26 de nov de 2009

Evento cultural em São Paulo discute opções para diminuir impacto ambiental cotidiano

Com filmes, fotografias e obras de arte, o evento cultural Copenhagen é Aqui pretende envolver o público em debates sobre opões para reduzir o impacto ambiental gerado pelas ações cotidianas. A programação, toda gratuita, começou na noite de terça-feira (24) e vai até o dia 20 de dezembro, no espaço Matilha Cultural, no centro de São Paulo.

O nome do evento é uma referência à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), que se inicia no dia 7 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca.

Uma das exposições é formada por 20 fotografias da organização não governamental (ONG) Greenpeace mostrando crimes ambientais. “Como a gente não pode levar todo mundo para a Amazônia para ver o que está acontecendo lá, a gente traz um pouco dos acontecimentos de lá e mostra para as pessoas aqui”, explicou o membro da Campanha Amazônia do Greenpeace, Marcio Astrini.

Segundo ele, as imagens buscam sensibilizar o público para os desdobramentos das agressões ambientais. “Você procura sensibilizar as pessoas, não só pelo visual, mas também pela informação. Quando aquela floresta é derrubada ela emite carbono que contribui para o aquecimento global e faz do Brasil um grande responsável por esse aquecimento. Também passar para elas, como elas podem em suas ações cotidianas, com as mudanças de seu hábitos, contribuir para mudar essa realidade.”

Além das fotos e instalações artísticas, os organizadores do projeto planejam uma “ação de guerrilha”: transformar, por sete dias, as vagas de estacionamento da Rua Rêgo Freitas em espaços verdes de convivência, com bancos, plantas e música.

A diretora da Matilha Cultural, Rebeca Lerer, ressaltou que a ação pretende chamar a atenção das pessoas para a necessidade de um “processo de revitalização e humanização do centro de verdade”.(Fonte: AmbienteBrasil)

Aquecimento custará 1 ano de crescimento ao Brasil


Em 2050, cada cidadão brasileiro perderá de R$ 534 e R$ 1.600 de sua renda anual por causa da mudança climática, indica um estudo feito por 11 instituições de pesquisa. A redução no PIB nacional será de 0,5% a 2,3%, o equivalente a perder um ano de crescimento.

O trabalho, divulgado nesta terça-feira (24), mostra que Norte e Nordeste tendem a ser mais afetados pelo aquecimento global daqui a quatro décadas, e que o aumento das desigualdades sociais e regionais será o legado mais cruel da crise do clima no país.

Coordenado pelos economistas Jacques Marcovitch, da USP, Sérgio Margulis, do Banco Mundial, e Carolina Dubeux, da Coppe/UFRJ, com financiamento do governo britânico, o estudo "Economia do Clima" pôs o problema em perspectiva nacional pela primeira vez.

Ele é inspirado no Relatório Stern, o primeiro grande cálculo do impacto da mudança climática na economia global, feito em 2006.

Para chegar aos valores finais, os pesquisadores aglutinaram estimativas de perdas econômicas como a da agropecuária, que sofrerá mais com secas, e das áreas costeiras, que sofrerão mais com ressacas e o aumento do nível do mar.

O trabalho simula dois cenários de crescimento econômico para Brasil: um baseado em uma economia "limpa", que respeita o ambiente e emite menos CO2, e outro em uma economia suja. O resultado mostra uma solução para o problema expresso há pouco pelo presidente Lula, de que a crise do clima se deve ao fato de que "o mundo é redondo".

"Se o Brasil fizer um esforço muito grande para reduzir a emissão dos gases do efeito-estufa, mas os outros países não fizerem nada, o clima vai mudar aqui de um jeito ou de outro", explica Dubeux. "Só a totalidade dos países pode mitigar a mudança do clima."

Contudo, se o Brasil adotar uma economia mais limpa, sairá ganhando de um jeito ou de outro, pois o modelo ecologicamente correto também é economicamente mais robusto. "O recado é que existe espaço para crescer limpo e crescer firmemente", diz Margulis.

A diferença entre os dois modelos é que o limpo prevê uma ação mais eficiente para conter o desmate, mais investimento em transporte público em detrimento do individual, adoção de uma matriz energética com menos termelétricas, adoção de processos industriais ambientalmente corretos, mais transporte ferroviário de carga contra caminhões e outras medidas.

Foi estipulado também um investimento maior em educação. "É um jeito de simular que a população passa a ter uma maior consciência ambiental", explica o economista.

Na projeção feita pelos pesquisadores, o PIB do país em 2050 seria de R$ 15,2 trilhões, no cenário sujo, contra R$ 15,6 trilhões no cenário limpo. Essa diferença tende a se ampliar muito na segunda metade do século, mas fazer previsões para depois disso envolve muita incerteza, e os cientistas trataram de apenas alguns aspectos nesse segundo período.

Sofrimento desigual - Um dos problemas mais claros é o estresse hídrico, que afeta tanto a agropecuária quanto a geração de eletricidade, principalmente no Nordeste. Nessa região, a bacia do rio Parnaíba, com importantes hidrelétricas, pode perder 90% da vazão até 2100. A capacidade de pastoreio do gado de corte na região pode cair em 25%.

Segundo Margulis, a desigualdade entre regiões no impacto da mudança climática tende a ser agravada por uma desigualdade entre setores. Enquanto a agricultura deve sofrer muito, sobretudo no Centro-Oeste, o setor de serviços -bancos, principalmente- não perderia quase nada.

O novo estudo traça também um panorama das oportunidades em investimentos que ajudem o país a se adaptar à mudança do clima e a minimizar suas emissões de gases-estufa.

