18 de jan de 2013

Conheça nosso novo blog!


Olá! O blog da Physis SDA mudou!

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Arte criada por Agência Ubick

13 de nov de 2012

Physis SDA no Esquadrão Verde Tang - Olimpíadas de Reciclagem


Desde o dia 13 de abril, a Physis SDA em parceria com o Esquadrão Verde Tang realizou o gerenciamento de resíduos sólidos das Olimpíadas de Reciclagem. Foram 12 escolas participantes   das cidades de Votorantim/SP, Bragança Paulista/SP e São José dos Pinhais/PR.



Para cada cidade, firmamos uma parceria com cooperativas locais, que coletaram e enviaram para a reciclagem todos os resíduos coletados. Ao todo, foram mais de 310 toneladas de materiais recicláveis coletados, encaminhados às cooperativas e enviados para a reciclagem.



Após o término do evento, todos os materiais também foram destinados à reciclagem, pois a grande parte da estrutura foi construída com Ecoway, um material feito com embalagens de suco e tetrapack recicladas!



A Physis SDA agradece à Tang e ao Banco de Eventos pela parceria, e dá os parabéns a todas as escolas e cooperativas envolvidas no trabalho, que além da reciclagem, levou muita animação e educação ambiental a todas as crianças e professores!


25 de out de 2012

Site em Construção!



Bom dia pessoal!

Muitos já nos enviaram e-mails perguntando sobre o site da Physis, os posts no nosso blog e as novidades, pois estivemos um pouco fora do ar nestas últimas semanas... Em nome da Physis, gostaria de informar a todos que em breve lançaremos um novo site, integrado com nossos serviços, muito interativo e original! Para os que nos acompanham diariamente, ainda postamos com frequência notícias no nosso facebook e no twitter! Peço mais um pouco de paciência, pois em breve todo o dinamismo, competência e originalidade das notícias que postamos voltarão ao seu ritmo normal!

Um grande abraço a todos e muito obrigado pelo reconhecimento!

Até breve!

Atenciosamente,

Vitor Yuki
Diretor Executivo

21 de ago de 2012

Cientistas do MIT usam micróbio para produzir combustível limpo


Bactéria 'Ralstonia eutropha', que produz bioplásticos em certas condições (Foto: Universiti Sains Malaysia/Ecobiomaterial Research Lab/Divulgação)
Ralstonia eutropha, que produz bioplástico em
certas condições (Foto: Universiti Sains Malaysia/
Ecobiomaterial Research Lab/Divulgação)

Bactéria pode vir a consumir carbono do lixo e da poluição para criar álcool.
Manipulação de genes permitiu que micróbio produzisse isobutanol.


Cientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, na tradução do inglês), nos Estados Unidos, manipularam os genes de uma bactéria para dar a ela a capacidade de produzir um tipo de álcool que pode substituir ou diminuir o uso da gasolina nos automóveis.
Chamado de Ralstonia eutropha, o micróbio é encontrado no solo, de acordo com o estudo divulgado na publicação científica "Applied Microbiology and Biotechnology" ("Microbiologia e Biotecnologia Aplicada", na tradução do inglês).
Quando ocorre redução nas fontes de nutrientes (como nistrato ou fosfato), a Ralstonia eutropha passa a absorver carbono e criar compostos na forma de polímero para estocagem, segundo a pesquisa. 
O polímero criado tem características similares ao plástico produzido a partir do petróleo e é chamado algumas vezes de bioplástico. Retirando alguns genes, inibindo a expressão de outros e inserindo um gene de outro organismo no micróbio, os cientistas conseguiram fazer com que a espécie produzisse álcool isobutanol ao invés do polímero.
Poluição
A equipe do MIT está investindo na adaptação da bactéria para que ela possa absorver o dióxido de carbono, um dos gases causadores do aquecimento global, afirma o cientista Christopher Brigham. Com algumas modificações, diz ele no estudo, é possível que o microorganismo use carbono de fontes como resíduos agrícolas e lixo produzido nas cidades.

Atualmente, a fonte de carbono a que os cientistas estão recorrendo para os testes de produção do álcool  pelo microorganismo é a frutose, um tipo de açúcar.
O próximo passo inclui otimizar a produção a partir dos micróbios e conseguir, no futuro, criar "biorreatores" que usem o processo em escala industrial, pondera Brigham. "Mostramos que, em uma cultura contínua [da bactéria], podemos conseguir quantidades significativas de isobutanol", afirmou ele no estudo.
O álcool pode servir como combustível em automóveis ou ser usado em uma mistura com gasolina, de acordo com os pesquisadores.
Fonte: G1

17 de ago de 2012

Brasil fica em 27º lugar em ranking mundial de qualidade dos oceanos

Homem corre à beira da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro; Brasil foi bem em 6 das 10 metas para os oceanos (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
Homem corre à beira da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro; Brasil foi bem em 6 das 10 metas para os oceanos (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
Pesquisadores divulgaram nesta quinta-feira (16) um indicador inédito que mede a qualidade oceânica e marítima do mundo, o chamado "Índice de Saúde do Oceano". Foram reunidos dados das águas do litoral de 171 países, ilhas e territórios do planeta.

