30 de jun de 2010

Aquecimento global gera ameaça a corais que só existem no Brasil


A elevação na temperatura das águas, provocada pelo aquecimento global, ameaça espécies de corais que só existem no litoral brasileiro. Das 40 espécies de corais encontradas nos recifes do litoral brasileiro, 20 são encontradas apenas no país. Na sede do Projeto Coral Vivo, em Arraial da Ajuda, Bahia, o fenômeno conhecido como branqueamento aconteceu até com os corais criados nos tanques de pesquisa. Começou em março, depois de dois meses com a água muito mais quente do que a média na maior parte da costa brasileira.

E foi o maior já registrado no Brasil em uma faixa de 2,5 mil quilômetros, do Rio Grande do Norte até a baía da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Ele acontece porque algumas espécies de corais precisam de microalgas para viver. As algas se instalam na segunda camada da pele do coral. Como todas as plantas, elas fazem fotossíntese, isto é: obtêm energia da luz do sol. O que sobra, doam ao coral em troca de abrigo. Mas quando a temperatura da água está acima do normal na região, as algas produzem água oxigenada, que é tóxica para o coral. Para se proteger, ele as expulsa. E sem elas o esqueleto branco fica visível.

“Dependendo da intensidade e da duração do fenômeno, eles podem morrer sim, como já aconteceu em muitos oceanos, como no Índico, e no Caribe, onde recifes foram praticamente dizimados depois de eventos de branqueamento”, diz o biólogo Clóvis Barreira e Castro. O Recife de Fora é um dos mais conservados do Brasil. Na maré baixa, a ponta fica a apenas um metro de profundidade. Estes são os mais estudados do Brasil. Há sete anos, o Projeto Coral Vivo acompanha a saúde de mais de 30 espécies de corais e de todas as formas de vida que surgem ao redor deles.

O recife foi completamente mapeado, e os cientistas conhecem onde vive cada tipo de coral que cresce nele. O pesquisador Gustavo Duarte leva um equipamento para medir a fotossíntese que ocorre dentro do coral. “É um diagnóstico da saúde do coral. Ele é análogo ao ultrassom, no entanto, ele usa a luz. “Temos visto que depois que ocorre o aquecimento, a fotossíntese acaba sendo prejudicada sensivelmente. Acima de 31ºC, a fotossíntese cessa completamente”, explica. Não é preciso ser especialista para identificar o branqueamento. Colônias inteiras de coral-de-fogo, que provoca queimadura se tocado, agora estão brancas. Em alguns pontos do recife, eles já estão morrendo.

A espécie de coral cérebro só existe no Brasil. E é a que mais sofreu com o branqueamento. Muitas colônias ainda registram um nível pequeno de fotossíntese, o que significa que ainda têm chance de se recuperar. Outra espécie exclusiva do Brasil parece mais resistente. Poucas colônias tem as pontas esbranquiçadas. Esse estrago foi provocado pelo El Niño, o aquecimento das águas do Pacífico que influencia também a temperatura do Atlântico e tem sido cada vez mais forte.

“A recomendação é que você diminua os estresses extra-mudança climática global sobre as comunidades de corais. Evitar sobrepesca, turismo desordenado, poluição química, poluição de esgotos, recuperar as matas ciliares para diminuir a quantidade de sedimentos que vai para os mares. Com isso, os recifes podem ter uma possibilidade de sobrevivência em um prazo mais longo”, orienta o biólogo Clóvis Barreira e Castro. (Fonte: G1)

29 de jun de 2010

São Paulo vai classificar municípios de acordo com a saturação da qualidade do ar


O Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo, Consema, aprovou a proposta de classificação de saturação da qualidade do ar por regiões.

Serão três níveis: regiões saturadas, em vias de saturação e não saturadas. As localidades pontuadas como saturadas serão, ainda, subdivididas em graus, sendo moderado, sério e severo.

A classificação contribui no planejamento urbano, evitando que empreendimentos que causem grandes impactos ambientais sejam licenciados para atuar em locais onde a qualidade do ar já se encontra comprometida.

