23 de dez de 2009

Papai Noel Verde faz campanha para estimular o uso de sacolas retornáveis


Ações de conscientização ambiental simultâneas aconteceram nesta segunda-feira (21) no Rio de Janeiro e Brasília, com o objetivo de alertar a população sobre os danos que as sacolas plásticas causam ao meio ambiente.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou, no Rio, da campanha "Deixe o saco para o Papai Noel! Neste Natal, diga não às sacolas plásticas" que aconteceu no Largo da Carioca, e lembrou à população que cerca de 18 bilhões de sacos plásticos são utilizados por ano no Brasil e que assim o ambiente não resistirá por muito tempo.O ministro disse ainda que os supermercados Wallmart e Carrefour estão apoiando a campanha, e que nas compras acima de cinco itens nos estabelecimentos citados o consumidor que não levar a sacola plástica ganhará desconto em sua compra.

Minc afirmou ainda que a partir do ano que vem todo consumidor que levar aos supermercados do Rio 50 sacolas plásticas poderá trocá-las por um quilo de arroz ou feijão."A empresa que apóia essa campanha está contribuindo para um planeta melhor. Uma simples atitude pode ajudar o mundo", disse Minc. Na ocasião, foram distribuídas duas mil sacolas doadas pelo Wallmart no metrô do Rio e outras duas mil em Brasília patrocinadas pelo Carrefour. Durante a ação, ainda teve apresentação de esquete feita por um Papai Noel juntamente com o "Monstro Sacola Plástica": um ator vestido com inúmeras sacolas plásticas, que abordou as pessoas tentando "convencê-las" a usar sacolas plásticas, mas ao mesmo tempo contando os males que elas causam.

Brasília - Na plataforma do metrô na Rodoviária de Brasília, a dona-de-casa Fátima Rodrigues, de 29 anos e grávida de sete meses e meio, pensando no futuro do filho que está para chegar, fez questão de pegar uma sacola retornável. "Além de serem pouco resistentes, as sacolas plásticas fazem muita sujeira", disse a futura mamãe incentivando o próprio pai Cristiano Costa, 79 anos, a resgatar o antigo hábito da sacola de feira.

A pequenina Natália Miranda, de 5 anos, estava acompanhada da mãe, Rubiana e pegou uma sacola retornável para a avó. "Ela ainda não sabe a diferença que faz para o meio ambiente, mas agora acho que é uma boa oportunidade para começar a ensinar", despertou a mãe.

A pedagoga Maria Aparecida Sofia, 50 anos, e o segurança do metrô Everton Oliveira, 27 anos, também pegaram suas sacolas para evitar o uso de sacolas plásticas e contribuir com a preservação do meio ambiente.

O artesão Genolino Malta que faz mandalas com cipó de manejo florestal e estava expondo seus produtos na plataforma do metrô também pegou sua sacola. "Trabalho com produtos da natureza de forma sustentável e agora tenho minha sacola para levar ao supermercado e contribuir ainda mais com o meio ambiente", disse Malta.

Campanha - O Ministério do Meio Ambiente lançou em junho a campanha nacional "Saco é um Saco. Pra Cidade, Pro Planeta, Pro Futuro e pra Você", que visa conscientizar o consumidor sobre os impactos ambientais causados pelo uso excessivo e descarte inadequado dos sacos plásticos.

No Brasil, estima-se que 1,5 milhão de sacolas plásticas sejam consumidas a cada hora. Com uma conta rápida, chegamos aos 36 milhões em 24 horas. No mundo, são entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas distribuídas anualmente. Imagine quantos recursos naturais poderiam ser poupados em apenas um único dia de consumo consciente! (Fonte: MMA)

17 de dez de 2009

Carbono negro envolve o planeta e é o ‘novo’ gás-estufa

A Nasa, a agência espacial americana, divulgou nesta quarta-feira (16) imagem do planeta Terra envolto por carbono negro, componente da fuligem que, indicam estudos recentes, também contribui para o aquecimento global . O “black carbon” (BC) é constituído de partículas marrons originárias da combustão incompleta de madeira, biomassa e combustíveis fósseis.

O monóxido de carbono (CO), diferente do “primo” dióxido de carbono (CO2), não tem nenhuma participação no efeito estufa. Mas a forma impura de carbono (o carbono negro), tem.

Segundo a Nasa, a presença e o impacto do carbono negro são particularmente marcantes na Ásia. Nas grandes cidades, os aerossois BC afetam o sistema respiratório, levando elementos de diferentes graus de toxicidade até os pulmões. (Fonte: AmbienteBrasil)

16 de dez de 2009

Boas Atitudes e Physis SDA no Universo Paralello


Boa noite a todos!!! Recentemente eu (Vitor) e a Alessandra, uma de nossas colaboradoras, enviamos um projeto de reciclagem de óleo à organização do evento Universo Paralello. Pra quem não conhece, é um evento anual que acontece na Bahia, em toda virada do ano. O evento reúne um público variado, de várias etnias, culturas e classes. Pra nossa felicidade, o projeto foi aceito, e em breve embarcamos rumo à Bahia!

Nosso projeto consiste na reciclagem do óleo de cozinha utilizado no evento, transformando-o em sabão. O sabão será feito pelos participantes do evento, por meio de oficinas monitoradas por nós mesmos, e o produto (sabão) distribuído nas áreas de camping e alimentação para uso geral. Em homenagem ao blog da Alessandra (http://boasatitudes.blogspot.com/), iremos como o grupo BoasAtitudes de reciclagem.

Teremos como objetivo, além da reciclagem do óleo, a integração dos participantes do evento, da comunidade, a conscientização e sensibilização das pessoas quanto à importância da reciclagem em geral, mostrando que quase tudo (senão todas as coisas) pode ser reaproveitado. E que antes de reciclar, é necessário que repensemos nas nossas atitudes diárias para redução do nosso consumo, produzindo menos lixo!

