27 de mar de 2010

A Hora do Planeta


Daqui a pouco, entre 20h30 e 21h30 (hora de Brasília), o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. Das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora, para mostrar aos líderes mundiais nossa preocupação com o aquecimento global.

A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização. Clique aqui e veja a lista de quem já aderiu.

Em 2010, com a sua participação, vamos fazer uma Hora do Planeta ainda mais fantástica! (Fonte: http://www.horadoplaneta.org.br/)

25 de mar de 2010

Conama define linguagem para uso em publicações socioambientais

As campanhas e projetos de comunicação e educação ambiental deverão ter linguagem clara para assegurar que todos tenham acesso à informação ambiental de forma transparente. Isso é o que define a resolução nº 442, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), publicada nesta quarta-feira (24), no Diário Oficinal.

A resolução define as novas orientações e diretrizes para linguagem e abordagem inclusive em conteúdos de livros didáticos e publicações oficiais destinadas à educação no País. A medida surgiu da necessidade de atualização e adaptação de conteúdos que nem sempre refletem a realidade das questões socioambientais e sua contextualização entre os dilemas da atualidade.

Para o diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Claudison Rodrigues, a resolução vai nortear organizações não governamentais e até empresas que queiram trabalhar a educação ambiental para que sejam realizados trabalhos mais qualificados. "A resolução será a referência para quem quiser trabalhar o tema. Isso fortalece a educação ambiental", ressaltou Rodrigues.

Para a coordenadora geral de educação ambiental do Ministério da Educação, Rachel Trajber, a resolução adapta os conteúdos aos novos tempos, onde o debate mundial em torno das mudanças climáticas assume novas proporções.

A idéia é sintonizar a educação ambiental praticada no Brasil à Política e ao Programa Nacional de Educação Ambiental, que é gerido pelos ministério do Meio Ambiente e da Educação. A resolução se direciona a conteúdos da internet, produção de material didático e filmes educativos. Muitas publicações atuais trazem, segundo Trajber, informações equivocadas e abordagens impróprias dos problemas ambientais.

A resolução ainda prevê uma maior interação com o Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama), em especial o próprio Conama, o que garantirá uma melhoria da qualidade dos conteúdos, sem qualquer engessamento (Fonte: MMA)

24 de mar de 2010

SMA lança programa Adote uma Nascente

A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo – SMA lança na segunda-feira, 22.03, Dia Mundial da Água, o Adote uma Nascente – Programa de Proteção e Recuperação de Nascentes, às 10h na Fazenda Santa Sofia, no município de Santa Adélia. O programa tem como objetivo incentivar a proteção de nossos recursos hídricos por meio da identificação, cadastro e compromisso de proteção das nascentes. Preservar esses locais ajuda a garantir a qualidade e quantidade da água de rios, córregos e outros cursos d’água, em especial aqueles que contribuem para o abastecimento.

Aqueles que tiverem uma nascente em sua propriedade, mas não tiverem recursos para preservá-la, poderão disponibilizar a área para ser adotada por outra pessoa ou entidade. Qualquer pessoa, física ou jurídica, poderá adotar uma nascente e garantir a proteção, manutenção ou recuperação da vegetação em seu entorno. Um agricultor familiar, um fazendeiro, um empresário, uma escola ou universidade, uma ONG, ou a própria prefeitura podem fazer a adoção.

A SMA tem o papel de aproximar os proprietários que não possuem recursos próprios para recuperar suas nascentes, dos interessados em financiar a recuperação da área. O processo de adoção será feito por meio do site www.ambiente.sp.gov.br/adoteumanascente , que começa a funcionar no dia 22.03. Lá será possível se cadastrar e obter informações sobre o que é necessário para recuperar e proteger nascentes. O “padrinho” da nascente receberá um certificado da SMA e poderá batizá-la com o nome de sua escolha.

