16 de dez de 2009

Áreas urbanas produzem quase um quilo de lixo por habitante/dia

A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA), do Ministério das Cidades, divulgou em outubro os resultados da sexta edição do “Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos”, referente a 2007. Como nos anos anteriores, a participação foi facultativa. Segundo Ernani Miranda - coordenador do Programa de Modernização do Setor de Saneamento – PMSS, Unidade da SNSA responsável pelo Diagnóstico, dos 418 municípios convidados (74 a mais do que em 2006), 306 responderam ao levantamento, o que resulta em uma taxa de adesão de 73,2% e em um aumento de 59 municípios (23,9%) na base de dados em relação a 2006.

As respostas revelam que a cobertura média da coleta de lixo é superior a 90% da população urbana em 286 dos 304 municípios para os quais esse indicador foi calculado. A massa recolhida média corresponde a 0,97 kg por habitante urbano por dia. A maior parte dos resíduos é disposta em 267 aterros e lixões.

Um total de 56,6% dos municípios realiza coleta seletiva, com predominância do sistema porta a porta. Há ainda a coleta seletiva não-formal feita por catadores que estão presentes em 83% dos municípios da amostra. Em 54,8% dos municípios nos quais atuam catadores, há organizações como cooperativas e associações.

A coleta seletiva recolhe de 4,7 a 6,0 kg por habitante urbano por ano, sendo mais efetiva nos municípios de maior porte. A triagem dos recicláveis recupera, em média, 3,1 kg por habitante urbano por ano (menos de 1% do total recolhido). Papel e papelão representam a maior parte do material recuperado (50,7%). Em seguida, aparecem plásticos (26,4%), metais (12,1%) e vidros (6,4%). “O Diagnóstico é uma boa fonte de consulta para os diversos agentes da gestão dos resíduos sólidos. A série histórica está disponível na internet, o que permite um acompanhamento detalhado do que vem ocorrendo no país em relação a esse tema”, comenta Nadja Limeira Araújo, gerente de Projetos de Resíduos Sólidos, da SNSA. (Fonte: AmbienteBrasil)

Apesar da iniciativa da coleta seletiva, percebe-se que há ainda um grande desafio pela frente: fazer com que ao menos 90% do lixo produzido por esses habitantes chegue às cooperativas de reciclagem, empresas especializadas, catadores, e tantas outras organizações que se dedicam exclusivamente a este trabalho. No último trabalho de Gestão de Resíduos que fizemos, recolhemos uma média de 100 sacos de lixo. Caso não tivéssemos separado este lixo, todos os sacos iriam para o aterro sanitário. Com o nosso trabalho, conseguimos enviar apenas 5 sacos para o aterro, devido à composição do lixo que se encontrava dentro deles (resto de comida, lixo de banheiros, entre outros). Os outros 95 sacos foram para a empresa de reciclagem!

Mudar é possível, basta cada um fazer a sua parte e ter a consciência da necessidade dessa mudança acontecer!
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