A gerente da divisão de qualidade do ar da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, Cetesb, Maria Helena Martins, explicou que as definições foram baseadas nas medições de saturação dos últimos três anos e as empresas que se instalarem em regiões saturadas deverão compensar suas emissões.

Os dados obtidos com a medição serão integrados ao Relatório Anual de Qualidade do Ar. Os conselheiros apontaram como diferencial do relatório a inclusão de artigos analíticos de autoria de profissionais do Núcleo deEconomia Socioambiental da Universidade de São Paulo, NESSA/USP. São textos sobre descarbonização da economia, matriz energética, qualidade ambiental e desafios do estado. Fonte: Ambiente Brasil

28 de jun de 2010

Enchentes podem se tornar um dos piores problemas de São Paulo


Chuvas mais fortes causadas pelo aquecimento global podem fazer as enchentes se tornarem o pior fenômeno natural enfrentado pela Grande São Paulo, indica um estudo publicado na terça-feira (15 de junho) por oito especialistas de cinco instituições brasileiras. Segundo a pesquisa, em um período entre 60 e 90 anos haverá uma elevação média de 2°C a 3°C na região, fazendo com que dobre o número de dias com chuvas acima de 10 milímetros – quantidade suficiente para causar enchentes e inundações graves.

A situação tende a piorar com a expansão da cidade que, de acordo com o estudo, ocorrerá também sobre várzeas e nascentes, não deixando espaço para a absorção da água. “Se for mantido o padrão de ocupação do solo, sem considerar nenhum critério ecológico, sem proteger de fato as áreas de mananciais, tudo ficará impermeabilizado”, afirma Andrea Young, do Núcleo de Estudos de População da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que participou da pesquisa.

Impermeabilização – De acordo com a pesquisadora, chuvas mais intensas com solo impermeabilizado também farão com que a água corra com mais velocidade na superfície, levando lixo e entulho e entupindo as galerias fluviais, gerando mais enchentes. Além de colocar a vida das pessoas em risco, espalhar doenças e danificar construções, o acúmulo de água poderá travar ainda mais o trânsito, já que o número de carros particulares na região metropolitana tende a ser muito maior que os atuais 5,7 milhões. “Em alguns anos, com aumento da intensidade e frequência de eventos climáticos extremos, as enchentes serão responsáveis por mais danos materiais do que qualquer outro fenômeno natural”, indica trecho do estudo.

Falta de água – Apesar dos alagamentos, não sobrará água na cidade. Segundo Andrea, a impermeabilização do solo faz com que as chuvas não consigam abastecer o lençol freático, e a água potável tende a ser cada vez mais rara. Para aplacar tanto a seca quanto as enchentes, os pesquisadores sugerem mais planejamento urbano, evitando construções perto dos cursos d’água. “Uma das medidas importantes é que os planos urbanísticos deixem de ser regidos exclusivamente por decisões do setor imobiliário”, aponta a pesquisa. A expansão urbana organizada também evitaria que bairros crescessem em encostas de morro, diminuindo o problema com deslizamentos, que também tendem a se agravar com chuvas mais fortes. De acordo com o estudo, 11% das novas ocupações que ocorrerão na metrópole até 2030 poderão ser feitas em áreas de risco de deslizamento.

Transporte sobre trilhos – Para diminuir os impactos das mudanças climáticas sobre o trânsito, os cientistas sugerem investimentos em trens e metrôs, “que transportam grandes quantidades de passageiros e reduzem o número de veículos nas ruas e avenidas”, de acordo com os pesquisadores. Essa solução também colocaria freios à poluição, que tende a ser pior para a saúde durante os meses frios, caso se concretizem as previsões de climas mais secos no inverno. “Quando há muitos carros, tudo se agrava. No momento de seca, a poluição dos carros contribui para doenças. No momento de chuva, o trânsito fica paralisado”, resume Andrea.