Publicado na revista "Nature", o estudo mostra que o Brasil está 35ª posição, se forem consideradas no ranking três ilhas desabitadas dos EUA (incluindo a Ilha de Jarvis), duas ilhas pertencentes à França (a Ilha de Clipperton, que é desabitada, e a Polinésia Francesa) e três outros territórios pertencentes à Grã-Bretanha e Austrália. Se forem contabilizados só os países, o Brasil sobe para a 27ª posição entre os que têm saúde oceânica mais alta.


O resultado brasileiro, de 62 pontos em uma escala que vai de 0 a 100, é um pouco melhor que a média global, de 60 pontos.
O pior resultado ficou para Serra Leoa, na África, com 36 pontos. Já o país com mar mais saudável, sem considerar as ilhas desabitadas, é o arquipélago Seychelles, localizado no oceano Índico, próximo à África, com 73 pontos.
Mais de 65 cientistas avaliaram uma centena de conjuntos de dados para elaborar o estudo. O índice é formado por dez metas, que incluem biodiversidade, limpeza das águas, proteção ambiental da costa, oportunidades de pesca artesanal e oferta de turismo na região, entre outros.  
RankingNota
Ilha de Jarvis (território dos EUA)*86
Ilhas desabitadas dos EUA no Pacífico*80
Ilhas Clipperton (território dos EUA)*77
Ilhas Seychelles73
Alemanha73
Polinésia Francesa*72
Estônia72
Antígua e Barbuda71
Holanda70
Canadá70
Dinamarca69
Suriname69
Japão69
Austrália67
Bahamas67
Territórios tropicais da Austrália*67
Rússia67
Eslovênia66
França66
Noruega65
Finlândia65
Bélgica64
Ilhas desabitadas dos EUA no Pacífico*64
Kiribati64
Nova Zelândia64
Ilhas de São Cristóvão e Nevis63
Estados Unidos63
Israel63
Trinidad e Tobago63
Emirados Árabes Unidos63
Territórios Britânicos no Caribe*63
Ilhas Picárnia (território Britânico)*63
Omã63
República de Malta63
Brasil62
*São territórios ou ilhas que não correspondem a um país
Bem na maioria das metas
Em seis das dez metas, o Brasil obteve pontuação igual ou maior do que a média global. Nas quatro demais, o país recebeu nota menor. As águas brasileiras são mais poluídas (76 pontos) que a média mundial (78 pontos), de acordo com o estudo.

Por outro lado, o país saiu-se bem melhor (81 pontos) do que a média mundial (55 pontos) em preservação das espécies e criação de áreas de proteção na costa. Os dois aspectos foram reunidos na meta "identidade local", que avalia principalmente as espécies de animais icônicos do litoral.
O pior resultado brasileiro foi com relação à densidade de turistas nas áreas costeiras, em que o país recebeu nota zero. A média global, de 10 pontos, não foi muito melhor.
As águas do litoral brasileiro são consideradas mais saudáveis do que as do Uruguai (47 pontos), Argentina (52 pontos), Chile (60 pontos) e Venezuela (46 pontos), entre outros países da América Latina.
A maioria dos países teve nota baixa em itens como oferta de alimentos (24 pontos, na média global). Segundo a pesquisa, o resultado mostra que é preciso abandonar técnicas predatórias de pesca e aperfeiçoar as formas sustentáveis.
Países com a mesma nota mas que estão posicionados abaixo no ranking receberam pontuação menor em uma ou mais metas.
Fórmula
A fórmula para um bom indicador de saúde dos mares inclui economia forte, governo estável e políticas de cuidado com as faixas litorâneas, segundo os pesquisadores.

O documento publicado na "Nature" ressalta a ótima nota obtida pela Alemanha (73 pontos), em segundo lugar no ranking, logo atrás das ilhas Seychelles, se forem considerados somente os países.
As nações mais mal-avaliadas estão na costa oeste da África, segundo os cientistas. O desempenho ruim está ligado a baixos indicadores de desenvolvimento humano, de acordo com o estudo.
A pesquisa foi elaborada por uma série de entidades, instituições científicas e universidades, incluindo a Conservação Internacional, a Fundação pela Vida no Oceano Pacífico e a sociedade National Geographic.
Fonte: G1

14 de ago de 2012

Physis SDA na Eco Business 2012



Venham visitar a Physis SDA na  Eco Business - 5ª Feira e Congresso Internacionais de Soluções Ecoeficientes

O evento acontece a partir de hoje e vai até o dia 16, das 10h às 20h.

Passe em nosso estande e venha conhecer nossos serviços!!!


