24 de dez de 2010

Boas Festas!!

23 de dez de 2010

Cuidado com o presente de natal

Celulares, MP3 e tablets causam impacto no planeta, alerta associação


São pequenos, leves e tentadores, mas os celulares, os MP3, os tablets ou outros brinquedinhos eletrônicos que dominarão as árvores de Natal este fim de ano têm um impacto notável sobre o ambiente. 

De sua fabricação, que requer a extração de minerais raros que geram emissões de CO2, até o final de sua vida, quando devem ser submetidos a um processo de reciclagem nem sempre empregados, estes aparelhos têm todas as características necessárias para não integrar a lista de presentes dos defensores do ambiente. 

"São aparelhos em miniatura, com um aspecto inofensivo, mas têm um impacto ambiental colossal: para extrair pequenas quantidades de minerais, é preciso desmatar hectares de florestas e espaços naturais", denuncia Annelaure Wittmann, da Associação Amigos da Terra. 

Wittmann cita o exemplo República Democrática do Congo (RDC), onde a extração de mineral indispensável para a fabricação de celulares ameaça as populações de gorilas. A ONG já lançou ataques contra o iPad da Apple, criticando "o incrível desperdício de matérias-primas que sua fabricação requer". 

Em termos de gases de efeito estufa, a compra de equipamentos eletrônicos representa de 6% a 7% das emissões anuais de um cidadão francês, mais da metade das quais vem de televisores, segundo Jean-Marc Jancovici do gabinete de assessoria Carbone 4. 

O Centro Nacional francês de Informação Independente sobre Dejetos (Cniid, na sigla original), que milita por uma redução destes resíduos, denuncia "a estratégia deliberada" dos fabricantes destes aparelhos ao reduzir a duração de sua vida ativa, porque são dificilmente reparáveis ou porque estão submetidos à "ditadura da moda". 

"São vendidos como coisas indispensáveis de ter, dando a impressão de que não se pode viver sem um iPhone", lamenta Hélène Bourges, encarregada do Cniid. 

A importante taxa de renovação destes aparelhos - a cada dois anos para os celulares, por exemplo - causa um problema, já que muitos deles são descartados quando podiam ser úteis. 

Esses aparelhos, cujos componentes são de forte poluição, não devem ser jogados em latas de lixo comum, e sim em lugares de reciclagem especiais, recorda Christian Brabant, diretor-geral da Eco-systèmes, o organismo francês que gerencia desde 2006 o recolhimento de resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos. 

Atualmente, menos da terça parte dos aparelhos vendidos no mercado é colocada ao fim de sua vida útil nesses locais de reciclagem (6,5 kg por habitante por 22 quilos de produtos comercializados em 2009). 

"Muitos aparelhos são guardados ou jogados no lixo. A prioridade é levá-los aos locais adequados ou devolvê-los ao distribuidor", explica. 

Para quem, apesar de tudo, quer ganhar um novo smartphone de presente de Natal, é possível encontrar material de segunda mão, afirma Annelaure Wittmann, que aconselha, além disso, que sejam dados presentes mais virtuais, como um lote de músicas para ser baixado legalmente. 

Fonte: Folha.com

22 de dez de 2010

Praia do Tombo, no Guarujá, ganha a Bandeira Azul



GUARUJÁ - No topo de um mastro recuperado na sucata da prefeitura do Guarujá, no litoral sul, uma bandeira que é hasteada desde a semana passada na Praia do Tombo é motivo de orgulho para seus frequentadores. É a “Blue Flag”, a bandeira azul concedida pela organização não-governamental dinamarquesa Foundation for Environmental Education a praias consideradas top em quesitos socioambientais.  

 

Mais de 3.200 praias do mundo possuem a certificação. No Brasil, porém, Guarujá se une apenas a Jurerê Internacional, em Santa Catarina, que conseguiu o feito no ano passado.
Foram quatro anos de discussões e adaptações para a praia queridinha dos surfistas, que tem 800 metros de extensão, enfim conseguir a certificação. “Tivemos que cumprir 32 itens, mas o ponto de partida do Bandeira Azul é a qualidade do mar, o que a do Tombo já possuía”, conta o secretário municipal de Meio Ambiente, Elio Lopes.

Os critérios para balneabilidade, segundo ele, são mais rígidos do que os da agência ambiental de São Paulo, a Cetesb. Para a obtenção do certificado, foram detectadas as ligações clandestinas e eliminado todo e qualquer esgoto da rede pluvial que desemboca na praia. Além disso, a água passou a ser submetida a análises duas vezes por dia.

O cumprimento dos índices de balneabilidade e de outras exigências do programa é vistoriado sem que a cidade seja avisada pela ONG Instituto Ambiental Ratones (IAR), de Santa Catarina, que coordena o Bandeira Azul no Brasil. As praias com Bandeira Azul precisam renovar a certificação anualmente. “Conseguir a Bandeira Azul é dificílimo, mas mantê-la é mais ainda. A parte da educação é a mais importante”, afirma o secretário.

Para isso, foi criado o Núcleo de Educação Ambiental, que funciona em um pequeno prédio no calçadão da orla. “Na semana passada, tivemos cursos para os ambulantes da praia sobre como manusear os alimentos com higiene”, conta Eloíza Prado, coordenadora do núcleo. O local também concentra algumas exigências da certificação: é lá que ficam os reagentes e relatórios das análises da água, os banheiros (incluindo o de deficientes), o bebedouro, o centro de informações turísticas, a câmera de monitoramento para a segurança e lixeiras para coleta seletiva de materiais recicláveis e óleo. 