Além de pesquisadores da Unicamp, participaram do estudo cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista (Unesp). (Fonte: Ambiente Brasil)

25 de jun de 2010

Physis SDA participa do seminário “Mapa da Coleta e Reciclagem do Óleo no Estado de São Paulo”


No dia 09 de junho foi realizado na SABESP da cidade de São Paulo o seminário “Mapa da Coleta e Reciclagem do Óleo no Estado de São Paulo”, promovido pela Associação Brasileira para Sensibilização, Coleta e Reciclagem dos Resíduos de Óleo Comestível, Ecóleo, e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, Sabesp.

A dúvida sobre o que fazer com o óleo de cozinha usado é comum a muitas donas de casa. Se lançado no esgoto, o líquido pode obstruir a rede e contaminar a água. A reciclagem é uma das melhores alternativas, mas nem sempre o consumidor sabe onde deve levar o material usado. Algumas ONGs e empresas especializadas estão disponibilizando pontos de coleta para que o óleo usado seja recolhido.

Durante o encontro os participantes conheceram um pouco mais sobre casos de sucesso em que a coleta de óleo trouxe bons resultados. Foi mostrado ainda, como a reciclagem contribui para a geração de emprego e renda. Com o mapeamento dos resíduos de óleo comestível, a Ecóleo teve condições de criar um inventário sobre a coleta e traçar novas ações pontuais em cada região.

A Physis SDA, representada pelos diretores Vitor Inôti Yuki e André de Oliveira Rossi , em parceria com a Associação Morumbi Melhor, representada pela presidente Helena Caldeira, estiveram presentes, apresentado o projeto de Gestão de Resíduos em condomínios, escolas e outras instituições que será implantado no bairro do Morumbi.

17 de jun de 2010

Empresas de São Paulo reduzem coleta seletiva e misturam o lixo


Redução ocorre porque cooperativas não conseguem processar material

Sem ter onde deixar o lixo reciclável, empresas o recolhem junto ao comum; prefeitura admite falha

A coleta seletiva de lixo foi reduzida na cidade de São Paulo porque as 17 cooperativas de catadores conveniadas com a prefeitura não têm conseguido processar todo o material recebido. Assim, latas, papéis e outros produtos recicláveis, separados pelos moradores, vão parar nos aterros, misturados ao lixo comum.

Os caminhões especiais da coleta seletiva chegam a recolher o lixo nas casas e depois estacionar em frente às cooperativas. Esperam horas para descarregar e, algumas vezes, retornam lotados para as garagens. A consequência são menos desses caminhões especiais nas ruas e, com isso, lixo reciclado recolhido pelos veículos comuns, misturado ao lixo não separado.

Em média, as empresas Loga e Ecourbis recolhem 120 toneladas de lixo reciclável por dia contra um total de 9 mil toneladas de lixo residencial comum. Nas cooperativas, os catadores separam, limpam e embalam o material, que depois é revendido -num processo que leva tempo, o que limita a capacidade de receber mais descartes. Até algumas semanas atrás, as empresas levavam o lixo da coleta seletiva diretamente para os aterros destinados ao lixo comum. A prefeitura passou a proibir a entrada dos caminhões de lixo reciclável no aterro, o que não mudou em nada o problema.

FALHAS
Loga e Ecourbis confirmam que têm despejado lixo que foi separado para reciclagem em aterros. A prefeitura admite que há falhas na coleta seletiva e diz que vai multar as empresas. O problema ocorre na cidade inteira, segundo funcionários da Loga e cooperativas ouvidas pela reportagem. "Todo mundo está lotado", confirmou Jacy Cardoso, presidente da Cooperação, grupo de catadores da Vila Leopoldina (zona oeste).

Para a presidente, o problema se resolveria se mais cooperativas fossem conveniadas pela prefeitura. "Tinha que ter 62 cooperativas, duas por subprefeitura." São Paulo tem 94 cooperativas de catadores de lixo, mas apenas 17 são credenciadas pelo município. De acordo com o Movimento Nacional dos Catadores, se todas as cooperativas fossem credenciadas, o número de pessoas envolvidas no processo saltaria de 1.000 para cerca de 4.000. O movimento defende que a prefeitura credencie todas as cooperativas, como forma de resolver o problema.