Neste segundo item, como esperado, o combate ao desmatamento ganha papel crucial. Segundo Margulis, se pecuaristas na Amazônia recebessem apenas US$ 3 por tonelada de carbono que o desmatamento emite ao abrir pastos, derrubar árvores já não traria compensações para o agronegócio.(Fonte: Folha Online)

Conama aprova diretrizes para a educação ambiental


Para ampliar a confiabilidade da informação sobre meio ambiente com fins educacionais e promover a cidadania ambiental, o Conama aprovou nesta quarta-feira (25), resolução que traça as diretrizes para campanhas e projetos de comunicação e educação ambiental. A proposta, elaborada em parceria com o Ministério da Educação, deverá estimular a unificação da linguagem e da abordagem dos temas relacionados ao meio ambiente, para evitar levar ao público e à escola informações com conteúdo correto.

O MEC constatou que várias publicações, até mesmo oficiais, com fins didáticos ou não, contêm informações equivocadas sobre meio ambiente, o que justificou uma decisão do Conama. Rachel Trajber, coordenadora-geral de educação ambiental do Ministério da Educação e representante da pasta no Conselho apresentou em plenário alguns exemplos de uso indevido e incorreto dos conteúdos que dizem respeito ao meio ambiente.

A medida adotada não interfere, nem altera as demais normas educacionais, mas reconhece as informações ambientais dentro do seu caráter ao mesmo tempo específico e transversal, conforme a Lei de Diretrizes de Bases da Educação e os projetos político-pedagógicos das escolas. A resolução destaca alguns conteúdos que devem ser trabalhados por educadores de várias áreas como os impactos socioambientais das atividades humanas, a segurança ambiental e qualidade de vida.

É a primeira vez que se adota, via Conama, uma norma que afeta os setores educacional e de comunicação social, no que diz respeito a estabelecer diretrizes sobre o que deve ser ensinado e como estimular a mídia, com viés educacional, a divulgar informações corretas. As regras valem para o ensino público e privado e abrangem campanhas, programas de comunicação e informação e educação ambientais e projetos ligados à área (Fonte: AmbienteBrasil).

24 de nov de 2009

Expobrasil

Eu sei que já está em cima da hora, mas o evento parece legal!!!

8ª Expo Brasil Desenvolvimento Local

De 25 e 27 de Novembro, acontece em São Paulo, região Sudeste do País, a oitava edição da Expo Brasil Desenvolvimento Local. O evento deve reunir gestores públicos e representantes de movimentos sociais, além de especialistas em Desenvolvimento Local, do Brasil e de países como Portugal, Cabo Verde, Bolívia e Chile.

Com o tema central "Cidades Sustentáveis", o objetivo é debater os avanços, retrocessos e novos desafios da área. Durante o evento devem acontecer palestras, painéis temáticos, oficinas e mini-cursos. A estimativa é de que o encontro atraia aproximadamente 3 mil pessoas, que também poderão conferir a feira de projetos, produtos e serviços associados ao desenvolvimento local.

Um dos temas em destaque nas discussões é a Construção de novos rumos face à atual crise sistêmica no padrão de desenvolvimento. Os debates abrangem as áreas econômica, política, cultural e ambiental.
Cada edição é realizada em uma cidade diferente. Brasília, capital do País, foi sede da primeira edição em 2002. Nos anos seguintes a Expo Brasil foi realizada em Belo Horizonte (MG), Olinda (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Natal (RN) e Cuiabá (MT), respectivamente.

Caio Silveira, membro da Coordenação Geral da Expo Brasil, comenta que o intuito é articular uma influência estratégica de modo a se pensar na questão do desenvolvimento territorial com participação local e nos convida a uma reflexão: "Existe desenvolvimento sustentável sem protagonismo local?"

Ele ressalta ainda o caráter de aprendizagem compartilhada que o evento propõe. "É escola de participação, troca de experiências e reunião de diversos segmentos. O evento também é inclusão social", declara.

Entre os objetivos, o coordenador destaca ainda a visibilidade que o tema ganha com esses debates através do processo de mobilização, articulação e parceria entre os organismos. "É uma visão mais abrangente sobre o desenvolvimento sustentável. É a chamada mudança de rumos que inclui a questão ambiental, cultural e democracia econômica", enfatiza.

Ao longo dos oito anos de Expo Brasil, Caio diz que o avanço sobre o tema não é um processo curto, mas ele ressalta que questões sobre desenvolvimento sustentável e territorial, estão mais em pauta atualmente, do que há oito anos. "A mobilização é grande e acaba influenciando na construção de políticas públicas".

Ele finaliza dizendo que é importante exercer a participação social e o protagonismo da população, a fim de que a sociedade não seja apenas um agente passivo à espera de políticas públicas. "Precisamos sintonizar na base da sociedade".

O evento é gratuito e aberto ao público. Mais informações pelo site:
http://www.expobrasil.org.br

8ª Expo Brasil Desenvolvimento Local

Quando: de 25 a 27 de novembro de 2009

Local: Palácio das Convenções do Anhembi (SP)