De acordo com Lopes, a adaptação da Praia do Tombo não custou muito aos cofres públicos. “Não tem como calcularmos exatamente quanto foi gasto, pois foram verbas de diferentes secretarias, mas foi pouco. Fizemos parcerias e usamos a criatividade”, diz ele, citando o mastro da bandeira recuperado da sucata e o acordo com quiosques da orla para que seus chuveiros pudessem ser usados por todos. 

O que eles pedem

- Existência de recipientes para lixo em bom estado e de instalações sanitárias e chuveiros em número suficiente
- Normas relativas a cães e outros animais domésticos na praia devem ser obrigatórias
- Meios de transporte sustentáveis devem ser estimulados na área da praia
- Dispor de número adequado de salva-vidas
- Estar equipada para receber pessoas com necessidades especiais
- Policiamento na área da praia

Fonte: O Estado de São Paulo

21 de dez de 2010

Equipamento vai eliminar CFC e evitar emissão de CO2


 Equipamento vai eliminar CFC de geladeiras e evitar emissão de CO2

A segunda planta de manufatura reversa (reciclagem) de geladeiras do País será inaugurada nesta quarta-feira (15), no município de Careaçú (MG). O equipamento da empresa Revert Brasil é totalmente automatizado e terá capacidade para processar até 450 mil unidades por ano, o que equivale a cerca de 1.500 geladeiras por dia.

O CFC é um dos principais responsáveis pela redução da camada de ozônio, que protege a terra do excesso de raios ultravioletas, capazes de causar doenças como o câncer de pele. Além disso, esse gás contribui para o aquecimento global.

De acordo com a coordenadora de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, Magna Luduvice, existe hoje no País um passivo de 10 milhões de refrigeradores que poderão ser processados por meio dessa tecnologia inédita no Brasil.

A eficiência de processamento do equipamento permite retirar mais de 99% dos gases CFCs existentes no refrigerador, tanto no sistema de refrigeração (CFC-12) quanto na espuma de isolamento (CFC-11). Estima-se uma redução na emissão de três toneladas de CO2 equivalente por refrigerador, ou seja, 1,35 milhão de toneladas de CO2 equivalentes deixarão de ser lançados na atmosfera, por ano. O equipamento também conseguirá separar, com mais de 95% de pureza, os demais materiais que compõe o refrigerador, tais como: poliuretano, plástico, ferro, cobre e alumínio.

Com a implantação dessa planta, os refrigeradores antigos, com mais de dez anos, substituídos nos projetos de eficiência energética pelas distribuidoras de energia elétrica poderão ter as substâncias nocivas à camada de ozônio e ao clima recolhidas e destinadas adequadamente.

A planta de manufatura reversa de refrigeradores operada pela Revert Brasil está inserida no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica assinado, em 2009, pelos governos alemão e brasileiro por meio do Ministério do Meio Ambiente Alemão e da Agência de Cooperação Técnica Alemã e do Ministério do Meio Ambiente do Brasil e da Agência Brasileira de Cooperação.

Esse acordo tem por objetivo apoiar a introdução de um programa piloto de logística reversa de refrigeradores no Brasil, incluindo a instalação de um equipamento modelo de manufatura reversa. O valor total do projeto é de cerca de 10 milhões de euros, sendo cinco milhões do governo alemão e os outros cinco milhões do operador do equipamento a Revert Brasil Soluções Ambientais Ltda.

O projeto compreende além da instalação da planta de manufatura reversa de refrigeradores, o treinamento de pessoal para logística reversa de refrigeradores, incluindo catadores de materiais recicláveis e demais atores dessa cadeia e também o intercâmbio de informações técnicas sobre a logística reversa de refrigeradores entre os dois países.

O evento contará com a presença de representantes da Agência de Cooperação Técnica Alemã, do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, do governo do Estado de Minas Gerais, da Prefeitura de Careaçú, além de demais representantes do setor de manufatura e manutenção de equipamentos de refrigeração, cooperativas de catadores, empresas do ramo de coleta e reciclagem, entre outros.

Histórico – No Brasil, a produção e o consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio (SDOs), como os clorofluorcarbonos (CFCs), foram eliminadas com êxito no âmbito do Protocolo de Montreal. No entanto, uma quantidade significativa de SDOs ainda pode ser encontrada nos equipamentos de refrigeração, entre eles refrigeradores, que estão em uso.

Desde 1999, já não se produzem mais veículos e condicionadores de ar com CFC. A partir de 2001, não se fabricam mais refrigeradores domésticos e comerciais com esses gases. Para eliminar os CFCs remanescentes e gerenciar o seu passivo, o governo brasileiro desenvolveu uma série de projetos (treinamento, incentivo à coleta, reciclagem e regeneração de SDOs) com o objetivo de impedir que os CFCs contidos nos equipamentos produzidos naquele período fossem lançados na atmosfera.