Prefeitura ameaça multar empresas

As responsáveis pela coleta, por sua vez, culpam a prefeitura pela sobrecarga das cooperativas de catadores

Segundo a prefeitura, as empresas já foram notificadas 14 vezes e podem receber multas superiores a R$ 1 mi

A Secretaria Municipal de Serviços informou que vai multar as empresas Loga e Ecourbis por falhas na coleta seletiva de lixo. Já as empresas culpam a prefeitura pelo problema, pois, segundo elas, as cooperativas "têm operado no limite de sua capacidade". A solução, na visão das empresas, é a ampliação do número de cooperativas de reciclagem credenciadas para aumentar a capacidade de processamento desse lixo.

Segundo a prefeitura, as empresas já receberam 14 notificações por irregularidades na coleta. Esse é o primeiro passo do processo que pode culminar em multas superiores a R$ 1 milhão. A prefeitura informou também que, nos próximos três meses, seis novas cooperativas serão credenciadas e, até o fim do ano, outras cinco receberão credencial. Até dezembro, diz a prefeitura, serão construídas três novas centrais de triagem do lixo reciclável, em convênio com o governo federal.


Fonte: Folha de São Paulo

16 de jun de 2010

Como construir um aquecedor solar



A ideia prática e eficiente do aposentado José Alcino Alano, da cidade de Tubarão, em Santa Catarina, é um bom exemplo da criatividade do brasileiro. O projeto de aquecedor solar que usa materiais recicláveis, como garrafas pet, ganhou um manual bem ilustrado. De forma esquemática, o manual mostra os principais passos para a confecção do aquecedore solar. A invenção deu ao “seu” Alano o Prêmio Super Ecologia 2004, concedido pela Revista Super-Interessante.

Além de economizar energia elétrica e beneficiar o meio ambiente, o projeto busca despertar nas pessoas a consciência pelo uso racional dos insumos. A invenção do aquecedor solar está registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial. A publicação é uma parceria do governo do Paraná, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, e o senhor José Alano.

Para download do manual, clique aqui !

Fonte: Ambiente Energia

15 de jun de 2010

Municípios não têm buscado recursos do PAC para dar destino a resíduos sólidos

A destinação adequada dos resíduos sólidos foi apontada pelo superintendente nacional de Saneamento e Infraestrutura da Caixa Econômica Federal, Rogério Tavares, como uma das principais questões a serem enfrentadas pelo país, uma vez que os municípios brasileiros não dedicam a este tipo de serviço a mesma atenção que é dada à coleta de lixo.

“Por mais que tenhamos demandado financiamentos para esse tipo de serviço aos municípios, pouco tem sido feito por eles. Em geral, 90% da coleta [de lixo] é feita de forma adequada, mas essa preocupação não é estendida à destinação dos resíduos sólidos, que acabam em lixões não controlados”, disse o superintendente durante audiência pública que discute a lei que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

“A questão da destinação adequada desses resíduos precisa ser enfrentada de frente”, avalia o superintendente da Caixa. “Falta compromisso para que os municípios cumpram sua missão em relação ao plano de saneamento”, acrescentou o secretário de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski.

A lei de saneamento tem seu marco regulatório vigorando há três anos e obriga os municípios a organizarem a regulação e a fiscalização desses serviços.

“O PAC 1 [primeira versão do Programa de Aceleração do Crescimento] bem que tentou e disponibilizou crédito para a ajudar os municípios a dar destinação adequada para o lixo sólido. No entanto isso não despertou o interesse dos municípios, e poucos projetos foram apresentados”, afirmou Tavares. (Fonte: Agência Brasil)

9 de jun de 2010

Curso: Gestão de Resíduos para Residências


Já está disponível no site do Museu Socioambiental (www.musa.org.br) o curso: Gestão de Resíduos para Residências, desenvolvido pela Physis SDA.