Na ocasião também será lançado o SOS Rio São Domingos, programa de recuperação de mata ciliar do rio. Com sua nascente no município de Santa Adélia, o rio São Domingos integra a Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos – UGRHI Turvo/Grande. A bacia está caracterizada em situação crítica, uma vez que a capacidade hídrica da região não corresponde com a demanda. Por isso, para garantir a sobrevivência do rio e o abastecimento das cidades, as prefeituras dos municípios de Santa Adélia, Pindorama, Catanduva, Catiguá, Tabapuã, Uchôa, Ariranha e Cedral realizarão um trabalho integrado de recuperação.

23 de mar de 2010

Parque Ibirapuera, em São Paulo, recebe animais "expulsos" pelo Rodoanel


Quando o gavião-carcará chegou à Divisão de Medicina Veterinária e Manejo da Fauna Silvestre - uma espécie de hospital de animais ligado à Prefeitura de São Paulo, dentro do parque Ibirapuera - recebeu uma ficha clínica que registrou, dentre outros dados, sua origem (lote 5 do trecho sul do Rodoanel), histórico (parou de voar depois de trombar contra um caminhão) e data de entrada (sexta-feira, 12 de março). Era o 39.519º animal atendido no lugar e um dos 221 que chegaram ali vindos das obras do trecho sul do Rodoanel.

Segundo os biólogos da divisão, não era comum chegarem animais silvestres daquela região. Depois que as obras começaram, os bichos feridos vindos de lá já representam 4,7% de todos os atendidos no período. "Este lugar é um termômetro do que está acontecendo na cidade", diz a bióloga Brígida Fries. Grandes obras, como a reforma na marginal Tietê e a do Rodoanel, causam impacto e aumentam atendimentos do centro de tratamento. O problema é que algumas daquelas espécies correm risco de extinção local, se perderem seu habitat. É o caso dos bugios, preguiças-de-três-dedos, quatis e cuícas, além de aves como o juriti-piranga, cuiú-cuiú e tucano-do-bico-verde, que foram trazidas das obras do Rodoanel. Aves migratórias e filhotes sofrem impacto maior. A Dersa não informou o número de animais silvestres atendidos nem como avalia o impacto do Rodoanel na fauna silvestre. Disse apenas que o projeto é "muito complexo" e que os animais são encaminhados para vários centros. Hospital de animais - No centro de tratamento do parque Ibirapuera, os animais silvestres recebem medicamentos, passam por reabilitações pós-cirúrgicas e depois são soltos na natureza (49%) ou enviados a cativeiro (14%). Um terço não sobrevive. Como num hospital, eles fazem exames e têm horário para banho de sol. Antes de terem uma destinação, os "pacientes" ficam de uma semana a vários meses em tratamento, dormindo em gaiolas separadas. Quando precisam de uma reabilitação maior, vão para a outra sede do centro, no parque Anhanguera. É o caso de corujas e gaviões que precisam reaprender a voar ou a caçar. A reportagem viu saguis, bugios, tartarugas e uma maioria esmagadora de aves - inclusive o gavião-carcará, que foi entregue por uma veterinária da Dersa na presença da Folha. O centro comporta pouco mais de 500 animais e não recebe espécies domésticas, nem animais que não estejam feridos ou doentes. Já recebeu 9.446 ameaçados de extinção. (Fonte: Folha Online)

22 de mar de 2010

Bitucas de cigarro podem ser recicladas


Uma campanha lançada em Curitiba, no Paraná, está chamando a atenção para a necessidade de um plano de gerenciamento de resíduos produzidos pelos consumidores de cigarros. Em outubro de 2009, oito empresas foram notificadas pelo Ministério Público do Paraná.

Com o título "Bituca no chão, apague esta ideia", uma das empresas notificadas está promovendo ações de educação ambiental com foco em seus consumidores. Os fumantes estão sendo alertados sobre os problemas decorrentes do descarte do resíduo em local inapropriado.

Somente em Curitiba são produzidas dezenas de toneladas de rejeitos de cigarros todos os anos. Este material, quando separado, pode ser transformado em papel e tecido, deixando de sobrecarregar os aterros sanitários.