Ao final da vida útil, no entanto, os equipamentos que contêm substâncias destruidoras da camada de ozônio devem ser corretamente gerenciados, a fim de evitar o vazamento dessas substâncias para a atmosfera. Até pouco tempo no Brasil, recolhia-se somente o CFC presente no circuito de refrigeração dos refrigeradores antigos, pois não havia tecnologia para o recolhimento do gás contido na espuma de isolamento. Com a implantação dessa tecnologia, o Brasil avança, além da eliminação da produção e consumo dos CFCs, para o correto gerenciamento dos bancos de SDOs. (Fonte: Daniela Mendes/ MMA)
Fonte: Ambientebrasil

20 de dez de 2010

Governo do Rio testa asfalto ecológico em estradas


O governo do Rio de Janeiro começou a testar asfalto sustentável como alternativa para aumentar a segurança  nas estradas e espera adotar a iniciativa em todo o estado. O asfalto ecológico, como está sendo chamado, deixa a pista menos escorregadia em dias de chuva e tem maior durabilidade. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) informou nesta segunda-feira (13) que, além do esforço ecológico, a ideia é ter uma produção de asfalto de melhor qualidade e com baixo custo.

Para testar o novo tipo de pavimentação que usa uma mistura com pneus triturados, a primeira estrada brasileira a receber 35 quilômetros desse tipo de asfalto será a RJ-122, conhecida como Rio-Friburgo, rodovia que liga os municípios de Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, na região metropolitana do Rio. O diretor de Obras do DER-RJ, o engenheiro Ângelo Pinto, afirmou que cada metro quadrado de asfalto ecológico retira do meio ambiente o equivalente a um pneu usado.

“Além de conseguir gastar [na fabricação do asfalto] uma quantidade muito grande de pneus, esse pavimento com alta viscosidade, elevado percentual de borracha, permite uma redução de ruído muito grande”, explica o engenheiro. Ele destaca que a mistura garante uma massa asfáltica com alto coeficiente de atrito, aumentando a performance dos carros. Com isso, é possível reduzir o número de acidentes nas pistas.

O diretor afirma que a obra será concluída no segundo semestre do ano que vem e a expectativa é que o piso tenha a durabilidade de 20 anos, o dobro em relação a recapeamentos comuns. Segundo Ângelo Pinto, a utilização dessa tecnologia vai depender da conveniência, logística e disponibilidade de pneus em cada obra, que segue a orientação dos secretários municipais. Entretanto, ele afirma que “é uma tendência que [o asfalto ecológico] seja usado cada vez mais em rodovias”.

Segundo o DER-RJ, outras pesquisas com polímeros à base de borracha estão sendo feitas para aumentar a segurança e o conforto dos condutores nas estradas.

Uma usina móvel foi instalada em Cachoeiras de Macacu para produzir o material, que foi inventado em 1960, no Arizona (Estados Unidos), mas só foi liberado para uso em escala industrial após a quebra da patente do produto, em 1998. (Fonte: Agencia Brasil)

Fonte: Ambientebrasil

16 de dez de 2010

Iluminação das cidades piora poluição do ar

Pesquisadores americanos afirmam que brilho das luzes impede limpeza natural da atmosfera


Uma pesquisa de cientistas americanos sugere que as luzes fortes de cidades podem piorar a poluição do ar.  

O estudo da Administração Oceanográfica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) indica que a claridade que é jogada para o céu interfere com reações químicas.
Essas reações normalmente ajudam a limpar o ar da fumaça dos carros e fábricas durante a noite. 

O estudo da NOAA foi realizado com a ajuda de uma aeronave que sobrevoou Los Angeles e foi apresentado na reunião da União Americana de Geofísica, em São Francisco.

Limpeza noturna. Escapamentos de carros, chaminés de fábricas e outros tipos de emissões formam uma mistura de moléculas que a natureza tenta limpar. 

Para esta limpeza é usado um óxido de nitrogênio que quebra elementos químicos que, de outra maneira, formariam poluição e ozônio e que transformam o ar da cidade em algo irritante para as vias respiratórias. 

A limpeza geralmente ocorre durante as horas de escuridão, pois o óxido de nitrogênio é destruído pela luz do sol, por isso este óxido de nitrogênio aparece apenas durante a noite.
As novas medições do NOAA indicam que a energia de luzes que ficam acesas durante toda a noite nos grandes centros urbanos estão suprimindo o óxido de nitrogênio. As luzes podem ser 10 mil vezes mais fracas do que o Sol, mas o efeito ainda é significativo. 

"Nossos primeiros resultados indicam que as luzes podem desacelerar a limpeza noturna em até 7% e elas também podem aumentar em até 5% os (elementos) químicos iniciais para poluição por ozônio no dia seguinte", afirmou Harald Stark, do NOAA, à BBC. 

"Precisamos trabalhar mais para quantificar o próximo passo, que será o quanto de ozônio nós podemos ter no dia seguinte. Este trabalho será importante, pois muitas cidades estão perto de seus limites regulatórios em termos de níveis de ozônio. Então, até mesmo uma mudança pequena pode ser importante", acrescentou o cientista. 

A maioria das lâmpadas usadas em Los Angeles é de lâmpadas de vapor de sódio ou então halógenas. De acordo com Stark, mudar a iluminação pública para outros tipos de lâmpadas limitariam esse efeito. 

