma espécie nativa da Mata Atlântica em oito rodovias do Estado de São Paulo.

Esse ano, os veículos que passarem nos pedágios receberão mudas de
Aroeira-Pimenteira e serão convidados a contar como plantaram sua árvore na comunidade Conexão Mata Atlântica (www.conexaososma.org.br), uma rede digital que reúne interessados no Bioma e em questões ambientais em geral. As mudas serão entregues dentro de pequenas caixas que servem de suporte, com explicação de como cultivá-las de forma correta, junto com um folder contendo informações sobre algumas Unidades de Conservação localizadas próximas das estradas.

A iniciativa acontece simultaneamente nas rodovias Anhanguera, Bandeirantes, Castelo Branco, Imigrantes, Presidente Dutra, Raposo Tavares, Regis Bittencourt e Ayrton Senna, e contará com a participação de mais de 200 pessoas, entre monitores, colaboradores e líderes de equipe. Se todas as mudas fossem plantadas no mesmo local, iriam colaborar com a restauração de uma área equivalente a 71 campos de futebol.

Essa é a terceira vez que a Fundação realiza a distribuição de mudas, que já ocorreu em 1999 e no ano passado.

A ação é patrocinada pelo Bradesco Cartões e o apoiada pelas concessionárias destas rodovias.

Para mais informações escreva para
eventos@sosma.org.br

Clean Up the World Weekend


Clean Up the World Weekend em São Paulo

O Clean Up the World Weekend é um projeto comunitário internacional de preservação do meio ambiente que une comunidades em todo o mundo numa limpeza global, no mês de Setembro. Envolvendo dez milhões de pessoas em 120 países, o evento fica maior a cada ano, contando também com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).


No primeiro ano do evento
Clean Up the World Weekend em São Paulo, que será realizado no dia 19 de Setembro de 2010 as 09:00 da manhã.

O IBDN - Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza
realizará uma ação de limpeza e sensibilização no Centro de São Paulo, tendo como o ponto de encontro a Praça da Sé, seguindo à Rua Direita, Viaduto do Chá, Teatro Municipal e Vale do Anhangabaú. Neste local há um movimento significativo de visitantes e um grande acúmulo de lixo.

A campanha em São Paulo tem como apoiadores: AmazonSAT, Bluebonnet, Ecofit, LRC Uniformes Profissionais, Pilão e Pró-Rider.


O IBDN será responsável pela distribuição de 200 camisetas, sacos de lixo, certificado de horas e luvas descartáveis para a coleta dos resíduos.
Com o apoio da Subprefeitura da Sé, o lixo coletado no evento contará com a destinação final correta.

Contaremos com a participação de um grupo de teatro para uma intervenção lúdica conscientizando e sensibilizando a comunidade e os participantes da ação sobre questões socioambientais. E também com a ilustre participação de Dan Robson (que fez a travessia no Rio Tiete “O Guardião das Águas”).

Com o apoio da Subprefeitura da Sé, o lixo coletado no evento contará com a destinação final correta.

O evento estende um convite para a comunidade e espera a participação de todos para esta ação.
Gostaria de estender o convite aos universitários que se interessem pela ação e causa, já que eles serão os futuros profissionais que cada vez mais deverão encontrar soluções para a problemática ambiental pelo qual estamos passando!

Segue abaixo os links informativos sobre nossas atividades no Clean Up the World Weekend São Paulo 2010:

http://www.cleanuptheworld.org/en/About/about-cuw.html

http://www.cleanuptheworld.org/en/

http://www.ibdn.org.br/newsticker/clean.html

http://www.facebook.com/profile.php?id=100001542318589&v=app_2344061033#!/event.php?eid=149045581784552&index=1


MUSEU


Projeto transforma estação de esgoto em espaço sobre história do saneamento



Projeto transforma estação de esgoto em espaço sobre história do saneamentoNum antigo casarão nos Campos Elíseos funciona desde 2005 o Museu da Energia, embora muita gente não saiba de sua existência. Nos próximos anos, a cidade poderá ganhar, nos mesmos moldes, um Museu do Saneamento, dedicado à memória do tratamento e abastecimento de água.

O futuro museu deverá ocupar a antiga Estação Elevatória de Esgotos da Ponte Pequena, encravada num terreno de mais de 15 mil m2 na beira da avenida do Estado.

Construída no fim do século 19, a estação funcionou durante décadas para garantir o tratamento de esgoto e o abastecimento de água a alguns dos bairros tradicionais de São Paulo --Pari, Brás e Mooca.