Fonte: Revista Envolverde

21 de nov de 2009

Capacidade Esgotada

Os oceanos têm um papel fundamental na regulagem climática, absorvendo cerca de um quarto de todo o dióxido de carbono lançado pela ação humana. Agora, o primeiro levantamento ano a ano desse mecanismo desde a Revolução Industrial indica que os oceanos estão sofrendo para acompanhar o aumento nas emissões.A consequência, apontam, poderá ser desastrosa para o clima no futuro do planeta. A pesquisa, feita nos Estados Unidos, foi publicada na edição desta quinta-feira (19) da revista Nature. Samar Khatiwala, da Universidade Columbia, e colegas estimaram que os oceanos absorveram um recorde de 2,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono resultantes da queima de combustíveis fósseis em 2008. Mas, com o aumento na quantidade total de emissões, a proporção absorvida pelos oceanos desde 2000 caiu em cerca de 10%.Modelos climáticos desenvolvidos anteriormente haviam previsto uma diminuição nesse processo, mas o novo estudo é o primeiro a quantificar essa queda. Enquanto trabalhos anteriores haviam atribuído a mudança à diminuição do ozônio na estratosfera e a alterações na circulação oceânica induzidas pelas mudanças climáticas, a nova pesquisa sugere que o motivo é mais simples: os oceanos chegaram ao limite, tanto físico como químico, de sua capacidade de absorver o dióxido de carbono.“Quanto mais dióxido de carbono, mais ácido fica o oceano, reduzindo a capacidade de manter o CO2”, disse Khatiwala. “Por causa dessa consequência, com o tempo o oceano se torna um repositório menos eficiente do carbono antrópico. A surpresa é que podemos estar diante das primeiras evidências disso, talvez combinado com a circulação mais lenta por causa do aumento nas emissões.”Segundo o estudo, o acúmulo de carbono industrial nos oceanos aumentou enormemente na década de 1950, à medida que os oceanos passaram a tentar acompanhar o ritmo acelerado das emissões em todo o mundo.As emissões continuaram a crescer e, no ano 2000, atingiram tal volume que os oceanos passaram a absorver menos CO2 proporcionalmente, ainda que o total em peso tenha continuado a aumentar. Hoje, segundo a pesquisa, os oceanos mantêm cerca de 150 bilhões de toneladas de carbono industrial, um terço a mais do que em meados da década de 1990.Cerca de 40% do carbono entra nos oceanos por meio das águas geladas próximas à Antártica, porque o dióxido de carbono se dissolve mais rapidamente nas águas mais frias e mais densas do que nas mais quentes. Dali, as correntes transportam o carbono para o norte do planeta.O artigo Reconstruction of the history of anthropogenic CO2 concentrations in the ocean, de Samar Khatiwala e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com. (Fonte: Agência Fapesp)

Cada brasileiro emite por ano 10 toneladas de gás carbônico, informa Inpe


Cada brasileiro é responsável pela emissão de 10 toneladas de gás carbônico (CO2) por ano, em média. O número é duas vezes maior do que a média mundial. Os dados são da Rede-Clima, ligada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).“Somos o país em desenvolvimento com a maior média mundial”, disse Carlos Nobre, um dos coordenadores da Rede-Clima, ao participar de comissão geral na Câmara para discutir a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15). O encontro será realizado em dezembro, em Copenhague (Dinamarca).A meta é de que a média mundial de emissão de CO2 seja de 1,2 tonelada por ano até 2050, para que a temperatura global não aumente 2 graus Celsius (°C). “Ela já subiu 0,8°C nos últimos 100 anos. Falta 1,2°C. Já chegamos muito próximo do limite”, disse Carlos Nobre.Na avaliação do diretor executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Coelho Fernandes, a estratégia brasileira para reduzir a emissão de gases de efeito estufa deve partir de dois pontos básicos: do uso de uma matriz energética limpa e da redução do desmatamento, principal fonte de emissão de CO2 no país.“Temos de buscar o abatimento das emissões que seja o mais barato. O Brasil tem condições de implantar mitigação de baixo custo. O combate ao desmatamento deve ser a decisão número um”, defendeu.O embaixador extraordinário para Mudanças Climáticas do Ministério das Relações Exteriores, Sérgio Serra, disse que a meta brasileira de redução de gases de efeito estufa foram recebidas com tranquilidade na reunião que antecedeu a COP-15. “Acho que daqui até Copenhague vamos ter de fazer muitas consultas para saber o que se espera, mas o Brasil está muito tranquilo. O anúncio dos números foi muito bem recebido”, afirmou.A meta brasileira de redução dos gases é de 36,1% a 38,9%, até 2020. (Fonte: AmbienteBrasil)

Governo vai adiar decreto que regulamenta recuperação de reserva legal

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, admitiu na segunda-feira (16) que o governo vai adiar a entrada em vigor do decreto que determina o registro e o compromisso de recuperação da reserva legal, que deveria começar a valer a partir de 11 de dezembro.“(O prazo) Vai ser ampliado. Para quando ainda não está definido”, disse Minc. Perguntado sobre a nova data, o ministro evitou dar detalhes e disse que a decisão cabe exclusivamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Publicado originalmente em julho de 2008, o Decreto 6.514, que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais, já teve o prazo adiado uma vez, de janeiro para dezembro deste ano.Além da prorrogação do decreto, Lula deve anunciar nos próximos dias outras mudanças na legislação ambiental, discutidas entre os ministérios do Meio Ambiente, Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Casa Civil.O adiamento da aplicação de sanções a proprietários que desmataram mais que o permitido em suas propriedades atende reivindicação de ruralistas, que argumentavam que a regra poderia colocar milhões de produtores rurais na ilegalidade.Apesar da derrota ambientalista com o adiamento do decreto, Minc disse que três "pesadelos da área ambiental" não correm risco de se tornar realidade. “São três pesadelos básicos: a anistia para quem desmatou ilegalmente, a tentativa de acabar com a reserva legal e a regionalização total das normas ambientais, como aconteceu em Santa Catarina. Isso não vai acontecer”, afirmou.O ministro afirmou que não houve necessariamente um acordo entre ruralistas e ambientalistas sobre as medidas que o governo vai anunciar. “Vai haver uma posição de governo, que nunca é completamente (favorável) para para um lado ou para o outro”, ponderou. Apesar da falta de consenso, Minc garantiu que não haverá “relaxamento da legislação ambiental” com as mudanças. “Não vai ser um liberou geral”, comentou. (Fonte: AmbienteBrasil)

20 de nov de 2009

Destinação dos resíduos gerados nos shows: Asa 3D e São Paulo Mix Festival, no Sambódromo do Anhembi – São Paulo/SP

A Physis SDA faz seu primeiro trabalho com a implantação do projeto Evento Limpo, no Sambódromo do Anhembi - São Paulo/SP em novembro de 2009, se responsabilizando pela separação e destinação de todos os resíduos gerados nos eventos "Asa 3D" e "São Paulo MIX Festival", com encaminhamento dos resíduos rescicláveis para uma empresa de reciclagem, sendo beneficiado para geração de renda aos cooperados, evitando que os mesmos fossem enviados a aterro sanitário sem seu beneficiamento.
 