8 de ago de 2012

Árvores doentes podem aumentar aquecimento global, diz pesquisa


Árvores doentes podem estar gerando metano, um dos gases responsáveis pelo aquecimento global, segundo cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Eles pesquisaram 60 plantas na floresta de Yale Meyers, na região nordeste do estado de Connecticut, e encontraram concentrações do gás 80 mil vezes maiores do que o normal.
Em condições comuns, a presença do metano é de menos de duas partes por milhão na atmosfera. Nas partes ocas das árvores doentes, os pesquisadores encontraram níveis médios de 15 mil partes por milhão de metano no ar.
A pesquisa foi divulgada na revista "Geophysical Research Letters" ("Cartas de Pesquisa Geofísica", na tradução do inglês). A concentração do metano nas árvores doentes chega a ser inflamável, segundo o coordenador do estudo, Kristofer Covey, da Universidade de Yale.
O pesquisador aponta que as condições encontradas nas árvores são normais em vários locais de floresta no mundo, o que indica que os cientistas podem ter achado uma nova fonte de produção do metano "em escala global".
As árvores doentes têm um potencial de aquecimento global equivalente a 18% do carbono capturado pelas mesmas florestas, reduzindo o benefício climático que elas criariam em cerca de um quinto, segundo Covey.
"Se nós extrapolarmos o que foi encontrado [no estudo] para florestas em escala global, o metano produzido pelas árvores representaria 10% das emissões do mundo", afirmou Xuhui Lee, co-autor da pesquisa e professor de meteorologia em Yale. Ele reconhece que os cientistas "não sabiam da existência" deste processo de criação do metano.
Mais velhas
As árvores que produzem metano são mais velhas e doentes, com idade entre 80 e 100 anos. No caso da floresta de Yale, elas estão sendo afetadas por um fungo que cria condições favoráveis para a proliferação de microorganismos que fabricam o gás.

Ninguém havia pensado que a ideia de podridão causada por fungos, um problema comum em florestas, poderia estar ligado à produção de gases-estufa e ao aquecimento global, reforçam os cientistas.
Fonte: G1

7 de ago de 2012

Perfurar poços de petróleo pode causar pequenos tremores, diz estudo

Engenheiro instala equipamento para medição de abalos sísmicos em Idaho, nos EUA (Foto: Perle Dorr/IRIS Consortium)
Engenheiro instala equipamento para medição de abalos sísmicos em Idaho, nos EUA (Foto: Perle Dorr/IRIS Consortium)

Terremotos ao norte do estado do Texas, nos EUA, estão ocorrendo a poucos quilômetros de poços usados para a produção de petróleo e descarte de fluídos. A abertura dos poços está potencializando a formação dos tremores, segundo uma pesquisa da Universidade de Austin, também no estado texano.
O estudo foi publicado nesta semana na revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA (PNAS, na tradução do inglês). Nenhum dos abalos sísmicos registrados nos dois anos da pesquisa representaram perigo à população, dizem os cientistas. O pesquisador responsável pelo estudo, Cliff Frohlich, enfatiza, no entanto, ser claro "que os poços estão aumentando a chance dos terremotos ocorrerem".
Frohlich analisou dados de abalos sísmicos registrados entre novembro de 2009 e setembro de 2011 por uma rede de sismógrafos conectados via internet. Foram avaliadas informações da fronteira com o Canadá até o Golfo do México.
A potência dos aparelhos permitiu que o pesquisador detectasse tremores com magnitude menor do que 1,5 graus, muito fracos para serem sentidos pelas pessoas.
Frohlich descobriu que os terremotos com posição mais confiável identificados na pesquisa  ocorriam em oito grupos localizados a 3,2 quilômetros de um ou mais poços de injeção das substâncias na terra após a produção de petróleo.
O estudo sugere que tremores "disparados" pelos poços são muito mais comuns do que o que se imaginava. A pesquisa foi divulgada no mesmo momento em que os impactos ambientais dos chamados "fraturamentos hidráulicos" de rochas para exploração de petróleo e gás natural têm preocupado setores da sociedade americana, inclusive congressistas.
Frohlich pondera que seu estudo não aponta maiores riscos pelo uso do "fraturamento hidráulico" do que os conhecidos anteriormente.
"Pode ser que a injeção [de fluídos no solo] desencadeie um terremoto se os fluídos atingirem e causarem fricção em uma falha geológica que está pronta para deslizar [causando um abalo]. Esta não é a situação em muitas lugares", afirmou o pesquisador à PNAS.
Fonte: G1

3 de ago de 2012

Prefeitura lança plano de resíduos sólidos sem metas

Quantidade de lixo deixada nos ecopontos da capital aumentou cerca de dez vezes - JF Diorio/AE
Quantidade de lixo deixada nos ecopontos da capital aumentou cerca de dez vezes.  JF Diorio/AE 
A dois dias do fim do prazo, a Prefeitura de São Paulo atendeu nesta terça-feira (31) apenas parcialmente à exigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), ao divulgar o projeto de gestão do lixo do município para as próximas duas décadas. O documento, publicado no Diário Oficial, não especifica metas ou custos de implantação em seu plano de ações.