Neste curso, é ensinado como separar e destinar corretamente todos os resíduos de residências; onde descartar estes resíduos; os locais mais apropriados; pensando sempre na redução, reutilização e reciclagem destes materiais; e por último caso o envio destes para o aterro sanitário.

Para participar é muito simples! Basta se cadastrar (gratuitamente) no site do MuSA, clicar no link "cursos gratuitos" e seguir as recomendações que aparecem no site!

Participe! Faça o curso e saiba como separar e destinar corretamente os resíduos da sua casa! Em breve enviaremos o curso: "Como fazer um minhocário caseiro". Aguarde!!!


Vitor Yuki

Diretor Geral - Physis SDA

3 de jun de 2010

Mancha de petróleo nos EUA pode durar 9 meses

Daniel Beltra/Greenpeace/22.mai.2010/Reuters
(Foto por Daniel Beltra/Greenpeace/22.mai.2010/Reuters)

Imagem aérea mostra o petróleo negro no mar azul do golfo do México, nos Estados Unidos; mancha pode levar até 9 meses para sumir

Os milhares de litros de petróleo que vazam diariamente a 1.600 m de profundidade no golfo do México desde o último dia 21 de abril farão o setor petrolífero repensar sua tecnologia de exploração. Para o oceanógrafo Luis Soto González, da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), se o vazamento for estancado e as condições metrológicas ajudarem, a mancha ainda pode levar de seis a nove meses para desaparecer.

- Com os atuais padrões temperatura e circulação de correntes, a mancha de petróleo deve levar entre seis e nove meses para desaparecer. Mas esse é um cenário otimista, considerando que se consiga tapar o poço e estancar o vazamento.

Segundo González, que fez estudos de pós-graduação em universidades americanas, o acidente na plataforma da British Petroleum (BP) traz "sérias implicações do ponto de vista tecnológico e ambiental". Mesmo trabalhando com a "mais alta tecnologia", a BP sofre para "controlar um vazamento com pressão tão forte". O oceanógrafo aponta falhas no sistema de alerta do poço e diz que novas técnicas terão de ser desenvolvidas.

O pesquisador alerta ainda para a perfuração de poços em profundidades maiores. A exploração na camada pré-sal se dará a 5.000 m abaixo do mar.

- Pelo que conheço da Petrobrás, há alta tecnologia na exploração do petróleo e na capacitação do pessoal. Mas a exploração em águas tão profundas [como a do pré-sal] é uma decisão muito complicada. A julgar pelo que está acontecendo agora na Lousiana [com exploração a 1.600 m], é preciso fazer uma pausa [para repensar as tecnologias].

Mancha embaixo da água é novo desafio

Além do petróleo espalhado por uma superfície de 5.000 m² e da contaminação de manguezais na costa americana, González alerta para um outro impacto ambiental.

- Um efeito secundário, que é inédito, é uma mancha de petróleo que flutua a cerca de mil metros de profundidade. Isso foi identificado pela Universidade de Missouri. É preocupante do ponto de vista ambiental [já que pode afetar ainda mais a fauna e flora marítimas].

- Meus colegas americanos presumem que essa mancha subaquática é uma consequência do uso de dissolvente químico, no lugar do vazamento [que poderia estar mandando o óleo diluído para baixo d'água].

O governo dos EUA, de acordo com o jornal Washington Post, exigiu que a empresa mudasse os produtos químicos que estava utilizando para atenuar os efeitos do vazamento.

Problema não é só do governo

O oceanógrafo mexicano, cujo país corre o risco de ser atingido pela mancha, diz que "as autoridades americanas enfrentam limitações muito sérias para controlar" o desastre.

- Se o fenômeno não for controlado nos próximos meses, será preciso maior intervenção [do governo]. Esse não pode ser tratado apenas como um problema de uma companhia [BP].

González também estranha a atuação limitada da "comunidade científica dos EUA" na contenção do vazamento.

- Era de se esperar que a comunidade científica dos EUA tivesse um papel mais ativo no combate à mancha. Chama a atenção de que ninguém sabe ao certo quando de petróleo está vazando. Já foram encontradas mostras de arsênio e níquel [no litoral] e ninguém sabe de onde vem.