Como resultados, foi possível a redução de 85% do volume de resíduos que deixaram de ir para os aterros, sendo este percentual encaminhado à reciclagem, aumentando a vida útil dos aterros; reduzindo custos com transporte destes materiais; e claro, contribuindo para a melhoria do meio ambiente. 





O primeiro evento de sucesso da Physis SDA com a implantação do Projeto Evento Limpo! Obrigado a toda a equipe!

16 de nov de 2009

Londrina/PR lança projeto para reaproveitar óleo de cozinha de restaurantes


Um projeto em Londrina (PR), que deve chegar a São Paulo nos próximos meses, se propõe a coletar sobras de óleo de cozinha não só de restaurantes e lanchonetes, mas também de toda a população. A iniciativa, da prefeitura e de uma agroindústria, foi lançada em novembro. Foram instalados 350 pontos de coletas em toda a cidade. Galões de coleta estão sendo entregues a moradores. A cada um milhão de litros coletados, a empresa BF Ambiental vai pagar R$ 0,20 por litro para uma entidade assistencial. O óleo de uso doméstico despejado em pias de cozinha gera problemas ambientais graves, como a poluição de rios, lençóis freáticos e de estações de tratamento de água. Nos próximos dois anos, a BF Ambiental quer levar o projeto, chamado "Eco Óleo, Eco Vida", aos sete Estados onde o grupo comercializa seus produtos (RS, SC, PR, SP, RJ, MG e ES). Todo o óleo coletado é transportado pela empresa para uma refinaria em Rolândia (norte do PR), onde é usado na fabricação de ração de animais, tintura para cosméticos e de biocombustível. A refinaria tem capacidade para processar 100 mil litros de óleo por dia. Redes - Hoje, grandes redes de restaurantes e as indústrias alimentícias já reaproveitam o óleo de cozinha. Para Alexandre Rainato Genta, diretor da BF, a novidade da iniciativa é estimular o reaproveitamento também em casas. Segundo a empresa, a quantidade de um milhão de litros deve ser coletada a cada três meses em uma cidade do porte de Londrina (500 mil habitantes). A escolha da entidade a ser beneficiada é decidida em comum acordo entre a empresa e os conselhos municipais de Ação Social e Ambiental. Na cidade paranaense, a primeira entidade a ser ajudada será o Hospital do Câncer. Nesta semana, o programa será estendido a outros 15 municípios do norte do Paraná. Segundo Genta, a empresa negocia com redes de supermercados da Grande São Paulo a implantação do projeto na região. "A previsão é de o projeto chegar a São Paulo em quatro meses", diz. (Fonte: AmbienteBrasil)

EUA e outros líderes mundiais adiam chance de acordo sobre clima

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e outros líderes mundiais decidiram adiar a difícil tarefa de alcançar um acordo sobre as mudanças climáticas na conferência marcada para o próximo mês em Copenhague (Dinamarca). De lá, sairia um acordo de "comprometimento político", que jogaria as questões mais complicadas para o futuro.  Ontem, Washington e Pequim, apoiados por algumas dos principais países emergentes do mundo, comunicaram, em Cingapura, o governo da Dinamarca de que não será possível conseguir um acordo vinculante que permita a redução das emissões de dióxido de carbono.   Em vez disso, se tentará um acerto de duas etapas, que, na realidade, consiste em fazer em Copenhague uma mera declaração de intenções, adiando os compromissos obrigatórios para um momento mais à frente, talvez em outra conferência, como a do México, no ano que vem.  "Houve uma coincidência entre os líderes de que não é realista esperar que um grande acordo internacional completamente vinculante possa ser negociado até Copenhague", observou o vice-conselheiro de segurança nacional para assuntos econômicos internacionais da Casa Branca, Michael Froman.  A declaração foi dada ao fim de uma reunião ocorrida ao lado da assembleia do Fórum da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec, da sigla em inglês).  Segundo o jornal El Mundo, Obama não quer assinar nenhum acordo que depois não seja referendado pelo Congresso. A China, por sua vez, não está disposta a fazer movimentos relevantes no campo do clima que não sejam acompanhados por Washington. O mesmo pode se dizer da Indonésia, terceiro maior poluidor. Japão, cujo novo governo anunciou recentemente a disposição de reduzir as emissões de gases, também não quer atuar sem ações recíprocas da China e EUA.  Conforme a publicação, dessa forma, com toda probabilidade, outros grandes países em desenvolvimento, como Índia e Brasil, devem se negar a apoiar acordos que não estejam respaldados por aqueles quatro países.  "Considerando o fator tempo e a situação de cada país, devemos, nas próximas semanas, focar no que é possível e não nos distraírmos com o que não é possível", declarou o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Rasmussen. (Fonte: Valor Econômico)