O projeto da capital paulista traz um diagnóstico da atual situação do setor e promete ampliar os programas de coleta já existentes. Segundo especialistas, no entanto, falta detalhamento de como essas medidas serão colocadas em prática.
"O documento apresenta o que foi feito até agora, mas não mostra objetivos definidos ou quanto vai custar e de onde vão sair os recursos para as ações, por exemplo. Na minha avaliação, não serve de parâmetro", diz Carlos Silva Filho, diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Limpezas Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
A partir de quinta-feira, os projetos serão pré-requisito para que os municípios recebam novos recursos do governo federal para investimentos na área de resíduos. No entanto, a simples apresentação dos planos não basta: eles devem preencher uma série de requisitos do PNRS para que sejam aprovados.
No documento, a Prefeitura afirma que uma das medidas para incentivar a adesão da população ao Programa de Coleta Seletiva é a instalação de 2,4 mil contêineres de mil litros até 2015, além de outros 60 contêineres de 2,5 mil litros, como Postos de Entrega Voluntária (PEVs).
Para Carlos Henrique Andrade de Oliveira, do Instituto Polis na área de resíduos sólidos, a publicação do projeto do projeto causou surpresa. "Chama a atenção o fato de ter saído dessa forma, porque não houve uma série de audiências públicas. A participação da sociedade civil foi limitada ao Cades (Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável)", afirma.
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Serviços, responsável pelo projeto, não respondeu ao pedido de entrevista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Fonte: Estadão

2 de ago de 2012

Mais de 90% das cidades estão sem plano para o lixo



Mais de 90% dos municípios brasileiros não produziram um plano para tratamento do lixo e de resíduos industriais, o que coloca em risco a meta do País de eliminar em dois anos os lixões. Previsto em lei, o documento passa a ser exigido pelo governo federal a partir de hoje como contrapartida para liberar recursos da União.

Dados do Ministério do Meio Ambiente mostram que apenas 291 cidades aprovaram um plano municipal de resíduos sólidos, enquanto 197 municípios ainda analisam projetos. Portanto, 488 das 5.565 prefeituras se habilitam a receber dinheiro federal para manejo do lixo, o que equivale a 8,8% das cidades.

Por amostragem, a Confederação Nacional de Municípios estimou que 49% das cidades nem sequer iniciaram a preparação do plano e outros 42% ainda não o finalizaram. O levantamento, divulgado ontem, foi feito no mês passado com 3.457 municípios. Entre as cidades que ainda não começaram, os principais motivos alegados foram a falta de recursos financeiros e técnicos e o desconhecimento da lei.

Os números são especialmente preocupantes, na visão de analistas, pois cabe aos municípios a gestão do lixo. Segundo a lei, os documentos devem ter metas de coleta seletiva e um cronograma para a destinação adequada de resíduos hospitalares e industriais. A elaboração do plano não é obrigatória, mas o governo federal exige o documento para liberar verbas da União.

Sem esse dinheiro, não há chance de as cidades eliminarem os lixões até agosto de 2014, afirmou Simone Nogueira, sócia do Siqueira Castro Advogados responsável pela área de meio ambiente em São Paulo. "Foi muito ingrato o prazo escolhido, cai no momento em que fecham as gavetas para mudanças nas prefeituras. Isso faz com que as administrações municipais não tenham se preocupado."

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, acusa o governo federal. "Enquanto Brasília continuar fazendo leis inexequíveis, que criam expectativa, vai gerar frustração. Não adianta fazer a lei artificialmente, ela não vai ser cumprida."

Plano paulistano. A capital paulista publicou anteontem seu plano, mas sem as especificidades exigidas por lei, como metas para coleta seletiva. A pressa em não perder acesso ao dinheiro da União pode sair pela culatra porque o governo Dilma Rousseff promete aceitar somente os documentos que cumpram todos os requisitos.

"Nós, do Ministério do Meio Ambiente, não achamos que é importante fazer cópia e cola de plano só para atender à exigência, tem de pegar mesmo o conteúdo mínimo", disse o diretor de Ambiente Urbano, Silvano Silvério. Para a pasta, a exigência dos planos municipal e estadual entra em vigor hoje, mas os municípios que não os concluíram poderão apresenta-los mais à frente, no momento em que pedirem verbas da União.

A interpretação do governo foi elogiada por Simone. "É uma interpretação da realidade, uma adaptação do texto da lei à pratica, senão inviabilizaria. Já vejo o ministério flexibilizando, caso contrário seria inviável, porque os municípios não teriam como fazer", disse Simone.

Fonte: O Estado de S. Paulo 

Prefeitura de São Paulo lança plano de resíduos sólidos sem metas



A dois dias do fim do prazo, a Prefeitura de São Paulo atendeu nesta terça-feira apenas parcialmente à exigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), ao divulgar o projeto de gestão do lixo do município para as próximas duas décadas. O documento, publicado no Diário Oficial, não especifica metas ou custos de implantação em seu plano de ações.

O projeto da capital paulista traz um diagnóstico da atual situação do setor e promete ampliar os programas de coleta já existentes. Segundo especialistas, no entanto, falta detalhamento de como essas medidas serão colocadas em prática.

"O documento apresenta o que foi feito até agora, mas não mostra objetivos definidos ou quanto vai custar e de onde vão sair os recursos para as ações, por exemplo. Na minha avaliação, não serve de parâmetro", diz Carlos Silva Filho, diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Limpezas Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

A partir de quinta-feira, os projetos serão pré-requisito para que os municípios recebam novos recursos do governo federal para investimentos na área de resíduos. No entanto, a simples apresentação dos planos não basta: eles devem preencher uma série de requisitos do PNRS para que sejam aprovados.