Luz vermelha. O óxido de nitrogênio é menos afetado por luz vermelha, mas o cientista duvida que as autoridades municipais queiram iluminar as cidades com luzes vermelhas. Mas, uma forma de lidar com o problema seria seguir as orientações ativistas que fazem campanha por "céus escuros", que afirmam que é melhor manter as luzes apontadas para o chão para evitar que o brilho apague a luz das estrelas. 

"Este efeito é mais grave no alto, no ar, do que diretamente no chão. Então, se você conseguir manter a luz apontada para baixo e não a quer refletida nos céus, para partes mais altas da atmosfera, então você certamente terá um efeito muito menor", disse Stark.  BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 
 
Fonte: O Estado de São Paulo

15 de dez de 2010

Brasil é responsável por 52% dos GEE


Brasil é responsável por 52% dos gases do efeito estufa na América Latina

Brasil, Argentina, Venezuela e México são responsáveis por 79% das emissões de gases que causam o efeito estufa na América Latina, indica um relatório das Nações Unidas divulgado nesta segunda-feira (6) na Cúpula sobre Mudança Climática (COP-16).

O documento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal), desenvolvido com o apoio do instituto GRID Arendal, destaca que o Brasil sozinho fornece 52% das emissões de toda a região.

O estudo adverte que as emissões globais de dióxido de carbono (CO2) na América Latina em 2006, excluindo as por mudança no uso da terra, foram de 38,754 bilhões de toneladas métricas.

Analisando dados de 2005, a pesquisa assinala que a média das emissões per capita da região, também excluindo as por mudança no uso da terra, foi de 5,5 toneladas métricas de CO2, sendo que Trinidad e Tobago, Uruguai, Venezuela e Argentina registraram, nessa ordem, as maiores emissões por habitante.

As principais fontes de emissão de gases do efeito estufa na América Latina são a mudança no uso da terra e silvicultura, agricultura e energia, acrescenta o documento, intitulado “Os Gráficos Vitais da Mudança Climática na América Latina e Caribe”.

Por países, o Brasil é o maior emissor por mudança no uso da terra, com mais de 800 mil toneladas métricas de CO2.

“A importância da agricultura na região se vê refletida também nas emissões, tendo Brasil, Paraguai, Argentina, Jamaica e Colômbia uma participação significativa deste setor no total de suas emissões”, ressalta o estudo.

Quanto às emissões por energia na região, os dois países que mais contribuem são México e Brasil, que juntos emitem mais de 500 mil toneladas de CO2.

“Apesar de ainda não sermos grandes emissores, se a América Latina seguir crescendo de maneira contínua e com a mesma plataforma produtiva, poderemos nos transformar em grandes emissores no futuro”, indicou o pesquisador da Cepal e coautor do documento, Luis Miguel Galindo, em entrevista coletiva para apresentar os resultados do estudo.

Segundo Galindo, América Latina e Caribe têm um índice de emissões de 1.152 toneladas de CO2 por cada milhão de dólares do seu Produto Interno Bruto (PIB), muito superior à média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de 481 toneladas de CO2 por cada milhão de dólares de PIB. (Fonte: Folha.com)

Fonte: Ambientebrasil

14 de dez de 2010

Fogões ecoeficiente beneficiam famílias no Ceará


O fogão ecoeficiente, criado pelo IDER – Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis e desenvolvido em parceria com o Governo do Estado do Ceará, já beneficiou 17 mil famílias de de 65 municípios que tiveram fogões a lenha substituídos sem custo.

A proposta é simples. Preservar o meio ambiente com a menor queima de lenha e  melhorar a qualidade de vida nas comunidades rurais, que enfrentam diariamenta a fumaça dos fogões a lenha.

O fogão ecoeficiente, feito de tijolo refratário (que suporta altas temperaturas) e uma caixa de metal, reduz em até 40% o consumo de lenha. “Este projeto tem ganhos ambientais, pois o fogão é construído de forma que a lenha é queimada com eficiência, e de saúde, pois a construção do fogão direciona toda a produção de fumaça para fora da casa evitando as doenças respiratórias”, explica o assessor técnico do IDER, Ákilas Girão.

Ákilas explica que a meta principal é atender residências que tenham mulheres, crianças e idosos, já que estes estão mais vulneráveis às doenças causadas pela fumaça, e que também já possuem o fogão antigo, para que seja substituído pelo fogão ecoeficiente. O projeto foi  vencedor do 15º Prêmio Ford de Conservação Ambiental na categoria Negócios em conservação.

Segundo Ákilas, as instalações acontecem em municípios definidos conforme critérios da Secretária das Cidades do Governo do Ceará. “Caso outros Estados estejam interessados, torna-se necessário a mobilização deste Estado ou município para que se instale uma política pública como a que acontece no Ceará ou, pelo menos, projetos pilotos iniciais.”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, todos os anos, 1,6 milhões de pessoas morram por doenças causadas pela fumaça da queima da lenha.

Educação ambiental – O Instituto desenvolve atividades de educação ambiental durante a instalação dos fogões ecoeficientes. “Antes da instalação de cada fogão é realizada uma reunião com a comunidade que será beneficiada. Durante a reunião os técnicos do IDER reflexionam junto às famílias sobre a necessidade e a importância da economia da lenha e realizam novamente um trabalho de memória para lembrar que as famílias precisam caminhar cada vez mais para recolher a lenha que precisam”, explica a engenheira agrônoma Ivania Dal Piva.