"Trata-se de resíduo contaminado e, como tal, os fabricantes têm responsabilidade sobre sua correta destinação. As empresas estão apresentando os planos de gerenciamento, que serão analisados pelo Ministério Público, e haverá acompanhamento para saber da sua efetiva implementação", explicou o coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, Saint-Clair Honorato Santos. (Fonte: AmbienteBrasil)

19 de mar de 2010

790 mil novos hectares de cobertura vegetal no Estado de São Paulo


Um estudo detalhado, que utilizou imagens de satélite com um grau maior de precisão, revelou que o Estado de SP tem uma cobertura de vegetação de 791 mil hectares maior do que se imaginava -algo como cem parques da serra da Cantareira, na Grande SP.

A área equivale à soma de todas as unidades de conservação do Estado. Os dados também apontam que, desde o início da década, foram recuperados 94,9 mil hectares de mata. Com a descoberta dessa área, o estudo conclui que SP tem 4,3 milhões de hectares cobertos com vegetação, 17,5% do seu território. Até o levantamento anterior, com dados de 2001 e 2002, chegava-se a 13,9%.

A pesquisa completa, com informações detalhadas sobre cada região do Estado, será divulgada hoje à tarde pelo Instituto Florestal, órgão ligado à Secretaria do Meio Ambiente. O projeto custou R$ 1,5 milhão. Para melhorar a precisão das informações, a secretaria passou a usar imagens do satélite japonês ALOS, que conferiu uma resolução quatro vezes superior à do sistema antigo. Com isso, "surgiram" no Estado 184,5 mil fragmentos de vegetação até então desconhecidos, que pontilharam o mapa de pequenos pontos verdes.

O secretário Xico Graziano (Meio Ambiente) diz que é cedo para comemorar um aumento real das áreas de mata, mas a maior precisão vai permitir um controle mais eficiente dos licenciamentos ambientais. "Ainda não dá para dizer que tenha aumentado a vegetação nativa, porque são pequenos fragmentos, mas está havendo uma recuperação de áreas [degradadas], então houve uma recomposição efetiva", disse.

Também está prevista uma atualização da leitura das imagens, o que vai apontar, por exemplo, onde está ocorrendo desmatamento, tanto os autorizados quanto os clandestinos. O coordenador do projeto, Marco Nalon, já adianta, porém, que há uma "pressão" de desmatamento em regiões de alta importância, como a da serra da Cantareira, principal mata da Grande São Paulo. "Já podemos ver que a realidade é "menos pior" do que pensávamos. Tem ocorrido desmatamento, mas em uma taxa bem menor", afirma o técnico. (Fonte: Folha de São Paulo)

Lançada em São Paulo linha de crédito para projetos sustentáveis


Projetos sustentáveis receberão uma nova linha de crédito, lançada na segunda-feira, 15, no estado de São Paulo. A Linha Economia Verde foi apresentada durante o 1º Seminário Economia Verde, na capital do estado.

Segundo a nova linha de crédito, os projetos que apresentarem alternativas sustentáveis, como economia de energia e água, saneamento, aproveitamento de resíduos, entre outros, contarão com juros mais baixos do que os praticados no mercado, com uma taxa que chega a 6% ao ano. Os financiamentos terão prazo de até 5 anos para o pagamento, sendo corrigidos pelo IPC-FIPE, com até 1 ano de carência e financiamento de 100% do projeto.

A proposta surgiu com base na Política Estadual de Mudanças Climática, que prevê a redução de 20% da emissão de gases causadores do efeito estufa até o ano de 2020.