No documento, a Prefeitura afirma que uma das medidas para incentivar a adesão da população ao Programa de Coleta Seletiva é a instalação de 2,4 mil contêineres de mil litros até 2015, além de outros 60 contêineres de 2,5 mil litros, como Postos de Entrega Voluntária (PEVs).

Para Carlos Henrique Andrade de Oliveira, do Instituto Polis na área de resíduos sólidos, a publicação do projeto do projeto causou surpresa. "Chama a atenção o fato de ter saído dessa forma, porque não houve uma série de audiências públicas. A participação da sociedade civil foi limitada ao Cades (Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável)", afirma.

Fonte: O Estado de S. Paulo 

1 de ago de 2012

Como fazer eventos com menos impacto ambiental, social e econômico

Após a leitura da notícia, conheça o Projeto Evento Limpo da Physis SDA, de gestão ambiental de eventos no nosso site: Projeto Evento Limpo

"O Projeto Evento Limpo visa promover a gestão ambiental de diversos tipos de eventos, por meio da implantação de ações sustentáveis baseadas nas diretrizes da ISO 14001, adaptadas à realidade do evento, sendo considerada a necessidade de estudos ambientais prévios para a sua realização; Avaliação do Impacto Ambiental e Social gerados pela realização do evento; uso da água e energia; gestão de resíduos sólidos e efluentes; emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE); sensibilização e educação ambiental dos envolvidos (público, equipe de produção e fornecedores). Com base nessas considerações, são elaboradas as ações que serão aplicadas no evento a fim de mitigar os impactos ambientais por ele gerados: elaboração do Relatório Ambiental Simplificado, com diagnóstico socioambiental do evento; alternativas para economia de água e energia; coleta, separação, reciclagem e destinação final de todos os resíduos sólidos gerados (resíduos secos - papel, plástico, vidro e metal, óleo de cozinha, resíduos eletrônicos, pilhas e baterias, bitucas de cigarro, resíduos orgânicos, rejeitos, entre outros, classificados segundo ABNT NBR10004), com envolvimento de cooperativas de reciclagem locais; elaboração do Inventário de Emissões de GEE para neutralização de CO2; treinamento e divulgação das ações para sensibilização dos envolvidos. Após a realização do evento, é elaborado o Relatório Evento Limpo, contendo todas as ações implantadas e emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica."


Planejamento estratégico das empresas e organizações deve focar em medidas de engajamento do público, minimizar transtornos ao entorno e deixar um legado para as comunidades afetadas