A Physis SDA está indo junto conosco incentivando e apoiando esta iniciativa! Boa sorte pra nós e obrigado a todos pelos acessos e elogios aos nossos meios de comunicação digital!

Um abraço!

Vitor Yuki

Áreas urbanas produzem quase um quilo de lixo por habitante/dia

A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA), do Ministério das Cidades, divulgou em outubro os resultados da sexta edição do “Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos”, referente a 2007. Como nos anos anteriores, a participação foi facultativa. Segundo Ernani Miranda - coordenador do Programa de Modernização do Setor de Saneamento – PMSS, Unidade da SNSA responsável pelo Diagnóstico, dos 418 municípios convidados (74 a mais do que em 2006), 306 responderam ao levantamento, o que resulta em uma taxa de adesão de 73,2% e em um aumento de 59 municípios (23,9%) na base de dados em relação a 2006.

As respostas revelam que a cobertura média da coleta de lixo é superior a 90% da população urbana em 286 dos 304 municípios para os quais esse indicador foi calculado. A massa recolhida média corresponde a 0,97 kg por habitante urbano por dia. A maior parte dos resíduos é disposta em 267 aterros e lixões.

Um total de 56,6% dos municípios realiza coleta seletiva, com predominância do sistema porta a porta. Há ainda a coleta seletiva não-formal feita por catadores que estão presentes em 83% dos municípios da amostra. Em 54,8% dos municípios nos quais atuam catadores, há organizações como cooperativas e associações.

A coleta seletiva recolhe de 4,7 a 6,0 kg por habitante urbano por ano, sendo mais efetiva nos municípios de maior porte. A triagem dos recicláveis recupera, em média, 3,1 kg por habitante urbano por ano (menos de 1% do total recolhido). Papel e papelão representam a maior parte do material recuperado (50,7%). Em seguida, aparecem plásticos (26,4%), metais (12,1%) e vidros (6,4%). “O Diagnóstico é uma boa fonte de consulta para os diversos agentes da gestão dos resíduos sólidos. A série histórica está disponível na internet, o que permite um acompanhamento detalhado do que vem ocorrendo no país em relação a esse tema”, comenta Nadja Limeira Araújo, gerente de Projetos de Resíduos Sólidos, da SNSA. (Fonte: AmbienteBrasil)

Apesar da iniciativa da coleta seletiva, percebe-se que há ainda um grande desafio pela frente: fazer com que ao menos 90% do lixo produzido por esses habitantes chegue às cooperativas de reciclagem, empresas especializadas, catadores, e tantas outras organizações que se dedicam exclusivamente a este trabalho. No último trabalho de Gestão de Resíduos que fizemos, recolhemos uma média de 100 sacos de lixo. Caso não tivéssemos separado este lixo, todos os sacos iriam para o aterro sanitário. Com o nosso trabalho, conseguimos enviar apenas 5 sacos para o aterro, devido à composição do lixo que se encontrava dentro deles (resto de comida, lixo de banheiros, entre outros). Os outros 95 sacos foram para a empresa de reciclagem!

Mudar é possível, basta cada um fazer a sua parte e ter a consciência da necessidade dessa mudança acontecer!

Investir em tecnologias limpas é lucrativo, diz WWF

As tecnologias para a geração de energia limpa estão despontando como um caminho que traz inovação, sustentabilidade e lucratividade. Com isso, está em vias de se tornar o terceiro maior setor industrial mundial, segundo relatório da Rede WWF, divulgado na segunda-feira (14) em Copenhague.

A construção de uma indústria forte em tecnologias limpas pode transformar um país em liderança mundial. Já é possível observar o pioneirismo de alguns países neste aspecto, como é o caso da Dinamarca, com a energia eólica, e do Brasil, com o biocombustível, que já lideram o conhecimento sobre essas tecnologias sustentáveis, além da Alemanha, que já vem desenvolvendo com sucesso iniciativas para a produção de energia eólica e solar.

O relatório da Rede WWF prevê que os ganhos das indústrias que desenvolvem essas tecnologias devem movimentar 1.600 bilhões de euros em 2020, atrás apenas da indústria de produtos eletrônicos e automóveis, ocupando o terceiro lugar no ranking industrial. Para se ter uma idéia comparativa, já em 2007, as tecnologias de energia limpa movimentaram 630 bilhões de euros, mais que a indústria farmacêutica.

A receita das vendas de produtos de eficiência energética em 2007 foi mais de cinco vezes a receita dos produtos de energia renovável. Porém, isso deve se alterar significativamente em 2020, com a taxa de crescimento das energias renováveis em 15% ao ano, que representa três vezes mais do que os ainda respeitáveis 5% das vendas de produtos e processos ligados à eficiência energética.

“Avaliando estes dados, chega-se à conclusão óbvia de que os governos e a iniciativa privada devem investir em tecnologias limpas – com subsídios e recursos diretos, respectivamente. Primeiro porque se trata da segurança energética do planeta. Segundo porque é lá, na energia limpa, onde estará o dinheiro. Claramente, a partir de uma perspectiva nacional, há muito a ganhar e nada a perder ao investir em energia limpa“, analisa Denise Hamú, secretária geral do WWF-Brasil.

Os bancos centrais podem ajudar, incentivando a inclusão do "risco carbono" no modelo financeiro. O acesso ao capital de risco também tem sido um fator para o sucesso da energia limpa nos países, que já estão buscando a liderança no desenvolvimento desse tipo de tecnologia. O relatório sublinha, também, a importância de se desenvolver um forte mercado interno para essas tecnologias. Isso permite às empresas experimentar, ganhar experiência e rapidez ao percorrer a curva de aprendizado, dando-lhes uma vantagem competitiva e dotando-as de referências e exemplos de projetos.