O IDER também desenvolve projetos de conscientização da população sobre a importância da preservação ambiental. Destacando as principais potencialidades e ameaças à natureza, os próprios moradores identificam os pontos críticos de problemas como desertificação, perda da qualidade de solo, desaparecimento de espécies, assoreamento de fontes de água e práticas insustentáveis de relacionamento com a natureza. “De acordo com a especificidade de cada uma – praia, serra e sertão -, o passo seguinte é promover ações concretas para preservar o meio ambiente local”, explica Ivania.

Fonte: ambientebrasil

10 de dez de 2010

Buraco da camada de ozôno é o menor

Buraco da camada de ozônio sobre a Antártida é o menor em 5 anos
 
Abertura ocupa área de 22 milhões de km2; impacto diminuiu após proibição de produtos nocivos

SYDNEY - O buraco da camada de ozônio sobre a Antártida se reduziu ao seu menor tamanho nos últimos cinco anos, indicou nesta sexta-feira, 3, o Instituto Nacional de Água e Pesquisa Atmosférica da Nova Zelândia.

Os cientistas calculam que o tamanho do buraco é de 22 milhões de km², dois milhões menos que em 2009. A maior área foi registrada em 2000: 29 milhões de km². 

O deficit da massa de ozônio também se reduziu, a 27 milhões de toneladas, sensível melhora se comparado com as 35 milhões de toneladas de 2009 e as 43 milhões de 2000. 

"Podemos dizer que o buraco na camada de ozônio está melhorando, de acordo com as observações deste ano", disse o cientista Stephen Wood, que apontou que as iniciativas internacionais como o Protocolo de Montreal, de 1987, estão dando resultados. 

O impacto sobre a camada de ozônio, que protege a Terra das radiações ultravioleta, diminuiu após a proibição de produtos como o clorofluorcarbono (CFC), usado em refrigeradores e aerossóis, desde o acordo de Montreal. 
 
Fonte: O Estado de São Paulo

9 de dez de 2010

Plano de Recursos Hídricos tem 28 ações prioritárias

 
Plano de Recursos Hídricos tem 28 ações prioritárias para 2011-2014

As 28 ações prioritárias do Plano Nacional de Recursos Hídricos 2025 foram apresentadas pelo diretor de Recursos Hídricos do MMA, Marco Neves, na última sexta-feira (26), durante o encerramento da reunião plenária do XII Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas, em Fortaleza (CE).

Durante quatro dias, as 160 sugestões originadas das oficinas regionais foram debatidas por técnicos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Agência Nacional de Águas (ANA); por representantes do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH); dos fóruns de Órgãos Gestores de Água; dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos; dos Comitês de Bacias Hidrográficas; dos órgãos gestores de recursos hídricos dos estados; das Comissões Organizadoras Regionais; e por gestores do setor governamental e do setor usuário.

No final dos trabalhos, os grupos priorizaram as 28 ações estratégicas, com abrangência nacional, que deverão ser pactuadas para a gestão dos recursos hídricos no período 2011-2014 – com rebatimento em cada uma das 12 regiões hidrográficas brasileiras.

Do total de 160 sugestões, 37% estavam relacionadas com o fortalecimento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh) e a implementação dos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos; 26% com a gestão ambiental e usos múltiplos da água; 13% com as situações especiais de planejamento; 9% com ações de Educação Ambiental, Comunicação Social e desenvolvimento de capacidades; 9% com estudos e desenvolvimento de tecnologias; e 7% com articulação das políticas públicas existentes.

Neves esclareceu que a consulta para definição das ações prioritárias encerra a primeira etapa do processo de revisão do PNRH. Segundo ele, agora o conjunto de ações passará pela análise da Câmara Técnica de Planejamento e, depois, seguirá para deliberação do CNRH. “A etapa de oficinas representou o caráter democrático, representativo, descentralizado e participativo da gestão das águas do País. E as propostas que chegarão ao Conselho foram legitimadas socialmente”, avaliou o diretor de Recursos Hídricos do MMA.

Entre as várias ações propostas para o pacto do PNRH 2025 destacam-se o fomento aos estudos sobre os impactos sobre os recursos hídricos; o desenvolvimento de tecnologias e metodologias para gestão, considerando o conhecimento tradicional; e o apoio para elaboração de planos estaduais e de bacia.

As oficinas regionais tiveram por objetivo o fortalecimento do Singreh. Também buscaram propiciar o diálogo entre os estados, envolver os municípios no processo e promover a articulação intersetorial, principalmente das esferas de planejamento de recursos hídricos. Já a oficina Nacional de Consolidação do Processo Regional propiciou a aproximação entre os entes do Singreh, promovendo um debate estratégico nacional para alcance de consenso mínimo acerca das ações prioritárias.

O processo de revisão foi para avaliar os avanços e desafios dos primeiros anos de vigência (2006-2010) e priorizar ações para gestão dos recursos hídricos nos próximos quatro anos, além de definir as estratégias para a sua implementação.

Para 2011, estão previstos seminários para divulgação das informações consolidadas e pactuação da implementação. Também está programada a realização de um seminário nacional intitulado PNRH 2025: Resultados e Melhores Práticas e Seminários Regionais, visando à divulgação dos resultados da revisão e de experiências bem sucedidas relacionadas às ações prioritárias.