Daniel de Freitas, Ibev, Sustentabilidade
Promover relacionamento com o público, divulgar uma marca e desenvolver setores da economia brasileira são os principais objetivos da indústria de eventos no país. Grandes projetos, no entanto, geram também enormes impactos ao meio ambiente, à sociedade e à economia. As grandes empresas já se preocupam com os danos causados e tentam minimizá-los, no entanto, com o crescimento do conceito no mercado, as companhias procuram seguir medidas simples para se posicionarem como sustentáveis.
Com o intuito de auxiliar os organizadores neste processo, a ABNT Brasil instituiu a norma ISO 20121. A medida não será obrigatória, porém trará diretrizes para os gestores de produção, oferecendo soluções para as empresas desenvolverem a sustentabilidade em eventos, propondo mudanças em todas as etapas de planejamento.
“As propostas são de que os impactos causados tanto na questão ambiental quanto social e econômica sejam medidos pelas empresas e também pelos stakeholders, que são os fornecedores, organizadores, patrocinadores, público visitante e os participantes. Desejamos que todos os envolvidos possam medir quais os impactos causados nestas três áreas e tentem minimizar os danos das ações”, declara Daniel de Freitas, Diretor de Sustentabilidade do Instituto Brasileiro de Eventos (IBEV), em entrevista ao Mundo do Marketing.
Conscientização e engajamento de todos os envolvidos
Uma das preocupações abordada nas diretrizes do ISO 20121 é o engajamento do público e dos participantes nos eventos. É necessário que as empresas transmitam a conscientização de que os ouvintes e os palestrantes fazem parte do projeto de sustentabilidade e não são apenas agentes passivos no processo. Os visitantes estão incluídos nos impactos desde a forma como escolhem comparecer à programação, se pensam no desperdício de combustível e optam pelo transporte público ou a bicicleta.
Os fornecedores também estão envolvidos na ação. Recrutar profissionais e utilizar materiais próximos ao local do evento são formas de cortar custos e diminuir os poluentes no ar. A realização da apresentação e as embalagens utilizadas fazem parte de uma gama de informações que precisam ser avaliadas ao longo do processo de planejamento. “As lixeiras de coleta seletiva, por exemplo, servem para a empresa realizar a divisão de materiais orgânicos e recicláveis, mas se o participante do evento não colabora colocando o lixo no lugar certo, a iniciativa não cumpre o seu objetivo. É preciso, portanto, conscientizar o público de que ele é parte do procedimento”, afirma Freitas.  
Descarte, resíduos,lixeiras
O engajamento das comunidades também está relacionado ao legado que os eventos deixam para a região. “Uma empresa realizou um evento fora dos seus domínios e queria montar um cenário. A companhia escolheu contratar uma ONG de artesãos locais e o cenógrafo da empresa treinou os trabalhadores da comunidade, que montaram todo o projeto. Os custos foram bem menores do que se chamassem profissionais de outra cidade e ainda gerou um impacto positivo, pois deixaram um conhecimento naquela comunidade”, explica Flávia Goldenberg, Sócia Diretora da Sob Medida e ex-Vice Presidente de Relações Institucionais da Associação de Marketing Promocional (AMPRO), em entrevista ao portal.
Eventos precisam gerar legado e minimizar impactos sociais
As empresas, normalmente, focam a sustentabilidade em ações de diminuição de impacto ambiental, como a reciclagem e o descarte correto dos resíduos após eventos. Os impactos sociais, no entanto, não são prioridades no planejamento e causam grandes transtornos para os cidadãos. Como lembra o Diretor de Sustentabilidade do Ibev, em 2010, a Igreja Universal convocou a população para participar de um culto na Enseada de Botafogo, com a previsão de 100 mil pessoas, entretanto, compareceram um milhão. O evento causou uma desordem no trânsito de toda a Zona Sul do Rio de Janeiro durante horas e não havia também transportes e banheiros para atender a todos os presentes.
Os impactos devem ser previstos antes da realização dos eventos para não gerarem tumultos. As Olimpíadas 2016, no Rio de Janeiro, receberam grande apoio da população para serem sediadas no país, no entanto, quando começaram a construir a estrutura para receber o evento e desapropriaram casas por preços mais baixos que os valores dos imóveis, houve reclamação das mesmas pessoas que vibraram com a escolha da cidade como sede.
Lona Cultural,Anchieta,Eco 92
É necessário que os eventos tragam benefícios para os moradores da região antes, durante e depois da realização. Os organizadores devem se perguntar: a Vila Olímpica servirá a população? As estruturas montadas serão voltadas para o acesso de qualquer pessoa? As tendas utilizadas no Fórum Global Mundial ECO 92, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, por exemplo, foram transformadas em Lonas Culturais depois do evento.
Por iniciativa da Secretaria de Cultura, a estrutura serviu ao propósito de levar atividades culturais a preços populares para regiões da cidade com baixo IDH e sem equipamentos culturais, tornado-as pontos de entretenimento para a população. “Sustentabilidade pressupõe acessibilidade, inclusão e um legado. O Festival de Inverno de Campos do Jordão é lembrado por várias marcas durante a alta temporada, mas nenhuma se preocupa em deixar uma herança social ou gerar um efeito positivo para os moradores da cidade no resto do ano”, expõe Flávia.
Investimentos a longo prazo e mudança de comportamento
Além dos impactos ambientais e sociais, as empresas precisam ficar atentas aos econômicos, que não são apenas o retorno financeiro do evento, mas todos os investimentos feitos para trazer progresso ao espaço utilizado. Os organizadores necessitam compreender os gastos de uma produção mais sustentável para perceber que a opção aparentemente mais cara é também a mais rentável.
“Nos eventos que ajudamos a organizar, sugerimos que as empresas usem produtos biodegradáveis na limpeza. Elas alegam que o material é muito mais custoso, mas, na verdade, o produto sai até mais barato. Acontece que, na comparação de um litro de ambos, o biodegradável é mais caro, por outro lado a diluição dele é bem maior que um desinfetante comum, com concentração de um para 500 litros de água, o que acaba sendo compensador”, diz o Diretor de Sustentabilidade da IBEV.
Os orçamentos dos eventos saem em média 10% a 15% mais caros que os comuns, segundo a agência ConceitoEco. Alimentos orgânicos, tecidos de material PET e banners de algodão ainda custam mais que as alteranativas tradicionais, mas é necessário enxergar a sustentabilidade como um processo de maturidade, dentro das condições operacionais e financeira de cada corporação.
acessibilidade, deficientes,socialComeçar com pequenas ações
Atualmente, as empresas recebem do IBEV uma certificação de sustentabilidade de acordo com as realizações prometidas e cumpridas pela companhia durante o evento. São divididas em cinco níveis, que buscam estimular as empresas a refletirem sobre como diminuir os seus impactos com uma certificação mínima até uma de excelência na estratégia.
“A certificação funciona de forma que as empresas se propõem a fazer determinadas coisas, como utilizar 90% da iluminação do evento com lâmpadas LED e com isso reduzir ‘x’ de consumo de energia, usar o ar condicionado com um termostato que quando a sala estiver vazia desliga sozinho, sensores de presença para as luzes e assim por diante”, exemplifica Freitas.
A realização de pequenas mudanças na produção pode trazer diferenças para a imagem e postura da empresa. O uso de equipamentos de segurança para a equipe de montagem, o oferecimento de alimentos orgânicos e a acessibilidade dos portadores de deficiências físicas são exemplos de medidas práticas e sustentáveis.
“Antes de ser executado, o evento tem de ser raciocinado de forma sustentável no seu planejamento estratégico, desde a ambientação, que inclui locais que possam utilizar o máximo de luz natural para economizar energia elétrica, até a consideração que existem pessoas que não comem carne. O espaço também deve ter uma ampla disponibilidade de transportes públicos”, alega Ana Paula Caribé, Diretora da agência Conceito Eco, em entrevista ao Mundo do Marketing. 
Compensação de carbono,plantio de árvores
Falsas compensações para a natureza
A execução de medidas sustentáveis em eventos, por vezes, tem perdido o seu real foco, que é a diminuição dos impactos causados, por uma regra de compensações de emissões de carbono na atmosfera sugerida pela Unesco. A iniciativa é válida em alguns casos, entretanto, muitas companhias deixam de se preocupar com os danos que podem acarretar a uma comunidade para calcular o quanto emitiram de dióxido de carbono (CO2) e fazerem uma margem de compensação.
O ressarcimento pode ser feito plantando árvores. O processo é demorado e gerará retorno depois de 15 a 20 anos, além de não ser garantido que o plantio dê certo. Outro meio é a compra de créditos de carbono na Bolsa de Valores, gerados por medidas que transformaram CO2 em oxigênio puro. Estes caminhos não tornam o evento mais sustentável, mas maquiam uma possível falta de maturidade da empresa em lidar com os seus problemas.
“Uma indústria não pode despejar resíduos químicos no mar e nos rios e depois compensar com o plantio de árvores. Os impactos sociais que a empresa pode causar não têm como serem indenizados. Se não foram previstos equipamentos para a participação de pessoas deficientes, como uma rampa de acesso ao palco, e o palestrante é uma cadeirante, o constrangimento da pessoa e do público será irreparável. Aconselhamos as empresas a pensarem primeiro na redução e não na compensação, que apenas atinge o meio ambiente e a sustentabilidade é um tripé”, finaliza o Diretor de Sustentabilidade da Ibev. 

