21 de jan de 2010

IPCC admite que gelo do Himalaia não derretrá até 2035

O Painel Intergovernamental para Mudança Climática (IPCC) admitiu que cometeu um erro ao afirmar que as geleiras do Himalaia deixariam de existir até 2035. A organização, no entanto, manteve sua posição de que o aquecimento global seria causado pelo homem, assim com outros resultados encontrados.Os dados levantados pelo Painel eram causa de polêmica desde 2005. Analistas afirmam que a correção, aliada ao “Climategate” – o vazamento de emails em que cientistas discutiam como “manipular” dados do aquecimento – estão diminuindo a credibilidade do Painel.A questão do degelo das geleiras do Himalaia gerou polêmica durante a Conferência de Copenhague, quando quatro cientistas apontaram que um degelo até 2035 seria fisicamente impossível. O ministro de Meio Ambiente da Índia, Jairam Ramesh, criticou a organização em um evento climático no país. Ramesh pediu que o Painel explique como chegou à estimativa de 2035, que “criou pânico”.

(Envolverde/Opinião e Notícia )


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18 de jan de 2010

Debates sobre mudanças no Código Florestal já têm datas marcadas

Integrantes da comissão especial que analisa mudanças no Código Florestal definiram o cronograma das próximas audiências públicas promovidas para discutir a reforma. Os debates serão retomados no dia 2 de fevereiro em Goiânia e seguirão para o interior de São Paulo e Minas Gerais. As discussões nos estados prosseguirão até 8 de fevereiro, percorrendo cidades como Palmas, Manaus e Boa Vista. A intenção é ouvir sugestões e críticas à proposta, como explica o presidente do grupo, deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR).

"A comissão está se direcionando aos biomas brasileiros e nós começaremos os trabalhos no bioma mais frágil, a Caatinga. O que se quer com esse código, que nós chamamos de Código Ambiental, é a reformulação da política ambiental e florestal no Brasil", ressalta Moacir Micheletto.

Das audiências, vão participar cientistas e representantes de universidades, de ONGs e do governo.

Licenças
Entre as mudanças em debate, está a descentralização das licenças ambientais e a revisão de conceitos como os de áreas de preservação permanente e reserva legal, que é o percentual de vegetação a ser conservada em uma propriedade e que varia de acordo com cada bioma.

Uma das ideias é permitir que essa reserva seja computada como área de preservação. Moacir Micheletto considera que as audiências darão suporte à elaboração do relatório.

"A linha-mestra do texto é, primeiro, fazer com que o zoneamento ecológico-econômico seja o grande instrumento de elaboração da política ambiental. Em segundo lugar, é fazer cumprir a Constituição, segundo a qual compete à União determinar as normas de ação relativas ao meio ambiente, com a operacionalidade a cargo dos estados”, explica o deputado.

A intenção de Micheletto é que a proposta de reforma do código seja votada na comissão em março, para ser apreciada em Plenário já em abril.

Por Mônica Montenegro, Agência Câmara
(Envolverde/Agência Câmara)

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5 de jan de 2010

Turistas deixam 80 toneladas de lixo na Ilha do Mel/PR


Cerca de 60 toneladas de lixo foram retiradas da Ilha do Mel até segunda-feira (4) e o trabalho deve terminar apenas na quinta-feira (7), de acordo com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O material deixado na ilha se trata de lixo doméstico e materiais recicláveis (garrafas, latas, canudos, entre outros) que foram abandonados pelos turistas entre 30 de dezembro e 3 de janeiro.

De acordo com o coordenador da Ilha do Mel, Reginato Bueno, a remoção do lixo está sendo feita apenas no período da tarde, pois pela manhã a maré estava alta e não era possível acessar os locais de depósito. Segundo Bueno, até quinta-feira (7) mais 20 toneladas devem ser retiradas da ilha. “A falta de conscientização ambiental de alguns turistas é preocupante”, resume Bueno.