Com custo estimado em R$ 15,5 milhões, o projeto está sendo desenvolvido pela Fundação Saneamento e Energia (organização mantida pela Sabesp, AES Eletropaulo e Cesp), com recursos captados via Lei Rouanet.

"É um museu que deve associar os conceitos de memória, ciência e sustentabilidade", diz Marcia Pavin, gerente de documentação e projetos da fundação. A instituição é responsável por outros seis museus da energia em diferentes municípios: Itu, Jundiaí, Rio Claro, Salesópolis, Santa Rita do Passa Quatro e Brotas.

O novo e o antigo

No ano passado, a diretoria da fundação convidou alguns escritórios de arquitetura para desenvolver um projeto de recuperação histórica no local. A proposta escolhida para ser levada adiante --desenvolvida pelos sócios Renato e Lilian Dalpian-- prevê o restauro completo do complexo original e a construção de um edifício anexo que servirá como entrada para os visitantes. A interligação entre o prédio histórico e o prédio anexo é feita através de um corredor envidraçado, e os arquitetos imaginaram ainda um grande espelho d'água, servindo como uma barreira leve e natural entre o museu e a cidade.

"A construção da estação pertence à onda de infraestrutura e controle sanitário que varreu o país no fim do século 19 --como o Sanatório do Juqueri ou o quartel Tobias de Aguiar", diz Renato.

Segundo ele, o amplo levantamento histórico feito no local revelou que o prédio original era revestido com tijolo aparente --acabamento que deverá ser retomado no restauro. Renato chamou a atenção ainda para o trabalho minucioso em ferro presente na cobertura da estação --um dos detalhes mais impressionantes do conjunto histórico.

Mais do que um museu, a fundação prevê que o espaço abrigue um centro cultural com programação dinâmica, bem como um centro de pesquisa especializada em saneamento que possa comportar e disponibilizar ao público o arquivo histórico da Sabesp.

O terreno em torno, com árvores tão ou mais antigas do que a construção ali erguida, deve se transformar num parque de uso público, voltado sobretudo aos habitantes das redondezas.

Museu da Energia

Inaugurado em 2005, o Museu da Energia funciona num casarão histórico nos Campos Elíseos. O imóvel, que serviu de residência para o irmão de Santos Dumont, foi recuperado e recebe exposições interativas sobre a história da energia e a ciência. Desconhecido do grande público, o museu tem alta frequência de grupos escolares. A visita ao casarão é imperdível pela beleza arquitetônica e pela qualidade do restauro; o material exposto, nem tanto --parece faltar ali uma curadoria consistente.

Fonte: Folha.com

15 de set de 2010

Cidades já consomem 70% dos recursos naturais do planeta


Dados da Organização das Nações Unidas constatam que mais da metade da população mundial está nas cidades e já é responsável pelo consumo de 70% de todos os recursos que o homem retira da natureza. Até 2050, com a estimativa de que a população do planeta supere 9,2 bilhões, a Terra terá 6 bilhões de habitantes, quase 90% da população atual, vivendo no espaço urbano. Diante desses números, governos estaduais, prefeituras e comunidades precisam reconhecer o valor do capital natural (água, solo, biodiversidade). Os formuladores de políticas públicas têm razões de sobra para tentar encontrar, o mais rápido possível, soluções de combate à degradação dos ecossistemas e minimização da perda da biodiversidade.

O alerta está no relatório A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade para Políticas Locais e Regionais (TEEB, sigla em inglês) , lançado simultaneamente no Brasil, em workshop realizado no dia 9/9 em Curitiba (PR), na Bélgica, Índia, Japão e na África do Sul. Nele, 140 especialistas das áreas de ciência, economia e política de mais de 40 países concluíram que os serviços ambientais podem impulsionar as economias locais, gerar milhões de novos empregos e melhorar a qualidade de vida nas cidades.

Segundo o diretor do Departamento de Biodiversidade do MMA, Bráulio Dias, que representou a ministra Izabella Teixeira no encontro, o relatório é importante para que os gestores públicos reconheçam o valor econômico da biodiversidade . Par ele, o documento pode ajudar na solução do impasse entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico. Mostra (o TEEB) que os serviços ambientais têm o papel de reduzir os impactos ecológicos do desenvolvimento .

O documento reconhece e recorre a dados e exemplos para demonstrar que ecologia e economia não só podem, como devem, caminhar juntas nas políticas públicas. O relatório levanta, principalmente, a questão de valoração e impacto do uso e preservação dos recursos naturais. Os atuais níveis da pegada ecológica e social, nome que os especialistas dão aos recursos naturais necessários para que cada ser humano viva, devem ser incluídos nas contas de planejamento das economias locais. Bráulio cita como exemplos recentes enchentes e desmoronamentos no Brasil com prejuízos econômicos elevados, e bem superiores ao que seria gasto com medidas de preservação do meio ambiente.