Segundo ele, a única embarcação científica que está na área do desastre, até o momento, é uma da Universidade do Missouri.

- Há muitas universidades e grupos de pesquisa que poderiam estar colaborando, mas parece que não foram convocados.


Fonte:

2 de jun de 2010

Solo degradado pode ser recuperado com plantas nativas


O Departamento de Biologia Vegetal do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, conta com duas pesquisas de mestrado sobre o uso de plantas nativas para a recuperação de áreas degradadas ou contaminadas por metais.

A bióloga Sarah Caroline Ribeiro de Souza avaliou a tolerância de espécies arbóreas utilizadas em cercas-vivas, eritrina, guapuruvu e sansão do campo, à exposição de metais pesados como chumbo e zinco.

De acordo com ela, as plantas apresentaram tolerância aos metais e propriedades fitoestabilizadoras do solo. A concentração de determinados metais em suas raízes, evitou a contaminação de plantas mais sensíveis e até mesmo das partes aéreas da própria planta.

As espécies apresentaram sensibilidade a um ou outro metal, segundo Souza, mas estão dentro do padrão de tolerância utilizado em pesquisas. “Já que trabalhamos com plantas na fase estádio de muda, que é uma etapa do desenvolvimento mais sensível, elas são relativamente tolerantes, se considerarmos o padrão que temos”, disse.

Em ambientes contaminados as plantas podem apresentar distúrbios fisiológicos e nutricionais, como a alteração no balanço hídrico, inibição da fotossíntese e diminuição da produção de biomassa. A contaminação do solo por metais pesados tanto pela ação humana, quanto por processo naturais, é um grave problema ambiental e pode afetar diretamente a qualidade dos ecossistemas e o desenvolvimento agrícola.

O pesquisador Lucas Anjos de Souza analisou o comportamento de fungos micorrízicos arbusculares, que se associam às raízes, para o desenvolvimento e a recuperação de espécies leguminosas herbáceas.

A pesquisa revelou tolerância de calopogônio à contaminação por chumbo, mas, a técnica não teve efeito relevante em espécies como feijão espada, Canavalia gladiata, e mucuna preta, Stizolobium.

O processo utilizado na atualidade para a descontaminação, segundo o pesquisador, é caro e ineficiente, pois não garante a retirada completa dos metais contaminantes.

Apesar de desenvolverem estudos distintos, os pesquisadores realizaram um trabalho conjunto de cooperação, uma vez que o processo de preparação foi semelhante. “É uma oportunidade importante de desenvolvermos nossas pesquisas com a colaboração de outros pesquisadores envolvidos em projetos relacionados. Isso possibilita a ampliação de conhecimentos”, destacou Souza.

A coorientadora das pesquisas, Sara Adrián, que desenvolve pós-doutorado na instituição, ressaltou a importância dos estudos e lembrou que a ação de cada metal foi avaliada individualmente. “Ainda não sabemos qual seria a tolerância das plantas em solo multicontaminado. Um metal pode interferir na absorção ou na toxicidade de outro, mudando completamente as respostas das plantas”, disse. “E essa é a situação encontrada normalmente em solos contaminados, a coexistência de vários metais ou elementos potencialmente tóxicos em níveis excessivos”, explicou. (Fonte: AmbienteBrasil)

Campanhas Ecológicas Para Um Mundo Melhor


Quando for à feira, reutilize os sacos plásticos e caixas de ovos. Ajude a economizar embalagem. Todos ganham com esta atitude!

Além de levar o carrinho e/ou sacola, vamos reutilizar as embalagens plásticas e caixas de ovos.Com mais economia de embalagens o feirante pode abaixar o preço ou aumentar a quantidade de produtos na bacia. Desamarrando as sacolas com cuidado é possível reutilizá-las em novas compras.É só dobrar e guardar dentro do carrinho ou da sacola, não ocupa espaço na sua casa e não polui indo pro lixo.

O meio ambiente agradece e a economia de embalagens pode ajudar a diminuir os preços dos produtos.