13 de nov de 2009

Terra absorve mais gás carbônico do que se pensava, diz estudo


Um estudo realizado na Grã-Bretanha sugere que os ecossistemas e oceanos da terra têm uma capacidade muito maior de absorver gás carbônico do que se imaginava anteriormente. A pesquisa da Universidade de Bristol mostra que o equilíbrio entre a quantidade do gás em suspensão na atmosfera e a que é absorvida se manteve praticamente constante desde 1850, apesar de as emissões terem saltado de 2 bilhões de toneladas anuais naquela época para 35 bilhões de toneladas anuais hoje em dia.
O resultado do estudo, publicado no site especializado Geophysical Research Letters, confronta com várias pesquisas recentes, que previam que a capacidade de absorção pelos ecossistemas e oceanos cairia conforme as emissões aumentassem, fazendo disparar o nível de gases causadores do efeito estufa na atmosfera.
Mas segundo o principal autor do estudo, Wolfgang Knorr, seu ponto forte é que ele se baseia apenas em dados de medidas e estatísticas, e não em modelos de clima computadorizados.
Copenhague - Os pesquisadores de Bristol descobriram que o aumento dos gases em suspensão na atmosfera tem sido um valor entre 0,7% e 1,4% a cada década, desde 1850, o que, para os cientistas é muito perto de zero. Para os cientistas, o trabalho é extremamente importante no debate de políticas para o controle das mudanças climáticas, já que as metas de emissão que devem ser negociadas em Copenhague, em dezembro, se baseiam em projeções que já levam em conta a capacidade de absorção da Terra. Mas Knorr alerta que não necessariamente o estudo vai afetar as decisões dos líderes mundiais. "Como todos os estudos deste tipo, há algumas imprecisões nos dados", admitiu. "Portanto, em vez de confiar na natureza para oferecer um serviço gratuito, absorvendo nosso gás carbônico, precisamos nos certificar dos motivos pelos quais a parcela absorvida não mudou." O estudo também descobriu que as emissões vindas do desmatamento podem ter sido superestimadas em valores entre 18% e 75%. (Fonte: Estadão Online)

ISO 26000 - Responsabilidade Social


Nestes dois últimos dias (11 e 12 de novembro), participamos do Seminário ISO 26000 - A Norma Internacional de Responsabilidade Social, realizado em São Paulo. O seminário se baseou na explicação e captação de sugestões para a redação da norma, visto que ainda não foi oficializada. Dentro da ISO, dividem-se vários segmentos organizacionais, bem como setoriais. Dentre eles, está o Meio Ambiente.

Depois de calorosos debates, o grupo participante deste segmento teve como responsabilidade redigir e propor um texto objetivo e sintético sobre a importância da Educação Ambiental num contexto mundial, a fim de acrescentá-la na redação da norma ISO 26000. Dentro desta sugestão, devem ser levados em conta os objetivos de se ter a Educação Ambiental contextualizada na norma, bem como a justificativa para tal.

Nós da Physis estamos elaborando uma sugestão deste texto, e gostaríamos que as pessoas que nos acompanham desses suas opiniões e sugestões. A norma está disponibilizada no site www.iso.org/sr ou pelos sites de buscas (atenção para a versão mais atual). Aos interessados, dêem uma olhada e opinem! Suas sugestões colaborarão para a redação que enviaremos ao comitê responsável pela redação da norma ISO 26000.

Maiores dúvidas entrem em contato conosco!

12 de nov de 2009

Prazo para reflorestar será de 22 anos, diz Minc


Proprietários rurais de áreas desmatadas ilegalmente terão até 22 anos de prazo para recompor a vegetação, ou seja, até 2031. Além disso, a partir de 11 de dezembro todos os proprietários terão três anos para comparecer a algum órgão ambiental nos Estados para registrar a área de preservação do imóvel - 80% na Amazônia e 20% nos outros biomas. Caso tenham sido notificados, eles deverão fazer a regularização em 6 meses. Os novos prazos fazem parte do pacote ambiental, que deve ser assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (9), de acordo com informações do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Lula assinará decretos e uma medida provisória com as mudanças, após uma reunião, em São Paulo, com os ministros Minc, Dilma Rousseff (Casa Civil) e Reinhold Stephanes (Agricultura). Também farão parte do pacote a legalização de todos os plantios tradicionais em morros e encostas, como café, mate, maçã, pera e uva, e a possibilidade de que imóveis de até 150 hectares possam usar as áreas de proteção permanente (APPs), como rios, para compor a reserva legal. "Desse modo estamos resolvendo a situação de 95% das propriedades rurais", disse Minc. Os dados apresentados pelo Meio Ambiente como parte do pacote ambiental foram acordados por Minc, Casa Civil e Ministério do Desenvolvimento Agrário. O Ministério da Agricultura ainda quer aumentar o tamanho da propriedade candidata a usar as APPs na composição da reserva legal. Mas não há consenso quanto a essa proposta, que poderia estender o benefício para propriedades de até 800 hectares. (Fonte: Estadão Online)

Lista classifica Brasil como o 6º país que melhor combate aquecimento


As ações brasileiras para reduzir as emissões provocadas pelo desmatamento na Amazônia ficaram em sexto lugar em uma lista que classifica as melhores medidas específicas na luta contra o aquecimento global, apresentada nesta quinta-feira (5), na Espanha. Intitulado "O melhor e o pior das políticas climáticas e da recuperação econômica", o relatório apresentado pelas ONGs ambientais WWF e E3G avalia as ferramentas utilizadas pelos países do G20, medindo o sucesso ambiental e econômico. Na primeira e segunda posição do ranking ficou um programa de "eficiência energética em edifícios" do governo alemão. O relatório salienta que as políticas climáticas não apenas geram benefícios ambientais, mas também melhoram e diversificam a economia, levando-se em conta que os países do G20 são responsáveis por três quartos das emissões de gases de efeito estufa no mundo. "Este relatório mostra que os governos que aplicam medidas para combater a mudança climática terão êxito e ocuparão uma posição de liderança", disse Kim Carstensen, diretor da iniciativa global das alterações climáticas da WWF. "Apelamos ao G20 para conduzir uma estratégia de investimento na economia verde", acrescentou. Os ministros da Fazenda do G20 se reúnem neste fim de semana no Reino Unido, onde deverão apresentar propostas concretas sobre o financiamento para ajudar países emergentes a desenvolver uma economia de baixa emissão de carbono. (Fonte: Folha Online)

10 de nov de 2009

Água da chuva é potável e faz bem ao homem

Um estudo realizado na Austrália sugere que a água da chuva recolhida em recipientes é potável e não agride a saúde dos seres humanos, segundo informações divulgadas pela agência EFE nesta quarta-feira (4).