O relatório chama a atenção em três aspectos para as quais as políticas públicas precisam estar voltada: a distribuição dos benefícios da natureza, o uso do conhecimento científico disponível e o engajamento dos gestores e das comunidades envolvidas nas ações de preservação. O relatório estuda, ainda, áreas protegidas e o aumento dos benefícios locais da conservação, e dá orientações sobre os incentivos de recompensa da boa administração de capital natural local, tais como sistemas de pagamento localmente adaptados por serviços ambientais, certificação e rotulagem.

Esse é o primeiro de uma série de cinco relatórios, que serão levados à Convenção da Biodiversidade (COP-10) em Nagoya, no Japão. Ele contribui também para o Atlas Ambiental online da Agência Europeia de Meio Ambiente, com estudos de vários esforços que já vêm sendo feitos para associar ecossistemas e a biodiversidade nas iniciativas de políticas locais. Segundo Achim Steiner, diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, um dos organismos que realizam o workshop, alguns governos locais já acordaram para o problema da preservação ambiental e têm adotado as medidas necessárias, com ganhos para suas economias locais. Mas muitos ainda precisam aderir , acredita. (Fonte: MMA)

14 de set de 2010

Physis SDA na ECO Business 2010 - obrigado a todos!


A Physis SDA agradece a todos os participantes, organizadores, parceiros e visitantes da ECO Business 2010!! A feira de negócios sustentáveis foi um grande sucesso, com muitos produtos e serviços inéditos!



Esperamos no ano que vem poder novamente participar deste grande evento!



Na feira, pudemos expor nosso trabalho de Gestão Ambiental em eventos: o selo Evento Limpo, em parceria com a Pra Melhor Ambiental e Reciclados Artísticos.





Obrigado a todos e até a próxima!

Vitor Yuki
Diretor Geral

Apoiado por Brasil, Haiti inicia plano de reflorestamento


A base militar brasileira no Haiti não tem mais só alojamentos e depósitos de armas. A mais nova benfeitoria é um viveiro que produzirá 20 mil mudas de árvores por ano para um projeto piloto de reflorestamento do Haiti -onde há 2% da cobertura vegetal original intacta.

A ideia é do haitiano Jude Brice, 38, que estudou agronomia no Rio de Janeiro e, em 2005, entrou como intérprete de creole (idioma local) nas tropas do Brasil na Minustah (missão da ONU). Desarmado, Brice acompanhou os soldados brasileiros em alguns de seus combates mais violentos. Nos intervalos das missões, usava os conhecimentos de agronomia para escrever um projeto de reflorestamento do Haiti.

O trabalho serviu de base para os governos do Brasil e da Espanha reflorestarem uma cidade do interior do país, mas Brice não pôde participar. No final do ano passado, ele encontrou na base brasileira a ajuda de que precisava para começar seu próprio projeto, dessa vez na capital, Porto Príncipe. Os militares queriam fazer uma ação ecológica para compensar as 3.000 toneladas de gás carbônico que sua base despeja por ano na atmosfera. Assim, abraçaram a ideia de Brice. Mas o projeto quase ficou no papel quando a sede da Minustah ruiu com o terremoto de 12 de janeiro, soterrando Brice. Ele foi resgatado e medicado pelos brasileiros e, no mês passado, começou a construir o viveiro.

"Vamos produzir 10 mil mudas por semestre. Pretendemos envolver a sociedade e começar a plantar perto de escolas em regiões de montanha", disse. A área a ser reflorestada por ano equivale a dez campos de futebol.

MATRIZ ENERGÉTICA

O alto índice de desmatamento no Haiti é consequência da matriz energética do país ainda ser o carvão vegetal. A meta do governo haitiano é reflorestar 10% da área do país em cinco anos. Segundo o capitão Israel Demogalski, do Exército brasileiro, o preparo do solo será feito pelos militares e o plantio, pela comunidade.

O projeto é pequeno e tem verba de R$ 34 mil. Ele reflorestará 10% do que uma ação de larga escala costuma abranger, segundo o professor Tokitika Morokawa, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Mas, diz ele, terá o mérito de testar a resistência da espécie de árvore escolhida e a aceitação da população. Esses dados poderão então ser usados em uma ação maior.

Fonte: Folha de São Paulo
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