Sistema de Informações – O Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Agência Nacional de Águas, vai disponibilizar, no primeiro semestre de 2011, o Sistema Nacional de Informações do PNRH (SI-PNRH).

O sistema será dinâmico, cruzará informações gerando mapas e relatórios na web, por meio da articulação entre os instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos. Assim como o PNRH, a evolução dos instrumentos será avaliada a cada quatro anos. (Fonte: MMA)

Fonte: Ambiente Brasil

8 de dez de 2010

Metas para redução das sacolas plásticas


MMA e Abras estabelecem metas para redução das sacolas plásticas

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) firmou pacto setorial com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) para reduzir em 30% as sacolas plásticas nas lojas de todo o país até 2013 e 40% até 2014, tendo como base os números de produção de 2010, que até agora estão estimados em aproximadamente 14 bilhões. A meta está no Plano Abras de Ação Sustentável – 2011, que dedica um capítulo especial para as ações de redução do consumo de sacolas plásticas.

De 2007 a 2009, dados da Indústria do Plástico mostram redução de 30%, mas ainda há muito a ser feito. Para alcançar a meta, a Abras irá elaborar um manual de ações de boas práticas nos pontos de venda para conscientizar funcionários e consumidores dos benefícios da redução das sacolas plásticas; produzirá uma campanha publicitária aberta à adesão voluntária de todas redes de varejo; fará pesquisa para acompanhar a redução da distribuição de sacolas nos pontos de venda das empresas; premiará os casos de sucesso de redução do consumo de sacolas; e divulgará boas práticas do uso de sacolas plásticas em todos os Estados, por meio dos cursos de operador de caixa e de empacotador da Escola Nacional de Supermercados.

PPCS – A iniciativa da Abras segue as diretrizes do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) do MMA, que estava em consulta pública até 30 de novembro para receber comentários e sugestões da sociedade. Dessa forma, no texto final do PPCS, que deve ser publicado até o final do ano, o Plano da Abras constará como pacto setorial para varejo e consumo sustentáveis.

“Desde 2009, quando lançamos a campanha Saco é um Saco, contamos com o apoio da Abras e de várias redes de supermercados. Mas as metas de redução eram individuais. Agora a meta é nacional, assumida pelo conjunto dos varejistas. Ter o apoio da Abras neste importante passo é vital, pois ela representa mais de 76 mil estabelecimentos espalhados por todo o País. Acho que esta ação enriquecerá o Plano de Produção e Consumo e aponta as imensas possibilidades de outras semelhantes que visam aumentar o número de cidadãos e instituições que praticam o consumo responsável”, ressaltou a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo.

A recente pesquisa divulgada pelo MMA “Sustentabilidade: Aqui e Agora” aponta que 60% dos brasileiros aprovariam uma lei que proibisse a distribuição gratuita das sacolinhas, 69% adotariam outro tipo de saco ou sacola para carregar suas compras e 47% voltariam a usar latas, lixeiras e latões para acondicionar seu lixo.

Apesar de estar ciente dos problemas causados pelo consumo excessivo das sacolas plásticas e já ter na ponta da língua alternativas para não usá-las, os brasileiros ainda não mudaram efetivamente seu comportamento no dia-a-dia e ainda não incorporaram a cultura da sacola retornável. O Plano da Abras mostra como o mercado e o poder público vêm se preparando para estimular cada vez mais o consumo consciente e facilitar a mudança de comportamento do consumidor de forma permanente. (Fonte: MMA)

Fonte: Ambiente Brasil

7 de dez de 2010

Bactéria que ‘come’ arsênico altera definição da vida



Um estranho lago salgado na Califórnia abriga uma bactéria igualmente estranha, que sobrevive à base de arsênico e que redefine a vida tal qual a conhecemos, disseram pesquisadores na quinta-feira (2).

A bactéria não só ‘come’ arsênico como também incorpora esse elemento tóxico diretamente ao seu DNA, segundo os pesquisadores.

A descoberta mostra como os cientistas sabem pouco a respeito das formas de vida na Terra, e pode ampliar enormemente o campo de busca por seres em outros planetas ou luas, disse a equipe financiada pela Nasa.

‘A vida tal qual a conhecemos exige elementos químicos particulares e exclui outros’, disse Ariel Anbar, da Universidade Estadual do Arizona, em nota. ‘Mas essas são as únicas opções? Quão diferente a vida pode ser?’

O estudo, publicado na revista Science, demonstra que um dos mais notórios venenos da Terra pode também ser a matéria-prima para a vida de algumas criaturas.

Anbar, Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da Nasa, e seus colegas encontraram essa cepa especial da bactéria ‘Halomonadaceae’ no lago Mono, na Califórnia, que foi formado numa região vulcânica, com minerais muito densos, inclusive o arsênico.

O lago está repleto de vida, mas não de peixes. Ele também contém as bactérias. ‘A vida é principalmente composta dos elementos carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre e fósforo’, escreveram os pesquisadores na Science.

Esses seis elementos compõem os ácidos nucleicos – o A, C, T e G do DNA – e também as proteínas e lipídios. Mas teoricamente não há razão pela qual outros elementos não poderiam ser usados. Só que a ciência nunca havia encontrado nenhum ser vivo que os usasse.

Nessa pesquisa, os pesquisadores cultivaram micróbios do lago em uma solução de água com arsênico, contendo apenas uma pequena quantidade de fósforo.