Um comunicado da Universidade de Monash, em Melbourne, pesquisou 300 casas na cidade de Adelaida cujos proprietários utilizam a chuva como principal fonte de consumo de água. Os autores do estudo distribuíram filtros para evitar a entrada de qualquer tipo de parasita capaz de causar gastroenterite, mas metade destes dispositivos demonstraram ser inúteis neste sentido.

Durante 12 meses, os casos de gastroenterite registrados entre os habitantes dos 300 domicílios analisados foram semelhantes aos do resto da comunidade, que consumiu água tratada. A investigação identificou ainda diferença entre os habitantes das casas que contavam com um filtro funcional e o resto. (Fonte: AmbienteBrasil)

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, publicou uma segunda parte de seu best-seller de 2006 "An Inconvenient Truth" ("Uma Verdade Inconveniente"). Ela contém novas advertências sobre o aquecimento global, segundo declaração divulgada nesta quarta-feira (4). Gore, que recebeu o Prêmio Nobel em 2007, depois da publicação do livro e de uma versão cinematográfica, apresenta estratégias claras para vencer a mudança climática em "Our Choice: A Plan to Solve the Climate Crisis" ("Nossa Opção: Um Plano para Resolver a Crise do Clima"). O livro "oferece soluções que podemos - e devemos - começar a implementar hoje mesmo", disse Gore em declaração divulgada pela editora Rodale Books. (Fonte: Folha Online)

4 de nov de 2009

Governo quer estimular siderúrgicas a usar carvão de reflorestamento

Uma das propostas do governo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa é fazer com que em oito anos as siderúrgicas passem a usar carvão vegetal de reflorestamento feito pelas próprias empresas. A ideia é convencer o setor das vantagens do chamado "aço verde", de acordo com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Para estimular o setor siderúrgico a operar nesse modelo seria firmado um acordo para concessão de incentivos ao setor, sem a necessidade de leis, de acordo com a avaliação de ministros. O selo “aço verde” poderia representar inclusive um diferencial de competitividade no exterior, segundo Dilma.“Seria muito mais no sentido de criar incentivos financeiros, incentivos de todas as formas, inclusive essa percepção de que (o produto) é competitivo lá fora. Um aço carimbado de verde tem outra característica”, afirmou Dilma.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, citou como exemplo o caso da Moratória da Soja para mostrar a viabilidade de um acordo com o setor de siderurgia. Com a moratória, assinada em 2007 e renovada duas vezes, as empresas se comprometeram a não comprar soja produzida em áreas desmatadas.Segundo Minc, o compromisso tem dado bons resultados e isso também pode acontecer com o setor siderúrgico sem necessidade de leis.

“Estamos muito avançados com a siderurgia para fechar um acordo de que em aproximadamente oito anos eles plantem todas as árvores que precisam para o carvão vegetal. Um acordo sem necessidade de lei”, disse Minc.

Os ministros falaram à imprensa após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar da proposta brasileira a ser levada para a Conferência da Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), que ocorrerá em Copenhage, Dinamarca, em dezembro.

Além do setor siderúrgico, devem ser tomadas medidas nas áreas de energia, agropecuária e redução do desmatamento da Amazônia e de outros biomas para reduzir as emissões nacionais de gases do efeito estufa. (Fonte: AmbienteBrasil)

Especialistas discutem em Curitiba uso de recursos florestais

Representantes de vários países estão reunidos em Curitiba até a próxima sexta-feira (6) para avaliar a legislação ambiental na América Latina. Segundo o coordenador do 7º Congresso Latino-Americano de Direito Florestal e professor da Universidade Federal do Paraná, Paulo de Tarso de Lara Pires, a ideia é encontrar saídas que possibilitem o melhor aproveitamento dos recursos florestais.

“Não resolvem apenas políticas e legislações de preservação dos recursos. Precisamos de políticas que propiciem ao homem que vive na floresta toda a condição de sobrevivência e ao que vive na cidade boa qualidade de vida” afirmou Pires. De acordo com o professor, os participantes do encontro, aberto na manhã de terça-feira (3), querem resgatar a visão das florestas como fonte de bens e serviços que podem beneficiar a geração atual e as futuras, sem necessariamente representar a destruição de recursos.

“A nossa legislação florestal brasileira, por exemplo, é muito boa do ponto de vista técnico e jurídico. O problema é a ausência de políticas e a aplicação da legislação aos casos concretos”, acrescentou o coordenador. Ele acredita que um dos assuntos que terão boa repercussão no encontro é o pagamento por serviços ambientais.

“Está sendo muito aguardada a apresentação do modelo adotado em Costa Rica, país precursor da prática. No Brasil temos algumas iniciativas nesse sentido. No município paranaense de Apucarana, produtores rurais recebem apoio financeiro para proteger as nascentes que cortam suas terras. Mato Grosso e o Amazonas também possuem projetos semelhantes.”

Todas as propostas referentes aos temas do congresso, como biocombustíveis, créditos de carbono, direitos indígenas e limites da conservação e exploração das florestas, serão reunidas em um documento que será encaminhado às autoridades brasileiras do setor, a fim de servir de subsídio para as discussões no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague (Dinamarca), daqui a pouco mais de um mês. (Fonte: AmbienteBrasil)

O retrocesso da legislação ambiental

A sessão da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (4 de novembro), às 10h em Brasília,pode entrar para a história como um marco no retrocesso e no caminhocontrário aos esforços de proteção ambiental.