Os governos podem apoiar tais mercados domésticos com subsídios, energias renováveis, metas e políticas de contratos. Isso poderia beneficiar muitos países, como o grupo da União Européia, que se classificou em 18º lugar no ranking do PIB, atrás da Alemanha, mesmo em termos absolutos, e do Reino Unido, que ficou com a 19° posição. Ilustrando as oportunidades perdidas, a Austrália, que desperdiçou uma vantagem inicial de seus técnicos em energia solar, está classificada em 28°. A China é o quarto país classificado em termos de vendas absolutas e sexto em vendas relativas ao seu PIB.

Para o WWF-Brasil, renunciar a estas oportunidades por causa do velho hábito de se utilizar combustíveis fósseis poluentes, em razão das fortes pressões do lobby da indústria tradicional é uma demonstração de que se está agindo contra os interesses mundiais. (Fonte: AmbienteBrasil)

15 de dez de 2009

Decreto suspende multas a quem desmatou ilegalmente

Quem derrubou florestas além dos limites da lei poderá ficar sem pagar multas ambientais. A anistia vem em um decreto publicado nesta quinta-feira (10) pelo governo federal que cria o “Programa Mais Ambiente”, um projeto para regularizar propriedades rurais que não estejam em dia com a legislação ambiental.

Para aderir ao “Mais Ambiente”, proprietários ou posseiros terão que se comprometer a demarcar e recuperar suas áreas de reserva legal – a porção de floresta que tem que ser mantida em pé em cada terreno. Na Amazônia, a reserva legal é de até 80%.

Os cadastrados no programa terão suas multas por desmatamento suspensas, desde que o crime tenha ocorrido até o dia 9 de dezembro e que a infração não tenha sido julgada em definitivo nos órgãos ambientais, como o Ibama ou secretarias de meio ambiente.

Polêmica - Em entrevista ao canal Globo News, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que 90% dos proprietários rurais brasileiros estão em situação ilegal em relação à porção de terra que teriam que preservar. Ele negou que o decreto signifique perdão de multas, já que só seriam beneficiados os fazendeiros que recuperassem a mata. “Não há anistia aos desmatadores. As multas foram suspensas para quem aderir ao programa.”

O diretor de campanhas do Greenpeace, Sérgio Leitão, critica o decreto, afirmando que cancelamento de infrações ambientais estimula o descumprimento da lei. “A questão da reserva legal é desrespeitada seguidamente”, afirmou ele também à Globo News.

Preservação obrigatória - Alterar o tamanho da reserva legal é uma das maiores reivindicações de grande parte dos agropecuaristas. Hoje, essa área tem que ser de 80% na Amazônia, 35% nas áreas de cerrado dentro da Amazônia e 20% nas outras regiões do país.

Se a região já tiver um zoneamento ecológico-econômico – lei que define quais são as áreas que devem servir para agropecuária e quais devem ser preservadas – o percentual pode cair para 50% dentro da Amazônia. (Fonte: AmbienteBrasil)

URGENTE: COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE PODE VOTAR MUDANÇAS NO CÓDIGO FLORESTAL AMANHÃ (16/12)

Embora o Projeto de Lei 6424, de 2005, de relatoria do deputado Marcos Montes (DEM-MG), que modifica o Código Florestal (Lei 4771 de 1965), não esteja na pauta da reunião da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, há uma especulação crescente indicando que o PL será colocado em pauta de surpresa. Enquanto vários parlamentares e outros representantes do governo e da sociedade brasileira estão reunidos na COP-15, em Copenhague, na Dinamarca, o clima no Congresso Nacional é de um possível golpe contra a legislação ambiental brasileira.


Graças à pressão da sociedade, a votação do projeto foi impedida em novembro, mas neste momento alguns dos líderes desta mobilização estão fora do País, discutindo as questões climáticas na Conferência da ONU, por isso o caminho para aprovação está mais aberto. O deputado Marcos Montes assume interinamente a presidência da Comissão, uma vez que o presidente está também viajando, e por isso há o forte indício de que ele colocará em votação o projeto. A reunião acontece amanhã (16/12), às 13h, no Anexo II / Plenário 14 da Câmara dos Deputados.


O Projeto de Lei 6424, de 2005, com os apensos PL 6.840/2006 e PL 1.207/2007, altera o Código Florestal (Lei 4771 de 1965), permitindo flexibilidades perigosas como a recuperação de Reservas Legais com espécies exóticas e definição das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) pelos poderes locais.


“O Código Florestal brasileiro é um exemplo de lei moderna e no momento em que o mundo todo discute a redução das emissões de carbono e estratégias internacionais de proteção e mitigação, o Brasil – que poderia ser um exemplo positivo – coloca em risco uma parte ainda maior das nossas riquezas naturais”, alerta Mantovani. “O povo brasileiro tem que garantir a proteção deste patrimônio que é seu. Este projeto de lei vinha sendo discutido e acordado democraticamente (com a participação de setores mais avançados do agronegócio, ambientalistas, empresas, etc), mas foi modificado à surdina, encaminhado num golpe de segmentos atrasados da CNA (Confederação Nacional de Agricultura) através dos deputados da bancada ruralista na última semana. O relator anterior, deputado Jorge Khoury (DEM-BA), foi destituído e este novo projeto surgiu, colocando em ameaça as políticas públicas no País. Não podemos permitir tamanho absurdo”.


