2 de jul de 2010

Pantanal some mais depressa que a Amazônia


O desmatamento no Pantanal tem ritmo mais intenso do que na Amazônia. O dado, divulgado ontem, vem do primeiro monitoramento via satélite do bioma, que abrange os Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Entre 2002 e 2008, o Pantanal perdeu 2,82% de sua área, enquanto o desmatamento na Amazônia atingiu 2,54% do terreno total.

O estudo divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente revelou que o desmatamento no Pantanal atingiu 4.279 km2, o equivalente a quase três vezes a área da cidade de São Paulo. "É um bioma que está sofrendo perda de vegetação. É preocupante", disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. A ministra afirmou que um dos fatores que podem explicar esses índices é o fato de o Pantanal não contar com unidades de conservação como a Amazônia.

Estudos têm mostrado que a criação de áreas protegidas foram um dos principais fatores por trás da redução da devastação da Amazônia, observada nos últimos anos. O Pantanal está quase todo dividido em terras privadas. Apesar de a principal atividade econômica da região, a pecuária, conviver bem com a mata nativa, tem havido corte de floresta nas zonas que não alagam para a ampliação de pastagens.

A ministra apontou outro possível fator de pressão sobre o bioma -o crescimento de atividades como a produção de carvão vegetal para alimentar siderúrgicas em Mato Grosso do Sul.
"Ainda não foram identificadas todas as causas que explicam a perda de vegetação no bioma. O ministério vai aprofundar os atuais estudos e marcar encontros com os governos estaduais", informou a ministra. Até o fim do ano, estão planejadas dez operações contra o desmatamento para o bioma Pantanal. (Fonte: Folha Online)
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