A Comissão votará o projeto deLei 6424, de 2005, de relatoria do deputado Marcos Montes (DEM-MG), com osapensos PL 6.840/2006 e PL 1.207/2007. As propostas alteram o CódigoFlorestal (Lei 4771 de 1965), permitindo flexibilidades perigosas como arecuperação de Reservas Legais com espécies exóticas, anistia para osdesmatamentos realizados antes de julho de 2006 (sem obrigatoriedade derecuperação) e definição das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) pelospoderes locais.

“O Código Florestal brasileiro é um exemplo de lei moderna e no momento emque o mundo todo discute a redução das emissões de carbono e estratégiasinternacionais de proteção e mitigação, o Brasil – que poderia ser umexemplo positivo – coloca em risco uma parte ainda maior das nossas riquezasnaturais”, alerta Mario Mantovani, diretor de mobilização da Fundação SOSMata Atlântica. “O povo brasileiro tem que garantir a proteção destepatrimônio que é seu. Este projeto de lei vinha sendo discutido e acordadodemocraticamente (com a participação de setores mais avançados doagronegócio, ambientalistas, empresas, etc), mas foi modificado à surdina,encaminhado num golpe de segmentos atrasados da CNA (Confederação Nacionalde Agricultura) através dos deputados da bancada ruralista na última semana.

O relator anterior, deputado Jorge Khoury (DEM-BA), foi destituído e estenovo projeto surgiu, colocando em ameaça as políticas públicas no País. Nãopodemos permitir tamanho absurdo”.Na última semana, a Fundação SOS Mata Atlântica e outras ONGs ambientalistas(como Greenpeace, Instituto Socioambiental, Rede de ONGs da Mata Atlântica eInstituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) conseguiram impedir a votaçãodo Projeto de Lei, mas nesta quarta-feira a sessão da Comissão de MeioAmbiente e Desenvolvimento Sustentável o coloca como ponto único da pautanovamente. Se aprovado, por ser de caráter terminativo, ele segue para aComissão de Constituição e Justiça e depois para votação em Plenário daCâmara, com posterior sanção do presidente da República. “Esperamos que osdeputados da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável levemem conta o interesse da população brasileira e não as vontades da minoriaruralista”, finaliza Mantovani, convocando a sociedade a acompanhar epressionar a votação desta quarta-feira.

A sessão da Comissão é aberta ao público e qualquer pessoa pode acompanhar,no plenário 2, do Prédio das Comissões da Câmara dos Deputados. Além disso,os eleitores podem exigir esta postura dos deputados que elegeram,lembrando-os que interesses eles representam.

Os integrantes da Comissão que vota amanhã o Projeto de Lei que ameaça o futuro ambiental brasileiro são:Roberto Rocha (presidente – PSDB/MA), Marcos Montes (1º vice-presidente erelator do Projeto de Lei, DEM/MG), Jurandy Loureiro (2º vice-presidente,PSC/ES), Leonardo Monteiro (3º vice-presidente, PT/MG), André de Paula(DEM/PE), Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB/SP), Antônio Roberto (PV/MG),Edson Duarte (PV/BA), Gervásio Silva (PSDB/SC), Givaldo Carimbão (PSB/AL),Jorge Khoury (DEM/BA), Marina Maggessi (PPS/RJ), Mário de Oliveira (PSC/MG),Paulo Piau (PMDB/MG), Rebecca Garcia (PP/AM), Rodovalho (DEM/DF), SarneyFilho (PV/MA) e Zé Geraldo (PT/PA). Os suplentes são: Aline Corrêa (PP/SP),Antonio Feijão (PTC/AP), Arnaldo Jardim (PPS/SP), Cezar Silvestri (PPS/PR),Fernando Gabeira (PV/RJ), Fernando Marroni (PT/RS), Germano Bonow (DEM/RS),Homero Pereira (PR/MT), Luiz Carreira (DEM/BA), Miro Teixeira (PDT/RJ),Moacir Micheletto (PMDB/PR), Moreira Mendes (PPS/RO), Nilson Pinto(PSDB/PA), Paulo Roberto Pereira (PTB/RS), Paulo Teixeira (PT/SP), ValdirColatto (PMDB/SC), Wandenkolk Gonçalves (PSDB/PA) e Zezéu Ribeiro (PT/BA).