O QUE FAZER


A sessão da Comissão é aberta ao público e qualquer pessoa pode acompanhar. Se você está em Brasília, acompanhe, posicione-se e ajude a impedir este absurdo que vai contra os interesses da sociedade brasileira. Além disso, os eleitores podem exigir esta postura dos deputados que elegeram, lembrando-os que interesses eles representam. Escreva um email ou telefone para o deputado que você elegeu. No telefone 0800-619-619 também é possível enviar recados para os parlamentares. Mostre para o deputado Marcos Montes que a população quer a proteção das nossas riquezas naturais. O Greenpeace também preparou algumas indicações sobre como a população pode colaborar. Visite o site http://www.greenpeace.org/brasil/amazonia/noticias/al-rodrigo-maia-segura-o-mo e participe. (Fonte: SOS Mata Atlântica)

10 de dez de 2009

Enchentes em SP são resultado de modelo antiquado de drenagem


As enchentes na cidade de São Paulo, ocorridas nos meses de maior quantidade de chuvas, são resultado de um modelo antiquado de drenagem das águas, de urbanização e de ocupação inadequadas das várzeas dos rios. A opinião é de dois especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

Segundo o arquiteto e professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Pellegrino, a cidade está insistindo na utilização de um modelo de concentração e transferência de águas muito concentrador e acelerador, o que impossibilita a infiltração no solo. “Você cria uma situação de concentrar o fluxo das águas das chuvas e quer conduzir toda essa água por superfícies impermeáveis até um ponto final. Quando chega lá embaixo, é um dilúvio. Esse é o modelo antigo, que você tinha no século passado”, afirmou.

De acordo com Pelllegrino, outras cidades do mundo já estão agindo no sentido de trazer os córregos para o seu leito original e refazer as áreas naturais ou verdes a fim de facilitar o escoamento e a absorção da água pelo solo. “Juntamente com o propósito de você ir reduzindo a quantidade de água que corre rapidamente para o fundo do vale”, analisou.

O arquiteto e urbanista do Instituto Polis, Kazuo Nakano, explica que o problema está centrado no modelo de urbanização e ocupação inadequados das várzeas dos rios. “O Tietê, o Pinheiros e o Tamanduatei eram rios de meandro (com curvas acentuadas). A gente pegou um rio que era todo curvilíneo, canalizou em uma linha reta. Transformou um rio de meandro em um canal, e urbanizou as margens desse rio”, disse.

Com o modelo aplicado, as águas das chuvas passam a escoar pelos rios com maior velocidade, o que não possibilita a absorção pelo solo. “A gente acelerou a velocidade dessas águas. Quando chove, a água escorre muito rápido por esses canais e, como está tudo impermeabilizado, a terra não absorve. E aí inunda”, afirmou.

A solução apontada pelo urbanista é corrigir gradativamente a ocupação das proximidades dos rios e liberar espaço para o solo absorver as águas. “A gente vai ter que ir reformulando o jeito de ocupar as margens desses rios e córregos, lugar por lugar, onde der para implantar um parque linear, onde der para a gente liberar o solo para fazer ele respirar, para fazer ele entrar no círculo das águas das chuvas. Essa vai ser a nossa única solução no longo prazo”.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências de SP (CGE), na terça-feira (8), choveu 75,8 milímetros (mm) em média na cidade, o equivalente a 37,7% da média prevista para dezembro, que é de 201,0mm. Decorridos apenas oito dias do início do mês, São Paulo já registrava um acumulado médio de 143,1mm, que reflete em 71,2% da média para o mês.

Desde a fundação do CGE, em 1999, o maior volume de chuvas foi registrado em 24 de maio de 2005, com 76,2mm. O índice desta terça-feira (8) passa a ser o segundo maior nos últimos 10 anos.

O governador do estado, José Serra, reafirmou nesta quarta-feira (9) que houve falhas no sistema de drenagem da Usina de Traição, que regula a vazão das águas do Rio Pinheiros. “O equipamento não funcionou quando foi acionado. Mas mesmo que tivesse, sem dúvida haveria enchentes por causa do grande volume das chuvas". (Fonte: AmbienteBrasil)

Áreas protegidas podem evitar emissão de 300 bilhões de toneladas de carbono


A manutenção de áreas protegidas pode contribuir significativamente para a mitigação de gases de efeito estufa, segundo relatório lançado na terça-feira (8) por organizações ambientalistas internacionais durante a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15) em Copenhague.

De acordo com a publicação, cerca de 15% do estoque mundial de carbono terrestre está armazenado nessas áreas, e a preservação pode evitar a emissão de pelos menos 300 bilhões de toneladas de gases estufa.

Além de manter o carbono longe da atmosfera, as áreas protegidas têm outras funções no enfrentamento das mudanças climáticas, como a redução de impactos de eventos extremos como enchentes, deslizamentos de terra e tempestades. O fornecimento de água potável, a manutenção da biodiversidade e a regulação do clima também estão entre os serviços ambientais prestados pelas áreas protegidas listados no relatório.

As organizações, entre elas o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Banco Mundial, o WWF e a The Nature Conservancy (TNC), argumentam que a preservação de áreas protegidas deve ser reconhecida como uma ação relevante de redução de emissões, com garantia de financiamento internacional.

A inclusão de um instrumento para compensar financeiramente a manutenção de florestas, o mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), deve estar entre os pontos do novo acordo climático global, que deve ser definido em Copenhague para complementar o Protocolo de Quioto após 2012.

O Brasil é um dos maiores interessados na compensação financeira da redução do desmatamento, já que as derrubadas são responsáveis por cerca de metade das emissões nacionais de gases de efeito estufa. De acordo com o relatório lançado hoje, somente na Amazônia brasileira, a manutenção de áreas protegidas pode evitar a emissão de 8 bilhões de toneladas de carbono até 2050. (Fonte: AmbienteBrasil)

8 de dez de 2009

Plástico já pode ser fabricado sem usar combustíveis fósseis


Uma equipe de cientistas sul-coreanos conseguiu pela primeira vez fabricar os polímeros usados na fabricação dos plásticos mais usados no dia a dia por meio da bioengenharia, eliminando a necessidade dos químicos à base de petróleo.

Polímeros são grandes moléculas que compõem todos os plásticos e borrachas presentes em nossa vida diária.

Ácido polilático - A equipe de pesquisadores, coordenada pelo professor Sang Yup Lee, da Universidade Kaist, focou sua pesquisa no ácido polilático (PLA), um polímero de origem biológica que contém a chave para a produção de plásticos a partir de recursos naturais renováveis.

"Os poliésteres e outros polímeros que usamos no dia a dia são basicamente derivados dos óleos fósseis produzidos em refinarias ou por outros processos químicos," explica Lee.