As pequenas e médias empresas são o público alvo do projeto. O site da Nossa Caixa Desenvolvimento -www.nossacaixadesenvolvimento.com.br – apresenta todas as informações aos interessados. Quem preferir, pode entrar em contato com uma das entidades parceira da Agência de Fomento Paulista. (Fonte: AmbienteBrasil)

5 de mar de 2010

Proteger as baleias pode combater efeito estufa


Cientistas dos Estados Unidos disseram que proteger as baleias pode evitar que milhões de toneladas de gás carbônico acabem indo parar na atmosfera, o que intensifica o efeito estufa.
Segundo os estudiosos da Universidade do Maine, um século de caça às baleias no mundo pode ter liberado para a atmosfera mais de 100 milhões de toneladas de gás carbônico.
As baleias estocam este gás em seus corpos gigantescos e, quando são mortas, grande parte da substância pode ser liberada.
Para o cientista Andrew Pershing, que calculou a estimativa, baleias são as "florestas do oceano" e protegê-las pode ter impacto semelhante ao de programas de reflorestamento.
"Baleias, como qualquer animal ou planta do planeta, são feitas de muito carbono. E quando você mata e remove uma baleia do oceano, está removendo gás carbônico deste sistema de estocagem e possivelmente enviando para a atmosfera", disse.

Lâmpadas

Pershing destaca que, principalmente no início da caça à baleia, os animais eram fonte de óleo para lâmpadas, que era queimado e liberava o gás carbônico diretamente na atmosfera.
Para conseguir chegar à estimativa de emissões causadas pela caça à baleia, o cientista e sua equipe do Instituto de Pesquisas do Golfo do Maine calcularam a capacidade anual de estocagem de gás carbônico dos cetáceos, enquanto elas cresciam.
Em seus cálculos iniciais, a equipe estimou que cem anos de caça liberou uma quantidade de gás carbônico equivalente à queima de 130 mil quilômetros quadrados de florestas temperadas.
Pershing destacou que esta quantidade ainda é relativamente pequena quando comparada aos bilhões de toneladas de gás carbônico produzidas pela atividade humana a cada ano.

Programa de reflorestamento

Pershing acrescentou que simplesmente deixar grandes grupos de baleias crescerem, pode "sequestrar" o gás de efeito estufa em quantidades que podem ser comparadas às de alguns programas de reflorestamento que ganham e vendem créditos de carbono.
"Quando as baleias morrem (de causas naturais), seus corpos afundam, então elas levam o gás carbônico para o fundo do oceano", disse. "Se o lugar onde elas morrem é fundo o bastante, será estocado fora da atmosfera, talvez por centenas de anos."
O cientista sugeriu ainda que um sistema parecido de créditos de carbono pode ser aplicado a baleias para proteger e aumentar os números destas populações.
"Você poderia usar estes créditos como um incentivo para reduzir a pesca ou promover a conservação de algumas destas espécies", acrescentou, afirmando que a ideia dos créditos de carbono pode ser aplicada também a outros animais marinhos como tubarões brancos e atum.
Os pesquisadores da Universidade do Maine revelaram suas estimativas de liberação de carbono pela caça às baleias na reunião Ciências do Oceano, em Portland, Estados Unidos. (Fonte: BBC)

4 de mar de 2010

Em seis anos, desmatamento chega a 45% da caatinga


O desmatamento na caatinga entre 2002 e 2008 foi de 16.576 quilômetros quadrados, segundo o Ministério do Meio Ambiente. O total de caatinga desmatado saltou de 43,38% para 45,39% nesse período.

A taxa anual média de desmatamento nos seis anos foi de 2.763 quilômetros quadrados. "Os números são assustadores. É muito. Isso tem de ser reduzido", disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Da lista de dez municípios brasileiros que mais desmataram a caatinga nesses seis anos, quatro estão no Ceará (Acopiara, Tauá, Boa Viagem e Crateús), quatro na Bahia (Bom Jesus da Lapa, Campo Formoso, Tucano e Mucugê) e dois de Pernambuco (Serra Talhada e São José do Belmonte).
Segundo o ministério, a emissão média anual de dióxido de carbono (CO2) durante esse período, devido ao desmatamento da caatinga, foi de 25 milhões de toneladas.