Por Jose Eli Da VeigaUNIVERSITY OF SAO PAULO - BRDep. Economics - Professor

3 de nov de 2009

O emprego do futuro


O número de companhias com áreas de sustentabilidade está em expansão, o que aumenta o número de vagas, dizem especialistas. Para Isak Kruglianskas, coordenador do Programa Estratégico de Gestão Socioambiental da FIA (Fundação Instituto de Administração), os profissionais devem pensar na sustentabilidade como "o grande motor da inovação que será a saída para o desemprego". A senadora Marina Silva (PV-AC) afirma que considera as áreas "uma oportunidade", mas que cada um "deve seguir sua ética profissional para não fazer maquiagem" ambiental. Entre as empresas que atualmente expandem a área está o Grupo Maggi (agroindústria), que vai criar uma diretoria de responsabilidade e sustentabilidade. Segundo Nereu Bavaresco, diretor de recursos humanos, a questão da sustentabilidade começa no recrutamento. "Buscamos pessoas que compartilhem nossos valores."
Cargos - A área ambiental está dividida entre os cargos técnicos, em que a graduação deve ser em geografia ou gestão ambiental, por exemplo, e os executivos, em que também são aceitos profissionais de outras áreas, como jornalistas, psicólogos, engenheiros e economistas. Independentemente da formação, o consenso é que o profissional que quer fazer carreira como diretor de uma área de sustentabilidade precisa ter especialização e conhecimento do negócio. Paulo Sérgio Muçouçah, da OIT, ressalta que não é a formação que define um emprego verde, e sim a atividade. "Um biólogo pode pesquisar organismos geneticamente modificados (e não ser verde) ou trabalhar com a conservação da biodiversidade (e ser)". A bióloga Fernanda Ormonde, 27, coordenadora de eventos responsáveis da Reclicagem, considera seu emprego verde. "Fazemos a gestão ambiental de feiras, incluindo cuidar dos resíduos", afirma ela, que tem pós-graduação em gestão ambiental.
Especialização - André Carvalho, professor de pós-graduação do GVCes (Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas), diz que a especialização na área é buscada por profissionais de vários setores. "Antes, só se podia ser sustentável na Amazônia. Agora, é possível trabalhar na área na avenida Paulista ou na (avenida Engenheiro Luiz Carlos) Berrini", diz, referindo-se a dois centros de negócios de São Paulo. Embora o curso seja um caminho para atuar na área, em alguns setores, ele não é valorizado, segundo Gustavo Parise, gerente-executivo da Michael Page. Pare ele, a especialização em ambiente não é prioritária para quem atua em marketing e vendas, por exemplo. Nesses casos, opina, "é muito mais "perfumaria", infelizmente". (Fonte: Folha Online)

Impacto do metano no clima é maior do que se pensava


O efeito do gás metano no processo do aquecimento global foi subestimado, segundo um estudo realizado por cientistas americanos que sugere que os modelos e os controles atuais das emissões deveriam ser revisados.

O professor Drew Shindell, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa (agência espacial americana), dirigiu o estudo, cuja conclusão principal é que o impacto do metano na temperatura global é 30% maior do que se pensava até o momento.

O problema, segundo Shindell, é que as estimativas feitas até agora não levaram em conta a interação do metano com os aerossóis.

Quando este efeito indireto é incluído, uma tonelada de metano multiplica por 33 - e não por 25 como se pensava - o efeito do aquecimento da atmosfera que tem uma tonelada de dióxido de carbono (CO2), em um período de 100 anos.

Em declarações ao jornal britânico "The Times", o cientista ressaltou a importância de adotar medidas que permitam frear as emissões de metano, procedentes principalmente da pecuária, do cultivo de arroz e das explorações de carvão e de gás natural.

Para as mudanças do clima a longo prazo, é impossível prever os efeitos do CO2"" Calcula-se que o metano é o segundo gás que agrava o efeito estufa com maior impacto no aquecimento global, atrás do CO2, e responsável por um quinto do aumento das temperaturas.

A vantagem sobre as emissões de CO2 é que o metano se decompõe muito mais facilmente, por isso o efeito das medidas para combatê-lo seria notado com maior rapidez.

Shindell ressaltou que este tema deve ter uma grande importância na cúpula das Nações Unidas sobre o clima, que será realizada em Copenhague em dezembro.

"Para as mudanças do clima a longo prazo, é impossível prever os efeitos do CO2. É o problema principal e dura centenas de anos, mas se tivéssemos um esforço voltado a fazer frente a outros gases poderíamos ter um impacto muito grande a curto prazo", disse o cientista da Nasa, ao "The Times".

Shindell teve sua pesquisa publicada na revista "Science", em um artigo no qual também sugere a possibilidade de que as previsões sobre os efeitos da mudança climática sejam otimistas demais.

O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, publicado em 2007, estima que a temperatura do planeta aumentará entre 1,1 e 6,4 graus Celsius neste século. (Fonte: AmbienteBrasil)

2 de nov de 2009

Por semana, 500 kg de lixo saem do lago do Ibirapuera


Todos os dias, às 6h30, José da Silva Galdino, de 38 anos, e Luiz Antônio Carvalho de Oliveira, de 47 anos, vestem galochas, põem luvas de plástico e entram em um pequeno barco de alumínio. Por oito horas, eles remam pelo lago do Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. O objetivo é recolher o lixo que boia nas águas. Tem de tudo: garrafas pet, copos de plástico, embalagens de salgadinho, bitucas de cigarro, papel. Por semana, são retirados 50 sacos plásticos de 100 litros repletos de lixo - que somam 500 quilos. "Tem tanta lixeira espalhada pelo parque e o povo insiste em jogar no chão. Acham que só porque tem quem limpe podem fazer uma imundície", relata Galdino. O parque tem mil lixeiras e mais de 140 pessoas responsáveis por manutenção, conservação e limpeza. Na maioria das vezes, o que sobrou do piquenique ou do lanche da tarde é esquecido no gramado. "E o vento leva para o lago." Em dias de chuva, o lixo aumenta. Ele vem carregado pelo Córrego do Sapateiro, que deságua no lago. No fim de um dia de trabalho, o barco chega a pesar até 200 quilos. Vazia, a embarcação pesa 90 quilos. O item mais esquisito que já encontraram foi um saco repleto de seringas usadas. "Isso faz uns dois anos. Achei esquisito demais e é perigoso", comenta Galdino. Oliveira se lembra de ter recolhido uma bicicleta toda retorcida e enferrujada. "Não tinha mais nenhuma utilidade." Dinheiro que é bom, nada. Oliveira, certa vez, achou uma nota de US$ 1 e entregou para o amigo de trabalho. "Eu deixei na carteira para dar sorte, mas deu foi azar. Eu fui assaltado e levaram tudo." 'Problema cultural' - Segundo a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, o lago do Parque do Ibirapuera é o único que é limpo diariamente. Os dos outros parques passam pela faxina sempre que há demanda. A pasta diz que descartar lixo em locais irregulares "é um problema cultural presente na cidade como um todo". (Fonte: Estadão Online)
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