"A ideia de produzir polímeros a partir de biomassa renovável tem atraído muita atenção pela crescente preocupação com os problemas ambientais e a natureza limitada dos recursos fósseis. O ácido polilático é considerado uma boa alternativa aos plásticos baseados em petróleo por ser biodegradável e apresentar baixa toxicidade aos seres humanos," explica o pesquisador.

Bactéria produtora de plástico - Até hoje, o PLA vem sendo produzido em um processo de duas etapas - fermentação e polimerização - que é complexo e caro.

Agora, utilizando uma cepa da bactéria E.coli geneticamente modificada, a equipe do Dr. Lee desenvolveu um processo de uma única etapa que produz o ácido polilático e seus copolímeros através da fermentação direta.

Isto torna a produção do PLA e dos copolímeros de lactatos a partir de fontes renováveis mais barata e mais próxima da viabilidade comercial.

"Desenvolvendo uma estratégia que combina a manipulação metabólica com a manipulação enzimática, nós criamos um processo de produção do PLA e seus copolímeros que é eficiente, baseado inteiramente em biotecnologia e que funciona em um único passo. Isto significa que a cepa de E.coli agora é capaz de produzir polímeros que não são naturais do microrganismo de forma eficiente," diz o pesquisador.

Manipulação genética - Lee acrescenta que a técnica poderá ser utilizada para a manipulação genética de outros microrganismos com vistas à fabricação de outros polímeros que hoje não podem ser obtidos por meio renováveis.

O processo foi patenteado, em conjunto com a empresa LG Chem, que está estudando a viabilidade de usar o processo em escala industrial. (Fonte: AmbienteBrasil)

Cadeia bovina adere à certificação responsável


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou, nesta segunda-feira (7), em São Paulo, do lançamento do projeto de Certificação de Produção Responsável na Cadeia Bovina da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O objetivo é promover a sustentabilidade ambiental econômica e social das empresas do setor, bem como controlar a origem da carne consumida pelos brasileiros.

Minc destacou a importância da consciência ambiental desde o início da produção até chegar à mesa do consumidor. "Um acordo como esse vale mais que mil fiscais. O consumo consciente é que faz a diferença. A Abras com esse acordo está estimulando o consumidor a só comprar carne de origem garantida", enfatizou Minc.

A Abras vai incentivar cada empresa da cadeia de abastecimento de carne bovina a fazer a adesão ao programa. A certificação é imparcial e independente e identifica ações de proteção ao meio ambiente, respeito ao consumidor e respeito às questões sociais, trabalhistas e de saúde.

Para Minc, é uma coisa histórica o lançamento da Certificação acontecer no dia em que começa a Conferência do Clima (COP-15) e ressaltou a importância desse tipo de iniciativa. A Abras tem participado de campanhas ambientais como a Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente.

Minc ainda elogiou a Abras por ter "tomando uma posição tão proativa" para a proteção das florestas brasileiras, como esse acordo. Para ele, a médio prazo todos ganham ao certificar o elo da produção e o consumidor não comprar produtos que sejam de áreas degradadas. "Daqui a pouco o pecuarista que não tá legal vai se modernizar, proteger os biomas. No fundo, todo mundo ganha, melhora a qualidade do produto".

O acordo foi assinado pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e pelo presidente da Abras, Sussumu Honda, que também fecharam parceria para elaboração de um banco de dados e acesso às informações.

Preliminarmente, algumas empresas já aderiram à Certificação. Cerca de 20 supermercados, como Carrefour, Pão de Açúcar e Walmart, e oito frigoríficos, entre eles JBS e Bertin, já são signatários do programa. A Abras tem mais de 70 mil empresas associadas.

O Certificado será colocado na embalagem da carne exposta aos consumidores. Os frigoríficos terão de contratar empresas certificadoras pré-selecionadas pela Abras, para garantir que o produtos tenha o selo comprovando ser de processo de produção sustentável.

Os supermercados e frigoríficos podem solicitar a certificação no site da Abras (www.abras.com.br). Cada certificado tem a validade de três anos, no entanto serão realizadas auditorias de manutenção. A Abras será responsável por qualificar os organismos de certificação. (Fonte: MMA)