Minc destacou que o desmatamento da caatinga é pulverizado, o que significa que não se concentra em uma determinada área, o que torna mais difícil combatê-lo. Entre as principais causas do desmatamento da caatinga estão o uso da mata nativa para lenha e carvão e o avanço de polos agrícola e pecuário.

Alternativas

De acordo com Minc, o principal fator de desmatamento da Caatinga é o energético, o uso da mata nativa para fazer lenha e carvão. “Não haverá solução para a defesa da Caatinga sem mudar a matriz energética, com o uso de energia eólica, de pequenas centrais hidrelétricas e do gás natural”, afirmou o ministro. Segundo dados do ministério, a maior parte do carvão é usada em siderúrgicas de Minas Gerais e do Espírito Santo, no polo gesseiro e no cerâmico do Nordeste e também em pequenas indústrias que usam lenha e carvão. Outra fonte de desmatamento é a pecuária, principalmente a bovina, que está associada ao corte raso da Caatinga.

O ministro informou que, de amanhã (3) até sexta-feira (5), serão discutidas, simultaneamente em Juazeiro do Norte e em Petrolina (Pernambuco), soluções para combater o desmatamento e investir no uso sustentável da Caatinga. Entre as medidas que serão defendidas está a criação do Fundo Caatinga, proposto pelo Banco do Nordeste do Brasil, e de um fundo de combate à desertificação, proposto pelo Banco do Brasil. “Nós pleitearemos que o Fundo de Mudanças Climáticas, que tem R$1 bilhão, assinado pelo presidente Lula no final do ano passado, tenha metade de seu valor destinado ao Nordeste, região que será mais afetada pelas mudanças climáticas”, disse Minc.

A Caatinga é um ecossistema existente apenas no Brasil e abrange os estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e da Bahia, além do norte de Minas Gerais, ocupando 11% do território nacional. A flora desse bioma tem 932 tipos de plantas e a fauna, 148 mamíferos e 510 aves. (Fonte: AmbienteBrasil)

3 de mar de 2010

Empresa galesa faz casa com 18 t de plástico reciclado


Uma empresa do País de Gales, na Grã-Bretanha, construiu uma casa com 18 toneladas de plástico reciclado.

A companhia Affresol desenvolveu uma tecnologia que transforma plástico e minerais em um material batizado de Thermo Poly Rock, que poderia revolucionar a indústria de construção.

O projeto, apoiado pelo governo galês e por organizações ambientais, já lançou uma linha de casas verdes e construções modulares portáteis de quatro toneladas.

O secretário da Economia do país de Gales, Ieuan Wyn Jones, disse que "o novo processo sustentável" tem muito potencial e pode gerar uma grande quantidade de empregos.

Patente

A empresa diz que o processo tem baixo consumo de energia e transforma plástico em um material durável e resistente.

As placas de Thermo Poly Rock formam as paredes de sustentação da casa, que pode ser coberta externamente com tijolos ou pedra, enquanto o interior pode ganhar uma camada de isolamento térmico e ficar com a mesma aparência de uma casa tradicional. As telhas também são feitas de material reciclado.

O diretor-gerente da Affresol, Ian McPherson, diz que o novo material é mais leve e resistente que concreto, é térmico, impermeável, não-inflamável e não apodrece.

A empresa estima que a vida útil das casas seja de cerca de 60 anos, mas diz que os elementos do Thermo Poly Rock podem ser novamente reciclados ao fim deste período.

"Todos os países do mundo têm problemas com lixo e agora temos a oportunidade de transformar este lixo em um recurso de construção de moradias 100% reciclável", diz McPherson.

Agora a empresa aguarda aprovação para construir 19 casas em Merthyr, no País de Gales, como parte de um projeto-piloto. (Fonte: Portal do Meio Ambiente)

2 de mar de 2010

Como poupar combustível


Viajar com a família nas férias é garantia de palpites sobre como dirigir. Um avô, por exemplo, com anos de carteira, aconselha a andar mais devagar para poupar combustível. Os controlados têm sua parcela de razão, revela um teste exclusivo feito pelo IMT (Instituto Mauá de Tecnologia).