Adquira o hábito de levar uma bolsa ou sacola às compras em geral e deixe sempre uma à disposição no seu carro.

Fonte: http://www.pramelhor.com.br/conteudopramelhor/artigo.asp?id=29

1 de jun de 2010

Lago do parque Ibirapuera, em SP, tem mais lodo do que água


Odor às vezes ruim. Um certo aspecto de sujeira muitas vezes por causa dos próprios usuários. No caso da maioria dos lagos paulistanos, como é o exemplo do Ibirapuera, as aparências não enganam. A qualidade da água dos quatro lagos do local, em 2009, ficou entre regular e ruim durante 70% do tempo. Há alguns anos, ela já esteve pior.

Relatório da prefeitura que avaliou os parques públicos da cidade mostra que, na média, essa mesma marca ocorreu em todos os 15 parques da capital que foram analisados. Por causa do lixo, o lago principal do Ibirapuera está com apenas 30 cm de profundidade, em vez de 2,5 metros. No total, são 84 mil m3 de resíduos e lodo dentro dos lagos, que deverão ser removidos. O lago da Aclimação, que foi pelo ralo após uma tempestade no bairro, continua em condições precárias. Só agora é que a Secretaria de Obras contratou um projeto para o novo vertedouro –o antigo foi destruído. Existe ainda um depósito de lodo no local.

Uma exceção é o parque do Carmo. Segundo a prefeitura, a contaminação que existe no local é fruto do próprio cocô das aves que vivem por lá. Os dados tabulados a pedido da Secretaria do Verde e Meio Ambiente referem-se a um índice usado para medir a potabilidade da água. Como ninguém mergulha nos reservatórios do Ibirapuera ou da Aclimação, por exemplo, a avaliação é mais relevante para saber até que ponto a biodiversidade do local –além de peixes, existem aves e outros grupos– está sob ameaça.

O resultado, principalmente quando é considerado a quantidade de oxigênio dissolvido na água, também preocupa, dizem especialistas ouvidos pela Folha. Da forma como está hoje, são principalmente espécies exóticas, como tilápias e carpas, que conseguem sobreviver nos lagos de São Paulo. “Será que a sociedade está disposta a pagar mais para ter um lago com espécies mais sensíveis ou nativas? Ou para ter água potável? Os lagos cumprem com as suas finalidades paisagísticas. Nós não temos mortandade de peixes”, afirma Hélio Neves, secretário-adjunto do Verde e Meio Ambiente. Segundo diz, “essas análises têm objetivo de sinalizar, alertar, caso haja necessidade de uma intervenção ambiental”. Segundo o secretário-adjunto, que considera a situação “boa” dos lagos da cidade, ainda “é possível melhorar”. Os locais têm sido limpos com frequência, diz a secretaria, e a vegetação que fica nas bordas dos lagos, por exemplo, está sendo refeita.

Rãs, sapos e pererecas

Para saber até que o ponto um lago está em boas condições, muitas vezes, não adianta olhar só para dentro dele. “Os anfíbios são bons indicadores de qualidade”, diz Malu Ribeiro, coordenadora de projetos da ONG SOS Mata Atlântica. No caso de São Paulo, a depender dos dados do relatório da estatal, quem quiser procurar por esses bichos, e por um ambiente mais equilibrado do ponto de vista ecológico, deve ir ao parque Alfredo Volpi, na zona sul, por exemplo. “A condição de aceitável [ou regular, segundo o estudo], não dá subsídios para que exista um equilíbrio pleno da biodiversidade”, diz a ambientalista, especialista em recursos hídricos.

Lagos em condições desfavoráveis, diz Ribeiro, atrapalham não apenas os peixes. “Mas as aves e os outros animais, como os anfíbios”, afirma. Um grande problema paulistano é a chamada poluição difusa. “O cigarro, o entulho, o lixo em geral que é jogado na cidade e que vai chegar aos lagos. Uma coleta seletiva mais eficaz, por exemplo, melhoraria isso”.

(Fonte: Folha Online)

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