7 de dez de 2009

Projeto de transformação de lixo em energia pode ser estendido a todo o país


Pesquisadores da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) querem aumentar a eficiência energética da Usina Verde, que funciona desde 2004 na Ilha do Fundão, na zona norte da cidade. O objetivo é ampliar a capacidade de produção de energia da usina. O projeto, da iniciativa privada, teve parte de tecnologia aprimorada pela Coppe e trabalha com a incineração de lixo urbano, destruindo os gases causadores de efeito estufa na atmosfera, além de transformar em energia quase todos os resíduos sólidos recebidos. O pesquisador Luciano Basto, do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG) da Coppe, coordenador do projeto Usina Verde, disse à Agência Brasil que a ideia é “tentar aumentar a escala e ajudar que se torne uma realidade no Brasil”. Ele informou que a Usina Verde já faz isso em pequena escala. O sistema, porém, está capacitado para gerar o dobro de energia atual que é usada para autoconsumo. Com as 30 toneladas de lixo tratado que recebe por dia, provenientes do aterro sanitário da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) no Caju, a Usina Verde tem potência de 440 quilowatts (kW). Se funcionasse em tempo integral, isso representaria cerca de 3.500 megawatts/hora (MWh) por ano, o que seria suficiente para abastecer 1.500 residências. Luciano Basto salientou que esse é um projeto piloto. Uma unidade comercial teria cinco vezes esse tamanho. Estimou que para 150 toneladas/dia de resíduos sólidos, poderia ser gerada energia suficiente para abastecer 8 mil residências. Segundo o pesquisador, a ideia do grupo privado que administra a usina é desenvolver tecnologia para ser comercializada. A Coppe auxilia no processo. Esse tipo de unidade trabalha com três receitas: tratamento de lixo, comercialização de energia elétrica e térmica e créditos de carbono. Nos últimos seis meses, a Usina Verde passou por uma auditoria do Bureau Veritas, escritório internacional de certificação, para se habilitar a receber créditos de carbono, isto é, bônus negociáveis em troca da não poluição do meio ambiente. Basto informou que durante esse período, a usina comprovou a redução de 2 mil toneladas de emissões de gás carbônico das 30 toneladas de lixo recebidas por dia. Isso dá uma média de meia tonelada de gás carbônico por tonelada de lixo tratado. “Significa dizer que qualquer usina que venha a ser instalada pode pleitear créditos [de carbono]”. Basto lembrou que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, definiu metas para redução das emissões na cidade, destacando transporte e lixo como áreas importantes de trabalho com essa finalidade. “Tratar o lixo, gerando eletricidade é uma forma de resolver três fontes de mitigação. Uma delas é o lixo. A outra é a queima de combustíveis fósseis para gerar eletricidade e a terceira é o diesel que se consome para transportar o lixo até os aterros”. A Coppe presta assessoramento técnico a qualquer grupo privado que queira implementar usinas para incineração de lixo e transformação em energia, utilizando tecnologia limpa. O pesquisador destacou que existem mais de mil usinas desse tipo funcionando em todo o mundo. “Para se ter uma ideia, a geração elétrica a partir do lixo, em 2006, foi equivalente ao consumo de eletricidade pelo setor residencial brasileiro em 2007”. Naquele ano, o consumo das famílias no Brasil atingiu 90 milhões de MWh. Basto explicou que a energia gerada a partir do lixo representa entre 3% e 4% das matrizes nacionais. “Mas todo o lixo que foi utilizado para gerar eletricidade no mundo em 2006 equivaleu ao que as residências brasileiras consumiram em 2007, o que é algo significativo”. Luciano Basto espera que até o terceiro trimestre de 2010, o Centro Tecnológico da Coppe conclua o sistema de aumento de eficiência da Usina Verde, visando ao melhor aproveitamento do calor gerado, com menos investimentos. “Dispor de muito mais eletricidade. Então, passa a haver mais receita”, afirmou. (Fonte: AmbienteBrasil)

Gestores debatem estratégia de educação ambiental em unidades de conservação

Nesta semana, representantes do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) irão debater as diretrizes do texto-base da Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental (Encea) com educadores ambientais e gestores das coordenações regionais do ICMBio da Flona de Ipanema, no município paulista de Iperó (7 a 9) e da Reserva Biológica Uatumã em Manaus, dias 11 e 12.

Esses encontros serão realizados em todas as onze coordenações regionais do ICMBio com o objetivo de divulgar e debater a versão preliminar da Estratégia, que está em consulta pública desde abril deste ano no site do ICMBio e ficará disponível até março de 2010. Sugestões e comentários podem ser enviados para o e-mail encea@mma.gov.br.

Desde 2006, a Encea vem sendo elaborada com a contribuição de gestores públicos, membros da academia, comunicadores e educadores ambientais do governo e de ONGs, para implantação das ações de comunicação e educação ambiental em todas as áreas de proteção federais, estaduais e municipais, que compõe o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), coordenado pelo ICMBio.

Para ampliar ainda mais a discussão, a Estratégia foi tema de workshop durante o IV Seminário Brasileiro de Áreas Protegidas e Inclusão Social (Sapis), realizado entre os dias 22 e 24 de novembro, em Belém (PA), quando representantes da comunidade científica, de órgãos públicos responsáveis pela criação e gestão de áreas protegidas e de instituições do terceiro setor tiveram a oportunidade de colaborar com a construção do documento que irá orientar a política de educação ambiental nas Unidades de Conservação. (Fonte: MMA)

Cenário da Coleta Seletiva no Brasil


A implantação da Coleta Seletiva no Brasil ainda é incipiente. São poucos os municípios que já a implantaram, como reconhecível nos dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, do IBGE, mas dados mais recentes mostram que este número vem se ampliando.

Para traçar um breve cenário da situação atual da Coleta Seletiva no Brasil, pode-se dizer que:

• 7% dos municípios têm programas de coleta seletiva (CEMPRE, 2008)

Embora o número de municípios seja, ainda, relativamente pequeno, são os maiores que adotam esta prática. De tal forma que estes representam aproximadamente 14% da população. Isto quer dizer que:

• 405 municípios, com 26 milhões de habitantes, praticam a coleta seletiva.

Destes municípios 2% se localizam no Norte do país; 4% no Centro Oeste; 11% no Nordeste; 35% no Sul e 48% no Sudeste.

A experiência desses municípios permite afirmar que a composição dos resíduos geralmente denominados secos e que podem ser reciclados é aproximadamente como indicada abaixo.

Material

% da Composição

Alumínio

1

Longa Vida

3

Diversos

3

Metais

9

Vidros

10

Rejeito

13

Plásticos

22

Papel e Papelão

39


Entretanto, na maioria dos casos, as soluções adotadas ainda são bastante onerosas.

• O custo médio da coleta seletiva é cinco vezes maior que o da coleta convencional,numa proporção de R$ 376 x R$ 73

Esta relação poderá ser alterada desde que se implante um modelo operacional adequado às nossas condições sociais. O quadro seguinte compara os resultados obtidos em dois modelos diferentes de gestão e operação da coleta seletiva. Como se vê, diferentes formas de operação da coleta seletiva podem trazer também resultados bastante diferenciados com relação aos custos da atividade e, como conseqüência, à extensão da parcela dos resíduos que podem ser objeto desta ação.