A cepa GFAJ-1 da bactéria ‘Halomonadaceae’ cresceu quando havia só arsênico e só fósforo, mas não sem ambos os elementos. ‘Este organismo tem uma dupla capacidade’, disse em nota Paul Davies, da Nasa e da Universidade Estadual do Arizona. ‘Ele pode crescer com fósforo ou com arsênico. Isso o torna muito peculiar, embora fique aquém de ser alguma forma realmente ‘alienígena’ de vida, pertencente a um tronco diferente da vida, com uma origem em separado.’

Mas a descoberta sugere que os astrobiólogos – cientistas que procuram vida extraterrestre – não precisam restringir sua busca aos planetas que contém os mesmos elementos que a Terra.

‘Nossas descobertas são um lembrete de que a vida tal qual a conhecemos pode ser muito mais flexível do que geralmente supomos ou podemos imaginar’, disse Wolfe-Simon.

‘Se algo aqui na Terra pode fazer uma coisa tão inesperada, o que mais a vida pode fazer que ainda não vimos? Agora é a hora de descobrir.’

Fonte: Ambiente Brasil

6 de dez de 2010

Câmara aprova dois projetos de lei ambientais

A nova legislação vai regulamentar mercado de créditos de carbono em áreas florestais e remunerar proprietários de terras pela conservação ambiental

A Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou no dia 01/12/10 dois projetos de lei ligados à preservação ambiental. Um deles regulamenta o mecanismo de redução certificada de emissões do desmatamento e degradação (Redd, na sigla em inglês), que permite a compensação de emissões de gases de efeito estufa por meio da negociação de créditos de carbono de áreas florestais. Segundo o texto, terras indígenas, reservas florestais e quilombolas podem negociar esses créditos.

A outra proposta cria a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, que permite que donos de terras recebam pagamento pela conservação de áreas verdes e nascentes de rios. O relator da matéria, deputado Jorge Khoury (DEM-BA), disse que os projetos mostram que o Brasil está em sintonia com as negociações internacionais do clima. “Estamos na vanguarda dos temas ambientais.”

Os dois projetos de lei seguem agora para análise da Comissão de Finanças e Tributação e em seguida para a Comissão de Constituição e Justiça.

Fonte: O Estado de São Paulo

3 de dez de 2010

Brasil pode ter 93% da matriz energética limpa até 2050


Cancún - Um relatório do Greenpeace demonstra que o País pode ter 93% da energia elétrica com origem em fontes renováveis, como eólica, biomassa e solar, sem deixar de ter crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). O documento foi apresentado durante a Conferência do Clima da ONU de Cancún, a COP-16.

O aumento da energia limpa é chamado pela ONG ambientalista de revolução energética. Haveria benefício ao ambiente com a redução do uso de combustíveis fósseis para gerar energia, já que eles contribuem para as mudanças climáticas. Também seria uma forma de garantir a geração de 3 milhões de empregos.

Segundo Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energias renováveis do Greenpeace, foram consultados especialistas de diversas instituições para a elaboração do relatório, como a Universidade de São Paulo (USP) e a União da Indústria da Cana-de-Açúcar.

No cenário da revolução energética, as hidrelétricas responderiam por 45,6% da matriz, a eólica por 20,3%, a biomassa por 16,6% e a solar por 9,26%. Considera-se que é possível aumentar até 2050, nesse quadro, em até três vezes a taxa de consumo de energia e em até 4% o PIB. E não haveria necessidade de usar termelétricas a carvão, óleo diesel ou usinas nucleares. O gás natural, considerado “fonte de transição”, corresponderia a 7,3% da matriz. A energia oceânica teria 0,77%.

Como comparação, o cenário que usa dados do governo, menos ambicioso, aponta que em 2050 a eólica seria 6% da matriz, a biomassa 8,85% e a solar, menos de 1%. A fonte hidrelétrica seria a maioria (56,3%), gás natural seria 15,9%, óleo combustível, 5,35% e nuclear, 5,31%.

Fonte: O Estado de São Paulo

2 de dez de 2010

São Paulo terá de cortar 28,6 ton de GEE



Para cumprir lei estadual do clima, Estado precisa reduzir emissões principalmente nos setores de energia e transportes

Para cumprir a lei estadual de mudanças climáticas, São Paulo terá de reduzir em torno de 28,6 milhões de toneladas de gases que provocam o efeito estufa nos próximos dez anos. É o que aponta o primeiro inventário de emissões desses gases no Estado de São Paulo, divulgado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SMA) e pela Cetesb, a agência ambiental paulista.

O levantamento – que servirá de base para a elaboração de metas para reduzir a produção de gases em cada um dos setores da economia – foi construído com informações de 20 relatórios que mapearam emissões em áreas como resíduos, agropecuária, transportes e indústria, entre outros.

Em 2005, ano-base para a elaboração da lei, São Paulo emitiu 143,4 milhões de toneladas de gases-estufa. Os dados apontam que o setor de energia, que abrange geração de energia e o uso de combustíveis, responde por 57% das emissões – um total de 81,2 milhões de toneladas de carbono. A produção agropecuária representa 20% das emissões, e mudanças no uso da terra e desmatamento respondem por 9% dos poluentes. Já as atividades industriais representam 8% das emissões e resíduos, que inclui gases como o metano de aterros sanitários, são 6%.