Para que o ecossistema da Ilha do Mel seja preservado, o IAP reforça a orientação para que os turistas não deixem lixo espalhado no local. Além disso, não se deve levar e nem retirar plantas e animais da ilha. “Cada um tem que se policiar e ter consciência do que não se deve fazer na ilha, que é uma área de preservação ambiental”, afirma o coordenador da Ilha.

No dia 30 de dezembro a Ilha do Mel atingiu a lotação máxima, que é de cinco mil visitantes. De quinta-feira (31) até o sábado (2) a ilha continuou cheia, mas houve renovação de cerca de 1,2 mil pessoas por dia, segundo a estimativa do coordenador da ilha. Já no domingo o tempo nublado fez com que aproximadamente três dos cinco mil visitantes deixassem o local.

Fiscalização - Cinco barcos clandestinos foram flagrados pela Força Verde da Polícia Militar e pelo IAP fazendo travessia irregular para a Ilha do Mel na madrugada do dia 30 para o dia 31, quando a lotação já havia sido atingida. Os donos dos barcos foram notificados e os 200 visitantes foram levados novamente para o continente (confira quais os riscos da travessia clandestina para a Ilha).

Para não perder a viagem, o turista deve ligar para o telefone do terminal de embarque da Ilha do Mel, que fica em Pontal do Sul – (41 – 3455-1144), e verificar se existem vagas. Além disso, existem placas informativas na estrada que liga Paranaguá a Pontal do Paraná; e na que liga Matinhos a Pontal do Paraná sobre a lotação do local. A travessia é feita das 8 às 20 horas.

Além disso, houve duas prisões na Ilha do Mel no feriado de ano-novo, de acordo com a Força Verde. Um homem foi detido porque estava com 400 gramas de maconha. A segunda prisão que ocorreu no local foi de um homem que passou notas falsas de R$ 100 no comércio local. (Fonte: AmbienteBrasil)

Identificada a árvore mais velha e mais resistente do mundo

Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia identificou neste estado americano, no meio das montanhas Jurupa, uma árvore que tem mais de 13 mil anos de idade, ou seja, que surgiu ainda na Idade do Gelo.

A planta de 25 m de altura é um carvalho (cujo nome científico é Quercus palmer) está em uma região árida e se formou a partir de um conjunto de arbustos clonados.

Para estimar a idade, os especialistas avaliaram a taxa de crescimento dos anéis do tronco.

Os cientistas dizem que a planta só conseguiu sobreviver aos efeitos extremos das mudanças climáticas por ter uma forte capacidade de se regenerar.

Jeffrey Ross-Ibarra, coordenador do estudo, disse que a espécie é conhecida por estar presente em regiões muito mais úmidas e frias de onde o exemplar mais velho foi achado.

"Em contrapartida, essa está encravada entre pedras de granito em cima de uma colina."

A equipe descreveu ainda no estudo publicado pela revista virtual científica PLoS ONE que o carvalho tem uma forma incomum de crescimento. Um teste genético mostrou que os caules partem de uma única base.

Eles disseram que o crescimento por “clonagem” geralmente acontece após uma queimada. Com o tempo, a madeira central forma novos arbustos deixando para trás outras formações de caules. (Fonte: AmbienteBrasil)

Contaminação do solo será controlada e gerenciada


Um conjunto de normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) passa a valer, a partir de agora, para o gerenciamento de áreas contaminadas no País onde vivem mais de dois milhões de brasileiros, atualmente expostos a contaminantes químicos. Além de determinar o controle dessas áreas, a Resolução do Conama vai uniformizar os procedimentos a serem adotados pelos órgãos ambientais em todos estados e municípios, para verificação da qualidade do solo, níveis de contaminação e medidas de gestão adequadas.

Os principais poluentes que prejudicam o solo e expõem as pessoas a doenças são os agrotóxicos (20%), derivados do petróleo (16%), resíduos industriais (12%) e metais (12%). Além de sua presença nos solos, os agentes tóxicos, patogênicos, reativos, corrosivos ou inflamáveis podem ser encontrados em águas subterrâneas ou em instalações, equipamentos e construções abandonadas, em desuso ou não controladas.