Dados CEMPRE 2006 - SNIS 2005

Média 4 Importantes Capitais

Londrina - PR

% da População Atendida

70

100

Custo da Coleta (R$/ ton)

450

37

Total Coletado (ton / mês)

1635

2600

Relação entre total da col. Sel. e Resíduos Domiciliares

3%

21,80%


Pode-se dizer que as principais dificuldades encontradas pela grande maioria dos municípios são as seguintes:

• informalidade do processo - não há institucionalização

• carência de soluções de engenharia com visão social

• alto custo do processo na fase de coleta

Fonte: CEMPRE; Ministério do Meio Ambiente; Ministério das Cidades

3 de dez de 2009

Jovens criam material biodegradável para substituir isopor


O poliestireno, mais conhecido em sua forma expandida como o popular isopor, conta agora com a concorrência de um novo material biodegradável inventado por dois jovens em Nova York.

Composto por raízes de fungos e resíduos agrícolas, este novo material pode ser moldado em qualquer forma, tem baixo custo de produção e pode ser reutilizado ou aplicado como fertilizante, disse à Agência Efe Eben Bayer, um dos dois inventores do "EcoCradle".

O poliestireno é um material não reciclável ou degradável, derivado do petróleo e cujos principais consumidores são China e Europa. Sua produção mundial chega a 35 milhões de toneladas anuais. Mais de 70% dessa carga é usada na construção civil.

Os maiores participantes globais do mercado do poliestireno são Dow Chemical, Totalfina Elf, BASF, Nova Innovene, Chevron Philips, PS Japan, Ineos Styrenics e Polimeri Europa.

O desafio a esta indústria multimilionária vem da ideia de Bayer e Gavin McIntyre, ambos graduados pelo instituto politécnico Rensselaer, em Nova York. A dupla já tem 100 mil unidades do "EcoCradle" encomendadas para 2010.

"Empregamos produtos derivados ou desprezados da agricultura que sequer servem para a alimentação dos animais", disse Bayer à Efe em uma conversa por telefone.

Segundo ele, "o que produzimos é um material alternativo ao poliestireno, que tem o mesmo desempenho físico, mas é degradável no meio ambiente, ou pode ser reciclado".

O composto é feito com pequenas raízes de fungos chamados micélio e resíduos agrícolas como a casca de arroz, trigo ou sementes do algodão.

Bayer cresceu em uma fazenda do estado americano de Vermont onde ele e seu pai colhiam fungos silvestres. Durante sua adolescência, passou a reparar que as raízes dos fungos aglomeram pedaços de folhas e madeira, e se perguntou se isso poderia ter alguma aplicação útil.

McIntyre achou a ideia interessante e os dois começaram a testa diferentes tipos de fungos até determinar quais possuem as raízes mais fortes.

Depois, testaram essas raízes com diferentes produtos residuais. Em poucos dias, descobriram que as pequenas raízes dos fungos se transformavam em uma massa densa de fibras que dão ao composto um sustento estrutural.

Bayer e McIntyre abriram sua empresa, a Ecovative, com pouco mais do que uma boa ideia. Agora, já patentearam o produto em 30 países e receberam apoio da Agência de Proteção Ambiental, do Departamento de Agricultura e da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos. (Fonte: AmbienteBrasil)

MMA vai lançar programa para produção e consumo sustentável


Na abertura do IV Fórum Governamental de Gestão Ambiental na Administração Pública, nesta terça-feira (1º) pela manhã, em Brasília, a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Samyra Crespo, anunciou o lançamento do Plano Nacional de Ação para a Produção e Consumo Sustentável, em janeiro de 2010, que estará aberto à consulta pública durante 45 dias. Nossa intenção é finalizá-lo até abril, para que então seja sancionado pelo presidente Lula. O primeiro esboço do Plano foi divulgado ao final de 2008, e a proposta inicial foi reavaliada em função do lançamento do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, para que tivesse iniciativas convergentes a este.

O Plano de Consumo Sustentável prevê, dentre outras iniciativas, marcos regulatórios para a aplicação de diferentes instrumentos, como a compra de materiais sustentáveis nas licitações governamentais. Também serão incluídos pontos como a capacitação em produção limpa, fomento ao varejo sustentável, campanhas públicas, e inovação e o uso de tecnologia limpa pelo setor produtivo, bem como a adoção da logística reversa.

Crespo disse ainda que, nas conferências mundiais, o Brasil está sendo visto como um dos países que lideram questões sustentáveis na região do Mercosul. Também reforçou a importância do empenho das instituições, e lembrou que a meta assumida pelo governo federal para ser apresentada em Copenhague demanda grandes esforços de toda a sociedade brasileira, ao citar o número crescente de organismos públicos interessados em assinar o termo de adesão à A3P.

Mais sobre A3P - Os cinco eixos temáticos da A3P são o uso racional dos recursos naturais e bens públicos; gestão adequada de resíduos gerados; qualidade de vida no ambiente de trabalho; sensibilização e capacitação dos servidores e licitações sustentáveis. Implementado em 1999 no MMA e nas suas instituições vinculadas, o programa A3P só foi aplicado à agenda ambiental dos Três Poderes a partir de 2003, mesmo ano em que começaram a ser promovidas reuniões no mundo inteiro para se debater a implementação de programas que estimulassem a sustentabilidade em vários níveis da sociedade e do governo.

Samyra Crespo explicou que entre os desafios encontrados para se chegar a uma produção e consumo sustentável, estão a infra-estrutura adequada, o uso de tecnologia limpa, produtos e serviços conscientes e mecanismos econômicos sustentáveis. Outro vetor importante é a aplicação de instrumentos para a mudança de comportamentos, hábitos e cultura de consumidores e instituições.

Em 2007, o Brasil aderiu ao Processo de Marrakech, ou Programa sobre Consumo e Produção Sustentáveis, que teve início em 2002, durante a reunião da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (CMDS), realizada em Johannesburgo, com o objetivo de acelerar as mudanças globais em direção a padrões sustentáveis de consumo e produção. Desde então passou a discutir também metodologias para criar mecanismos de monitoramento que fossem aplicáveis a todo o Mercosul.(Fonte: MMA)

Ministro entrega prêmio melhores práticas ambientais na administração pública


O Ministério do Meio Ambiente premiou, nesta terça-feira (1º), as melhores iniciativas dos órgãos e entidades do setor público na promoção e na prática da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P). Os vencedores receberam os troféus das mãos do ministro Carlos Minc.