O Ford Focus e seu novo motor Sigma 1.6 foram cobaias de um teste da 'Folha' para percorrer trechos urbano e rodoviário de três maneiras diferentes: pressionando pouco o acelerador (como o motorista "casquinha"), depois usando a metade do curso e, por fim, pisando totalmente.

Os dados indicam que quem pisa menos no acelerador economiza até 15% de combustível. Considerando que o álcool tem preço médio de R$ 1,57 o litro em São Paulo, de acordo com a ANP (Agência Nacional de Petróleo), o motorista pode economizar até R$ 455 se rodar 15 mil quilômetros por ano, média registrada pelo Detran. Com o acelerador todo pressionado e exigindo mais trocas de marcha, o carro rende 1 km/l a menos na cidade. "Com o pedal em plena carga, é injetado muito combustível, mas nem tudo é queimado", explica Eduardo Tomanik, coordenador da comissão de motores da SAE (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade). "O motor não trabalhará de maneira eficiente porque haverá aumento da temperatura da câmara de combustão e mais consumo de combustível para o processo de resfriamento."

O "casquinha" e o "normal" empatam no consumo urbano (7,7 km/l). O pé leve, porém, também é condenado. "O acelerador pouco pressionado gera muita restrição à entrada de ar no motor e não queima com eficiência o combustível", diz Tomanik. Apesar das restrições, o estilo "casquinha" é tentador. Além de empatar na cidade, rende mais na estrada, na comparação com o "normal". "É uma diferença pequena e, na estrada, a marcha selecionada influencia mais que a aceleração. O carro anda melhor com o giro do motor próximo ao torque máximo", aconselha.

Em geral, o pico de torque dos motores aspirados e com oito válvulas está próximo de 3.000 rpm; em motores 16V, sobe para 4.500 rpm. Quer dizer que, em quinta marcha e a 120 km/h, um motor 16V tende a consumir menos que um 8V.

Óleo
"Muitos motores com injeção eletrônica continuam injetando combustível mesmo quando o motorista para de acelerar [em descidas de serra, por exemplo]", explica Ricardo Bock, professor de engenharia mecânica da FEI (Fundação Educacional Inaciana). Outro fator que influencia no consumo é o óleo lubrificante do motor. Segundo o engenheiro químico Pedro Nelson Belmiro, especialista em lubrificantes automotivos, óleos com viscosidade mais baixa (5W 30) ajudam na economia de combustível. "Óleos mais finos oferecem menos resistência ao movimento do pistão", diz Belmiro.


FIQUE LIGADO

Evite acelerar e frear bruscamente, o que aumenta a queima de combustível

Troque as marchas em giro baixo, ao redor de 3.000 rpm

Não deixe rodas e suspensão desalinhadas e calibre os pneus, conforme o manual

Feche as janelas; abertas, formam um colchão de ar no interior, o que interfere na aerodinâmica e no consumo

Evite andar com o carro cheio; quanto mais peso, maior o esforço do motor

A bagagem no "rack" de teto piora a aerodinâmica e aumenta a resistência ao vento

Velas ruins não queimam a mistura ar-combustível e aumentam a injeção no motor

O óleo do motor vencido pode ficar mais espesso, dificultando a ação de algumas peças

Com o filtro de ar sujo, o rendimento do motor cai e, para mantê-lo, o consumo aumenta

O ar-condicionado pode aumentar o consumo em até 25%

Fonte: Folha de São Paulo


1 de mar de 2010

Livro mostra efeito da iluminação artificial no meio ambiente


A influência da iluminação artificial sobre o ambiente é o tema do livro Antes que os vaga-lumes desapareçam, que será lançado em março por Alessandro Barghini, pesquisador do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) e do Laboratório de Estudos Evolutivos do Instituto de Biociências (IB) da USP. Na obra, o autor alerta para os efeitos negativos da iluminação sobre plantas, insetos e no metabolismo humano, além de propor medidas de controle da luminosidade para reduzir seus impactos.

