27 de mai de 2010

Saneamento é inexistente para 700 milhões de pessoas no mundo


Estudo divulgado pelo programa de água e saneamento do Banco Mundial afirma que cerca de 700 milhões de pessoas permanecem sem nenhum tipo de saneamento básico e 2,5 bilhões delas vivem sem instalações sanitárias adequadas.

Segundo o programa de água e saneamento do Banco Mundial, embora proporcionalmente a quantidade de pessoas sem acesso a esses serviços venha diminuindo consideravelmente nas últimas décadas, a carência continua, em números absolutos, acompanhando um crescimento populacional de 779 milhões de pessoas desde 1990.

A região com os piores números do planeta é o sudeste asiático, embora os países da área tenham reduzido em 17 pontos percentuais a proporção de pessoas que ainda precisam defecar e urinar ao ar livre, sem nenhuma separação sanitária, em um período de 16 anos. Em 1990, o índice naquela região era de 65% da população; ele caiu para 48% – pouco menos da metade da população – até 2006, data da mais recente estimativa do WSP. Na média mundial, a queda foi de 24% para 18%.

Estes fatores deverão agilizar os investimentos no setor de saneamento no Brasil, que ainda hoje ostenta um déficit da ordem de 50% na área de esgotamento sanitário. E pode representar uma chance de ouro para a universalização dos serviços, pelo menos nos 12 estados que vão sediar a Copa, inclusive no Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas.

Caixa tem R$ 5 bilhões nos cofres a espera de projetos para saneamento

A Caixa Econômica Federal tem disponíveis, hoje, R$ 5 bilhões para financiar projetos de saneamento ambiental, provenientes do FGTS, que ainda não foram aplicados em obras públicas por falta de projetos, segundo o superintendente nacional de saneamento e infra-estrutura da Caixa, Rogério de Paula Tavares.

Segundo Rogério Tavares, hoje no Brasil, existem dificuldades para se preparar projetos com cunho de captação de recursos públicos, e esta é a única explicação para se ter em caixa tanto dinheiro. A grande verdade é que a máquina pública exige uma série de itens, detalhamentos e documentos que muitos gestores do setor não conseguem atender, atrasando a liberação desta verba. Segundo o executivo, parte dos recursos do PAC não foi liberada ainda por este motivo.

“Como na última década não havia perspectiva de captação de recursos, não se fazia projetos. Isto atrapalhou toda a engrenagem, que agora não funciona como deveria”, conta Tavares. Ele explica que, no atual cenário, existem fontes de financiamento (FGTS, BNDES, Mercado de Capitais e organismos internacionais, como o Banco Mundial, por exemplo), além de ações compensatórias e recursos do Orçamento Geral da União e de orçamentos estaduais e municipais. Além disso, há também fontes internas de longo prazo, coisa que outros países da América Latina não possuem.

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