A prefeitura de Ubatuba (SP) recebeu o primeiro prêmio do evento, tendo o seu programa "Lixo Seletivo de Ubatuba" reconhecido como a melhor experiência na Gestão de Resíduos. Já na categoria Uso Racional dos Recursos Naturais: Melhor Gestão da Água o vencedor foi a prefeitura de Rio Branco (AC), pelo projeto "Concurso de redação para o uso racional da água".

A Caixa Econômica Federal foi o grande destaque do 1º Prêmio Melhores Práticas da A3P, vencendo dois troféus. Primeiro na categoria Uso Racional dos Recursos Naturais: Melhor Gestão de Energia, com o projeto "Etiquetagem de prédios públicos", e depois na categoria Inovação na Gestão Pública com a "Agenda da Caixa para a Sustentabilidade".

Para o ministro Carlos Minc, a palavra-chave para o Prêmio Melhores Práticas da A3P é "dar o exemplo". Ele saudou aqueles que fazem as boas práticas e destacou ainda as ações inovadores, que podem ser ampliadas tanto para empresas públicas quanto privadas. A Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental vai fazer uma publicação para divulgar as melhores práticas e incentivar a troca de bons exemplos.

Ele também lembrou que no ano passado assinou o pacto da Madeira Legal com a Caixa e ressaltou que Brasil tem de avançar cada vez mais nas alternativas verdes. "Mudança do padrão de consumo se faz de várias formas", salientou.

A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Samyra Crespo, explicou que o prêmio é uma forma de conhecer as experiências bem sucedidas na área e de valorizá-las. "A A3P é muito importante no MMA, pois não podemos cobrar desempenho ambiental das organizações se não orientamos e damos o exemplo de sustentabilidade", afirma.

Para criar o Troféu A3P, o designer e arquiteto Gilberto Genesini utilizou os princípios da A3P de reciclar e reutilizar na hora de compor a peça. O troféu foi feito de alumínio reciclado e madeira plástica.(Fonte: MMA)

Fome, doenças e seca: consequências do aquecimento global


Fome, secas e doenças são algumas das consequências nefastas do aquecimento global se a temperatura do planeta subir demais: é o que calcula o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) em seu quarto relatório, publicado em 2007. Segundo o grupo de especialistas da ONU, que em 2007 ganhou o Prêmio Nobel da Paz, a magnitude do impacto das mudanças climáticas dependerá do aumento das temperaturas, que de acordo com o IPCC poderão oscilar entre 1,8 e 4 graus centígrados até 2100. Américas - O aquecimento global potencializará a formação de ciclones e ondas de calor na América do Norte e Central, e provocará fome e a desaparição de várias espécies no Sul. Os dois hemisférios sofrerão com a carência de água potável e o aumento do número de doenças relacionadas ao calor, às tempestades e à poluição urbana. Na América Latina, as geleiras desaparecerão, "com toda probabilidade" até 2020, reduzindo assim a capacidade hídrica e a geração de energia em muitos países. É provável também que aumentem a frequência e a intensidade dos furacões na região caribenha Até 2020, entre 7 milhões e 77 milhões de latino-americanos sofrerão com a falta d'água. O número de pessoas afetadas nesta região pode aumentar para entre 60 milhões e 150 milhões em 2100. Um aumento da temperatura de 2 graus centígrados e a diminuição da água acumulada no subsolo pode transformar o leste da Amazônia em uma savana, assim como as zonas tropicais do centro e do sul do México. As zonas glaciares do Alasca e do Canadá terão seu degelo acelerado, colocando em risco a sobrevivência de espécies como focas e ursos polares. África - Será o continente mais afetado. Até 90% de sua população deve sofrer com a falta aguda de alimentos e água potável em 2080. Até esta data, muitas terras ficarão inutilizadas para o cultivo e entre 80 milhões e 200 milhões de pessoas entrarão para o grupo de famintos crônicos. Pelo menos 500 milhões de africanos sofrerão com a escassez de água potável se a temperatura média da Terra aumentar em 2 grados centígrados Cólera, meningite e dengue se espalharão ainda mais e terão seu impacto ampliado. Ásia - Entre 185 milhões e 981 milhões de asiáticos experimentarão carências hídricas até 2050, e as plantações de cereais diminuirão em algumas áreas do sul do continente em até 30%. Até as mais modestas elevações do nível dos oceanos causarão inundações e problemas econômicos nos deltas densamente povoados, onde também aumentará a incidência do cólera e da malária. No Himalaia, as geleiras de menos de quatro quilômetros desaparecerão por completo se a temperatura do planeta subir 3 graus centígrados Seu degelo causará inundações e deslizamentos de terra, quando o nível dos rios diminuir devido à ausência da água antes procedente das geleiras. Europa - Os países mediterrâneos enfrentarão uma redução das colheitas e mortíferas ondas de calor. Nas regiões alpinas, o aumento da temperatura prejudicará a indústria do esqui e colocará em risco 60% das espécies vegetais e animais Oceania - Um aumento das temperaturas colocará em perigo várias espécies e ecossistemas da Austrália, Nova Zelândia e das ilhas do Pacífico, com o conseguinte impacto que isso causará na indústria turística. Até 2030, aumentarão os problemas hídricos, e até 2050, a agricultura e as zonas florestais registrarão uma forte redução

Ártico - Até 2100, o gelo ártico terá sofrido uma redução entre 22% e 33%. As mudanças climáticas terá um grave impacto na vida dos quatro milhões de habitantes desta área. Antártica - O degelo da península antártica continuará com o aumento da temperatura e a perda de gelo antárticos durante o verão pode chegar a ser total. (Fonte: AmbienteBrasil)

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