De acordo com Fernando Rei, presidente da Cetesb, o perfil das emissões do Estado de São Paulo é diferente do do território nacional. No País, o desmatamento responde por mais de 70% do total das emissões brasileiras. “Em São Paulo, o grande vilão é o setor de transportes. O desafio será reduzir essas emissões, o que implica em mudanças na logística de cargas e também de passageiros”, diz.

As emissões do setor de transportes, que são contabilizadas dentro do relatório do setor de energia, são da ordem de 39,8 milhões de toneladas de carbono e representam mais do que a meta inteira de redução das emissões proposta para 2020. Segundo Rei, o objetivo da secretaria é que as metas específicas para transporte sejam negociadas junto com o setor.

“Isso vai demandar um esforço de política pública para incentivar, no transporte de cargas, o uso de ferrovias e hidrovias. E, no transporte de passageiros, incentivos à ampliação da rede metroviária e do transporte coletivo como um todo”, diz Rei. “Sem o envolvimento do setor de transportes, a lei de mudanças climáticas corre o risco de não sair do papel”, enfatiza.

Para Stela Goldenstein, ex-secretária de Meio Ambiente de São Paulo, será preciso um plano para tornar o setor de transportes mais sustentável. Ela faz parte de um comitê gestor criado pela secretaria para articular que a lei de mudanças climáticas seja cumprida. “O próximo passo é definir uma meta setorial.”

Fósseis

Como o Estado antecipou em novembro, as emissões de gases de efeito estufa derivadas da queima de combustíveis fósseis, como o diesel e a gasolina, cresceram 39% entre 1990 e 2008, dado que compõe o inventário divulgado ontem. A contribuição do diesel no consumo paulista é da ordem de 15% do total de fontes de energia.

Fábio Feldmann, um dos responsáveis pelos programas que culminaram na lei estadual de mudanças climáticas, avalia que os dados do inventário sinalizam que há oportunidades para promover uma economia mais limpa no Estado, com incentivo às energias de origem renovável. “Mais cedo ou mais tarde teremos de caminhar para uma economia de baixo carbono. São Paulo avançou na criação da lei, que já está sendo copiada por Estados como o Espírito Santo.”

No entanto, alguns setores, como a indústria, se mostram reticentes a assumir metas. “É uma visão equivocada dizer que o Estado perde competitividade por causa da lei.”

Fonte: O Estado de São Paulo

1 de dez de 2010

País não protege 22% das florestas públicas



O Brasil possui 64 milhões de hectares de florestas sujeitas à grilagem, a maior parte na Amazônia. A área, que equivale a duas vezes e meia o Estado de São Paulo, representa 22% do total de florestas públicas no País. São terras públicas sem uso regulamentado, ou seja, não acomodam assentamentos, terras indígenas nem unidades de conservação.

O dado faz parte do Cadastro Nacional de Florestas Públicas 2010. O levantamento foi realizado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão do governo responsável pela gestão de florestas da União e concessões florestais - modalidade em que áreas de florestas públicas são licitadas para manejo de madeira e outros produtos florestais.

O Brasil possui 290 milhões de hectares de florestas públicas cadastradas pelo SFB, número 21% maior do que o registrado no último cadastro, de 2009. Porém, não houve criação de novas áreas, e sim melhorias no processo de cadastramento das áreas, explica o diretor-geral do SFB, Antônio Carlos Hummel. "Estamos conhecendo quais são e onde estão nossas florestas", diz.

Segundo Hummel, as florestas públicas que já foram destinadas a algum uso são maioria e contam 226 milhões de hectares. As terras indígenas somam 111 milhões de hectares, seguidas pelas unidades de conservação, com cerca de 105 milhões de hectares, sendo 60% federais e 40% estaduais. Os assentamentos públicos da reforma agrária ocupam 10 milhões de hectares.

O governo defende que parte dessas áreas seja convertida em novos locais para concessão florestal, o que evitaria a ocupação desordenada e a grilagem. Só o Amazonas possui 43,6 milhões de hectares de florestas nativas não destinadas.

Fonte: O Estado de São Paulo

30 de nov de 2010

Physis SDA na Toy's Party 2010

No dia 29 de novembro a Physis SDA mais uma vez realizou a gestão ambiental com o projeto Evento Limpo na Toy's Party 2010, realizada no Afrikan House Lounge, em São Paulo/SP. Em parceria com o IGMS (Instituto Global de Marketing Socioambiental), a Physis SDA foi responsável pela coleta, armazenamento, transporte e destinação final de todos os resíduos recicláveis gerados durante o evento. 



Além disso, realizamos a compensação de gases do efeito estufa (GEE) gerados direta ou indiretamente pelo evento, a fim de minimizar e compensar os impactos ambientais por meio de plantios de mudas.



Todos os resíduos recicláveis triados no CTR foram encaminhados a uma cooperativa de reciclagem, sendo pesados separadamente, discriminados por tipo de resíduo, a fim de quantificar a geração de resíduos no evento. Ao final do evento, foi gerado um total de 71,50 quilos de resíduos recicláveis.

Mais uma vez nossos agradecimentos pela equipe da Physis SDA e em especial ao IGMS, que proporcionou a execução de mais um excelente trabalho! 
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