Fonte: Letícia Alasse, do Mundo do Marketing em 06/02/2012

31 de jul de 2012

UFRJ transforma o bagaço de cana em fibra de carbono


Editoria de arte/Folhapress

Peças de carro, materiais da indústria de petróleo e até armações de óculos podem estar prestes a se juntar a etanol, cachaça e açúcar como produtos derivados da cana.


Cientistas brasileiros desenvolveram um jeito de transformar os resíduos da planta em fibra de carbono, material um bocado valorizado pela indústria.


Hoje, o bagaço da cana-de-açúcar é o principal resíduo do agronegócio brasileiro. Uma tonelada da planta usada para fazer etanol produz, em média, 140 kg de bagaço.

Boa parte desses restos acaba queimada nas próprias usinas como forma de gerar energia, mas é uma destinação que ainda não consegue absorver todos os resíduos gerados. Se armazenados incorretamente, eles podem se tornar um fator sério de poluição ambiental.

Foi pensando nisso que um grupo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) decidiu agir e dar uma destinação mais nobre ao "lixo".

Eles desenvolveram um método que extrai a lignina -uma importante molécula "estrutural" dos vegetais, responsável, entre outras coisas, pela sustentação- do bagaço da cana e a trata para que ela seja transformada em fibra de carbono.

"Não é como transformar garrafa pet em tapete ou em árvore de Natal. É uma reciclagem com alto valor agregado, que pode gerar boas oportunidades, porque o Brasil ainda não tem produção industrial de fibra de carbono", diz Veronica Calado, coordenadora do trabalho e também do Núcleo de Biocombustíveis, de Petróleo e de seus Derivados da UFRJ.

Na verdade, o grupo de Calado aproveita o "lixo do lixo" da cana-de-açúcar. Novas técnicas já permitem que o bagaço da produção de etanol seja tratado quimicamente e usado para dar origem a mais álcool, o chamado etanol de segunda geração.

ÚLTIMA ETAPA
A fibra de carbono é obtida depois que o bagaço já passou por esse segundo processo. A lignina extraída do bagaço é processada e passa por vários processos, que vão aumentando o teor de carbono. No fim, obtém-se a fibra, que é laminada e pode ser vendida para as mais diversas aplicações.

Dez vezes mais forte do que o aço, mas ainda maleável e com elevada resistência à temperatura, a fibra de carbono é um material muito valorizado no mercado, com preços que podem variar entre US$ 25 e US$ 120 por kg.

A principal maneira de obtê-la hoje é derivá-la do petróleo, com muitos aditivos.

"A fibra de carbono pelo reaproveitamento da cana também é sustentável nesse sentido, porque vai diminuir a dependência do petróleo para mais um uso", avalia Verônica, da UFRJ.

No mundo, já existem outras iniciativas para transformar a lignina em fibra de carbono. Todos esses projetos estão também em fase experimental. O grupo brasileiro, porém, orgulha-se de conseguir fazer o trabalho com menos aditivos, obtendo ainda um "extrato" de lignina mais puro e com maior potencial de transformação.

O trabalho carioca ainda está restrito aos laboratórios, mas a técnica já se mostrou funcional. A coordenadora do estudo diz que não há ideia do preço final da fibra, mas que "com certeza ela será mais barata do que a vinda do petróleo".

Agora, os cientistas estudam a melhor maneira de patentear o projeto.