“A iluminação artificial é responsabilizada por gerar poluição astronômica e excesso de dióxido de carbono (CO2) emitido pela produção de eletricidade, mas o impacto da luz sobre a biodiversidade é muito maior”, aponta Barghini. O título do livro faz referência ao efeito da iluminação na reprodução dos vagalumes. Para atrair os machos, as fêmeas começam a brilhar quando a luz ambiente é inferior a 0,5 lux (medida de intensidade luminosa), equivalente a uma noite de lua cheia. “Como as luzes artificiais são muito mais fortes, a fêmea não pisca e o macho não é atraído, o que leva a diminuição da população dos insetos.”

O livro se baseia na tese de doutorado de Barghini, apresentada no IB, que analisou os efeitos da iluminação em espécies vegetais e de insetos. “A vida na Terra não aproveita indiscriminadamente a luz solar, cada espécie se adequou a um comprimento de onda específico”, diz o pesquisador. “No caso da luz artificial, a radiação ultravioleta pode ser muito maior que a do Sol, cujas ondas são filtradas pela atmosfera, por isso algumas luminárias halogênicas possuem anteparos de vidro para filtrar a radiação”.

A obra descreve as características dos principais tipos de iluminação artificial e a influência que exercem sobre plantas, animais e seres humanos. “Por exemplo, as luzes de LED brancas, muito difundidas atualmente, possuem uma radiância muito alta na faixa do azul”, explica Barghini. Esse comprimento de onda sensibiliza a melanopsina, proteína que gera sinas para o núcleo suprasquiasmá tico do cérebro, responsável por regular o metabolismo do corpo humano. “O organismo entende que o dia está claro e aumenta o ritmo metabólico, podendo causar dificuldades para dormir”, acrescenta.

Evolução
A iluminação também pode causar distúrbios comportamentais e até doenças degenerativas, como câncer de mama. O pesquisador explica que embora a iluminação artificial seja vista hoje como um fato natural, ela é um fenômeno recente diante do período de evolução humana. “Todas as espécies se adaptaram a escuridão, embora os seres humanos só dêem conta dessa percepção após uma ou duas horas em ambiente não iluminado”, aponta. O livro revisa os conceitos de percepção e descreve como ela é modificada pela luz artificial.

“No caso dos insetos, que utilizam as luzes noturnas para orientar o vôo, as luminárias acabam prejudicando sua trajetória”. Nas plantas, Barghini cita o exemplo da floração de árvores expostas a diferentes tipos de iluminação artificial. “Dependendo do comprimento de onda, as lâmpadas podem tanto induzir quanto inibir a florada”, conta. Devido a alteração nos ritmos circadianos, as espécies animais podem ter a impressão que é sempre dia. “Alguns pássaros nas grandes cidades cantam a noite toda devido a presença da iluminação pública”.

As luzes artificiais também podem ser benéficas, segundo o pesquisador, desde que haja o cuidado de avaliar o modo de exposição, para que não cause danos. “No exterior, a iluminação é usada em tratamentos com pacientes com Mal de Alzheimer que apresentam distúrbios de sono e em alguns casos de distúrbios psicológicos”, afirma. “Também estão em desenvolvimento sensores de iluminação associados aos ritmos circadianos, para verificar se há exposição a quantidades excessivas de luz”.

O livro será lançado pela editora Annablume, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O lançamento deverá coincidir com a “Hora do Planeta”, marcada para o dia 27 de março. Na manifestação, que terá escala mundial, todas as luzes deverão ser apagadas por uma hora durante a noite, como forma de alerta sobre a poluição gerada pela produção de eletricidade. “O livro pretende aprofundar o debate, mostrando o efeito da iluminação artificial de forma mais ampla.” (Fonte: Agência USP)
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