De acordo com levantamento realizado pelo Ministério da Saúde de 2004 a 2008, das 2.527 áreas contaminadas existentes no Brasil, três estados concentram o maior número de pessoas potencialmente expostas. São eles São Paulo, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a situação dos contaminados representa um desafio para o Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente com relação à definição de como cuidar da saúde integral das pessoas expostas a contaminantes. E também de como o setor de saúde deve se articular de forma intersetorial, especialmente com os órgãos ambientais e de infraestrutura e até de Justiça, como forma de melhor atender a essa população. A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirma que 24% a carga global de doenças e 23% dos óbitos prematuros estão relacionados a problemas ambientais.

A Resolução aprovada pelo Conama ficou três anos em tramitação dentro do Conselho e outros quatro em análise no MMA. De acordo com ministra interina do Ministério do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, sua aprovação concluiu um ciclo estruturante dentro do Conama, se juntando à definições que tratam da qualidade do ar e da água, desde a década de 80.

A Resolução aprovada determina que o gerenciamento de áreas contaminadas terá como princípios básicos a geração e disponibilização de informações; a articulação, cooperação e intergração interistitucional entre os órgãos da União,dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, os proprietários, os usuários e demais beneficiados ou afetados; a gradualidade na fixação de metas ambientais, como subsídio à definição de ações a serem cumpridas; a racionalidade e otimização de ações e custos; a responsabilização do causador pelo dano e suas consequências e a comunicação do risco.

Para o gerenciamento das áreas serão procedimentos e ações deverão estar voltados ao atendimento da eliminação do perigo ou à redução do risco à saúde humana; da eliminação ou minimização dos riscos ao meio ambiente; para evitar danos aos demais bens a proteger; evitar danos ao bem estar público durante a execução de ações para a reabilitação; e possibilitar o uso declarado ou futuro da área, observando o planejamento de uso e ocupação do solo.

O órgão ambiental responsável pelo gerenciamento da área deverá instituir procedimentos e ações de investigação e de gestão seguindo etapas determinadas de Identificação, Diagnóstico e Intervenção.

Na primeira etapa, quando forem identificadas áreas contaminadas, deve ser realizada uma investigação confirmatória, com custos para o responsável, seguindo normas técnicas e procedimentos vigentes. O diagnóstico tem por objetivo subsidiar a etapa de intervenção, caso a investigação confirmatória tenha identificado substâncias químicas em concentrações acima do valor de investigação. A intervenção prevê a execução de ações de controle para a eliminação do perigo ou sua redução a níveis toleráveis, bem como o monitoramento da eficácia das ações executadas, considerando o uso atual ou futuro da área. (Fonte: MMA)

Projeto da Universidade de Brasília vai produzir asfalto a partir de material reciclado


O Centro de Formação de Recursos Humanos em Transportes, Ceftru, da Universidade de Brasília, UnB, está desenvolvendo um projeto para aproveitar materiais reciclados na pavimentação de rodovias. Intitulado de Materiais Reciclados para Utilização em Pavimentação, o prjeto recebeu um financiamento da ordem de R$ 1,119 milhão do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência, Pronex. Serão utilizados dois tipos de materiais, o asfalto fresado, retirado do revestimento de rodovias já desgastadas e materiais de demolições da construção civil. De acordo com dados da Associação de Empresas Coletoras de Entulhos e Similares, Ascoles, são desperdiçadas 150 toneladas de resíduos da construção civil por mês no Distrito Federal. “Além de ser muito lixo, ainda reduz a vida útil dos aterros sanitários, que suportam peso até certo limite”, explica o coordenador do projeto, professor Márcio Muniz. Os custos também serão reduzidos, cada quilômetro novo de rodovia custa em média entre US$ 400 mil e US$ 500 mil. Com o asfalto produzido a partir do material reciclado, a recuperação poderá custar apenas US$ 100 mil. (Fonte: AmbienteBrasil)
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