Fonte: Folha.com

26 de jul de 2012

Biodiversidade cai em metade das florestas tropicais, aponta estudo

Biodiversidade (Foto: Christian Ziegler/ZieglerPhotos.com/Nature)
Reservas são o último refúgio de espécies ameaçadas (Foto: Christian Ziegler/ZieglerPhotos.com/Nature)

Metade das áreas protegidas de florestas tropicais do mundo está sofrendo um declínio na biodiversidade, segundo uma análise feita em 60 reservas e publicada na edição desta semana da revista “Nature”.

Para avaliar como esses locais estão funcionando, o pesquisador William Laurance e outros autores estudaram um grande conjunto de dados sobre as mudanças ocorridas ao longo dos últimos 20 a 30 anos.
A avaliação revela uma grande variação no estado dessas reservas, e 50% vivenciam perdas substanciais na variedade de animais e plantas. Perturbação do habitat natural, caça e exploração das florestas são os maiores fatores para esse declínio.
As reservas tropicais representam um último refúgio para espécies ameaçadas e processos naturais dos ecossistemas, em uma época que cresce a preocupação quanto ao impacto do homem sobre o crescimento da biodiversidade.
O estudo indica que, muitas vezes, áreas protegidas estão ecologicamente ligadas aos habitats ao redor, razão pela qual o destino delas é determinado por mudanças ambientais internas e externas.
Portanto, os pesquisadores afirmam que os esforços para manter a biodiversidade não devem se limitar a reduzir os problemas dentro das reservas, mas promover mudanças também fora dessas áreas.
Fonte: G1

24 de jul de 2012

Coleta de lixo tóxico ainda é desafio para o Brasil


Foto: Reprodução

O descarte de lixo passível de liberar substâncias tóxicas ainda é um problema para o país, apesar de já haver legislação regulamentando o assunto. De acordo com a Lei n°12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, os fabricantes, importadores e revendedores de produtos que podem causar contaminação devem recolhê-los. Mas dois anos após a regra estar em vigor, os cidadãos dispõem de poucos locais adequados para jogar fora pilhas e baterias; pneus; lâmpadas fluorescentes e embalagens de óleo lubrificante e de agrotóxicos.
A lei recomenda que haja acordos setoriais e termos de compromisso entre empresários e o Poder Público para implantar o sistema de devolução ao fabricante no país, prática conhecida como logística reversa. O primeiro passo nesse sentido foi dado apenas no final do ano passado. Em novembro de 2011, o Ministério do Meio Ambiente publicou edital de chamamento para propostas referentes ao descarte de embalagens de óleo. No início deste mês, o órgão lançou mais dois editais: um diz respeito a lâmpadas fluorescentes e o outro a embalagens em geral. No caso das embalagens de óleo, as sugestões continuam sendo debatidas. Quanto aos outros dois editais, segue o prazo de 120 dias para que entidades representativas, fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores enviem propostas à pasta.
Enquanto não há um sistema estruturado para destinação de resíduos perigosos, os consumidores continuam fazendo o descarte junto com o lixo comum ou são obrigados a recorrer a iniciativas pontuais de organizações não governamentais (ONGs) e empresas para fazer a coisa certa.
“Alguns pontos comerciais se preocupam em fazer pequenos ecopontos para receber pilhas e baterias, mas é muito diminuto”, avalia João Zianesi Netto, vice-presidente da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP). De acordo com Netto, houve um movimento da própria indústria no sentido de fazer o recolhimento antes de haver legislação específica, pois a maior parte dos produtos é reaproveitável e tem valor agregado. Mas, na opinião dele, a informação sobre como realizar a devolução não é satisfatoriamente repassada às pessoas. “Eu não estou vendo que estejam procurando instruir o cidadão”, avalia.
A pesquisadora em meio ambiente Elaine Nolasco, professora da Universidade de Brasília (UnB), diz que as atitudes de logística reversa no Brasil são dispersas. “Está dependendo de algumas localidades. Geralmente são ONGs e cooperativas que têm esse tipo de iniciativa. Em alguns casos há participação do Poder Público, como no Projeto Cata-Treco, em Goiânia”, exemplifica ela, referindo-se a um programa da prefeitura daquela cidade em parceria com catadores de lixo.
O governo do Distrito Federal também instituiu um sistema para recolhimento de lixo com componentes perigosos. O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) disponibiliza 13 pontos para entrega de pilhas e baterias, espalhados por várias regiões administrativas do DF. A relação de endereços está disponível na página do órgão na internet.
Elaine Nolasco lembra que o risco trazido pelo descarte inadequado de pilhas, baterias e lâmpadas está relacionado aos metais pesados presentes na composição desses produtos – desde lítio até mercúrio. “Pode haver contaminação do solo e do lençol freático”, diz.
A Lei n° 12.305 estabelece, de forma genérica, que quem infringir as regras da Política Nacional de Resíduos Sólidos pode ser punido nos termos da Lei n° 9.605/1998, também conhecida como Lei de Crimes Ambientais. Assim, elas podem ser denunciadas às delegacias de meio ambiente das cidades ou ao Ministério Público. 
Fonte: Ambiente Brasil
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